7 motivos pelos quais eu blogo

Entre as coisas que coloco aqui, eu pensei em expôr para vocês porque eu blogo. Porque, sem ser remunerada, sem ter grande visibilidade (ainda), sem nem mesmo ter medo de me abrir eu coloco tudo aqui.

O início

Como sabem, sou formada em Jornalismo, mas infelizmente eu não trabalho na área e iniciei meu blog para ter algo para colocar no meu curriculo e divulgar meus textos da faculdade. Com o tempo ele se tornou algo maior e com muitos outros objetivos.

Prática

Gosto de praticar a escrita, principalmente para falar das coisas que gosto, aqui é uma lugar onde posso ser livre para discutir qualquer assunto e divulgar outros artigos que me identifico. Esse é um dos motivos para eu blogar.

Diário

Quem aqui já assistiu Awkward? Conta a história da estudante Jenna  que é invisivel em seu colégio e por isso começa um blog onde conta tudo da sua vida de forma anônima. Quando eu assisti a primeira temporada eu já tinha meu blog, mas aproveitei para colocá-lo também nesta perspectiva.

Representatividade

Conforme fui me conhecendo e aprendendo sobre a vida, sociedade e cultura. Percebi que existem poucos negrxs como pessoas inspiradoras, na minha época ter uma bombom para 10 paquitas era o suficiente, hoje sabemos o quanto a representatividade importa e por isso por minha cara preta aqui se tornou mais importante

Divulgação

Desde que me reconheci como feminista, não me imagino sem espalhar esse conhecimento para todas as mulheres do mundo. E tento fazer também atraves das minhas postagens, além do feminismo apoio também outras causas como dos LGBTTs e etc.

Saude

Assim que eu lí que escrever ajuda a lidar com a depressão eu também coloquei isso como um dos meus objetivos. Sofro com depressão e ansiedade há algum tempo e ter essa responsabilidade me ajudou de várias maneiras, minha autoestima e confiança aumentaram e muito. Agora eu pretendo passar a todos minha jornada para chegar ao peso ideal

Meio de vida

Não nego que este blog é a melhor parte da minha vida, existem momentos difíceis em que eu me distancio e sinto muito a falta, espero que um dia eu possa sobreviver financeiramente apenas de postar neste blog e ver que meus pensamentos, minha visão e meu estilo de vida seja disseminado pelo mundo.

DIY – Nicho de Madeira para Quarto

Adoro decoração, como vocês já sabem. E normalmente eu procuro itens DIY  no Pinterest só para passar tempo e relaxar. Dessa vez estou aqui para mostrar algo que fiz por inspiração e achei que ficou tão bonito que decidi compartilhar.

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Fui em uma loja que vende artigos de madeira, prontos e para fazer acabamento e comprei um nicho 2 em 1 para mim. Na hora pensei em cores que ficariam legais no meu quarto e já comprei também as tintas, o rolo de pintura e um papel para enfeitar o fundo da minha parede.  Como já faz algum tempo que comprei, não tenho foto de todos itens aqui, mas tenho do processo, veja comigo como foi e como ficou.

Comprei os seguintes itens na loja de artigos de madeira, comprei também pincel, rolo, tinta branca, roxa e dourada.

Em seguida, dei duas mãos de tinta branca, para que a tinta roxa se fixasse melhor. Isso demorou 2 dias, achei melhor esperar bem para que a tinta secasse bem.

Passei a tinta dourada e a roxa e aguardei mais um dia.

E esse foi o resultado final, eu gostei bastante e super combinou com meu quarto.

É isso aí, até a próxima.

11 livros para você redescobrir a sua vocação

Você está naquela fase do curso que não sabe ao certo se é isso mesmo que você queria? Ou até mesmo se você estiver entrando agora na Universidade e está com dúvidas se escolheu o curso certo, esta lista de livros irá te ajudar a redescobrir a sua vocação.

 1. “Descubra seus pontos fortes” – Marcus Buckingham e Donald O. Clifton

Marcus Buckingham e Donald O. Clifton descobriram que a maioria das empresas dá pouca ou nenhuma atenção aos pontos fortes de seus funcionários. Preferem investir tempo e dinheiro na tarefa de corrigir suas fraquezas, achando que desse modo às pessoas atingirão a excelência. Por outro lado, a pesquisa revelou que os profissionais bem-sucedidos compartilham um segredo – usam suas energias para aprimorar aquilo que os fazem melhor, deixando seus pontos fracos em segundo plano. E, assim, tornam-se cada vez mais competentes, produtivos e felizes. Para ajudar o leitor a descobrir quais são e como aprimorar seus talentos e de seus colaboradores, este livro traz um programa em torno do teste ‘Descubra a fonte de seus pontos fortes’.

2. “Seus pontos fracos” – Dr. Wayne W. Dyer

Dr. Wayne W. Dyer oferece argumentos inteligentes e sensatos que o ajudarão a identificar e a superar os aspectos mais frágeis da sua personalidade, orientando-o sobre como aproveitar as oportunidades e os momentos agradáveis do cotidiano, assumindo riscos e transformando as experiências negativas em aprendizado para evitar futuros erros.

 3. “Talento não é tudo” – John C. Maxwell

‘Porque será que algumas pessoas de talento atingem todo o seu potencial, enquanto outras permanecem presas à mediocridade? Neste livro, John C. Maxwell mostra que são as escolhas que as pessoas fazem, e não meramente suas habilidades naturais, que as impulsionam para que as grandes realizações. Isto se dá por meio da aplicação de 13 princípios fundamentais, entre eles a iniciativa, a concentração, a preparação, a prática, a perseverança e o caráter. ‘ John C. Maxwell

4. “Foco” – Daniel Goleman

Você está prestando atenção? Ou já se distraiu checando seus e-mails, mensagens, Facebook, Twitter etc.? Resistiu ao impulso de deixar sua mente dispersar? Se tiver resistido, muito bem, porque quando você está lendo um texto normalmente fica distraído por mais de 40% do tempo. Mas quais são os benefícios de ficar focado por um longo período? Uma palavra: sucesso. Combinando pesquisa de ponta e descobertas práticas, Daniel Goleman mostra por que a base do sucesso em todas as áreas da vida é sua capacidade de ter Foco.

