Jovem soropositivo de Curitiba cria canal diário no Youtube

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Repost – Revista Lado A

Primeiro, ele achou que sua vida tinha acabado. Depois, ele percebeu que era preciso viver porque a doença mais oportunistas e fatal de todas para quem descobre que tem o HIV é a depressão. Passado o susto, outro, o ator curitibano Gabriel Comicholi, 20 anos, radicado no Rio de Janeiro, viu seu canal no Youtube aparecer em todas as mídias, no mesmo mês de seu lançamento.  “HDiário” tem atualização diária, estreou há pouco mais de um mês, tom despojado e fala da vida e aprendizados do jovem.

Gabriel conta que se motivou a assumir sua sorologia e se expor por conta do excesso de informações confusas existentes para quem se descobre HIV positivo. Em seu caso, ele narra no episódio de abertura do canal como foi fazer o teste pela primeira vez e refazer, e confirmar o resultado. Esta semana ele começou o tratamento com antirretrovirais. Está tudo lá.

Repost – Racismo disfarçado

O mito da miscigenação racial, de que “somos todos humanos” é muito difundido pela mídia. Essa ideia tenta incutir que o racismo trata-se de ignorância, visto que todos temos ascendência negra em nossos genes. Porém esta mesma linha de raciocínio posiciona-se contra as cotas, e defende que quando um negro ocupa uma posição de destaque não há o que comemorar já que somos todos iguais. Uma forma de invisibilizar os negros e negras, mantê-los à margem da sociedade, porém sem parecer nitidamente racista. Sim racismo é ignorância sob muitas formas e invisibilizar os negros e negras é uma delas.

Uma das consequências deste desfavor social que a imprensa golpista tentar nos fazer engolir goela abaixo, é o racismo disfarçado que sofremos cotidianamente. Expressões que ouvimos com infeliz frequência são  naturalizadas de tal forma que se alguma negra alardear, é facilmente justificado pelos brancos como “dito popular” ou com um simples “fui mal interpretado”. Nós vítimas do racismo, somos muitas vezes transformados em criadoras de caso, oportunistas e ignorantes (não entendemos o contexto em que o termo foi usado).

Os dados nos trazem outras interpretações. Segundo o Mapa da Violência 2014 no período de 2002 a 2012, enquanto o número de assassinatos de brancos diminuiu, passando de 19.846, em 2002, para 14.928, em 2012, o número de assassinatos de negros aumentou de 29.656 para 41.127, no mesmo período.

Já segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) os negros ganham 57% dos salários dos brancos. Enquanto um trabalhador branco recebe em média R$ 2.396,74, os trabalhadores negros ganham em média R$ 1.374,79, conforme mostrou a pesquisas Mensal de Emprego (PME), em 2013.

Ainda, de acordo com o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), mulheres brancas recebiam 52% a mais, em média, do que as mulheres pretas ou pardas.

Queria aqui destacar algumas expressões que nós negros e negras ouvimos rotineiramente e nos indignamos com cada uma delas. Depois de tomar conhecimento dessas frases peço que não às usem mais. A língua portuguesa é tão rica em vocabulário que não há necessidade de conscientemente utilizar termos racistas.

