Comporte-se como uma Dama, Pense como um Homem

Entre minhas leituras de 2017 coloquei um livro que pensei que seria interessante: Comporte-se como uma Dama, Pense como um Homem, o livro apresenta princípios, regras e dicas para as mulheres entenderam a mente masculina e saber quais as reais intenções do novo “pretendente”.É uma espécie de manual bem humorado, escrito pelo comediante Steve Harvey,  que alcançou o topo da lista no The New York Times, publicado em 29 países e com mais de 2 milhões de cópias vendidas.

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5 Semanas para esquecer um Grande Amor

Já se passou muito mais que 5 semanas, no meu caso, e ainda não sei se estou na fase de encontrar um novo amor, mas li esse texto e percebi que eu passei por tudo isso. E achei que seria interessante compartilhar. Leia, espero que possa ser reconfortante.

Semana 1 – Hora de sofrer tudo que você tem pra sofrer

Uma vontade de ficar deitada na cama (de preferência, no escuro) percorre meu corpo todo. Só quero chorar, porque a vida parece inútil. Nada faz sentido mais. Drama, drama, drama. Nesta semana eu vou me permitir sentir tristeza. Eu mereço passar por esse luto. Minhas amigas me chamam pra sair, mas eu não quero. Não quero fazer nada. Só tem gente idiota na rua, não quero conhecer ninguém novo. Ninguém é como ele. Nunca mais vou amar. Eu odeio o amor.

Chega uma amiga em casa falando que eu não posso ficar assim. Ele não me merece. Ninguém me merece. Eu sou um trapo. Até que ela fala uma coisa que ninguém mais me falou. Essa é a hora de curtir minha bad. Ficar no fundo do poço mesmo. Nenhum sentimento se desperdiça, nem mesmo os piores. Sofre, mas você tem uma semana pra lavar esse rosto e sair pra ver o dia lindo que faz lá fora. Choro de novo.

Passo uma semana sem forças. Produção no trabalho cai pra 0. Não posso ser demitida por causa de homem. Não posso. Preciso sair pra tomar uma cerveja.

Saio. Minha amiga leva uma amiga do trabalho. Passo a noite inteira falando sobre como a gente se conheceu e como é inacreditável a gente ter acabado. Todo mundo falava que a gente combinava. Eu realmente achava que a gente ia se casar. Todo mundo acha isso. É legal querer ficar com alguém pra sempre, mas a gente não precisa apostar todas as fichas nisso. A gente tem que apostar as fichas em vários partes da vida, pra nunca ficar sem nada.

A amiga da minha amiga tá de saco cheio de me ouvir falar, mas tá sem graça de parar de ouvir. Ela já passou por isso, ela disse. Deve estar achando tudo um drama sem fim. E é mesmo. Mas esse é o meu momento de sofrer. Me-deixa-em-paz.

Semana 2 – Hora de viajar, sair da rotina, mudar a pensamento

Despertador toca e parece que tudo foi um sonho, mas logo todos os pensamentos começam a voltar e tudo vai ficando real. Foi tudo real. Começo a chorar, mas não posso me atrasar de novo pro trabalho. Saí o fim de semana todo, mas um dia voltei pra casa bêbada e chorando, no outro fiquei bêbada de novo e peguei um cara que não tinha nada a ver.

Não. Esse fim de semana eu vou viajar. Eu preciso sair daqui. Ligo pra meus amigos e combinamos de ir pra uma cidade perto. A segunda etapa pra esquecer é viajar. Mesmo que seja ali pra esquina. Mas é preciso passar uns dias fazendo algo que você não fazia antes.

Na viagem parece tudo mais distante. Aquele peso todo já saiu um pouco, apesar da tristeza ainda estar instalada por todos os meus poros. Eu não consigo mais morrer de rir de nada. Até que alguma coisa seja realmente muito engraçada e eu esqueça por um instante tudo isso. Mas o pensando fica me puxando pra baixo. Nessa hora é preciso ter bons amigos que te façam rir de nada.

Um amigo da viagem falou uma coisa que eu não vou me esquecer. Ele disse que o amor só existe com a esperança. Enquanto existe um fio de esperança na gente, não tem como esquecer. Ainda existe uma esperança, no fundo, de que ele vai voltar e eu não quero deixar o sentimento ir embora. Eu queria que ele viesse até aqui dizer que tudo acabou pra sempre, mas eu sou a única que pode fazer isso morrer em mim.

