Jessica Jones – Considerações sobre a série

Ficha Técnica
Jessica Jones – 2015
Duração: 13 episódios
Gênero: Investigação/Drama/Ação
Criadora: Melissa Rosenberg
Elenco: Krysten Ritter, Mike Colter, David Tennant, Rachael Taylor, Carrie-Anne Moss, Eka Darville, Erin Moriarty, Wil Traval, Susie Abromeit Phil Cappadora


Ontem eu terminei de assistir a primeira temporada de Jessica Jones e decidi fazer minha primeira resenha de série, na verdade não é uma resenha, é uma consideração. E no geral, Jessica Jones é uma série muito boa. No entanto, existem alguns pontos que eu não gostei e preciso comentar. Tudo bem que nunca li os quadrinhos da Marvel Comics e não sou muito fã deste estilo de serie, mas eu gostei muito do desenrolar da história, dos personagens e de quase tudo que aconteceu durante a série.

Primeiramente vamos aos pontos importantes, pesquisei em sites de “entendidos” e descobri que Jessica Jones foi criada pelo famoso quadrinista Brian Michael Bendis no início dos anos 2000 e estrelou uma série em quadrinhos chamada Alias. Na série de TV, Jessica é detetive particular da Alias e trabalha sozinha, geralmente acompanhada de um uísque e da sua câmera, ela vive entre esposas traídas e pessoas desaparecidas. Ela possui força sobre-humana, adquirida depois de um acidente, e pode dar grandes saltos e cair controladamente, segundo a própria personagem.

Sem mais mimimi, vou direto ao assunto. Achei Jones uma mulher independente e forte, mas é visível que ela tem uma grande amargura do passado e resolve tudo com álcool. Sem contar a agonia de vê-la sempre como mesmo estilo despojado de quem nem passa um desodorante, apenas levanta e deita, trocando as vezes de roupa. No entanto, em alguns flashbacks ela aparece toda arrumada, com vestidos coloridos, maquiagem e assim ficou mais repugnante ainda. No fim das contas ela poderia continuar sendo essa garota despojada, apenas podia se cuidar, ou aparentar se cuidar mais. E poderia NÃO MATAR BARATAS COM O DEDO, aquilo foi incrivelmente nojento.

Outra coisa que me deu raiva, Jessie se recusa a ser heroína, no entanto tem aquele dever de fazer as coisas da maneira certa. Provavelmente por influência de sua meia-irmã Trish Walker, mas realmente me dá agonia de ver que ela tem inúmeras oportunidades de acabar de vez com Killgrave, (poderoso controlador de mentes que está destruindo a vida dela, matando todos ao seu redor). Mas não o faz porque acha que a justiça será feita, depois de inúmeros episódios e incontáveis mortos ela decide que ele deve morrer e vai atrás. Realmente é aquele anti-herói estilo Hancook que possui sérios problemas com a bebida, e, por isso, é mal-humorada e desastrada, vivendo praticamente como um mendigo, Jones no caso tem um apartamento, mas parece não prezar nem um pouco por ele. Normalmente anda por aí cheirando a cachaça e não prezando pelo cuidado quando entra em ação, arrombando portas, quebrando vidros, janelas e etc.

Anyway… fora isso Jones é uma boa pessoa, cheia de problemas psicológicos, assim como todo ser humano. Problemas que interferem em seus relacionamentos e na sua forma de viver a vida, acho engraçado que em um dos flashblack ela não dava tanta importância para emprego, relacionamentos e responsabilidades antes de Killgrave (o cara que a sequestrou e mexeu com a cabeça dela) então duvido que seja algo que com algum possível desfecho vá melhorar. Claro que como toda série de super-herói tem o vilão, tem a mocinha, tem um enredo, mas não estou aqui para falar sobre isso. Não sou boa nisso, mas posso dizer o seguinte, a tal “Jonas Sister” me conquistou, claro que dá vontade de bater nela várias vezes, mas no fim, a gente se apega e quer continuar assistindo.

Por hoje é isso, espero voltar com novas considerações sobre séries em breve.

 

(Visited 24 times, 1 visits today)

Deixe uma resposta