Resenha Crítica – 12 Anos de Escravidão

Ficha Técnica

Filme: 12 Anos de Escravidão
Título original:  12 Years a Slave
Gênero: Biografia Drama História
Duração: 135 minutos
Ano de Lançamento: 2013
Direção: Steve McQueen
Roteiro: Jhon Ridley, baseado na obra de Solomon Northup
Elenco:  Chiwetel Ejiofor, Adepero Oduye, Alfre Woodard, Anwan Glover, Benedict umberbatch, Bill Camp, Brad Pitt, Bryan Batt, Chris Chalk, Christopher Berry (I), Dwight Henry, Garret Dillahunt, J.D. Evermore, Jay Huguley, Lupita Nyong’o, Marc Macaulay, Marcus Lyle Brown, Michael Fassbender, Michael Kenneth Williams, Paul Dano, Paul Giamatti, Quvenzhané Wallis, Ritchie Montgomery, Ruth Negga, Sarah Paulson, Scoot McNairy, Taran Killam, Wayne Pére.

Sinopse
12 Anos de Escravidão é baseado na história verdadeira de um homem livre Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor) que após ser sequestrado e vendido como escravo, luta por sobrevivência e liberdade. Diante da crueldade de um dono de escravos (Michael Fassbender) e de gentilezas inesperadas, Solomon luta não só para se manter vivo, mas também para manter sua dignidade. No décimo segundo ano de sua odisseia inesquecível, Solomon encontra casualmente com um abolicionista canadense (Brad Pitt), que muda sua vida para sempre.

Ao assistir o filme 12 Anos de Escravidão, a primeira coisa que me veio à mente, assim que o filme acabou, foi: “ Quero assistir Django agora!” Não que o Solomon, personagem de 12 Anos de Escravidão não tenha interpretado bem, muito menos que a trama, que se baseava em história real, não era boa. Apenas me deu uma vontade de ver um ‘acerto de contas’ se assim posso dizer. No meu ponto de vista faltou justiça para Solomon e em Django o personagem faz com suas próprias mãos. O pior é que a vida real é assim, Solomon não pôde obter justiça, por causa do preconceito e é por causa dele que até hoje vemos tantas injustiças.

Enfim, voltando ao filme de Steve McQueen, ele retrata a escravidão e a história americana. No entanto, apesar de ser muito diferente da história brasileira, não há como não fazer comparações com a nossa realidade e o impacto que a escravidão representou no ser humano. É de se imaginar que, se Salomon não tivesse sido sequestrado, não tivesse sido injustiçado será que ele não teria melhores condições? Será que virar escravo da noite para o dia, não o fez perder oportunidades, dignidade e um futuro melhor?

Trazendo isso para a nossa realidade, a realidade Brasileira, onde todos são mestiços e também de sangue puro. Porque, se assumir negro é se rebaixar é se colocar em uma menor posição comparado aos outros. Sim, porque só precisamos de cotas pois não conseguimos sozinhos. Precisamos de cotas para se ter igualdade, precisamos de cotas para sermos tratados como pessoas, como seres humanos, como semelhantes. Mas, as cotas não diminuem o estrago da escravidão, não ressuscitam os inúmeros mortos, não apagam os anos de injustiças, nem mesmo dão verdadeiras condições aos negros. Seria justo?  De fato no Brasil, uma nação miscigenada, essas ‘ajudas’ não poderiam como ser definidas, ou disponibilizadas apenas pela cor da pele do cidadão.

É visível que ainda temos alguns resíduos da escravidão no dia a dia, é visível que ainda não temos maturidade política, que tentamos burlar todas as leis para se dar bem. Seria esse o nosso maior problema? A desigualdade é que ainda nos faz cometer erros, e de onde ela veio?  Pense: se em uma nação recém formada todos começam com nada é de se esperar que o que cada um ganha será lucro pelo trabalho digno e justo que fez. Mas se esta mesma nação começa com uns tirando vantagem dos outros, não é de se esperar que uns tenham mais que os outros. E que cada vez mais a diferença entre eles será maior.

Por fim, se fizermos uma análise e esmiuçarmos cada problema que temos no mundo, chegaremos à um fator comum. O mesmo que faz o mundo mover, crescer e se desenvolver: o capitalismo.

Pense bem, se não houvesse ganhos ($$) com o comercio de escravos, talvez eles veriam o negro como um ser humano semelhante à eles. Assim como a exploração sexual, o tráfico de drogas, armas e órgãos, etc.

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