Relacionamentos Abusivos – Uma análise do filme A Garota no Trem

Estou aproveitando minhas férias e minha atual condição, (estou de cama pois dei mal jeito na coluna), para assistir aos últimos blockbusters do cinema. E o filme dessa vez é A Garota no Trem, realizado por Tate Taylor e escrito por Erin Cressida Wilson, com base no romance de estreia ade mesmo nome de Paula Hawkins. Foi protagonizado por Emily Blunt, Rebecca Ferguson, Haley Bennett, Justin Theroux, Luke Evans, Édgar Ramírez, Allison Janney e Lisa Kudrow.

Antes de tudo veja o trailer:

Sinopse: Rachel (Emily Blunt), uma alcoólatra desempregada e deprimida, sofre pelo seu divórcio recente. Todas as manhãs ela viaja de trem de Ashbury a Londres, fantasiando sobre a vida de um jovem casal que vigia pela janela. Certo dia ela testemunha uma cena chocante e mais tarde descobre que a mulher está desaparecida. Inquieta, Rachel recorre a polícia e se vê completamente envolvida no mistério.

Eu não havia lido o livro nem mesmo havia visto o trailer antes de assisti-lo, mas ouvi tanta crítica positiva do filme que eu decidi vê-lo. Então não posso fazer críticas sobre a adaptação, nem mesmo  se temática das duas mídias é igual. Posso dizer apenas que é um ótimo filme, com um enredo incrível. Além de envolvente e com muitos mistérios, gostaria de ressaltar um ponto que atualmente tenho lido muito sobre: Relacionamentos Abusivos:  Ao passar do filme você percebe entre os inúmeros acontecimentos o quanto um personagem tem poder pelas mulheres em sua vida. A ex-esposa, a atual esposa e a amante. Ele consegue manipulá-las de um jeito  horrível. A ponto de fazê-las duvidar delas mesmas.

Este ponto está explícito desde o momento em que conhecemos Megan durante suas sessões de terapia, ela permanece com Scott mesmo sem vontade nenhuma, mesmo tendo sua vida completamente controlada, quase como forma de auto punição pelos seus erros do passado, e só consegue se abrir para Abdic, com quem tenta ter um caso loucamente. Ele é tão absurdo que após o desaparecimento esse comportamento agressivo acaba sendo “transportado” pra coitada da Rachel que entra em contato tentando ajudar, no final das contas a gente vê que não importa os erros da pessoa, ninguém merece ser tratado assim. Inclusive muito do que rola na vida da Megan poderia ter sido evitado desde o início da parte difícil da sua história se ela tivesse tido apoio pra melhorar e sentir menos culpa pelo que passou.

Além disso existe um outro ponto interessante, novo para mim, que é abordado no filme. Gaslighting ou gas-lighting, ou seja uma forma de abuso psicológico no qual informações são distorcidas, seletivamente omitidas para favorecer o abusador ou simplesmente inventadas com a intenção de fazer a vítima duvidar de sua própria memória, percepção e sanidade. Casos de gaslighting podem variar da simples negação por parte do agressor de que incidentes abusivos anteriores já ocorreram, até a realização de eventos bizarros pelo abusador com a intenção de desorientar a vítima. (fonte)

Isso é claramente visto na personagem Rachel, que após não ter conseguido engravidar se torna alcoólatra e passa a ser lembrada por seus feitos apenas pelo que seu ex-marido conta. O que no fim percebemos que não é exatamente a realidade e até descobrir ela se culpa por muito do que aconteceu para o fim de seu relacionamento.

Ao participar de grupos de ajuda no Facebook, percebi que muitas mulheres passam por isso constantemente e as vezes elas mesmas não sabem como sair dessa, então eu vou compartilhar duas imagens que podem esclarecer sobre o quais tipos de abuso e como alguns deles podem ser recorridos através de denúncias.

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