5. “Desperte o gigante interior” – Anthony Robbins

Um clássico que já ajudou milhões de pessoas em todo o mundo, Desperte o gigante interior revela como funciona nosso sistema de tomada de decisões e de que forma podemos usá-lo para obter o que desejamos. Neste livro, Anthony Robbins, o maior especialista em neurolinguística do mundo, se dedica ao poder ilimitado que todos nós possuímos. Segundo ele, temos a capacidade de mudar o que quisermos em nossa vida em apenas um instante, pois quando focalizamos consistentemente nossos recursos no aperfeiçoamento de uma área, desenvolvemos características únicas nesse sentido. Por meio de histórias inspiradoras, estudos de casos, testes de autoajuda e um programa que qualquer pessoa é capaz de seguir, o autor ensina a romper padrões de comportamento e a promover grandes mudanças pessoais.

6. “Destaque-se” – Marcus Buckingham

A partir de um teste on-line, que leva em conta os talentos da pessoa e o indica como colocá-los em prática, o leitor poderá valorizar o que o torna especial e desenvolver suas habilidades, podendo aumentar seu desempenho e sua evolução profissional. O sistema de avaliação deste livro examina o leitor segundo nove categorias e se propõe a revelar seus dois perfis principais. Em capítulos objetivos e esclarecedores, cada perfil é explicado em detalhes. Além de aprender como causar um impacto imediato, você receberá as seguintes orientações:

– Como levar seu desempenho a outro patamar;

– Como falar de suas qualidades sem demonstrar arrogância,

– O que fazer para se destacar como líder, gerente, vendedor e no atendimento ao cliente.

7. “Saia da estagnação” – Jay Abraham

Num texto leve e dinâmico, o autor mostrará como evitar a armadilha da estagnação em seu negócio, empresa e na vida. Segundo ele e com base em sua experiência, os pontos principais para que o negócio não fique estagnado são: 1. Incorporar estratégias de crescimento em todas as áreas da empresa. 2. Medir, controlar, comparar ou quantificar resultados. 3. Ter um plano estratégico de marketing detalhado, com expectativas de crescimento específicas. 4. Não saber definir metas adequadas. Por que tantas empresas ficam estagnadas? Leia para descobrir.

8. “A decisão de percorrer novos caminhos” – Barbara Schott

Este livro lhe mostra como você pode tomar a iniciativa e aprender a autoadministração criativa de seus problemas. O programa Psycho-Power proposto por Barbara Schott tem como base técnicas e exercícios testados com sucesso no setor administrativo, bem como exercícios de Programação Neolinguística. Todos esses exercícios são apresentados de uma forma que você pose assimilar e repetir facilmente

 9. “Comece por você” – Reid Hoffman e Ben Casnocha

Vivemos em uma economia competitiva, interconectada, que muda rapidamente. As mudanças constantes e as incertezas tornam qualquer estratégia tradicional de carreira inútil. O “pacto” empregador-empregado está se dissolvendo e a concorrência pela oportunidade é acirrada. Aqui você vai aprender as melhores táticas das startups do Vale do Silício e como aplicar essas estratégias de empreendedorismo à sua carreira. As estratégias fornecidas ajudarão o leitor a sobreviver, a prosperar e a conseguir realizar suas mais ousadas ambições profissionais.

10. “Sua vida em primeiro lugar” – Cheryl Richardson

Neste livro a autora ensinará a colocar-se em primeiro lugar na sua lista de prioridades, organizar suas prioridades, descobrir o que está esgotando suas energias, investir na sua saúde financeira, livrar-se do hábito de só funcionar à base de adrenalina e usar ´combustíveis´ mais saudáveis no seu dia-a-dia, criar grupos de amigos e cercar-se de relacionamentos de alta qualidade, honrar sua paz espiritual e, enfim, viver a vida dos seus sonhos.

11. “Coloque um ponto final” – Henry Cloud

Terminar, concluir tarefas, encerrar etapas são acontecimentos naturais da vida e dos negócios, mas muitas vezes agimos com hesitação, resignação ou pesar. Focado diretamente neste tema, o doutor Henry Cloud, consultor, psicólogo e escritor, estudou todos os pontos vitais que se relacionam com este processo, fez descobertas interessantes e, melhor, desenvolveu técnicas capazes de acelerar o processo e reduzir o estresse.

 

Repost – Universitário Ativo

Geração de Valor 2

Conheci o livro Geração de Valor através do Facebook, curti a página porque tinham algumas imagens bem bacanas e acabei gostando da ideia que ali é disseminada. Com o tempo acabei comprando o primeiro livro Geração de Valor e em seguida seu sucessor Geração de Valor 2.

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Vamos lá falar um pouco sobre a obra e porque acho que é muito mais que um livro de Autoajuda.

Sinopse: Nascido em uma família simples, com 18 anos Flávio Augusto da Silva decidiu decretar sua independência financeira e começou a vender relógios. Cinco anos depois, criou uma escola de inglês que se transformaria na famosa rede Wise Up e, em pouco tempo, passou a figurar entre os bilionários mais jovens do Brasil.

Mas ele ainda não estava satisfeito. Queria fazer as pessoas entenderem que o sucesso é uma fórmula exata que todos podem aprender, desde que estejam dispostos a desafiar o pensamento corrente e desenvolver uma mentalidade vencedora.

Para isso, idealizou o projeto Geração de Valor e passou a difundir sua experiência vitoriosa no Facebook, no Twitter, no YouTube, em um blog e no livro Geração de Valor, que logo se tornou um best-seller. O segundo livro, o Geração de Valor 2, é uma nova coletânea de textos e charges inspiradoras.

Acho bacana a ideia de um cara que se deu bem contar, com tantos detalhes, e, de certa forma, doar um pouco do seu tempo para ajudar outros a conquistar o que querem. Claro que o Flavio Augusto é um empreendedor serial em vários segmentos, dono de um time de futebol nos EUA e sem sombra de dúvida sabe fazer dinheiro. Talvez essa seja só uma forma a mais dele faturar, mas que boa forma, não? Imagine que se apenas 1% dos que leram seus livros possam colocar em prática, já é um bem gigantesco para a humanidade. Diferente de pessoas que querem se dar bem se ajudar ninguém.