  1. “Cabelo ruim”, “Cabelo de Bombril”, “Cabelo duro”, “Cabelo bandido: Quando não está preso está armado” – A negação da nossa estética como bela se dá por estarmos fora do padrão de beleza europeu. O capitalismo também se favorece com isso através da indústria cosmética que tenta embranquecer a estética negra. Ruim é achar que todo cabelo para ser bonito tem que ser liso. Uma das formas de empoderamento das negras é através da aceitação do seu crespo.
  2. “A coisa tá preta”, “ovelha negra da família” – Essas expressões, que ligam as palavras “preto” e “negro” a situações negativas são tão corriqueiras que muitas pessoas nem percebem que estão sendo racistas. Mas estão!
  3. “Seu macaco” – Esta expressão associa à cor da pele negra a um animal próximo na escala evolutiva, porém intelectualmente inferior. Significa dizer que a raça negra é menos gente do que os caucasianos.
  4. “Não sou tuas negas” – É a permissividade da cultura do estupro. O termo dá a entender que com a mulher negra se pode fazer tudo, pode desrespeitar, pode abusar, pode estuprar…
  5. “Nossa! Nem parece sua mãe/filha” – Vai estudar. Sem mais.
  6. “Amanhã é dia de branco” – Durante a escravização os negros eram forçados a trabalhar e ainda assim eram chamados de “vagabundos”, “preguiçosos”. O trabalho era dos brancos em fazer os negros produzirem alguma coisa, já que eram considerados como animais. Dia de branco era o dia de produzir para o branco. Não confundam preguiça com resistência a escravização.
  7. “Serviço de preto” ou “baianada” – Não é preciso explicar que na Bahia a maior parte da população é negra. Essa expressão é usada quando um serviço é mal feito. Outro reflexo do período da escravização onde os negros faziam os trabalhos sob chibatadas, sol quente e com pouca alimentação.

OBS: Não consigo nem sequer compreender como ainda usam esses termos do item 6 e 7. Reduzir a produção ou realizar a tarefa sem empenho ou interesse na perfeição, como ato de resistência a escravização não pode ser usado como expressão que reduza a dignidade de um povo. Era uma forma de protesto. Você faria com afinco e dedicação um trabalho sob açoite? Eu não.

  1. “Denegrir” X “Esclarecer” – O significado de denegrir é “tornar negro”. Se tornar algo negro é tornar algo ruim, temos mais um caso de racismo. O oposto é esclarecer, tornar claro. Neste caso a confusão criada entre cor e raça é proposital. É mais uma forma subliminar de expressar que o que identificamos como negro é ruim e o que identificamos como branco é bom.
  2. “Inveja branca” – Segue a ideia de relacionar ao Negro o que é ruim e ao branco o que é bom. Mas convenhamos, Inveja é sempre ruim.
  3. “Da cor do pecado” – Essa tem uma mensagem de fundo. A ideia é tirar a culpa do branco pelo abuso sexual, visto que a cor das negras incita o pecado. Culpabilizar a vítima. Importante também lembrar que vivemos em uma sociedade pautada pela religião e associar a pele ao pecado é transformar as mulheres negras em algo do mal. Não é um elogio.
  4. Morena”, “mulata”, “tipo exportação” – Aqui o objetivo é amenizar o que somos, “clareando” o negro. Se você está incomodado em chamar alguém de negro(a) é porque acredita que isto é ofensivo, sendo assim embranquece a pessoa – transformando-a em “morena” ou “mulata”. Isso é racismo.
  5. “Negra de beleza exótica” ou com “traços finos” – Ser negra e ser bonita está relacionado a se aproximar dos traços dos brancos. Sim, isso é racismo. Ser negra não é nada exótico. Somos 50,7% dentre negros e pardos, da população brasileira segundo o IBGE. Esse tipo de racismo é absurdamente hipócrita.
  6. “Nasceu com um pé na cozinha”, “Tem um pé na senzala” – Os negros não eram escravos. Eles foram escravizados. Associar a senzala ou a cozinha a sua origem é de uma crueldade insana. A presença das negras na cozinha era permitido nas casas grandes para execução das tarefas domésticas e para facilitar o assédio e estupro por parte dos senhores. Retire essa expressão do seu vocabulário com urgência!
  7. “Você tem sorte de ser negro, nem precisa estudar para passar no vestibular” – Minha ancestralidade não entende como sorte ter sido escravizada, muito menos eu entendo como sorte sofrer os reflexos da escravização. Geralmente isso eu nem respondo.

Encontrou alguma expressão que você usa? Não use mais. O argumento da ignorância não mais se aplica. Continuar a usar estes termos é decidir reafirmar o preconceito, é decidir ser racista.

