Projeto Minha Vida – Organização Financeira II

Já falei aqui no blog sobre porque é importante ter uma organização financeira, certo?

Hoje vou mostrar um infográfico que mostra alguns gatilhos que devemos evitar para não gastar.

Este texto é do Casa Numero Seis

Digamos que, um dia desses, você está tranquilamente olhando seu Facebook, Instagram, Twitter, ou qualquer outra rede social. Entre um update e outro de amigos e parentes, aparece uma propaganda. É de uma loja que você gosta (sim, o Facebook sabe quase tudo sobre você, e foi você quem ensinou), com uma promoção que parece imperdível.

70% de desconto

só hoje

últimas peças

Você nem leu o resto direito, e já clicou pra saber mais. Está tarde, você está cansado, seu dia não foi legal, e fazer uma comprinha ou outra vai cair bem. Se essa propaganda tiver pego você na hora certa, a compra é também quase certa.

Parece familiar? Pois deveria. Quando juntamos gatilhos mentais (estratégias de marketing) com possíveis gatilhos emocionais, as lojas adoram; mas sua conta bancária, nem tanto. Mas hoje isso vai mudar, porque você vai aprender quais são os gatilhos emocionais mais comuns que te fazem gastar mais dinheiro, mesmo quando você não pode. Dessa maneira, mesmo que chovam propagandas e descontos, você saberá identificar o que está te levando a fazer aquela compra, e poderá parar antes que seja tarde.

Gatilho Emocional #1  – Tédio

Você sabe como é: está jogado no sofá, um domingo à tarde, de repente passa a oferta de um grill elétrico pela sua timeline. Você acha que pode precisar de um grill. Faz tempo que você quer começar a comer melhor, e um grill pode ajudar sujar menos seu fogão na hora de fazer aquele franguinho grelhado. Você está com preguiça demais pra pensar em qual o seu orçamento pra esse tipo de compra nesse mês – mas está disposto o suficiente pra levantar, pegar a carteira e informar o número do seu cartão de crédito.

Ou então, você está entediada em um sábado à tarde. Qual o melhor programa? Sair pra uma caminhada? Assistir um filme no Netflix? Não. Pra que fazer algo que seja grátis (ou pelo qual você já tenha pago), se você pode ir dar uma volta no shopping? Você jura pra si mesma que não vai comprar nada, mas você também sabe (todo mundo sabe) que shoppings foram feitos pra você gastar. Resultado? Você gasta.

Solução: pense antecipadamente em coisas que você pode fazer no seu tempo livre, ou quando estiver entediado. Tenha planos pra esses momentos. O objetivo é que, quando você pensar em sair pra fazer qualquer tipo de compra, você tenha outra coisa em mente.

 

Gatilho Emocional #2 – Conquistas / Merecimento

Você foi promovido? Seu filho passou no vestibular? Mudou de casa? Que ótimo! Sua primeira reação, naturalmente, é comemorar. Vou sair pra jantar naquele restaurante super caro. Vou renovar o guarda-roupa. Vou me dar aquele relógio que estou namorando há meses. Vamos fazer um happy-hour? Afinal de contas, EU MEREÇO. Mesmo raciocínio de conseguir emagrecer aqueles quilinhos a mais, e comemorar enfiando o pé na jaca.

Não tenho dúvida nenhuma que você mereça as melhores coisas da vida. Mas se tem uma coisa que você não merece é estourar seu orçamento ou se endividar por conta de uma comemoração fora das suas expectativas financeiras.

Veja, não estou dizendo que você não deve ficar feliz, ou não comemorar de jeito nenhum – aproveite esses momentos, pois realmente são especiais, e se tiver festa, me chama. O que estou dizendo é que existem inúmeras maneiras de comemorar vitórias.

Solução: passada a euforia do momento, escolha com cuidado a comemoração. Ir a um restaurante mais em conta não vai diminuir em nada o valor da conquista a ser comemorada, e além disso, contribui para uma conquista ainda maior: a sua tranquilidade financeira. E falando em emoções…

 

Gatilho Emocional #3 – Emoções Extremas

Quando você está em uma situação onde suas emoções estão carregadas (sejam elas boas ou ruins), é natural e esperado que sua capacidade de raciocínio esteja comprometida. Lembre-se da última vez em que você sentiu uma emoção extrema.

Você conseguia pensar direito? Conseguia raciocinar logicamente?

Esse comprometimento do raciocínio significa também um comprometimento da sua capacidade de tomar decisões, inclusive financeiras. Como estamos falando de uma resposta fisiológica (ou seja, é fisicamente difícil manter um raciocínio claro quando há muitas emoções em jogo), esse deslize financeiro pode acontecer até com as pessoas mais controladas.

