GirlBoss – Para amantes de moda e desafiadores da vida adulta

Mais uma vez eu estava “passeando” pelo Facebook, quando encontrei o trailer da mais nova série da Netflix, também baseada em um livro, GirlBoss. Como estreou hoje (feriadão), fiz uma maratona e adivinhem? Adorei!

Além de ser uma história real, mostra uma forma de viver que todos queremos, mas poucos conseguimos: viver do que amamos. Na trama, Sophia é uma garota descolada, animada e totalmente irresponsável.  Amante da moda vintage, ótima em customização e determinada, essa menina/mulher tem como objetivo viver sem trabalhar e sem mesmo perceber está entrando no mundo dos negócios, fazendo de antiguidades seu ganha pão.

Ela, sem dúvida alguma, tem traços como mulher que muitas de nós gostaríamos de ter, eu principalmente. Feminista, determinada, ambiciosa e durona. Mas o mundo real (pagar boletos e ter responsabilidades) tira isso de nós. A ambição de Sophia é, infelizmente, diminuída pela sua imaturidade, em muitos momentos é perceptível que ela só faz merda porque é muito infantil. Mas tudo fica melhor com o passar dos episódios e te garanto, se você é tão amante de moda, quanto de séries, vai adorar.

Eu particularmente me identifiquei muito com o relacionamento pai e filha demonstrado na série. Para ela é tão complicado lidar com as expectativas que o pai tem, que prefere ficar longe dele. E por isso muitas vezes fica em péssimas condições, mas não depende do pai. Orgulhosa né? Mas quando vi o quanto o pai, mais do que pegar no pé, ele se preocupa com que a filha seja bem sucedida. Me lembrei muito da minha mãe que faz exatamente esse papel de querer sempre o melhor para mim, mesmo que eu esteja bem como estou, mas nunca esteja boa o suficiente para ela. Em um determinado episódio o pai de Sophia fala com ela enquanto ela dorme, confesso que eu gostaria muito de ouvir algo assim.

De forma geral, a série é engraçada, dramática e talvez um pouco realista. Tem romance, sexo, drogas, verdadeiras amizades, egoismo, erros e acertos. E o mais legal, o fim não é um conto de fadas. É a vida real.

Participações marcantes

Adorei o fato de ter o MARAVILHOSO, ator, drag queen, artista de gravação, hostes, produtor do reality show RuPaul’s Drag Race, o dono da PORRA TODA: RuPaul Andre Charles. Sem dúvida alguma ele deu um ar muito mais elegante a trama, sem contar que é muito engraçado. Já o ator, comediante, produtor, roteirista e diretor Jim Rash fez tambpem um excelente trabalhao em seu papel, desde o primeiro episódio ele arrasou em todas as aparições.

Fiquei durante os 13 episódios tentando identificar de onde eu conhecia a protagonista, e mesmo após terminar a maratona eu tive que procurar e descobri que Britt Robertson (Sophia) é a Cassie de The Secret Circle. Minha adorada série que abandonei, sem querer, há muito tempo, quem sabe eu falo dela aqui depois.

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Voltando a GirlBoss, como eu disse ela é baseada no livro homônimo e tem como uma das Produtoras Executivas a linda Charlize Theron. O livro conta a vida de Sophia Amoruso passou a adolescência viajando de carona, furtando em lojas e revirando caçambas de lixo. Aos 22 anos ela havia se conformado em ter um emprego, mas ainda estava sem grana, sem rumo e fazendo um trabalho medíocre que assumiu por causa do seguro-saúde. Foi aí que Sophia decidiu começar a vender roupas de brechó no eBay. Oito anos depois, ela é a fundadora, CEO e diretora criativa da Nasty Gal, uma loja virtual de mais de 100 milhões de dólares, com mais de 350 funcionários. Além da história de Sophia, o livro cobre vários outros assuntos e prova que ser bem-sucedido não tem nada a ver com a sua popularidade; o sucesso tem mais a ver com confiar nos seus instintos e seguir a sua intuição. Uma história inspiradora para qualquer pessoa em busca do seu próprio caminho para o sucesso.

Vale super a pena assistir

A idade adulta é onde os sonhos vão morrer

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