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Geração de Valor 2

Conheci o livro Geração de Valor através do Facebook, curti a página porque tinham algumas imagens bem bacanas e acabei gostando da ideia que ali é disseminada. Com o tempo acabei comprando o primeiro livro Geração de Valor e em seguida seu sucessor Geração de Valor 2.

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Vamos lá falar um pouco sobre a obra e porque acho que é muito mais que um livro de Autoajuda.

Sinopse: Nascido em uma família simples, com 18 anos Flávio Augusto da Silva decidiu decretar sua independência financeira e começou a vender relógios. Cinco anos depois, criou uma escola de inglês que se transformaria na famosa rede Wise Up e, em pouco tempo, passou a figurar entre os bilionários mais jovens do Brasil.

Mas ele ainda não estava satisfeito. Queria fazer as pessoas entenderem que o sucesso é uma fórmula exata que todos podem aprender, desde que estejam dispostos a desafiar o pensamento corrente e desenvolver uma mentalidade vencedora.

Para isso, idealizou o projeto Geração de Valor e passou a difundir sua experiência vitoriosa no Facebook, no Twitter, no YouTube, em um blog e no livro Geração de Valor, que logo se tornou um best-seller. O segundo livro, o Geração de Valor 2, é uma nova coletânea de textos e charges inspiradoras.

Acho bacana a ideia de um cara que se deu bem contar, com tantos detalhes, e, de certa forma, doar um pouco do seu tempo para ajudar outros a conquistar o que querem. Claro que o Flavio Augusto é um empreendedor serial em vários segmentos, dono de um time de futebol nos EUA e sem sombra de dúvida sabe fazer dinheiro. Talvez essa seja só uma forma a mais dele faturar, mas que boa forma, não? Imagine que se apenas 1% dos que leram seus livros possam colocar em prática, já é um bem gigantesco para a humanidade. Diferente de pessoas que querem se dar bem se ajudar ninguém.

O livro em si é bem fácil de ler, são vários textos independentes e ele frisa bem sua ideia principal:

PARA COLHER SONHOS É PRECISO PENSAR FORA DA CAIXA

São frases, textos, charges motivacionais que nos ajudam a ter uma força a mais naqueles dias difíceis.  Bom, apesar de ser um livro de autoajuda, não o considero como tal, talvez seja puro preconceito meu sobre livros do gênero, mas acho que o termo autoajuda foi tão saturado que virou um “como fazer…”, sabe? Algo do tipo “como se dar bem na paquera”, “como enlouquecer seu homem na cama”..rs Ou seja, aqueles editoriais (machistas) de revistas femininas. Então, quando vejo um livro que quer ajudar seu leitor, mas não tem o “como fazer…”eu acredito que é um livro como outro qualquer, já que depende unicamente do leitor fazer valer, levar a sério toda aquela motivação e fazer algo, assim como se ele tivesse lido uma biografia, ou um romance que o fizesse pensar diferente sobre sua vida.

Ah isso é só algo que eu acho, rs se acharem melhor leiam e tirem suas conclusões, mas antes, vou deixar algumas imagens aqui:

Ah sim, e se você gosta do tema e sempre quis ser Empreendedor, saiu esta semana no site da UOL uma matéria sobre cursos promovidos pela Endeavor, organização global e sem fins lucrativos, para empreendedores.  Ao todo, são 18 disciplinas que podem ser assistidas gratuitamente pelo site da entidade.