O livro em si é bem fácil de ler, são vários textos independentes e ele frisa bem sua ideia principal:

PARA COLHER SONHOS É PRECISO PENSAR FORA DA CAIXA

São frases, textos, charges motivacionais que nos ajudam a ter uma força a mais naqueles dias difíceis.  Bom, apesar de ser um livro de autoajuda, não o considero como tal, talvez seja puro preconceito meu sobre livros do gênero, mas acho que o termo autoajuda foi tão saturado que virou um “como fazer…”, sabe? Algo do tipo “como se dar bem na paquera”, “como enlouquecer seu homem na cama”..rs Ou seja, aqueles editoriais (machistas) de revistas femininas. Então, quando vejo um livro que quer ajudar seu leitor, mas não tem o “como fazer…”eu acredito que é um livro como outro qualquer, já que depende unicamente do leitor fazer valer, levar a sério toda aquela motivação e fazer algo, assim como se ele tivesse lido uma biografia, ou um romance que o fizesse pensar diferente sobre sua vida.

Ah isso é só algo que eu acho, rs se acharem melhor leiam e tirem suas conclusões, mas antes, vou deixar algumas imagens aqui:

Ah sim, e se você gosta do tema e sempre quis ser Empreendedor, saiu esta semana no site da UOL uma matéria sobre cursos promovidos pela Endeavor, organização global e sem fins lucrativos, para empreendedores.  Ao todo, são 18 disciplinas que podem ser assistidas gratuitamente pelo site da entidade.

Confira a lista dos cursos:

  • Como construir a empresa certa para os clientes certos
  • Como tornar seu negócio escalável e inovador
  • Ferramentas práticas de inovação: inovar para se diferenciar
  • Planejamento estratégico para empreendedores
  • Financiando seu sonho: a melhor forma de buscar recursos para seu negócio
  • Finanças básicas para empreendedores
  • Primeiros passos para montar seu negócio
  • Start-up: ferramentas essenciais para começar seu negócio
  • A arte do recrutamento: como atrair os melhores profissionais para seu negócio
  • Gestão de pessoas: como construir uma equipe forte
  • Perfil empreendedor: como identificar oportunidades com a sua cara
  • Como criar um negócio para a população de baixa renda
  • Como fazer uma pesquisa de mercado eficiente
  • Como aumentar e gerenciar suas vendas
  • O direito na vida do empreendedor
  • Como medir o impacto social do seu negócio
  • Introdução ao marketing para empreendedores
  • Planejamento e gestão das equipes de vendas

 

Hare Krishna – Um dia na fazenda Nova Gókula

No dia 25 de março visitei pela primeira vez a Fazenda Nova Gokula, um recanto natural que oferece uma variedade de vivências baseadas no princípio de uma vida simples, natural e saudável.

Apesar de ser leiga com relação à algumas religiões, gosto de conhecer coisas novas.  E lá na Nova Gokula, eles praticam a ISKCON que pertence à Gaudiya-Vaisnava Sampradaya, uma tradição monoteísta dentro da ampla cultura hindu. É baseada, de maneira escritural, no Bhagavad-gita, ou Canção de Deus, texto em Sânscrito de 5 mil anos de idade. A ISKCON segue sua linhagem diretamente do Senhor Krishna, o orador do livro sagrado, reverenciado como a Suprema Personalidade de Deus; e do Senhor Caitanya Mahaprabhu, a encarnação de Deus no Séc. XVI, na Índia, que enfatizou o entoar do mantra Hare Krishna como o meio mais eficaz de alcançar auto realização e amor por Deus nesta era.

  1. A missão não-sectária deste movimento monoteísta é desenvolver o bem-estar da sociedade, promovendo a ciência da Consciência de Krishna. Para isso, Srila Prabhupada estabeleceu a declaração de missão da ISKCON em sete propósitos.
  2. Propagar sistematicamente o conhecimento espiritual na sociedade em geral e educar as pessoas nas técnicas da vida espiritual a fim de fazer frente ao desequilíbrio de valores na vida e obter verdadeira unidade e paz no mundo.
  3. Propagar a Consciência de Krishna, tal como se revela no Bhagavad-Gita e no SrimadBhagavatam.
  4. Fomentar a aproximação entre os membros da ISKCON e entre estes e Krishna, o Ser Originário, para assim desenvolver a ideia, entre os membros e na humanidade em geral, de que cada alma é qualitativamente parte integrante de Deus (Krishna).
  5. Ensinar e promover o movimento de sankirtana, o canto congregacional do santo nome de Deus, tal como se revela nos ensinamentos do Senhor Sri Caitanya Mahaprabhu.
  6. Erigir, para os membros e para a sociedade em geral, um lugar sagrado de passatempos transcendentais, dedicado à Personalidade de Krishna.
  7. Promover a união entre os membros para ensinar um modo de vida mais simples e natural.
  8. Com o objetivo de obter os mencionados objetivos, publicar e distribuir periódicos, revistas, livros e outros escritos.

Ao chegar lá fiquei encantada com o local, realmente é muito lindo, o templo, as roupas, as imagens, a cultura em si.  Como é muito diferente do que temos como “comum” no Brasil, fiquei realmente impressionada. E mesmo sendo um local onde eu provavelmente não me divertiria (meio do mato, só comida vegetariana), eu curti bastante o passeio.

Ao chegarmos, fomos até o restaurante comunitário para tomarmos nosso café da manhã. Achei delicioso, granola, maça, pão integral, suco de acerola e requeijão. Claro que eu colocaria um iogurte alí na granola, mas eu gostei do café.

