10+1 TENDÊNCIAS DO MARKETING DIGITAL 2017

Estou iniciando meu TCC da Pós-Graduação e, para definir meu tema, decidi pesquisar quais as Tendências do Marketing Digital. Achei essa matéria no WayTrends e achei ela completa. Por isso, estou colocando-a aqui. Vale a pena a leitura!

Neste artigo que não vai querer perder exploramos as 10 + 1 tendências do marketing digital e mostramos-lhe como é que a sua Marca pode tirar partido das mesmas. Do big data à automação de marketing, do live streaming às novas realidades saiba o que de mais importante lhe reserva o digital em 2017, num artigo que faz uma análise de fundo e repleta de boas referências.

#1 Tendência do Marketing Digital
Big data & Inteligência Artificial

Tendências do Marketing Digital - Big data e Inteligência Artificial

A crescente digitalização que tem lugar no mundo actual é o que está na origem do termo “big data”. Este termo surge pelo facto de actualmente serem gerados enormes volumes de dados em virtude do registo informático que é feito de tudo o que nos rodeia: das vezes que passamos na Via Verde ao que compramos no supermercado, do tracking que os nossos smartphones nos fazem ao tracking da nossa vida online (o que vemos, quando vemos, durante quanto tempo, onde estávamos, etc) passando pelo relógio com que praticamos desporto que controla as passadas, ritmo cardíaco, calorias, localização e mais, todos estes registos fazem com que sejam gerados enormes volumes de dados que exigem um tratamento especial.

Estes dados são depois usados por nós pessoalmente ou pelas empresas que os geraram para nos prestarem um melhor serviço e, no final do dia, para nos tornarem consumidores mais satisfeitos e mais rentáveis para as suas organizações.

Falar em “big data” leva-nos também rapidamente à inteligência artificial porque esta necessita de dados para operar. O termo é recorrente e aparece em notícias, blogs e artigos de análise vezes sem conta e o motivo é simples: acredita-se que venha a revolucionar a forma como nos relacionamos com a tecnologia e também o nosso mundo laboral, médico e económico. Desmistificando, a inteligência artificial possibilita que máquinas consigam pensar sozinhas, desempenhando determinadas tarefas de forma automatizada, sem intervenção humana.

Facebook, Apple, Microsoft, Google, Tesla… todas estas empresas estão empenhadas em desenvolver sistemas de inteligência artificial mais capazes, sendo que a tecnologia já está bastante desenvolvida. O que aparece no News Feed e a ordem por que aparece é determinado por algoritmos que sabem aquilo de que cada um de nós mais gosta, o que nos interessa. A Apple está a tornar o iOS cada vez mais inteligente. A Microsoft está a investir em projectos que unem a biologia e a computação na procura da cura para o cancro. E o Google Photos é um serviço de armazenamento que organiza as nossas fotos por nós, permitindo, por exemplo, que uma pesquisa por “praia” nos dê imagens tiradas na praia.

apple ios mais inteligente

Fonte: Apple

As máquinas serão cada vez mais capazes de aprender e adaptar-se ao contexto e podem vir a substituir algumas das profissões que hoje são desempenhadas por humanos. Isto implicará uma reorganização de todo o mercado laboral. Por exemplo, parte do trabalho feito por um call-center já pode ser desempenhado por um bot no Messenger, aplicação de mensagens do Facebook, capaz de entender o problema do cliente e de lhe sugerir a melhor solução. E os veículos autónomos estão a poucos anos de distância com implicações para quem é motorista profissional e até mesmo para o mercado Segurador.

O sucesso dos sistemas de inteligência artificial só é possível com dados. Quanto mais um bot souber sobre o utilizador, melhor e mais eficientemente consegue responder às suas necessidades. Questões de privacidade e segurança vão começar, por isso mesmo, a surgir de forma mais frequente; é preciso garantir que todos os dados recolhidos são tratados de forma segura, confidencial e apenas para o fim a que se destinam – não queremos por exemplo que um amigo do alheio possa saber, pela localização do nosso smartphone e pelo padrão de consumo energético da nossa casa, que estamos a passar o fim-de-semana a 1.000km de casa…

Para saber mais sobre bots não perca o nosso artigo com tudo o que precisa de saber sobre a utilização de bots para Marcas.

