O filme A Cabana mexeu comigo

Recentemente eu assisti o filme A Cabana e fiquei meio em dúvida se deveria ou não falar sobre ele. Afinal, não sou uma pessoa religiosa e, como sou muito emotiva, chorei grande parte do filme, por isso estava em dúvida se deveria ou não. Mas pensando melhor decidi falar um pouco sobre o que achei e como mexeu comigo. 

A Cabana é uma adaptação do best-seller homônimo de William P. Young, que demorou cerca de 10 anos para ficar pronto.  O livro, lançado em 2007 nos EUA, chegou no ano seguinte para os brasileiros e ganhou, em 2009, o prêmio Diamond Awards, que prestigia obras da literatura que ultrapassam a marca de 10 milhões de cópias vendidas. Não é a toa que muitos aguardavam ansiosamente pelo filme e que por isso houveram muitas críticas.

O filme é um drama espiritual e tem como principais temas o perdão, a paz existencial e como lidar com um sofrimento que parece insuportável. Forte né? Mas não foi só por isso que assisti, foi porque me identifiquei com o protagonista e como não havia lido o livro nem sabia a história, vi o trailer e decidi assistir.

E foi aí que eu cai de cara em um filme totalmente feito pra mim. Não que eu tenha passado por algo assim tão traumático como o personagem, mas eu sempre tive dentro de mim essa dúvida. Ou melhor, esse questionamento sobre Deus e a permissão dele para que as pessoas sofram. É algo que me foi ensinado, em diversas religiões que eu já frequentei, mas que não aceito. Ao meu ver, é como se Deus fosse, injusto, egoísta, orgulhosos… enfim, tivesse as mesmas características que nós seres humanos imperfeitos temos.

6364_w840h0_1491218633cabana-b.jpg

Houveram algumas críticas sobre o longa colocar o Todo-Poderoso como uma Trindade, ensinada apenas em algumas religiões, isso incomodou alguns evangélicos, mas eu acho que isso não foi algo tão grande. Não sei se no livro tinha trindade ou não, mas por exemplo se eu for falar dos erros do filme ‘Os Dez Mandamentos’ baseado em uma religião específica ou outra também haverão divergências. Então vamos ver o filme sem julgar, certo? 

Por fim, no filme Deus é interpretado por uma mulher negra – ADOREI – (Octavia Spencer); Jesus por um jovem despojado de traços árabes (Aviv Alush); e o Espírito Santo por uma jovem oriental (Sumire Matsubara).

O que eu mais gostei foi o fato de Deus ter sido interpretado por uma mulher negra (empoderamento feminino) e ser só paz e amor. Ou seja, desejar redimir a todos, independente de seus erros. Afinal, acredito que esse seja o Deus que nos fez. Porque Deus nos colocaria aqui sabendo o que somos, como somos e o que vamos fazer? Se ele não quisesse o nosso bem? É como ouvi há um tempo em um Centro Espirita Kardecista, o Deus mal, que pune e que exige sacrifícios era o Deus da antiguidade, hoje temos mais conhecimento, não é que Deus mudou, mas ele entendeu que podemos dar o que realmente é necessário sem essa perseguição de por medo, ele quer que espalhemos seu amor, assim como Seu filho, Jesus veio a terra e fez.

filme-a-cabana-006.jpg

Finalizando, eu gostei do filme, me fez pensar e tentar entender melhor como Deus pensa. E assim poder dar o meu melhor, sabendo que tenho defeitos e que posso sempre contar com Ele para mudar e melhorar.

Se você não assistiu, veja o trailer:

Sinopse
Um homem vive atormentado após perder a sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado, mas sinais de que ela teria sido violentada e assassinada são encontrados em uma cabana nas montanhas. Anos depois da tragédia, ele recebe um chamado misterioso para retornar a esse local, onde ele vai receber uma lição de vida.

 

(Visited 43 times, 1 visits today)

2 opinions on “O filme A Cabana mexeu comigo”

Deixe uma resposta