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Em seguida fomos para o templo, gente que lugar lindo. Amei, o silencio, a decoração, as imagens, as pinturas, tudo maravilhoso. Enquanto ouvíamos um Guru falando sobre o objetivo da vida, sobre a renúncia e o desapego aos bens materiais. Tinha uma bebê linda passeando pelo templo, ela engatinhava e tocava em tudo, enquanto sua mãe a observava. Não sei se são moradores de lá, mas me deu um ar de tranquilidade, que apesar de ser um local sagrado, todos são bem-vindos. Uma pequena criança pode explorar por ali. Isso foi magnifico.

Em seguida fomos dar uma volta, aí começou a minha tortura, apesar de estar com repelente, vários mosquitos e formigas me picaram e eu deitei em uma canga molhada porque o mato estava molhado, arrebentei meu chinelo na lama e fiquei andando descalço. Mesmo com todos esses problemas, ao chegar na cachoeira me acalmei novamente, apesar de muito gelada a água estava uma delícia molhei apenas até meus joelhos, mas senti uma paz gigantesca.

Por fim fomos almoçar, mas como nem todos estavam com muita fome, decidimos comer um lanche e lá estava um VegeBurguer comi com muito receio, mas até que foi gostoso. Talvez se fosse uma maionese com um sabor ficaria melhor, mas não foi ruim. Além disso, experimentei um suco de Amora delicioso e uns chips de banana também muito boa. Tinha uma especiaria lá que eu não estava afim de experimentar, a coxinha de jaca. Deus é mais, só de pensar já me revira o estômago. Então fiquei nisso mesmo e me senti satisfeita.

Saímos de lá umas 14h30 e fui embora me sentindo um pouco mais leve sim, conhecer aquele lugar lindo me fez bem e é uma ótima experiência.

Agora vejam algumas fotos do passeio:

 

O Demonologista – Considerações sobre a obra

Fui na Saraiva há alguns dias e não estava procurando nada específico, mas ao chegar lá pensei:

– Bem que eu podia achar um livro de terror bem legal!

Algumas estantes depois… SURPRESA!! Esbarrei no livro O Demonologista de Andrew Pyper, entre as críticas da capa estavam:

“Um romance inteligente, emocionante e absolutamente enervante. O dom de Pyper é que ele respeita profundamente seus leitores.”

GILLIAN FLYNN, autora do best-seller Garota Exemplar

“É impossível ignorar os demônios que têm uma presença tangível nesta história, mas o prazer mais profundo do romance vem da análise que o protagonista Ullman aplica a esses horrores […] Que venham os demônios.”

THE NEW YORK TIMES BOOK REVIEW

“A história mais convincente e assustadora que você vai encontrar este ano. O Demonologista mostra um escritor extremamente talentoso, produzindo um romance com uma misteriosa ameaça e profundidade. Aqueles de nós que escrevem histórias sobrenaturais não mencionam os nomes de Ira Levin, William Peter Blatty e Peter Straub em vão. Você vai ouvir todos os três associados a Pyper, e todas essas comparações são honestas, o maior elogio que posso oferecer.”

MICHAEL KORYTA, autor de The Prophet

“Uma história de horror incrivelmente lapidada, inteligente e tocante […] Há uma elegância narrativa e um domínio a respeito do que o mal pode significar.”

DAILY MAIL (REINO UNIDO)

“Muitos livros afirmam ser assustadores, mas este é realmente aterrorizante, do tipo não-leia-tarde-da-noite. Emocionante, convincente e muito bem escrito, O Demonologista faz O Bebê de Rosemary parecer um passeio no parque.”

S.J. WATSON, autor do best-seller Before I Go to Sleep

“Muito bem elaborado, delirantemente assustador e uma leitura compulsiva do começo ao fim. Imagine O Exorcista e O Código Da Vinci escrito por Daphne du Maurier. Não perca de jeito nenhum!”

JEFFERY DEAVER, autor do best-seller O Colecionador de Ossos

Muito bem, depois de críticas tão boas, não poderia deixar para trás. Além disso, a edição tem capa dura e um acabamento maravilhoso. Então, fiz o que qualquer fã de terror faria, comprei o livro e fiquei tão empolgada com a leitura que não desgrudei dele até terminar.

E aqui estou eu para fazer uma avaliação do romance de Pyper. Esse livro ganhou o Prêmio de Melhor Romance do International Thriller Writers Award (2014), concorrendo com autores como Stephen King. Além disso entrou em diversas listas de melhores livros de 2013, foi finalista do Shirley Jackson Award (2013) e do Sunburst Award (2014), chegou ao topo da lista dos mais vendidos do jornal canadense Globe and Mail e foi publicado em mais de uma dezena de países.

Apesar de tudo isso, eu confesso que me decepcionei muito com o livro, a trama realmente é envolvente, você não quer largar e quer saber logo o que vai acontecer, mas o final, MEU DEUS O QUE É AQUILO? Faltou algo sabe, me senti assistindo um filme que eu estava super ansiosa, mas que nos últimos 10 minutos me fez arrepender do tempo perdido assistindo aquilo.

Resumidamente, a história é inspirada na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido a qual o personagem, David Ullman é especializada. Inclusive na figura literária do Diabo, que, para David, é apenas um ser mitológico. Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas uma boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma. Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.

Entre mortos, demônios, possessões podemos ficar na linha tênue entre a demência e a lucidez do protagonista. Por muitas vezes duvidei se ele realmente estava passando por aquilo ou se tudo não era um delírio. E, infelizmente, o final me deixou na dúvida se realmente tudo aquilo aconteceu ou não. Sei que está sendo feito uma adaptação cinematográfica, mas confesso que estou com receio de assistir e ter o entendimento diferente do que eu dei, já que o livro deixou bem aberto as interpretações. Talvez meu otimismo tenha influenciado e eu tenha torcido desde o início para que tudo terminasse bem, recusando os clichês de filmes de horror onde o fim não precisa ter nexo. No entanto, eu posso dizer que apesar de ter uma trama excelente este livro me decepcionou.

Para não dar mais spoilers vou ficar por aqui e indico a todos que possam fazer a leitura da obra, para que chegue a suas próprias conclusões. E depois podemos fazer uma discussão.

“A maior astúcia do Diabo é nos convencer de que ele não existe”, escreveu o poeta francês Charles Baudelaire.