 

Semana 3 – Hora de fazer atividades novas e se arriscar

Decidi que não vou mais ficar com ninguém por agora. Porque óbvio que eu sinto falta de sexo, mas toda vez que eu tento me aventurar pra “esquecer”, é só ele que vem na minha mente. Então, esquece. Não dá pra ficar me enganando. Eu não quero mais ninguém. Quando chegar a hora, eu vou saber. Não vai ser forçado. Cansei de gente querendo me apresentar gente. Eu quero ficar em paz. Eu preciso esquecer e forçar a barra só atrapalha tudo, porque eu sempre chego em casa chapada, chorando e querendo comer a geladeira inteira. Depois eu quero dormir. Pra sempre.

Eu decidi dar um ponto final e sei que pra isso eu preciso parar de fazer drama. Mas é tão difícil se acostumar com essa vida vazia. E já que está tão vazia, nessa etapa eu vou aproveitar pra fazer tudo que eu ainda não fiz. Vou entrar numa aula de Francês. Sempre quis aprender Francês. Vai ser bom pra ocupar minha mente. Ou eu podia entrar numa aula de teatro, violão. Eu vou inventar uma vida nova, já que essa tá chata demais. No mesmo dia, faço minha matrícula no Francês e peço indicação de um professor de violão. Será que também dá tempo de fazer aula de pintura?

Ocupo minha cabeça procurando atividades novas pra fazer em vez de assistir mais um episódio de Girls. Durmo com uma faísca de ansiedade se acendendo.

Acordo no outro dia colocando “You get what you give” e aceito essas palavras tipo um presente. I got the music in me. Arrumo a cama, coloco um tênis e saio pra passear pela rua ouvindo as músicas novas que eu baixei. Hoje eu vou sair linda e não quero nem saber. Vou usar batom vermelho de dia, sim.

Começo as atividades novas e me esqueço dele durante o tempo todo em que estou nelas. É engraçado, mas fazer coisas novas ajudam, porque eu nunca fiz nenhuma dessas atividades com ele. Aprender alguma nova me dá vontade de viver cada vez mais, pra aprender cada vez mais e uma onda de felicidade bate, depois de dias sem sentir nada. Descobrir que o sentido da vida é aprender coisas novas. Quero aprender alguma coisa nova todos os dias.

Semana 4 – Hora de encarar o tal grande amor, ou ex grande amor, no caso

Comecei o Francês, mas todo mundo da minha turma é meio esquisito. Eu não me importo, porque descobri que tenho mais facilidade com línguas do que eu imaginava, e meu professor já elogiou duas vezes meu desempenho. Me forço a fazer uma coisa diferente todos os dias. Estou fazendo tudo que eu realmente quero e descobri um prazer imenso em ficar sozinha. Penso no passado, mas tenho pensado muito no futuro, nas coisas que eu quero fazer, no que eu quero investir. Comecei a pesquisar umas bolsas de mestrado fora e uma amiga já topou em ir comigo pra França.

Saio à noite com as meninas pra um show insuportável, mas elas me convencem de ir. Eu sabia que existia chance de eu encontrá-lo por lá. Eu já tava tão bem, não precisava disso. E, claro, ele estava lá.

Nessa etapa é preciso encontrar com ele. É bem provável que você tenha uma recaída, mas você está bem com você, está cheia de planos, cheia de ideias novas. Você não vai passar vexame.

Vejo ele de longe e meu coração começa a acelerar. Finjo que eu não vi ele conversando com uma menina e saio de perto. Minhas amigas perguntam se tá tudo bem e meus olhos enchem de água. Quero sair daqui. Parece que todo o trabalho que eu fiz pra me reerguer, nesta semana, foi em vão. Voltou tudo de novo, como se fosse o primeiro dia.