Confira a lista dos cursos:

  • Como construir a empresa certa para os clientes certos
  • Como tornar seu negócio escalável e inovador
  • Ferramentas práticas de inovação: inovar para se diferenciar
  • Planejamento estratégico para empreendedores
  • Financiando seu sonho: a melhor forma de buscar recursos para seu negócio
  • Finanças básicas para empreendedores
  • Primeiros passos para montar seu negócio
  • Start-up: ferramentas essenciais para começar seu negócio
  • A arte do recrutamento: como atrair os melhores profissionais para seu negócio
  • Gestão de pessoas: como construir uma equipe forte
  • Perfil empreendedor: como identificar oportunidades com a sua cara
  • Como criar um negócio para a população de baixa renda
  • Como fazer uma pesquisa de mercado eficiente
  • Como aumentar e gerenciar suas vendas
  • O direito na vida do empreendedor
  • Como medir o impacto social do seu negócio
  • Introdução ao marketing para empreendedores
  • Planejamento e gestão das equipes de vendas

 

10 tipos de “pessoas tóxicas” que você deve evitar na sua vida:

Você convive com elas o tempo todo: no seu trabalho, em eventos, na sua família. Pessoas tóxicas são aquelas que exalam algum tipo de sentimento ou característica ruim que pode afetar seu dia a dia.

Como qualquer tipo de toxina, você precisa limitar sua exposição a essas pessoas ou até mesmo cortar laços para se proteger.

Segundo o site da revista “Inc.”, esses sujeitos infelizmente não vêm com avisos ou alertas. Por isso, aqui vão alguns sinais para identificar esses tipos:
1. Pessoas arrogantes
Há uma grande diferença entre confiança e arrogância. Confiança inspira; arrogância intimida. Pessoas arrogantes sempre sabem mais e se sentem superiores aos outros. Elas nunca vão celebrar sua confiança, porque isso interfere na arrogância delas.

2. Pessoas vítimas
Uma das piores pessoas que você pode encontrar na sua vida são as que sempre se fazem de vítimas. Elas olham para seus próprios erros e sempre encontram alguém para culpar. Elas nunca se responsabilizam pelas vidas delas.

3. Pessoas controladoras
Elas sabem tudo e a melhor forma de fazer qualquer coisa, mas no fundo são pessoas extremamente inseguras. O problema é que enquanto você estiver rodeada por elas, você nunca terá chance de dar sua opinião ou ser escutado.

4. Pessoas invejosas
Elas nunca estão felizes com o que têm e são incapazes de ficarem felizes pelas boas coisas que acontecem com você. Elas acreditam que se alguma coisa benéfica tem que acontecer, deve ser com elas.

5. Pessoas mentirosas
Mentirosos crônicos são perigosos porque você nunca saberá no que acreditar. Você não poderá contar com as promessas deles ou suas palavras. Eles mentirão para você sobre outras pessoas e sobre outras pessoas para você.
6. Pessoas negativas
Você provavelmente deve conhecer alguém que vive irritado, ressentido, desconfiado de tudo. Negatividade destrói relacionamentos e passar tempo com pessoas assim dá a sensação de que estão sugando sua vida.

7. Pessoas gananciosas
Muito de nossa cultura nos guia para querer mais, alcançar mais, faturar mais. Até certo ponto isso é bom, mas se torna tóxico quando alguém quer tudo – o que é seu ou dos outros –, e o processo de conquistar essas coisas se torna mais importante do que até mesmo viver.

8. Pessoas que julgam
Há uma grande diferença entre julgar com base em dados objetivos e julgar apenas para criticar. Pessoas que julgam demais são rápidas para tirar conclusões que nem sempre se provam corretas. Elas são péssimas ouvintes e comunicadoras.

9. Pessoas fofoqueiras
Elas conversam sobre os outros sem distinguir o que é especulação e realidade. Isso é uma forma de elevá-las acima de suas inseguranças. Poucas coisas são mais destrutivas do que fofocas.

10. Pessoas sem caráter
Se uma pessoa não tem integridade ou honestidade – trair, manipular, fofocar fazem parte de suas atitudes diárias –, haverá poucas coisas que ela não faça para conseguir o que quer.

Repost O Segredo

Dica: Experiências Literárias

Depois de um longo tempo, voltei. Desta vez estou preparando uma matéria bem legal sobre comédia e em breve colocarei aqui no blog. Além disso, estou tentando fazer um cronograma com dias para postagens e dias para escrever, sabe quero encaixar o blog melhor na minha rotina e poder escrever cada vez mais. Até lá, vou publicando quando posso.