 

A mente é onde eles habitam, e nela
Podemos fazer do inferno um paraíso, do paraíso um inferno.

Pode a comédia ser confortável?

Passeando no feed do próprio WordPress, me deparei com um artigo muito interessante: Can Comedy Be Comfortable? One Question, Seven Humorists (Comédia pode ser confortável? Uma pergunta, Sete Humoristas – tradução livre). O Post fazia apenas uma pergunta e trazia a resposta de sete humoristas que mostravam seu ponto de vista sobre o desconforto alheio ser cômodo. É bem aquela história clássica de rirmos da desgraça alheia, algo como alguém cair da escada, levar uma torta na cara, ou mais utilizado atualmente, gozar dos defeitos dos outros. Bom, aproveitando a deixa, fui nesta última terça (dia 16/02) em meu primeiro Stand-up Comedy e, como estava bem ansiosa, foi muito mais legal do que eu imaginava. E vou dizer que além de aproveitar todo o espetáculo, ainda consegui fazer uma versão BR do artigo.

A pergunta é a mesma:

É o desconforto uma parte essencial da comédia, ou apenas uma maneira de ser engraçado? Será que comédia não pode ser confortável para todos?

Já os entrevistados foram os incríveis Luiz França, Dinho Machado, Paulo Mansur, Onofre Gonçalves e Rodrigo Marques.

 

Luiz França Luiz França

Depende muito. As pessoas falam muito, julgam muito a comédia de stand-up, é comum ouvir, “mas fulano de tal fazia um programa de televisão e ele não precisava interagir com o público”. Obvio! É um programa de televisão e em um programa de televisão você não precisa ter a necessidade da resposta da plateia, então você tem um texto, você grava, e em casa ou no cinema, as pessoas vão rir ou não daquela piada. Ou seja, comediante, ou o ator, não tem a preocupação do retorno. Já para quem faz stand-up é muito imediato, o cara está no palco e ele precisa do retorno, se ele não tiver o retorno da piada que ele fez, então a piada não funcionou no momento, ou não funciona mesmo. A gente vai estudando isso ao longo do tempo. Então é esse o diferencial, não tem como dizer se é confortável ou não, é confortável sempre quando é nos outros.

Eu tenho um fato muito interessante, que o Léo Lins, eu queria levá-lo para o Japão e deu um rolo danado, porque ele fez umas piadas no Twitter na época do terremoto, e eu estava no terremoto, e ele fez a piada comigo exatamente porque eu estava lá. E ele brincou com o tsunami e etc. E uma parte da Comunidade Brasileira no Japão se ofendeu muito com isso, xingaram ele, fizeram abaixo assinado para ele não ir para o Japão e ele acabou sendo proibido de ir para o Japão. Ele já tinha um visto de trabalho e artista e ele não foi por causa do abaixo assinado. Resumindo tinha umas 198 assinaturas para ele não ir e mais de 14.900 assinaturas para ele ir, mas já haviam cassado o visto dele. Então eu fui para o Japão, para fazer o show e antes de me apresentar coloquei uns vídeos estilo vídeo-cassetada para o público, e eles riram, mas riram muito. E quando eu entrei, eu falei: “Vocês estão rindo disso?  Sabia que os vídeos que eu passei os acidentados morreram”. Ficou um silencio incrível. Então eu falei: “Calma gente, estou brincando. Ninguém morreu, na verdade eu nem sei. Mas é a mesma coisa que houve, o cara fez uma piada lá de uma situação que aconteceu aqui, ele não teve a sensação e nem a intenção de ofender nem de pôr os que morreram ou os parentes em má situação”.

Então é muito difícil, saber quando você está de um lado ou do outro quando você fala de um problema, por exemplo alguém furou o pé com o caco de vidro e teve que cortar a perna. Você pode ignorar essa situação e falar de uma outra situação de forma engraçada que não aconteceu nada comigo. Então o confortável é sempre o que não atinge a gente. Mas, se você pensar, isso, (fazer piada) talvez melhore na situação tipo: “ah a vida é foda, eu amputei a perna, mas foi engraçado, e a vida segue. ”

A galera leva muito a sério o humor, no momento que não é para levar. O humor não é para ser levado a sério. O humor é exatamente para ser levado para o outro lado, é para rir, é o único jeito de rirmos das coisas erradas que acontecem na política, dos corruptos, porque a justiça é que é responsável para resolver. O que me resta é brincar e minimizar, tentando fazer disso algo engraçado. É obvio que tem gente que não leva isso dessa forma, e extrapola. Mas a gente vive disso, então estamos o tempo inteiro procurando coisa engraçada.

Dinho Machado Dinho Machado

A comédia não só deve ser confortável, como é e só não é confortável para quem não está preparado para ela. Então é como pela manhã eu te dar um bom dia, e você dizer “Bom dia pra quem?” Porque você não está preparado para recebe-lo. A comédia é comédia, o nome já diz, serve para fazer você rir. A pergunta na verdade tem que ser diferente, as pessoas estão preparadas para receber a comédia. É exatamente o que o Danilo Gentili disse: “Não existe um limite de humor, existe um limite do ser humano.” Então o ser humano está muito “cagador de regras”. É a mesma coisa de você ir em um supermercado, não gostar de um produto e querer tirar ele de linha, ao invés de deixar de consumir. Quem gosta consome! A comedia, espero eu, que as pessoas passem a entender ela, para que assim ela possa ser aceita e entendida por todos. Eu espero que isso um dia mude. Quando? Não sei, mas acho que demora um pouco.

Paulo Mansur Paulo Mansur

É assim, o exemplo que você deu (de alguém cair da escada) deve ser o exemplo mais antigo de comédia da história. Eu acho, de verdade, os egípcios construindo as pirâmides, tinha um cara subindo uma escada carregando um pote de barro. Se o cara cai de lá e não morre, os amigos dele vão rir. Isso não é um problema e isso não é de hoje. Não é de hoje que as pessoas riem do cara que levanta de um banco e está com as costas cheias de tinta. Ou então, rasgou a calça e apareceu a bunda. Tem uma tirinha que é a seguinte:

Um menino chega para o pai e diz: -Pai eu consegui fazer uma piada que não ofende etnia, orientação sexual, nacionalidade e tamanho.