Bebo mais uma cerveja e sinto meu corpo amolecer. Quero ir falar com ele, quero falar que não quero que ele fique com ela. Mas eu não tenho mais nada a ver com isso. Ele é meu ex. Não é meu amigo, nem meu namorado. Ele é uma pessoa que tinha meu coração, que eu tinha confiança, que eu contava os meus segredos. Mas terminar é arrancar um amigo da sua vida à força e dói pra cacete. Eu preciso te arrancar de mim como se arranca uma erva daninha. Mas morro de medo, porque, se eu te arrancar, talvez eu arranque um pouco de mim também. E é isso. Eu preciso arrancar essa memória de mim, porque quem eu era com você, não existe mais. E agora eu sou uma pessoa que faz francês e toca violão. E eu acordo cedo pra andar pela orla. E a vida também pode ser boa sem você, porque eu sou uma nova eu.

Nossos olhares se cruzam e eu tenho vontade que um buraco se abra diante de mim. Sorrio. Você não esperava que eu sorrisse. Você não esperava que eu estivesse ali, pronta pra outra. E eu vejo que você se surpreende comigo. A gente se aproxima, se cumprimenta dando dois beijinhos. Meu deus, isso é muito estranho. Quero me enrolar no seu peito, sentir sua barba arranhando meu rosto. Seu cheiro de vida medíocre me faz querer parar de respirar. Mas eu só pergunto se está tudo bem. Tudo e você? Como andam as coisas?

 
Quero dizer que sou uma nova pessoa, que talvez você não me reconhecesse, mas você não percebe nada de muito diferente.

Respondo que está tudo bem.

Vi você numa foto num curso de francês. Tá fazendo aula? Só tem gente estranha naquela turma.

Por que ele andou fuxicando meu Facebook se não quer mais nada comigo? Quero concordar que só tem gente estranha, mas percebo o quão imbecil foi esse comentário. Sem querer, lembro que ele sempre fazia comentários imbecis sobre as coisas, mas eu não queria ver. Quando a gente termina, percebe que o outro nem é tudo aquilo. Talvez o que eu gostasse mais em você, era o jeito que eu me sentia quando eu estava com você. Mas agora eu estou construindo uma nova vida em cima dessa que eu já tenho e não posso recusar. Oi, quero trocar de vida, essa não me serviu bem.

Os pensamentos rasgam minha cabeça por dentro e tenho certeza que ele percebe meu coração quase saindo pela boca. Falo que estou fazendo francês e violão e que a vida anda muito bem obrigada, mas penso “quem é aquela otária que você tá conversando?” Agora preciso encontrar minhas amigas. Tchau.

Você não esperava que fosse cortar a conversa e me olha sem entender, mas finge que tá tudo bem. Encontro minhas amigas e falo que quero embora. Todas desistem da noite por mim, menos uma que já está quase ficando com um carinha. Saio impecável do show. Sem dar vexame, sem beber todas, sem falar merda. Viro a esquina e caio no meio fio de tanto chorar.

As meninas me abraçam e compram uma coxinha com muito catupiry e uma Cola-Cola. Aquele é o melhor gosto que eu já senti. A gente volta pra casa e fica conversando um tempão na cozinha, tentando entender aquela situação toda, até que uma delas me faz a pergunta mais óbvia: mas você que voltar com ele? Eu quase respondi de supetão que claro que sim, mas paro pra pensar na minha vida agora, no que ele me falou e percebo que não. Eu não queria voltar pra minha rotina. Apesar de ainda sentir muita falta da companhia dele e das coisas que a gente fazia, eu prefiro não estar com ele agora. Talvez ele não sei encaixe mais nos meus planos. E não respondo nada.

Semana 5 – Hora de se abrir pra alguém novo

Minha rotina continua a mesma da semana passada. Tenho aula de violão, Francês e meu trabalho tá parecendo mais legal do que era antes. Tô com uns novos planos. Resolvi que sábado de manhã eu vou fazer stand up na Lagoa. Nunca fiz essas coisas, mas as pessoas que fazem parecem bem felizes ali, então resolvi tentar. Eu podia aprender a surfar, pintar o cabelo de loiro e virar aquelas pessoas que são ratas de praia. Eu gosto dessa visão de mim. Eu posso seguir o caminho que eu quiser e não tenho nada a perder. Não preciso me preocupar em dar satisfação e nem evitar brigas por causa de ciúmes. Namorar é ótimo, mas descobri que a vida também pode ser muito incrível sendo solteira.

***

Esse fim de semana eu fui numa festa na casa de um amigo de um amigo. Agora eu vou pra tudo que me chamam.