 

#2 Tendência do Marketing Digital
Novas realidades

Tendências do Marketing Digital - Realidade aumentada e a realidade virtual

A realidade aumentada e a realidade virtual são ainda tecnologias reservadas a nichos. Mas 2016 provou, por diferentes motivos, que já estivemos mais longe da sua massificação. É certo que constantemente se fala de realidade aumentada e de realidade virtual, mas os últimos meses trouxeram-nos importantes conquistas em ambas as matérias.

Na realidade aumentada, todos nós assistimos à inédita popularidade do jogo Pokémon GO e muitos instalaram-no nos seus telemóveis. O Pokémon GO foi uma loucura global durante o Verão, com milhões de pessoas em todo o mundo a percorrer as ruas e os jardins à caça das pequenas criaturas animadas. Se para a Nintendo, criadora do jogo, este invulgar fenómeno de popularidade representou um novo fôlego financeiro, para a realidade aumentada foi o seu primeiro teste global. A boa notícia: saiu-se muito bem.

Tendência PokemonGO como realidade aumentada

Pela primeira vez, milhões de pessoas experimentaram a realidade aumentada, com um jogo que, na sua essência, introduzia uma nova camada entre a tecnologia e o mundo real, permitindo aos dois misturarem-se – víamos os Pokémons na rua, no escritório ou no quarto através do ecrã do telemóvel. Parecia magia e esse é um dos motivos pelos quais a realidade aumentada é tão excitante. Depois do falhanço do Google Glass e ao mesmo tempo deste sucesso do Pokémon Go, a Microsoft está a investir na realidade aumentada com HoloLens. Estes óculos permitirão colocar gráficos à frente dos nossos olhos, ou seja, poderemos fazer uma vídeo-chamada de Skype sem ter o ecrã de um computador à frente ou jogar Minecraft na mesa da sala de jantar.

 

Os HoloLens estiveram a ser desenvolvidos ao longo dos últimos meses e deverão chegar ao mercado em 2017, juntamente com óculos de outros fabricantes. O sistema operativo Windows 10 é e será compatível com uma panóplia de equipamentos deste género.

A realidade virtual também evoluiu positivamente este ano. Em 2016, através da Oculus, o Facebook lançou os Samsung Gear VR e colocou também no mercado os Oculus Rift. Os Gear VR e os Rift são dois óculos de realidade virtual que por fora parecem ter mais em comum do que realmente têm. Sim, ambos permitem ter uma experiência VR, mas são experiências diferentes. Os Gear VR são portáteis – podemos levá-los para qualquer lado e basta um telemóvel Samsung para entrar na nova realidade. Já os Rift não podem sair de casa, pois precisam de um computador (com determinadas especificações) para processar e criar o mundo virtual. As diferenças sentem-se na definição da imagem (muito mais nítida e realista nos Rift) e, claro, no preço. Enquanto que os Gear VR custam cerca de 100 euros, o preço dos Rift ronda os 700 euros.

óculos realidade virtual

Através da sua empresa Oculus, o Facebook não é o único grande nome a investir em realidade virtual. A HTC e a Sony (PlayStation) lançaram também os seus equipamentos para competir com os Rift; fabricantes mais pequenas como a chinesa Xiaomi comercializam produtos na gama do Gear VR. O Facebook está a desenvolver uns óculos que não precisaram nem de um telemóvel nem de um PC para processar a realidade virtual, sendo tanto portáteis como capazes de oferecer uma boa imagem. E a Google revelou ainda os seus planos para lançar os seus óculos: os DayDream VR chegaram em Novembro e são compatíveis com vários smartphones Android. A empresa mantém a sua aposta no Cardboard, uns óculos de realidade virtual que qualquer pessoa pode montar usando cartão e outros materiais.

A realidade virtual envolve o utilizador num ambiente computadorizado onde pode jogar, explorar fotos em 360º ou utilizar um vasto conjunto de aplicações. Em 2017, veremos mais pessoas a experimentar a realidade virtual e provavelmente novos jogos ou experiências. Mais óculos (e preços mais baratos, provavelmente) ditaram a afirmação destas duas tecnologias. Se 2016 pode ter sido cedo para apostar na realidade virtual, 2017 já não deverá ser. A tecnologia chegará às massas.