O pai diz: – Que legal deixa eu ver.

Aí entrega um papel em branco.

A piada tem um viés satírico, o Português é burro, a Loira é burra, o adolescente que muda a voz é esquisito. O desconforto é necessário para a arte, quando Picasso pintou Guernica, ninguém falou você está fazendo uma pintura de um bombardeio. É só isso que tenho para dizer.

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Toda piada tem que ter um alvo, não existe essa de fazer piada sobre pessoas felizes e alegres, andando pela rua. A piada tem que machucar alguém, tem que ser ofensiva para alguém, então cair de uma escada é engraçado! E eu tenho uma teoria de que TUDO é engraçado, você simplesmente não está rindo porque ainda não descobriu que é engraçado, mas tudo é engraçado. E é exatamente isso, você tem que aprender a rir de todos os problemas, de tudo que acontece, porque a piada não tem como dizer: vou fazer uma piada sobre felicidade. Não, dane-se a piada tem que ser sobre algo: Joãozinho tem que ser um filho da puta, o português tem que ser burro, a loira tem que ser burra, etc. Não pode ser simplesmente legal, a piada não é isso, ela está para satirizar, para ironizar e para fazer coisas diferentes do que simplesmente mostrar o lado legal do mundo, isso aí a gente vive. Humor é diferente.   O Anthony Jeselnik humorista americano,  tem um estilo de humor muito pesado negro, faz piada com todos os acidentes que acontecem no mundo. Bomba em Londres, França e a galera sempre reclama com ele: “você está fazendo piada, você não tem pena das vítimas dos familiares?” E ele sempre responde: “As vítimas e os familiares não estão no Facebook e no Twitter nessa hora. Eu estou querendo trazer um pouco de alegria para as pessoas que não estavam lá.” Porque tudo é engraçado.

Onofre GonçalvesOnofre

O desconforto é necessário para o humor, ele é tão subjetivo quanto o próprio humor. O que é desconfortável para mim, pode não ser para ele. E só é engraçado para alguém porque foi desconfortável para outro alguém.  E se não causou desconforto, você não foi afundo naquele assunto. E acredito que a questão é a aceitação deste desconforto. Tanto que no Stand-up a pessoa causa o desconforto primeiro para ela mesma para depois falar dos outros.

 

Está aí o que cada um deles pensam e falando um pouco sobre minha experiência, assim que anunciam que o show ia começar, alertaram:

ATENÇÃO PROPRIETÁRIO DO UNO MILLE PRATA, PLACA XXXXXXX,

PROPRIETÁRIO DO UNO MILLE PRATA, PLACA XXXXXXX,

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ESTÁ NA HORA DE VOCÊ MUDAR DE CARRO.

Foi um grande desconforto para mim, sím é o nosso carro, meu e do meu namorado, mas é nosso primeiro carro tenho muito amor por ele. Senti na própria pele o que é um desconforto cômico, mas não achei tão ruim assim. Até contei para outras pessoas depois. Não estou dizendo que rir de nossas desgraças é legal, pois ninguém aqui que ser um e Joseph Climber, para que outros deem risadas.  Mas, depois de toda essa discussão, posso dizer que realmente a comédia, não é para ser séria. Ou envolver algo chato e correto, podemos rir de nossas tragédias, de nossos erros, nossas cagadas e ainda assim, aprender com eles. Claro que rir de tragédias, do cotidiano não inclui praticar racismo, homofobia, machismo e etc., mas estarmos abertos a certas ocasiões e certas risadas pode ajudar a levar a vida menos a sério e talvez, assim vivermos em um mundo melhor.

Orgulho e preconceito e Zumbis – minhas respostas para o guia de discussão para o leitor

Terminei nesta semana o livro Orgulho e preconceito e zumbis. Conforme o autor este livro é um rico estudo em múltiplos níveis sobre amor, a guerra e o sobrenatural. No final do livro havia algumas questões interessantes que dizem aprofundar a apreciação e prazer do leitor “com esse soberbo, trabalho da literatura clássica de zumbis”.

Antes de colocar minhas respostas para cada uma dessas questões, vou colocar uma sinopse básica do livro e o trailer do filme que deve ser lançado ainda este ano.

Sinopse – ‘É uma verdade universalmente aceita que um zumbi, uma vez de posse de um cérebro, necessita de mais cérebros.’

Assim começa ‘Orgulho e preconceito e zumbis’, uma releitura trash do popular romance de Jane Austen. A abertura dessa cultuadíssima versão de Seth Grahame-Smith para a obra do século XIX já destaca as surpresas geradas pela praga misteriosa que se abateu sobre os campos aristocráticos do Sul da Inglaterra, onde os defuntos estão retornando à vida e partem crânios de pessoas comuns para devorar seus miolos.

No romance clássico, a autora iniciava a saga das casadouras irmãs Bennet com o aviso: ‘É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, possuidor de uma grande fortuna, deve estar em busca de uma esposa.’ Agora, porém, no tranquilo vilarejo de Meryton, nossa heroína, a guerreira Elizabeth Bennet, treinada nos rigores das artes marciais, está determinada a eliminar a ameaça zumbi. Até que sua atenção seja desviada pela chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy. Ela conseguirá superar os preconceitos sociais dos grandes aristocratas ingleses, tão ciosos e orgulhosos de seus privilégios?

Grahame-Smith transfigura as famosas passagens do texto de Jane Austen numa deliciosa comédia de costumes. Além dos embates civilizados e repletos de cortesia entre o casal de protagonistas, inclui batalhas violentas, em confrontos cheios de sangue e ossos quebrados. Conjugando amor, emoção e lutas de espada com canibalismo e milhares de cadáveres em decomposição, ‘Orgulho e preconceito e zumbis’ transforma uma obra-prima da literatura mundial em outra história que você realmente terá vontade de ler.