Nessa festa, eu fiquei conversando um tempão com um cara que veio do Espirito Santo fazer mestrado aqui. A gente ficou fumando um cigarro na janela e eu nem percebi que se passaram 2 horas enquanto a gente trocava uma ideia sobre tudo. Falei do meu ex, ele falou que também saiu há pouco de um relacionamento e percebo que os dois estão satisfeitos de estarem ali, agora, presenciando as coisas boas da vida. Pela primeira vez, desde que eu terminei, sinto uma vontade inexplicável de beijar outro cara. Aqueles olhos castanhos profundos me engolem e eu só tenho vontade de agarrar ele ali mesmo, na frente de todo mundo. A gente não ficou nesse dia, porque ainda não sei se estou preparada pra me decepcionar de novo, mas eu percebo um interesse da parte dele. A gente troca telefone, Facebook e tudo mais, e combina de se encontrar durante a semana. Estou ansiosa pra encontrar com outro cara e meu ex começa a se transformar em lembrança.

***

No outro dia, saio de casa pensando onde foi que eu errei no relacionamento, de uma forma bem racional mesmo, sem dramas. Queria saber onde eu errei pra não cometer esse erro de novo. Chego à conclusão de que eu errei não começando essa vida nova antes e até a rua aqui de casa parece mais bonita.

Versão completa do texto no De Repente dá Certo

15 de Agosto – Dia do Solteiro

O Dia do Solteiro é comemorado anualmente em 15 de agosto, a origem da data é desconhecida, mas já que existe o Dia dos Namorados, acredito que alguém achou que seria interessante existir uma data destinada para as pessoas que ainda não encontraram a sua “cara metade”. E também gostem de comemorar…rs

Se no Dia dos Namorados, as pessoas compram presentes e planejam comemorar o dia a dois, juntinhos no romance. No Dia dos Solteiros, pessoas que não comprometidas aproveitam para organizar festas e atividades comemorando o fato de serem livres e desimpedidos. Talvez um bom dia para planejar uma festinha mais liberal, quem sabe?

No entanto, algumas pessoas aproveitam o Dia do Solteiro para procurar uma companhia, com o objetivo de poder celebrar o Dia dos Namorados no ano seguinte.

De qualquer forma, hoje eu vou falar aqui para vocês sobre algumas razões pelas quais não há problema em ser solteiro, mesmo que você não queira.

1. Você vai dominar novas habilidades

Casais, especialmente ao longo de períodos significativos de tempo, desenvolvem um nível de comodismo. ”Meu ex-marido aspirava o piso; eu limpava o banheiro. Depois que nos separamos, eu (vergonhosamente) não tinha ideia de como usar o aspirador de pó.”

Sozinho, você não tem escolha, além de dominar um novo conjunto de habilidades. Para você, isso pode não ser sobre tarefas domésticas. Mas, inevitavelmente, haverá algum costume seu que mudará quando seu companheiro não estiver mais presente em sua vida.


2. Você vai descobrir o outro lado da moeda da tristeza

Combates, acusações, ameaças e alienação muitas vezes marcam o fim de um relacionamento. Por outro lado, a solidão pode fornecer um refúgio do conflito.

Tomemos, por exemplo, uma mulher que se deleitava com a paz de sua casa depois de ter rejeitado um namorado emocionalmente abusivo. “Uma vez eu vi um casal brigar no metrô”, disse ela, “e dei um suspiro de alívio por não ter mais que passar por isso.”


3. Você vai encontrar conforto em atos de meditação

Sessões de meditação, apesar de maravilhosas, muitas vezes são acompanhadas de autojulgamento. Vamos enfrentar: é difícil ficar parado e se concentrar em sua respiração quando seus pensamentos estão correndo, e a dor enche o seu coração.

Se meditar vai além de sua zona de conforto, tente encontrar outras formas de meditação ativa. Dê uma longa caminhada no parque. Tranquilamente leia um livro enquanto toma um copo de vinho. Cultive a paz em meio à rotina diária, acalme sua mente e toque em sua consciência intuitiva.


4. Você vai abastecer-se de suas paixões

Casais negociam duas vidas – a sua vida dentro do relacionamento, e suas atividades, interesses e amizades fora dele. E frequentemente, o resultado é que estão juntos em curto tempo.