 

#3 Tendência do Marketing Digital
Livestreaming

Tendências do Marketing Digital 2017 - Livestreaming

O livestreaming já existe na internet há largos anos, em plataformas como o YouTube ou o Ustream. Mas o Facebook trouxe-o para as massas, através do Facebook Live, com o mesmo modelo de mobilidade que o Periscope (do Twitter) estreou.

Na verdade, seja no Twitter, Instagram ou no Facebook, agora qualquer pessoa pode pegar no seu telemóvel e fazer um directo para os seus seguidores ou amigos – já não precisa de equipamento profissional ou algo do género. É, assim, fácil entender a dimensão que um Facebook Live ou Periscope podem tomar, principalmente o primeiro, dado que está acessível a quase 2 mil milhões de pessoas.

Livestreaming com reações em direto no android

O Facebook Live dá assim a qualquer indivíduo ou Marca uma nova forma de comunicação mais imediata e autêntica. A plataforma sofreu uma maturação acelerada ao longo deste ano, resultado do forte investimento na mesma. O Facebook Live passou a ser possível com recurso a software e câmeras mais profissionais, e não unicamente via telemóvel. Empresas de media, festivais de música e marcas de consumo criaram novos produtos, exploraram novas oportunidades de interacção e potenciaram campanhas com recurso ao Facebook Live.

Existem inúmeros exemplos: desde o festival Vodafone Paredes de Coura que anunciou as primeiras quatro confirmações da edição 2017 a mais de mil pessoas em directo à organização Mídia Ninja que usou o Live repetidamente para mostrar o Brasil por um olhar diferente do da imprensa tradicional, ao próprio Mark Zuckerberg que partilhou os resultados de um hackathon do Facebook com todo o mundo.

O Facebook Live e o Periscope podem ser enquadrados numa tendência mais ampla – a do conteúdo produzido e distribuído em tempo real – na qual o Instagram Stories e o Snapchat também podem ser incluídos. De facto, se o Snapchat inventou um novo conceito de rede social onde o teclado foi substituído pela câmara, o Instagram trouxe-o para as massas ao copiar do primeiro todas as suas funcionalidades. Não há mal nenhum nisso: se essa estratégia permitiu ao Instagram crescer, não deixou o Snapchat mais frágil. Este iniciou, enquanto empresa, uma expansão para outras áreas de negócio, sem perder o seu rumo: o dos momentos mais crus, pessoais e íntimos captados e partilhados com os amigos enquanto acontecem – e que duram digitalmente até poucas horas depois de acontecerem. Por isso é que os Spectacles, os óculos com câmara integrada da agora denominada Snap Inc, encaixam tão bem na filosofia instantânea e efémera da empresa.

desenhos e efeitos especiais facebook instagram        desenhos e efeitos especiais facebook instagram

O Instagram Stories e o reformulado Instagram Direct representam para o Facebook uma tentativa de “apanhar o comboio”. O Facebook quer manter o formato tradicional, onde os utilizadores têm um perfil e um feed e onde o conteúdo assume uma estrutura mais formal, sem deixar de oferecer as novas formas que as pessoas (principalmente os mais jovens) estão a utilizar para partilhar e conectar-se. Uma partilha à base de fotos e vídeos tirados e personalizados no momento, com desenhos e efeitos especiais – sem teclado, com a câmara e a magia do dedo no ecrã. Começou com o Instagram, aplicação que para muitos utilizadores do Facebook representa o seu cantinho mais pessoal. Agora está a trazer a instantaneidade do Snapchat para o Messenger com uma nova câmara.

 

#4 Tendência do Marketing Digital
Foco em Nichos

Tendências do Marketing Digital 2017 - Foco em Nichos

Aquilo que antes era tomado por garantido, como a comunicação de massas, nomeadamente através da TV, Rádio, Outdoor e Imprensa, está a deixar de funcionar. Por isso os marketeers procuram novas estratégias para chegarem ao seu público-alvo e é aqui que o foco em nichos via digital pode gerar valor para a Marca.

É neste contexto que os designados “hyper-targeted ads” ou, em português, “anúncios super-segmentados” ganham relevância dentro da estratégia de comunicação.