 

  1. Muitos críticos têm destacado a natureza dupla da personalidade de Elizabeth. Por um lado, ela pode ser uma assassina selvagem e sem remorsos, como podemos notar em sua vitória sobre os ninjas de Lady Catherine. Mas, por outro lado, ela pode ser mostrar terna e compassivas, como nas relações com Jane, Charlotte e os janotas que rondam a propriedade da família. Em sua opinião, qual dessas “metades” melhor representa a verdadeira Elizabeth no início – e no fim do romance?

Acredito que como todo personagem feminino de qualquer romance, Elizabeth é uma mulher forte, determinada, no entanto não deixa de ter traços femininos e comuns às mulheres por exemplo: amor, devoção, romantismo, delicadeza e etc. Assim como Jane que apesar de ser muito mais terna e compassiva que Elizabeth também ter as habilidades ninjas, Elizabeth mantêm do início ao fim esse mesmo padrão, não é porque é uma assassina sem remorso que não possa amar. Lembrando que, Elizabeth em nenhum momento matou simplesmente porque quis, ou porque achou que a pessoa não deveria viver, ela matou apenas quando foi desafiada, ou quando foi extremamente necessário.

 

  1. O Sr. Collins é apenas muito gordo e estúpido para se dar conta da transformação gradual da mulher dele em zumbi, ou poderia haver outra explicação para sua deficiência em reconhecer o problema? Se for assim, qual poderia ser a explicação? Como sua ocupação (pastor) poderia estar relacionada com a negação do óbvio ou a decisão de enforcar-se?

Acredito que Sr. Collins realmente seja muito estúpido para se dar conta da transformação de Charlotte, é possível ver isso quando ele insiste em pedir Lizzy em casamento, mesmo ela tendo negando anteriormente. Ele acredita, unicamente, que as mulheres têm tendências a dizer sim quando dizem não. Quanto a decisão de enforcar-se acredito que fique claro sua decepção ao perceber que a mulher se foi e que provavelmente não iria arranjar outra para se casar, talvez neste momento ele tenha percebido que ela tenha se casado com ele apenas por ter sido mordida e, sendo assim, preferiu negar a situação e morrer “por amor” já que a havia perdido.

  1. A estranha praga tem sido o flagelo da Inglaterra por 55 anos. Porque os ingleses permanecem lá e lutam em vez de retirarem para a segurança do Leste europeu ou da África?

Assim como todo patriota, os ingleses se acham no direito de lutar por sua terra. E não iriam abrir mão apenas por causa de alguns zumbis, sem dúvida ir para outra região seria uma boa escolha, no entanto até onde eles seriam bem-vindos, ou será que conseguiriam tirar a terra de outros países para criar uma “Nova Inglaterra”? Ou teriam que travar lutas onde provavelmente mais zumbis apareceriam? Acho que ficar e lutar pela sua terra era a mais sábia das decisões,

  1. Quem tem o destino mais lamentável: Wickham, paralítico em um seminário para aleijados, sempre se borrando e estudando enormes livros das escrituras? Ou Lydia, privada do convívio com a família, casada com um inválido, e sem filhos, embora condenada a trocar fraldas sujas para sempre?

Não é possível criar uma conclusão sem ter algum tipo de empatia pelos dois personagens. No entanto, em vista de toda a vida de pilantragem do Sr. Wickham e a ingenuidade de Lydia, sabemos que quem realmente saiu perdendo foi Wickham. Lydia, mesmo tendo de cuidar de seu marido e ficar longe de sua família, meio que se livrou de um status de encalhada, ela tem, finalmente uma vida de casada, sonho de sua vida. Já wickham, além de perder a liberdade, ficou aleijado, e necessitando de cuidados de outros. Além de ter entrado em um seminário, destino que fugiu a vida toda.

  1. Devido à impetuosa independência, devoção ao exercício e predileção por botinas, alguns críticos consideraram Elizabeth Bennet “a primeira lésbica literária”. Você considera que, para esses autores isso significa que ela seja gay? Caso seja assim, como essa guinada sáfica serviria para explicar as relações de Elizabeth com Darcy, Jane, Charlotte, Lady Catherine e Wickham?

Não acho que tenha a ver com sua orientação sexual, no entanto é comum que naquela época, uma mulher que não quisesse se casar, não fosse tão romântica ou não zelasse sua vida exclusivamente para o amor de um homem, fosse chamada ou reconhecida como lésbica. A sociedade confunde, até hoje os termos feministas com lésbicos, porque uma mulher não pode lutar pelos seus direitos e gostar de homens ao mesmo tempo.

  1. Alguns críticos sugeriram que os zumbis representam a visão dos autores sobre o casamento – uma infindável praga que absorve a energia vital das pessoas sem, contudo, matá-las. Você concorda, ou tem outra opinião sobre o simbolismo dos não mencionáveis?

Acredito pura e sinceramente que os zumbis representem os zumbis mesmos, ou seja, uma pessoa morta reanimada, que vive a perambular e a agir de forma estranha e instintiva, um morto-vivo. Quanto o casamento ser “uma infindável praga que absorve a energia vital das pessoas sem, contudo, matá-las”. Existem pessoas que acreditam na frase: “Casamento é uma instituição falida”, mas acredito que não existe nada falido que não represente apenas um estado de espírito das pessoas envolvidas. Existem muitos porquês de verem, ou enxergarem problemas no casamento, mas ao meu ver todo o problema vem de que as pessoas de modo geral estão mais precipitadas para começar algo e terminar. Elas não se preparam para longas jornadas, não fazem poupança ou pensam em decisões que impactam sua vida para além de dois anos, prazo de durabilidade dos casamentos da atualidade.

  1. O Sr. Bennet tem alguma qualidade que possa redimi-lo?

Acho que em nenhum momento o Sr. Bennet demonstrou-se uma má pessoa, como pai ele sempre pensou no bem físico de suas filhas e fez de tudo por isso. O que houve com Lydia não deixou de ser por culpa dela mesma, e se ele não tivesse feito isso, nem suas filhas nem sua esposa teriam aprendido a lição.

  1. O vômito tem um papel importante em Orgulho e preconceito e zumbis. A Sra. Bennet vomita frequentemente quando está nervosa, os cocheiros vomitam enojados quando testemunham os zumbis se banqueteando com os cadáveres e mesmo a firme Elizabeth não consegue conter o vômito ao ver Charlotte engolindo o próprio pus sangrento. Os autores pretenderiam fazer com que toda essa regurgitação simbolizasse algo maior ou é apenas um truque barato para fazer rir?