Hoje, vim aqui para indicar um vlog muito legal para vocês: Experiências Literárias, vlog da minha super amiga, psicóloga e foda, Juliete Alves.

Como uma boa leitora que é, Juliete usa o vlog para fazer resenhas de livros. Quando a conheci uma das coisas que ela mais me motivou foi ler mais, nunca fui uma super leitora, mas com ela estou gostando cada vez mais e procurando diferentes tipos de livros para ler. Bom sem muito mais o que falar, vou deixar o meu vídeo favorito dela aqui, sobre um livro que lí por indicação dela e ADOREI.

Se quiserem saber mais sobre a leitora mais ativa que conheço, acesse o Skoob ou seu canal no Youtube e veja como anda suas avaliações literárias.

 

O gato mal

Mesmo sendo comprovado que gatos são tão bons companheiros quanto os amigos número 1 do homem, os cachorros. Muitos acreditam que os gatos são egoístas, não demonstram amor, não se importam com seu dono e muito mais. Neste post, seguindo o pedido do meu irmãozinho, vou falar sobre o maltrato aos animais, exclusivamente o maltrato e o preconceito a esses felinos tão fofos, os gatos.

Eles são fofos, dóceis, independentes e brincalhões. Até mesmo os gatos pretos que sobrevivem a séculos de rejeição da sociedade contêm todas essas qualidades e muitas outras.  Para entender um pouco sobre essa crença vamos ver através da história qual papel os gatos desemprenharam.

 

O Gato na História

Por volta de 10.000 anos atrás, os gatos surgiram nos grupos humanos com a função natural de exterminar os roedores que rondavam os estoques de grãos. Entre os egípcios, era comum que várias divindades assumissem partes do corpo de um gato. Bastet, a deusa egípcia da fertilidade e do amor materno, era comumente representada por uma mulher com cabeça de gato. Observando os vários registros de imagem organizados pelos egípcios, podemos ver que os gatos perambulavam pela corte e não tinham cerimônia algum em se aproximar de qualquer indivíduo pertencente àquela civilização.

Bastet

No desenvolvimento da Era Cristã, a boa relação com os gatos foi perdendo espaço para um verdadeiro processo de demonização do animal. Alguns estudiosos dizem que tal modificação aconteceu porque os pagãos cultuavam os gatos e, também, porque os muçulmanos tinham o animal em boa conta.

Por volta do século XIII, a relação entre os gatos e as religiões pagãs logo se orientou para a construção de uma imagem demoníaca do animal. Em uma de suas várias bulas, o papa Gregório IX determinou que os gatos fossem terminantemente exterminados. A paranoia causada pela Inquisição acabou tendo um preço elevado, já que a diminuição da população felina acabou ajudando na propagação dos roedores que transmitiram a Peste Negra em diversas regiões da Europa.

Com o passar do tempo, essa visão mística e preconceituosa perdeu lugar para o prazer advindo da domesticação desses pequenos animais.

 

O gato preto

Conta a lenda que, um feiticeiro tinha um caso com a mulher de seu cliente. Seu cliente descobriu e jurou matá-lo. Um dia então, o feiticeiro aparece morto e o assassino também. Mas o curioso é que o assassino foi morto com um arranhão de gato no pescoço e na cena do crime estava um gato. Um garotinho acha o gato e diz para mãe que o gato falou para ele que seu nome é sinistro. A mãe deixa o filho ficar com o gato, só que coisas estranhas começam a acontecer. Até que um dia, a mulher leva um homem para casa e o gato não gosta. O gato espera até o homem ficar sozinho e o ataca com unhas e dentes o pescoço do homem. O homem desmaia e a mulher pega um crucifixo e aponta para o gato. A alma do feiticeiro é destruída. Segundo a lenda, a alma que ela tirou do gato ficou vagando até encontrar outro gato preto.