Esta poderosa e integrada forma de marketing, que pode ter outros nomes, passa por conjugar os diferentes canais digitais – mobile, search e email – para que uma mensagem publicitária chegue ao exacto indivíduo ou grupo de indivíduos (com características comuns) a quem ela pode interessar. É o oposto do que historicamente tem sido feito, em que as campanhas são criadas para as massas. É uma comunicação para nichos (por vezes muito pequenos) de mercado. Vale a pena recordar que nos primórdios do digital se falava muito em marketing 1:1 e, se quisermos, estes nichos são agora um marketing 1:few (um para poucos).

Os “anúncios super-segmentados” permitem às marcas fazer aquilo que sempre desejaram e que noutros suportes, como a televisão ou a imprensa, é muito difícil. No digital, o profundo conhecimento do consumidor permite a criação de grupos que partilham as mesmas características; por exemplo: mulheres entre os 30 e os 40 anos, sem filhos, que vivem na região do Porto e praticam crossfit mais do que 3x por semana. Estes grupos tendem a partilhar preocupações e necessidades que as marcas podem explorar comercialmente. Dado o nível de detalhe na segmentação é então possível, com alguma automação, promover uma comunicação totalmente orientada a estes e por isso com maior probabilidade de gerar resultados (conversão). É uma comunicação/interação mais pessoal, sem cair no velhinho paradigma do 1:1 nem na comunicação massificada e por isso abrangente.

O digital permite identificar e trabalhar nichos melhor que qualquer meio porque temos mais dados, sabemos quem está do outro lado. A lógica de “big data” em muito contribui para isto ao permitir identificar co-horts dentro de uma base de dados de consumidores. Ao focar a comunicação em determinados grupos, dirigindo-lhes campanhas específicas, podemos usar uma linguagem que esse grupo vai de certeza entender e focar em alguns aspectos. Ao promover um smartphone, por exemplo, podemos falar das capacidades da câmara aos fanáticos da fotografia, falar de segurança e produtividade junto da classe executiva, falar da facilidade de utilização aos mais velhos e falar da grande autonomia da bateria àqueles que viajam muito.

Os benefícios desta comunicação mais personalizada são evidentes nos resultados práticos em vendas, utilizadores, assinantes, desde que se mantenha um equilíbrio no que respeita à criação de grupos (ou seja, não devemos tentar criar demasiados grupos se depois não os conseguimos trabalhar de forma ágil). Leia agora a tendência #5 porque é algo que definitivamente permite alavancar este tipo de estratégias focadas em nichos.

 

#5 Tendência do Marketing Digital
Automação

Tendências do Marketing Digital 2017 - Automatação de Marketing

Todos gostamos de automatizar porque automatizar significa menos trabalho e maior certeza e consistência. Quando colocamos um auto-reply no nosso email ficamos com a certeza e o descanso que não temos que responder a todos os que nos escrevem a explicar que estamos fora.

A automação do marketing (ou marketing automation) é hoje uma realidade e que veio para ficar e que é necessariamente muito alavancada nos meios digitais. Ao recorrer a uma lógica de automação uma Marca pode, por exemplo, avisar os seus Clientes quando é altura de levar o carro à inspecção, sem que para isso tenha que haver a intervenção de alguém do departamento de marketing.

Para esta automação contribuem os processo de “big data” que aumentam o conhecimento sobre os consumidores e também o trabalho focado em nichos que permite agrupar os consumidores em co-horts para depois trabalhar a respectiva comunicação de forma segmentada, mais personalizada e por isso mais eficaz.

A automação do marketing ainda não está no nível de maturidade que pode alcançar, dado que muitas empresas ainda não estão a explorar totalmente esta ferramenta. Mas as plataformas de marketing automatizado estão a tornar-se mais inteligentes, intuitivas e baratas e por isso são cada vez mais procuradas.

Deixamos alguns exemplos breves de como automatizar campanhas:

  • boas-vindas – passa por enviar um e-mail a um novo assinante ou utilizador; pode ajudar a maximizar a atenção para determinada mensagem, resultando em cliques, acções completadas ou compras efectuadas;
  • lembretes – envolve enviar e-mails em determinada data ou hora com uma mensagem que só tem sentido naquele momento; pode ser utilizado para falar de uma promoção ou lembrar o fim de uma campanha;
  • aniversários – mesmo que não admitam, as pessoas gostam de receber mimos das suas marcas no dia de aniversário; a marca pode enviar uma mensagem de parabéns e aproveitar para falar de um desconto exclusivo (prenda);
  • grupo exclusivo – implica comunicar para um grupo premium/VIP de clientes, fazendo-os sentir especiais e gastar;
  • remarketing – o remarketing ou retargeting que abordámos neste artigo é uma forma de marketing automatizado; passa por enviar mensagens a utilizadores que deixaram de ser tão frequentes ou visitantes que deixaram o carrinho pendurado;
  • recibos/informações – são e-mails enviados depois de uma viagem de “uber”, depois de uma compra ou depois de um novo login num computador estranho, por exemplo; são informativos e utilitários.

