Comporte-se como uma Dama, Pense como um Homem

Entre minhas leituras de 2017 coloquei um livro que pensei que seria interessante: Comporte-se como uma Dama, Pense como um Homem, o livro apresenta princípios, regras e dicas para as mulheres entenderam a mente masculina e saber quais as reais intenções do novo “pretendente”.É uma espécie de manual bem humorado, escrito pelo comediante Steve Harvey,  que alcançou o topo da lista no The New York Times, publicado em 29 países e com mais de 2 milhões de cópias vendidas.

Confesso que fiquei com vontade de ler depois de assistir os dois filmes baseados na obra, Pense como Eles 1 e 2.  O filme acompanha quatro histórias sobre cada um dos casais, intitulada:

  • “The Mama’s Boy” vs. “The Single Mom”
  • “The Non-Committer” vs. “The Girl Who Wants the Ring”
  • “The Dreamer” vs. “The Woman Who Is Her Own Man”
  • “The Player” vs. “The 90 Day Rule Girl”

Cada uma das mulheres são leitoras do livro de Steve Harvey. Quando os homens aprendem que as mulheres são viciadas em conselho de Harvey, eles tentam virar a mesa contra suas companheiras, que mais tarde parece sair pela culatra.

O filme é muito engraçado e tem alguns conselhos que tem sentido, como o de 90 dias de experiências, ou um prazo de carência como diz o livro: ” Com esse prazo de carência, vai entendê-lo muito melhor e decidir se ele é o homem certo para você. É direito seu querer seja lá o que for – e conseguir isso. Ponha-se em primeiro lugar: faça as cinco perguntas que mencionei no capitulo anterior; não ofereça benefícios logo de cara, exija respeito. Se você respeita a si mesma, você irá exigir esse mesmo respeito dos outros. Faça com que ele se candidate e se qualifique a receber benefício se garanto que você terá um homem melhor nas mãos – e na cama.” 

Além dessa ideia, o autor mostra também que existem cinco perguntas que podem ajudar a desvendar se o homem quer um relacionamento sério. A mulher precisa descobrir sobre o rapaz: quais são os objetivos dele a curto prazo; quais são os objetivos dele a longo prazo; o que ele acha de relacionamentos; o que ele acha de você; o que ele sente em relação a você. E se o homem der a mesma resposta para as duas primeiras perguntas, é sinal de que ele é alguém sem planejamento, já que você questionou sobre dois momentos diferentes na vida da pessoa.

Mas de verdade, vale a pena? Eu achei o livro interessante, com algumas poucas boas ideias e até coloquei algumas em prática, mas de forma geral o livro é muito machista e até me deprime pensar que esses homens são todos assim. Inclusive eu vi que existe uma resposta feminina para este livro, Why Do I Have To Think Like A Man?: How to Think Like a Lady and Still Get the Man.

Escrito como uma resposta pungente aos conselhos manchados de machos no relacionamento mais famoso de Steve Harvey Act Like A Lady, Think Like A Man, este livro revisado e atualizado é uma refutação adequada sobre homens, sexo, relacionamentos e mulheres obtendo o que eles realmente querem. Como uma personalidade atual da CBS e ex-apresentadora do rádio Sirius no “Foxxhole” de Jaime Foxx, a ex-esposa da NFL Shanae Hall não se esquiva das difíceis conversas na vida. Na sua maneira engraçada, fresca e ousada, Shanae se orgulha em dizer como é. Em Por que eu tenho que pensar como um homem ?, que é co-escrito com sua mãe Rhonda Frost, as duas mulheres relatam hilariamente suas experiências de casamento, divórcio e o grupo de namoro, que incluiu meninos maus, atletas profissionais, o cara simpático, o cara casado e empresários poderosos.

Não achei uma versão traduzida ainda desse livro, mas me comprometo a ler e deixar aqui minhas observações.

 

Enquanto isso, leia um trecho de Comporte-se como uma Dama, Pense como um Homem:

“Precisamos conversar” e outras pérolas que fazem os homens sumirem

“Precisamos conversar.”