Solteira, você terá mais tempo livre para redescobrir interesses e hobbies.


5. Você vai encontrar intimidade e amor em outros lugares

Muitos casais, sem querer, se retiram em si mesmos. Estão confortáveis com seus parceiros, e involuntariamente se desligam de amigos e a família durante meses (ou anos).


6. Você vai aprender o poder da oração

A vida pode lhe trazer muitas dificuldades. As pessoas felizes encontram propósito e significado mesmo nas maiores tragédias da vida. Elas se comunicam com o seu Criador e pedem força. Independentemente de você adorar a Jesus ou Allah (ou encontrar a sua versão de Deus na beleza da natureza), conecte-se ao seu Poder Superior em uma base diária.


7. Você vai reforçar os seus fundamentos

Relacionamentos são sobre duas pessoas. E mesmo quando eles acabam com amargura por causa de um mau comportamento, resista à tentação de apontar o dedo para o ex. Em vez disso, descubra suas falhas e trabalhe ativamente para melhorá-las.


8. Você vai ganhar perspectiva

Depois do meu divórcio, eu me ofereci para cozinhar para doentes terminais. Isso me afastou dos meus pensamentos negativos.
Seja através do voluntariado ou uma nova atividade, faça algo útil e generoso com suas habilidades. Você vai ganhar a perspectiva necessária, força interior e empatia.


9. Você vai redescobrir muito sobre si mesmo

Coração partido dizima egos e quebra a autoestima. Redescobrir a paquera, romance e atração é uma maravilha para curar o seu espírito. Trocar olhares com um estranho atraente. Rir até tarde da noite em um primeiro momento. Sentindo a eletricidade de uma nova mão na sua.

Um pouco de romance te torna ciente de que o coração (e alma) se curam.


10. Você vai descobrir a importância de ser seu grande e melhor amigo

Tornar-se confortável em sua própria companhia pode ser uma das habilidades mais difíceis a desenvolver. Também será a mais recompensadora.

Por fim, deixo a vocês aquele antigo ditado que diz a verdade mas que costumamos ignorar: ANTES SÓ, DO QUE MAL ACOMPANHADO!

Então, antes de entrar em um relacionamento, só pra comemorar um dia, comemore a solteirice e seja feliz todos os dias.

Extra: Mensagens para o Dia dos Solteiros

Todos dizem que precisam encontrar a sua alma gêmea… Eu já encontrei a minha: eu mesmo!

Ser solteiro é não precisar dar satisfações, ir aos jantares chatos de família ou fazer sexo com compromissos. Eu adoro ser solteiro e estou muito bem assim, obrigado!

Estar solteiro e feliz é muito melhor do que namorando e vivendo um pesadelo conjugal.

Ser solteiro não significa estar sozinho! Viva a solteirice! Feliz Dia dos Solteiros!

Eu sou solteiro e estou feliz! Não preciso de alguém ao meu lado para aproveitar a vida e ser feliz… Se um dia aparecer alguém capaz de ocupar o meu coração, será bem-vinda. Mas, enquanto isso… Viva o Dia dos Solteiros!

 

Tudo o que ela precisava era de uma chance

Ela não estava pedindo um conto de fadas. Ela não estava pedindo uma história de amor. Ela não pedia para sempre. Tudo o que ela realmente precisava era uma chance. Tudo o que ela sempre quis foi mais tempo com você.

Ela queria passar mais tempo com você, porque há muito o que ela quer dizer e tanto ela queria te perguntar. Ela queria ver seu lado mais suave e mostrar-lhe o dela. Ela queria descrever exatamente como você a faz sentir e por que ela acha que você é tão especial. Ela queria dizer o quão incrível ela pensa que você é.

Ela queria estar lá para quando você está para baixo e preencher o vazio que o está assombrando, preencha o vazio que sente dentro e põe fim às suas noites solitárias. Embora tenha estado sozinha, ela nunca procurou apenas alguém preencher esse vazio. Ela estava esperando encontrar alguém que a intriga, alguém que a mova, alguém que a faça ansiosa pelo o amanhã. E ela encontrou tudo isso em você. Pelo menos foi o que sentiu e queria saber com certeza.