Neste contexto conheça o projecto que desenvolvemos para a Volkswagen Financial Services Portugal suportado por uma plataforma de marketing automation desenvolvida à medida para gestão de leads.

 

#6 Tendência do Marketing Digital
O futuro do UX

Tendências do Marketing Digital 2017 - O futuro da User Experience

O design é e vai ser cada vez mais uma parte fundamental de qualquer marca, produto ou serviço. Mesmo que pareça um pormenor, a verdade é que o design determina a experiência que temos com tudo aquilo que usamos ou consumimos.

Por outro lado, o design, em particular aquele que promove uma boa experiência de utilização, é também uma forma eficaz de promover determinados tipo de comportamentos. Num exemplo muito rápido basta lembrar que ninguém consegue ficar indiferente ao badge vermelho com um número lá dentro, que nos indica quantas notificações novas temos na nossa conta do Facebook.

É assim que a User Experience assume hoje um papel central, uma vez que esta é a camada que faz a ligação entre a marca/produto e o utilizador ou consumidor. E é também por isso que as empresas investem cada vez mais na melhoria e optimização da User Experience porque sabem que isso não só se traduz em resultados, como na maior satisfação global e fidelização de clientes.

O design, o copy e a usabilidade determinam a nossa experiência enquanto utilizadores e são aspectos fundamentais para permitir também a inclusão digital do maior número de pessoas independentemente da sua idade, educação e grau de literacia digital.

Procuramos assim identificar de forma sumária algumas tendências que vão marcar a User Experience nos próximos meses no plano digital:

A experiência de utilização reflecte-se também na quantidade de utilizadores que completam o processo objectivo sem frustração – seja uma compra, uma subscrição ou a consulta de uma informação. É a diferença entre um utilizador convertido e satisfeito ou um utilizador derrotado, entre uma bounce rate elevada ou uma boa taxa de conversão.

experiência de utilização site spotify

Fonte: Spotify

A experiência de utilização está tradicionalmente na esfera de influência do design, mas, pela sua natureza e abrangência não é responsabilidade de apenas uma pessoa/perfil ou equipa. É importante ter presente que a experiência que o utilizador tem depende não só da componente visual da interface em si mas também dos fluxos e processos definidos (lembra-se daquela mensagem de erro críptica que não consegue perceber o que significa?). É possível que um designer crie um excelente interface mas se o mesmo for uma janela para um processo difícil e mal estruturado a experiência sai prejudicada.

Uma boa experiência de utilização nasce assim do cruzamento das funções de estrategas, humanistas, gestores de produto/processo, designers, copywriters e programadores num esforço direccionado para atender às exigências do consumidor/cliente/visitante/utilizador.

 

#7 Tendência do Marketing Digital
Renascimento do Blogging

Tendências do Marketing Digital 2017 - Renascimento do Blogging

O blogging é o “vinyl da internet”. Depois da ascensão das redes sociais (CDs) e do desenvolvimento de conteúdos menos extensos e mais visuais, os blogs parecem estar a ganhar um novo fôlego. Está a nascer uma nova blogosfera, diferente da anterior. São mais sociais, os conteúdos incluem boas fotos e vídeos (porque um smartphone actual tem uma câmara melhor que uma compacta de há 5 anos atrás e filma em 4K!) e existem novos formatos como os vlogs e podcasts. A Internet está a voltar a ser um sítio para pensar e reflectir, onde a atenção do internauta pode ser muito mais que os 15 segundos de vídeo.