Solução:  tenha auto-conhecimento suficiente pra saber quando você está tomado por alguma emoção, seja ela positiva ou negativa. Como dizem por aí, respira, inspira e não pira. Reconheça que não é um bom momento pra tomar qualquer tipo de decisão, e coloque a carteira de volta no bolso.

 

Gatilho Emocional #4 – Mau Humor

Você teve um dia terrível, horrível, espantoso e horroroso. Fez cag- coisa errada no trabalho, esqueceu que tinha prova na faculdade, um cano quebrou e inundou seu apartamento, o pneu do seu carro furou. Tá tudo errado. Mas você sabe – você apenas sabe – que uma comprinha rápida pode mudar tudo. Pois saiba que você não está sozinho, cientificamente falando.

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Um artigo da British Psychological Society concluiu que 62% das pessoas admitiram ter ido às compras porque estavam de mau humor (e outras 28% para celebrar uma conquista), e elas acham que o humor melhorou depois das compras. Mesmo que esse estudo não seja muito compreensivo, certamente o sentimento pode ser generalizado – a gente se sente mais feliz depois de fazer umas comprinhas.

Mas tem um pequeno, minúsculo, insignificante problema (só que não): essa felicidade dura pouco. Logo depois, você inevitavelmente vai se sentir culpado, porque não deveria ter feito compras e gasto aquela grana. Culpado e sem dinheiro é uma combinação péssima.

Solução: saiba o que mais te faz feliz, que não seja fazer compras. Ouvir músicas do seu artista preferido, cozinhar, cuidar da sua casa, e por que não, cuidar das suas finanças – escolha uma atividade que vai te manter entretido por um tempo, feliz, e longe do cartão de crédito. Feliz e com dinheiro = essa é uma ótima combinação.

 

Gatilho Emocional #5 – Promessa de Economia / Valor Percebido

Você caiu na armadilha de ir ao shopping, ou visitar o site de alguma loja que você curte. Mas está tudo certo, porque você já aprendeu quais são seus gatilhos emocionais. Tudo está indo bem, até você ver aquela televisão que você estava querendo comprar… com 40% de desconto.

QUARENTA POR CENTO, você pensa. É quase metade do preço, pra dar risada de quem pagou o valor de antes. Negócio da China, ô vendedor, toma aqui meu cartão e pode embrulhar pra presente, por favor?

A empolgação foi tanta com o valor do desconto, que você não se lembrou que agora não podia gastar com isso – nem 100%, nem 40%, nem 20% do preço que você pagou. Comprar essa televisão estava nos seus sonhos, mas não nos seus planos.

Solução: entenda que gastar é, e sempre vai ser o oposto de economizar. Você não está “economizando” 40% do preço, está gastando os 60% que você não tem, ou não podia. Agora, se você tinha colocado uma televisão nova no seu orçamento daquele mês, e encontrou uma pechincha… aí sim você fez um bom negócio. Por isso, programe-se, planeje, e então gaste sem culpa, sabendo que não vai passar aperto depois.

 

Gatilho Emocional #6 – Pressão Social

Pode ser muito bacana sair com amigos – seja pra fazer compras, seja pra comer e beber algo – mas tenha consciência que isso pode te colocar em uma situação financeiramente delicada. Quando você sai com seus amigos pra comer alguma coisa e percebe que no cardápio não tem nenhum prato que custe menos que R$ 40 por pessoa, você vai lembrar desse post.

É possível se divertir com as pessoas que você gosta, sem estourar seu orçamento? Com toda a certeza.

Solução: 

  1. Saiba onde você está indo – pesquise, se preciso. Se você perceber que o lugar não é compatível com o seu orçamento, não tenha receio de sugerir outro lugar.
  2. Pra não correr o risco de tomar uma cerveja a mais e querer pagar 5 rodadas seguidas, saia apenas com o dinheiro que você está planejando gastar – não leve cartão, especialmente de crédito. Se precisar levar, deixe com um amigo e o faça prometer que só vai te devolver quando você for pagar a sua (e somente a sua) parte da conta.
  3. Por fim, não deixe pra falar sobre grana quando chegar a conta, porque você vai ficar na berlinda e pode se sentir pressionado a dividir a conta com quem tomou 3 caipirinhas de R$ 20 cada, enquanto você só tomou água. Logo no início, diga que você está economizando para o que quer que seja, e por isso você vai ser “econômico” naquele dia. Quando a conta chegar, todo mundo já vai estar avisado.

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