Ela simplesmente queria a chance que você da à outras garotas. Ela queria aquele encontro. Ela queria a oportunidade de ter uma conversa profunda com você. Ela queria ir dançar com você, queria se divertir com você, queria conhecer seus amigos, queria aprender suas músicas favoritas, filmes e em para qual time você torce. Ela só queria estar ao seu lado; Como amigo ou talvez mais. Ela queria ser parte de sua vida ou talvez uma parte do seu coração.

Ela não está brava com você por não ter sido reciproco  nos seus sentimentos, ela está brava com você porque você nem tentou. Ela está confusa. Ela não sabe por que você assumiria que vocês dois não são compatíveis quando você nem teve uma conversa real com ela ou porque você assumiria que ela não é seu tipo, se você realmente não lhe deu a chance de ver sua Vida e ver se ela será ou não.

Ela não entende como alguém pode tomar essa decisão com base em poucas interações rasas ou o que outros disseram sobre ela. Mas só há muito que podia fazer. Ela tentou levá-lo a passar mais tempo com ela, mas você continuou empurrando-a para longe. Ela tentou mostrar-lhe que ela se preocupa com você e sua história, mas você continuou fazendo com que ela se sentisse que não valia a pena seu tempo.
E ela acabou querendo passar algum tempo com pessoas que não lhe dão nenhum deles. Ela está cansada de pedir a alguém a coisa mais fácil que poderia lhe dar – uma chance. Uma primeira chance. A chance de darem a todos os outros.

Repost – Thought Catalog

FRIDA KAHLO: Ícone feminino

No ultimo dia 6, se estivesse viva Frida Kahlo faria 110 anos, em muitos blogs sairam alguns posts sobre ela, como eu me esqueci, vim aqui agora falar sobre ela, diva, ícone do feminismo. Achei esse vídeo rapidinho que nos dá uma ideia de quem foi Frida.

Para saber mais, achei este post tão completo que decidi dar um Repost. Frida Kahlo em estampas de bolsas, T-shirts e vestidos, em quadros, fantasias, editoriais de moda… Frida por todo o canto! Que lindo ver essa mulher maravilhosa, ícone do feminismo, ganhando cada vez mais visibilidade, mesmo após 62 anos de sua morte.

Mas, sabe, de fato, quem foi ela? Sua biografia, obras ou ideais? Vos apresento, Frida Kahlo!

FRIDA KAHLO: BIOGRAFIA e obras

foto-frida-kahlo-533x800.gifFrida Kahlo nasceu no México, em 6 de julho de 1907 e faleceu em 13 de julho de 1954. Em seus 47 anos de vida, foi pintora e militante do partido comunista mexicano. Sofreu muito e foi na pintura que encontrou o refúgio para sua história tão amarga.

Aos 18 anos passou por um acidente que lhe resultou no rompimento da sua coluna em três lugares, além de vários ossos fraturados e hemorragia. Frida ficou meses entre a vida e a morte no hospital, passando por diversas cirurgias para reconstruir seu corpo.

Além disso, passou muito tempo de cama em casa, engessada, com mobilidade inexistente/limitada. Embora seu pai fosse pintor, foi só nesse momento em que Frida começou a pintar (usando as tintas do pai e um cavalete adaptado à cama que ganhou dele).

Aos 22 anos, conheceu Diego Rivera, um muralista, com quem se casou e teve um casamento de 25 anos, tumultuado pelas personalidades fortes dos dois e principalmente pelo comportamento infiel e abusivo de Rivera (que a traía com sua irmã mais nova e outras mulheres). Frida também sofreu com abortos devido às sequelas de seu acidente.

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Essas dores, principalmente as da alma, são temas constantes nas pinturas de Frida. Seus quadros, embora surrealistas, contam muito da sua realidade e representam todo o sofrimento pelo qual passou.

Algumas obras de Frida Kahlo

Suas obras tiveram grande reconhecimento internacional ainda quando a artista estava viva. É uma das pintoras mais prestigiadas do mercado internacional de arte. A artista fazia nas telas autorretratos, cheios de signos e símbolos, que revelavam momentos da sua vida e sentimentos da sua alma.