Para um homem, poucas palavras são mais ameaçadoras do que essas – especialmente quando a voz é da mulher e ele comparece só com a orelha. Essa frase tem dois significados instantâneos aos nossos ouvidos: ou fizemos alguma coisa de errado ou, pior, a mulher quer de fato, literalmente, conversar. Bem, sabemos que não somos a essência da perfeição e que há ocasiões em que nossa mulher fica uma fera conosco e quer que saibamos disso com todos os decibéis possíveis. Certo. Ok. Você tem razão. Mas, ainda assim, não necessariamente fico contente em aguentar um discurso de mais de uma hora sobre como consegui estragar absolutamente tudo. Se não for isso, é a segunda hipótese. Horror. Quer saber? Homem nenhum gosta de ficar senta¬do, papeando besteira, como se fosse uma amiguinha de sua mulher. Nenhum. Simplesmente não está no nosso DNA ficar recostado em uma poltrona, bebericando chás ou cappuccinos e, de vez em quando, enxugar o canto do olho com um lencinho de papel. Como se estivés¬semos no analista extraindo parafusos da nossa cabeça. Ou em algum chá de bebê. Quando um homem fala e, principalmente, quando um homem escuta, é preciso que haja uma finalidade objetiva.

Não somos do tipo que despeja emoções.

Somos do tipo que conserta o que tiver de ser consertado.

Sabemos como isso pode ser frustrante para as mulheres. Vocês gos¬tam muito de compartilhar casos, histórias, sentimentos, emoções. Mas, quer saber? É para isso que servem as amigas. Você despeja seu problema e elas compreendem tudinho. Vai dizer quilos de “É, sim, querida” e mais toneladas de “Você sabe que você é quem está certa, né, amiga”. E vai ba¬lançar a cabeça de um jeito assim meio triste e contar para você histórias sobre como tal coisa aconteceu igualzinho com ela e com a prima dela. Vai mesmo se lembrar de exemplos concretos e conhecidos de mulheres através da história da humanidade que passaram por exatamente a mesma coisa e, muitas horas depois, vocês se levantam do sofá sem terem resolvi¬do absolutamente nada, mas se sentindo muito melhor.

Para sua reflexão e análise, eis o exemplo A:

Você: “Mal cheguei ao trabalho hoje e, antes de sentar na minha mesa, vi a Tânia indo para a copa, e você acredita que aquela sirigaita estava usando uma saia igualzinha à minha?”

Sua amiga: “Para com isso! Que ab-sur-do! Qual saia?”

Você: “A azul, você sabe, aquela com um estampadinho laranja? A que eu comprei naquela loja do shopping. Na liquidação.”

Sua amiga: “Aquela que você encontrou perdida na prateleira do saldão, nos fundos? Naquele dia em que achei esses sapatos na lojinha da esquina?”

Você: “Isso! Usei a saia antes, o que faz poucas semanas, e ela teve o desfrute de elogiar. E aí, quando pisco o olho, ela vai correndo e compra a minha saia para usar no escritório! Dá para acreditar? Você nem imagina como eu me senti!”

Sua amiga: “Ah, querida. É inacreditável. Que horror. Cara de pau, viu…”

E, com certeza, essa conversa poderia durar horas, atraindo todo tipo de assuntos paralelos que, na verdade, não teriam nada a ver com a questão principal: que uma mulher estava usando a mesma roupa que você naquele dia no escritório. Se fosse homem, dez segundos desse papo e ele teria chegado à solução.

Apresento a você o exemplo B:

Você: “Mal cheguei ao trabalho hoje, antes de sentar na mi¬nha mesa, vi a Tânia indo para a copa, e você acredita que aquela sirigaita estava usando uma saia igualzinha à minha?”

Seu homem: “É mesmo? Que coisa. Não use mais essa saia no trabalho.”

Fim de papo. É assim simples, para nós. Nesse caso específico, e em outros parecidos, não conseguiríamos elaborar mais do que isso. Detalhar como você se sentiu no trabalho, tendo que ficar lá com outra mulher usando a mesma roupa que você, é algo irrelevante para nós. Do nosso ponto de vista, aliás, o problema já estava resolvido antes de você começar a falar, já que você não está mais no trabalho, mas em casa. Ou seja, você não está mais olhando para a mulher que está com a mesma saia que você. E se você não usar mais essa roupa no trabalho, nunca mais passará por isso de novo. Na nossa cabeça, estando o problema resolvido, nada mais há a comentar.

 

 

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