O segredo está na qualidade do conteúdo, na sua relevância e interesse para o utilizador. Está também na forma como esse conteúdo é entregue ao leitor, na promessa que é feita, no propósito social, na maneira como esse blog muda a vida das pessoas. Na prática, é tudo uma questão de influência.

qualidade do conteúdo blog

Existem bloggers e vloggers com largas audiências. Seth Godin escreve uma vez por dia há anos a fio e é lido por milhares de pessoas. As publicações – umas muito curtas (com um pensamento apenas), outras mais extensas (mas não muito) – são só de texto, sem imagens. O design do blog parece ter ficado em 2003, mas isso não importa – Seth cumpre a sua promessa e muitos gostam de o ler. Casey Neistat lançou-se em 2015 na criação de vlogs diários no YouTube. Todos os dias publicava uma história que não era a sua vida diária, mas sim baseada no que fazia nesse dia. Reuniu uma audiência vasta, interessada nos vídeos que diariamente lançava.

Os bloggers e vloggers estão focados na criação de conteúdos sobre moda, comida e qualquer que seja a sua paixão. Através das suas publicações credíveis, conquistaram seguidores leais e são influenciadores no Instagram, Twitter e Facebook. Estas pessoas podem ser aliados de muitas marcas na comunicação das suas mensagens publicitárias, existindo múltiplas formas de o fazer sem perturbar a relação com a audiência.

É importante que as Marcas percebam que não têm que se ficar pelo vídeo de 15 segundos no Instagram ou pelo spot de 60” no YouTube com a justificação de que “ninguém tem tempo para mais”. O “long form content” adoptado por muitos bloggers com audiências elevadas prova o contrário; o que naturalmente é necessário é que o conteúdo produzido tenha qualidade e seja autêntico. Este aspecto da autenticidade é algo muito valorizado e que vem “por defeito”, tipicamente, nos conteúdos criados por personalidades e é um dos aspectos que mais atrai a audiência.

 

 

As Marcas devem avançar para produzir conteúdos mais extensos e profundos, de qualidade, e que podem depois partilhar em várias plataformas e de forma ajustada à mesma. Neste tipo de estratégia um blog, enquanto ferramenta de owned media, é um suporte interessante para funcionar como repositório completo do contexto (texto, imagem e vídeo) utilizando depois fragmentos do mesmo, soundbites, para o disseminar pelas redes sociais atraindo os visitantes ao blog.

Pode saber mais sobre gestão de comunidades em redes sociais no nosso artigo completo sobre o tema.

 

#8 Tendência do Marketing Digital
Internet das Coisas

Tendências do Marketing Digital 2017 - Internet das Coisas - Internet of Things

Já começamos a viver num mundo conectado: o nosso telefone, o nosso carro, a casa e as várias appliances da mesma, da simples box da TV até aos sensores de luz – isto é a Internet das Coisas, um universo de dispositivos conectados através da rede Internet, com todos os benefícios que daí resultam.

Esta rede que liga os dispositivos somada à inteligência própria dos mesmos e à inteligência artificial significa que os mesmos vão ser cada vez mais autónomos e portanto mais úteis. De notar que isto necessariamente representa uma oportunidade para as Marcas que passam a saber mais sobre a forma como os seus equipamentos são utilizados e isso permite gerar oportunidades de negócio e, mais uma vez, comunicar de forma mais segmentada – por exemplo, se só conduzo o meu carro 4h/semana o fabricante pode propor-me um negócio em que o mesmo integra uma rede de viaturas de aluguer para o rentabilizar no resto do tempo.

Estima-se que venham a existir 50 mil milhões de sensores ligados à Internet das Coisas em 2020 e mais de 200 mil milhões de “coisas” na Internet por 2030. Com tudo conectado, iremos aumentar a eficiência dos dispositivos e afinal simplificar as nossas vidas. Mais que uma tecnologia transformativa, a Internet das Coisas é disruptiva de modelos de negócios.

 

#9 Tendência do Marketing Digital
Tudo digital

Tendências do Marketing Digital 2017 - Tudo é digital - Digitalização dos negócios

A digitalização dos negócios é visível há largos anos nos mais variados sectores de actividade, desde os serviços estatais às empresas mais tradicionais, mas esta é uma tendência que continuará a acentuar-se. Os utilizadores e clientes exigem a digitalização, uma vez que significa mais qualidade de vida: menos tempo perdido em filas, evita deslocações, maior disponibilidade dos serviços, informação sempre acessível, etc.