“Eu pinto-me porque sou o assunto que conheço melhor” – Frida Kahlo

1 – FRIDA E DIEGO(1931)

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2 – HOSPITAL HENRY FORD OU A CAMA VOADORA (1932)

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3 – As Duas Fridas (1939)

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4 – A coluna partida (1944)

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Frida Kahlo, símbolo feminista: Por que?

Frida não pintava sobre o feminismo em si.  Durante muito tempo desempenhou o tradicional papel da mulher submissa, casada e do lar, vivendo à sombra do marido, sem dedicar-se à carreira como pintora talentosa que era. Aguentou as traições de Rivera, divorciando-se mas voltando a casar-se com ele.

Por que Frida se tornou um símbolo feminista e de liberdade, então? Por diversos motivos:

1 – Frida quebrou tabus

Exótica e excêntrica, Frida Kalho quebrou tabus contrariando a expectativa da família, da sua mãe mais especificamente, casando com Diego, um homem de ideal político, religião e estética diferentes do esperado por essa.

Aliás, desde nova Frida gostava de quebrar tabus. Essa é uma fotografia dela com a família em que já se pode perceber sua genialidade forte e marcante. Ela apareceu vestindo um traje masculino para fotografar e manteve uma postura completamente diferente das que as mulheres assumiam na época.

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Frida também era bissexual. Depois das traições de Rivera, principalmente, ela passou a ter relações extraconjugais com mulheres. Diego tinha conhecimento e aceitava.

2 – Não se importava com padrões estéticos

Frida Kahlo é extremamente conhecida por sua “monocelha” e por seus pelos salientes no busso. Além disso, ela não tinha o corpo saudável e idealizado pela sociedade na época. Ela não se encaixava nos padrões estéticos, sabia disso e não fazia questão alguma de se encaixar!

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Recordo vagamente, sem informações sobre a fonte, do relato de uma mãe: sua filha nasceu com bastante pelos e sofria na escola com as brincadeiras dos coleguinhas por causa de suas sobrancelhas e busso. Ela pedia à mãe, desde muito novinha, para se depilar. A mãe, ao invés de simplesmente incutir na filha a obrigação e o peso do padrão estético que nos é imposto desde muito novas, apresentou a ela Frida Kahlo, suas sobrancelhas e seu trabalho incrível.

Resultado: a menina passou a se inspirar na artista e a se autoafirmar e se valorizar com a identificação que teve com a pintora. Representatividade importa! E Frida foi inspiradora e crucial na vida dessa criança. Não é lindo esse empoderamento?

3 – A vestimenta Tehuana de frida

Frida tinha uma vestimenta tehuana, típica de mulheres mexicanas que carregavam a reputação por sua independência econômica e pessoal. Mesmo nas suas viagens para outros países, onde sua vestimenta era exótica, ela manteve sua expressão identitária através das roupas.

Imagem: Pinterest
Imagem: Pinterest

4 – destacou-se no meio artístico como reconhecida pintora

Ainda enfrentamos extrema dificuldade em nos destacarmos no mercado profissional, devido à desigualdade com que os gêneros são tratados. Homens recebem mais do uma mulher no mesmo cargo e com a mesma qualificação. Agora, imagine na época de Frida!

Ainda assim, a artista conquistou o seu espaço e destacou-se em seu meio, em que o trabalho de homens era mais valorizado e, naturalmente, prevalecia. Muito da visibilidade das obras de Frida foi reflexo do esforço/apoio das feministas da segunda onda feminista (entre os anos de 60 e 70) em divulgar seu trabalho.

O interessante é que, mesmo sendo reconhecida e renomada pintora, Frida não alcançou uma representatividade tão grande comparando aos homens. E esse nada mais é do que um reflexo do machismo também no mundo das artes.

Viva, Frida, em todas nós!

VIVA, FRIDA! Viva em mim, na menina que não atende ao padrão estético e na mulher que não pode ser mãe ou simplesmente não o quer. Viva na mulher que precisa enfrentar um mercado de trabalho que valoriza mais o homem e na mulher que ama e se relaciona também com outras mulheres.

Viva naquelas que não têm o corpo saudável, que possuem limitações físicas mas mesmo assim se superam dia a dia. Viva na mulher, que além de sofrer por isso, sofre por ser negra. Viva, Frida, em todas nós com tua força, audácia e paixão!