Tea

Na Idade Média os gatos pretos eram considerados bruxas transformadas em animais. Isso gerou a crença de que cruzar com um gato preto na rua traz má sorte. Desde então, o gato preto ficou associado à bruxaria, às trevas, à magia negra e ao diabo.

Atualmente

Até hoje os gatos sofrem grande preconceito por parte de pessoas que acreditam em crenças populares. É comum ouvirmos pessoas falando que gatos são egoístas, não respeitam o dono, não demonstram amor, entre outros. Entretanto, a capacidade de associar independência e sociabilidade faz do gato um tipo de companhia agradável e, ao mesmo tempo, intrigante. Em diversos textos literários esse animal é descrito por uma minúcia de virtudes que o colocam em uma posição privilegiada.

É comum que gatos atuem como animais de companhia, auxiliando no tratamento da depressão em seres humanos. Estudos científicos indicam que existe uma redução de 30% no risco de ocorrências de infartos nas pessoas que têm gatos como animais de estimação. Isso ocorre porque o convívio com esses pequenos felinos minimiza o nível de estresse.

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Há, inclusive, uma crença de que gato preto traga sorte. O Rei Charles I, da Inglaterra, tinha um gato preto e acreditava verdadeiramente que sua sorte estava ligada ao gato. Ele colocou inclusive guardas vigiando seu gato de dia e de noite para que nada acontecesse com o animal. Porém, o gato acabou morrendo e logo depois disso, o Rei Charles foi preso e executado.

O maltrato nos dias de hoje

Como vimos os gatinhos já foram muito maltratados no passado. Hoje em dia, tanto a Constituição, quanto a Lei de Crimes Ambientais garante que os animais não podem ser maltratados, abusados, feridos, etc.

Constituição Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

  • 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:

VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.

 

Lei de Crimes Ambientais de nº 9.605/98 diz no Artigo 32: É crime praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:

Pena e detenção: de três meses a um ano, e multa.

Parágrafo 1. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

Parágrafo 2. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Sendo assim, fica explícito que o maltrato de animais é crime.  Sabemos que os gatos são os mais judiados quando se fala de maltrato de animais. É comum, desde crianças, brincadeiras maldosas com os gatinhos das ruas. É até mesmo possível encontrar vídeos na internet sobre o maltrato desses bichanos.

É importante salientar que há diferença entre maltrato de animais e sacrifício de animais. Maltrato é um comportamento violento que causa dano físico ou psíquico, Sacrifício é uma oferenda ritual a uma divindade, ou seja, não envolve violência.

Sacrifício animal

Ao fazer esta matéria, cheguei em vários sites onde diziam sobre o Camdoblé, ou religiões africanas, fazerem rituais com gatos e maltratá-los. Mas não é bem assim que funciona. O sacrifício de animais é conhecido por muitas religiões e em sua maioria já foi feito algum tipo de sacrifício. Seja no passado ou no presente.

A Constituição Federal, no artigo: 5° VI, estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias

O candomblé, uma das religiões menos aceita no Brasil, esta parte do ritual é realizada por uma pessoa especializada no sacrifício, o Axogun. Ele não pode deixar o animal sentir dor ou sofrer porque a oferenda não seria aceita pelo Orixá. O objeto do sacrifício, que é sempre um animal, muda conforme o Orixá ao qual é oferecido; trata-se, ora de um animal de duas patas, ora de um animal de quatro patas, galinha, pombo, bode, carneiro.

Outra religião comum que faz o uso de animais é o Paganismo, assim como as touradas ibéricas, o kapparos no judaísmo, ou os procedimentos de abate ritual como o shechita ou ḏabīḥah, no judaísmo e no islamismo, respectivamente. Tudo isso você pode encontrar em pesquisas pela internet.

É importante colocar aqui que, não cabe a mim nem a você leitor julgar determinadas religiões por fazerem o uso de sacrifícios de animais para chegar até seus deuses. Devemos respeitar todo tipo de religião. E se esse ritual está sendo feito com cuidado e sem dor e sofrimento para o animal, ele está dentro da lei.