O homebanking é uma das ferramentas que mais revolucionou o sector e a vida dos clientes bancários e que hoje ninguém dispensa. Praticamente todas as operações bancárias podem hoje ser realizadas em qualquer lugar e dispensam idas às agências bancárias. Isso permite aos bancos reduzir a rede de agências e os custos associados e aporta grandes benefícios para os seus clientes.

operações bancárias digitais

Ainda no que respeita à área financeira, os pagamentos móveis massificados serão a próxima revolução; em Portugal vemos algumas iniciativas neste sentido e a tendência é para a sua aceleração e utilização massiva pela comodidade que representam. Esta será porventura a revolução mais impactante para o sector, mas seguramente não será a única, já há também fundos de investimento a serem geridos por máquinas inteligentes e que assim dispensam os respectivos gestores humanos, porque uma máquina pode tomar decisões de forma mais rápida e sem emoções, o que pode ser favorável nos mercados.

Mas, a digitalização das empresas e serviços vai muito além do sector financeiro, claro. Vemos exemplos de resposta às demandas dos utilizadores em quase todos os sectores:

  • Administração Pública com portais de serviços online que nos permitem interagir com os vários departamentos do estado;
  • Transportes com aplicações que nos permitem comprar bilhetes, saber quando passa o próximo transporte, se há atrasos, se podemos partilhar o transporte com outro utilizador ou pagar o parquímetro quando estacionamos;
  • Restauração com serviços que nos permitem marcar uma mesa, encomendar o jantar para entrega com um toque numa App ou procurar um bom vegetariano numa cidade onde nunca estivemos antes;
  • Automóvel com veículos conectados e que comunicam com uma central de emergência ou um familiar se tivermos um acidente e que nos avisam da necessidade de um update de software como se de um computador se tratassem;
  • Seguros com Apps que nos permitem reportar e acompanhar processos de sinistros ou Apps que monitorizam a nossa forma de conduzir para podermos ter um desconto no prémio do seguro automóvel;
  • Retalho com soluções avançadas de ecommerce, serviços de subscrição para recebermos encomendas regulares em nossa casa (a ração do cão todos os meses, por exemplo) ou programas de fidelização suportados por Apps mobile;
  • Turismo com plataformas digitais para reservarmos todo o tipo de serviços que fazem com que já nem nos lembremos da última vez que fomos a uma Agência de Viagens;
  • Telecomunicações com serviços que nos permitem gerir a relação com os operadores de serviços integrados via online e que agregam múltiplos serviços na cloud dando-nos assim a capacidade de os utilizar em diferentes momentos e plataforma.

E muitos mais exemplos existem de algo que é uma revolução que ainda agora está no seu início. Certamente daqui a 10 anos iremos olhar para trás e ter a oportunidade de analisar muitos mais casos de mudança de paradigma, em múltiplos sectores, promovida pela digitalização.

 

#10 Tendência do Marketing Digital
O fim dos silos de dados

Tendências do Marketing Digital 2017 - Fim dos silos de dados

À medida que as plataformas se tornam interoperáveis, também os dados o são – dentro das empresas os dados não podem estar segregados por departamentos ou aplicações, mas têm que permitir uma visão holística do cliente para melhor o servir.

Enquanto Agência encontramos ainda em muitos Clientes dados segregados, onde a informação que o marketing tem não passa para a informática ou vice-versa, ou onde a informação do departamento de pós-venda não passa para o departamento comercial e isto impede a existência de uma visão integrada do cliente.

No entanto, as Empresas estão despertas para esta realidade e por isso procuram acabar com os silos de dados que existiam em muitos casos por imposições tecnológicas. Actualmente isso não faz sentido e as tecnologias de interoperabilidade estão ao dispor de todos.

Por esse motivo é importante agregar a informação disponível em torno de entidades lógicas: Cliente, Fornecedor, Parceiro etc, de forma a que possamos ter com cada entidade uma relação personalizada e optimizada. Quando isto não acontece as relações saem prejudicadas – quantas vezes já lhe telefonaram do seu operador de telecomunicações para lhe vender um serviço do qual já é Cliente, e por vezes até, com um preço inferior ao que paga? Evidentemente isto apenas irá gerar frustração e insatisfação no cliente e acontece muitas vezes por causa dos silos existentes.

É por isto relevante procurar abolir os silos e implementar soluções que permitam visões integradas e com informação útil da relação entre a Empresa e restantes Entidades.