Espero que este post tenha esclarecido um pouco sobre o maltrato aos animais e que o preconceito em cima do gato possa diminuir.

Carole McCreary

Como é Viver Com Depressão

Como nem sempre tenho boas ideias sobre o que escrever aqui no meu blog. Comecei a me desafiar e pedir para as pessoas do meu convívio dar ideias de assunto para escrever. Nessa primeira semana de desafio, alguns dos assuntos que consegui foi: “Como É Viver”, tudo bem que é genérico, mas meu namorado sugeriu então decidi aceitar, “Não Maltratar Animais” esse quem sugeriu foi meu irmãozinho de 6 anos, eu achei bonitinho e aceitei. E para começar o desafio decidi começar “Com Como É Viver”, mas mais do que isso eu lembrei de um vídeo que mostra Como É Viver Com Depressão e decidir falar sobre isso.


A depressão afeta 350 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, cerca de uma em cada dez pessoas sofre com o problema. Embora seja uma doença comum, muitos ainda não sabem lidar com ela. A ideia deste vídeo é sensacional, porque além de ter o ponto de vista de quem tem e sofre com a doença mostra algumas coisas que fazemos “tentando ajudar” na verdade só atrapalha.

Visto que alguns dos sintomas da Depressão podem ser confundidos com sentimentos naturais do ser humano como a tristeza, a indiferença e o desânimo. Muitos não reconhecem que precisam de tratamento, ou até mesmo que algum ente esteja precisando de ajuda. É importante lembrar que esses sentimentos passam a configurar um quadro de depressão clínica quando a variação do humor começa a afetar negativamente vários aspectos da vida da pessoa – da produtividade no trabalho e nos estudos às relações com outros indivíduos, passando pela qualidade do sono e a disposição física para realizar as atividades do dia a dia.

Lendo alguns sites que falam sobre o tópico, achei o seguinte depoimento: “Sofro dessa doença, desde de 2006, vivo em altos e baixos , tem horas quero deixar de existir , outras horas me esforço para seguir em frente , mais é bem tudo isso mesmo , acho que nunca vai passar essa dor que não se ver , essa angústia sem razão , é realmente terrível, hoje me encontro num momento muito difícil , uma das coisas que mais gostava de fazer era trabalhar , hoje é uma das coisas que mais odeio fazer , não tenho mais prazer em trabalhar, bom é isso tudo mesmo.” No geral os sintomas da Depressão incluem: alteração do humor, desinteresse por coisas prazerosas, problemas relacionados ao sono, mudanças no apetite, perda ou ganho de peso, falta de concentração, cansaço e pensamentos recorrentes sobre morte.
Recentemente, achei um post interessante “20 coisas para se lembrar se você ama uma pessoa com depressão” entre as 20 coisas estava:

Uma das melhores maneiras de fazer a diferença na vida de uma pessoa deprimida é deixar que ela saiba que você está lá com ela. Isso é algo que tem de ser comunicado diretamente, cara a cara. Algo que deve ser considerado também é a maneira com que você mostra o seu apoio e encorajamento. Aqui está uma pequena lista de recomendações:

  • Dê um pequeno elogio sincero;
  • Observe os pontos fortes e positivos da pessoa querida que está doente;
  • Inclua essa pessoa em seus eventos ou planos;
  • Remova as palavras “deveria” da relação;
  • Respeite seus sentimentos e pensamentos, mas, use perguntas abertas, tanto quanto possível.
  • Eles precisam de reforço positivo mais do que críticas

Qualquer um destes pontos não só pode ajudar, diminuindo o estigma em torno da depressão, mas, também pode ajudar o indivíduo a lidar com a doença em seu dia a dia.

Espero que este post tenha aberto algumas mentes, ajude as pessoas que vivem com depressão e também as pessoas que amam alguém com depressão.

Essa doença é silenciosa e está mais presente do que imaginamos.