 

#11 Tendência do Marketing Digital
Cibersegurança

Tendências do Marketing Digital 2017 - Cibersegurança

Na segurança é comum dizer-se que não há soluções invioláveis ou totalmente “à prova de bala”. Todas as soluções têm falhas e são seguras apenas até ao momento em que alguém consegue explorar uma dessas falhas. Muitas vezes essa exploração não acontece porque os meios necessários são muito dispendiosos ou porque não justificam os fins.

Tal como referimos em 2015, o tema da cibersegurança já não diz hoje respeito apenas ao pirata informático que consegue violar um website e, por exemplo, alterar os seus conteúdos ou obter acesso a dados que o mesmo armazena. Com a Internet a chegar a mais de 3,2 mil milhões de pessoas e a ter um papel fundamental na economia e sociedade, um ataque a determinadas infra-estruturas digitais pode ter um enorme impacto na vida de muitos milhares ou milhões de humanos. Falar de cibersegurança é falar também de ciberguerra: através de um ataque planeado, criminosos podem assumir o controlo de uma barragem ou de um petroleiro e fazer exigências.

Os ataques informáticos têm acontecido e tido grande visibilidade nos últimos anos. Este ano ficou marcado pelo caso do Yahoo, que, apesar de remontar a 2013 e 2014, só agora foi divulgado. Foi um dos maiores ataques informáticos de sempre, se não o maior: resultou num total acumulado superior a 1,5 mil milhões de contas a verem os seus dados roubados. Também neste 2016 assistimos à maior fraude no mercado publicitário online: falsificando visualizações de campanhas em vídeo, hackers russos estarão a ganhar 5 milhões de dólares por dia, num esquema que ficou conhecido como Methbot.

Além deste caso, no dia 21 de Outubro assistimos a algo anormal na Internet. Um gigante ataque informático colocou vários sites norte-americanos em baixo. Netflix, Amazon, PayPal, Spotify, Twitter e muitos outros sítios, incluindo vários jornais, estiveram inacessíveis durante muitas horas. A causa foi um ataque a um dos maiores sistemas DNS, o norte-americano Dyn, que sofreu um ataque DDoS. Explicando de forma simples, os sites associados ao Dyn foram inundados com tanta informação que acabaram bloqueados. O dado mais curioso é que se suspeita que este ataque tenha tido origem numa rede de bots (“zombies”) baseado num conjunto de câmaras de vigilância (que funcionam sobre IP e por isso estão ligadas à Internet). Isto revela que os equipamentos da Internet das Coisas, que tendem a proliferar, até pelos baixos custos e talvez reduzida qualidade em alguns casos, podem representar verdadeiras armadilhas no que respeita à segurança na rede.

São estas notícias que geram desconfiança por partes dos utilizadores destes sistemas e que naturalmente faz com que o tema da segurança seja actualmente mais que uma tendência; é uma verdadeira prioridade para quem gere as plataformas que guardam os nossos dados (que se querem privados) e que gerem sistemas (aeroportos, barragens, fábricas, etc). E, num mundo de “big data” são muitos os dados que hoje estão disponíveis online, desde o nosso email até às nossas contas em redes sociais, desde a nossa informação fiscal e património no site das finanças, passando pela nossa conta bancária, o nosso extracto do telemóvel no portal do operador que utilizamos ou o nosso historial clínico no site do hospital ou clínicas que nos têm tratado.

Numa altura em que se questiona um alegado envolvimento cibernético da Rússia nas últimas eleições norte-americanas, importa olhar também para os casos mais comuns. Em Portugal, as burlas informáticas aumentaram 20% em 2016 relativamente ao anterior, de acordo com dados constam no Relatório Anual de Segurança Interna, e por isso este ano a Polícia Judiciária abriu uma unidade de combate ao cibercrime.

A cibersegurança, seja numa perspectiva individual, que tem por objectivo salvaguardar uma pessoa ou um conjunto de pessoas, seja num contexto global, abrangente a todos os países, é algo que estará na ordem do dia nos próximos anos porque a digitalização implica que a cibersegurança seja hoje tão importante como a segurança física. Falar de cibersegurança é compreender que ela é importante em todo e qualquer dispositivo que se liga à Internet, desde o computador ao smartphone, mas também à máquina de lavar a roupa, ao frigorífico, às luzes da sala ou a outro gadget da denominada Internet das Coisas. Tudo pode ser atacado, tudo precisa de estar protegido, seguro.

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