Pura representação da raça humana, somos assim enojados, não seria difícil de encontrar pessoas vomitando em um ataque zumbi. Mas a Sr. Bennet apenas utiliza desse método para chamar atenção e obter ajuda quando há um problema em sua família.

  1. A oposição de Lady Catherine a Elizabeth (como noiva do sobrinho dela) refere-se apenas à inferioridade social e financeira de Elizabeth? Ou poderia haver outra explicação? Ela poderia estar intimidada pela habilidade de Elizabeth nas lutas? Poderia nutrir uma paixão secreta por Darcy? Ou ela está triste com as deficiências da própria filha?

Lady Catherine alimenta sim um amor pelo Sr. Darcy e é perceptível que as doenças de sua filha a decepciona de forma que ela dúvida das habilidades de Elizabeth e também faz questão de rebaixá-la. Acredito que seja aquele simples caso psicológico onde a pessoa rebaixa a outra para se sentir bem com ela mesma.

  1. Alguns acadêmicos acreditam que os Zumbis foram acréscimos de última hora ao romance, solicitados pelo editor em uma desavergonhada tentativa de aumentar as vendas. Outros argumentam que as hordas de mortos-vivos são integrantes da trama e da crítica social de Jane Austen. Qual a sua opinião? Você consegue imaginar o que esse romance poderia ser sem a ultraviolenta confusão dos zumbis?

Pesquisando descobri que uma lenda, ainda de origem desconhecida, foi disseminada no início do século XVI na Europa Ocidental. Um indivíduo chamado Alexander Zombie, que sofria de narcolepsia, foi dado como morto. Poucas horas antes do enterro, Alexander acordou. Dali em diante, diversas menções a “Zombie” eram feitas a fenômenos de pessoas que voltavam da morte. Mas nada de uma praga onde vários voltavam a vida. Acho que essa versão com Zumbis foi algo lançado apenas para aproximar os jovens de literaturas clássicas e não poderia estar nos originais de Jane Austen devido a ideia que ela tinha para seus romances serem totalmente diferentes.

 

Para entender mais sobre essa versão: Orgulho e preconceito e Zumbis: uma versão de Jane Austen para o público juvenil contemporâneo

Mulher no esporte

O preconceito e a desigualdade na luta por espaço

No início da carreira até mesmo os familiares das atletas mostram certa resistência sobre o esporte que elas praticam e que escolheram. Geralmente isso acontece por conta da cultura imposta. Um exemplo disso é o futebol, que apesar de ser muito praticado em nosso país, ainda passa uma imagem masculinizada. Jéssica Delfino, 21 anos, jogadora do time de futsal de Jacareí afirma “No início minha mãe foi um contra, por teoricamente, o futebol ser um esporte para homens, mas agora já se conformou. Já meu pai sempre me apoiou”. Mesmo quando há a aceitação, normalmente existe o pré-julgamento de que se elas se identificam com este tipo de esporte é provável que sejam homossexuais. “Há algum tempo existia um preconceito maior com mulheres que jogavam futebol, era só falar que praticava esse esporte que já achavam que a opção sexual era contraria ao que a sociedade julga certo, eu já passei por isso”, afirmou Jéssica. Mas hoje ela entende que normalmente quem pensa assim não é ligado ao esporte e não sabe que há diferença entre jogar futebol e gostar de meninas. Este tipo de separação de gênero ocorre também em outras categorias como no automobilismo, nas artes marciais e nos esportes de aventura ou radicais, que na maioria das vezes oferecem um grande risco a integridade física de seus praticantes. Por conta disso, a maioria das pessoas acredita que não são esportes para uma mulher praticar. Karina Godoy, de 18 anos, é jogadora da seleção joseense de rugby, e já jogou pela seleção brasileira em Dubai, EUA e Uruguai, confirma esta tese. “Sou a maior menina do time, as outras são mais magras e mais baixas e quando estou em campo me comparam com o ex-jogador de rugby, Jonah Lomu. Não ligo para a comparação, acredito que se fazem isso é porque sou boa jogadora, mas não tem nada a ver, afinal sou mulher”. As mulheres que praticam esses esportes sofrem ou já sofreram preconceito, com relação ao sexo oposto, esse preconceito vem desde as roupas que na maioria das vezes as marcas produzem apenas as versões masculinas. Uma skatista feminina, por exemplo, pode ganhar o patrocínio de uma marca que não produz roupas adequadas para mulheres skatistas, tendo assim, que se vestir como um garoto. Para Karina o patrocínio, não tem esse tipo de enfoque; “Claro que o time masculino de rugby tem mais patrocínio, mas não acredito que seja por serem homens e sim porque eles jogam muito melhor e ganham títulos. Nós ainda somos novas, começamos a ganhar títulos agora. Em breve poderemos chegar lá também e ter mais patrocínio”.

São José bem representado no boxe feminino

Até se tornar o que é hoje, uma modalidade forte, o boxe feminino enfrentou árduas batalhas, entre elas, a luta contra seu principal adversário, o preconceito. O esporte mesmo na sua representação masculina, durante muito tempo foi marginalizado por carregar o estigma da violência nos combates. O contraste da “luta de punhos”, como é conhecido o significado do boxe, com a fragilidade feminina é um paradigma que aos poucos vem sendo quebrado. Ao contrário do que muitos pensam, umas das principais preocupações do esporte é com a segurança e integridade física do atleta, além de pregar o companheirismo fora e dentro dos ringues. Foi essa filosofia que atraiu Suelen Souza (22) que há seis anos ingressou no boxe e hoje compõe a equipe de São José. A pugilista que detém um título de campeã brasileira, três de vice paulista e três de vice nos jogos abertos do interior, destaca que independente de o combate acontecer entre amigas ou desconhecidas o respeito é o mesmo. “Eu posso lutar com uma amiga e isso não afetará nossa amizade, pelo contrário, é provável saímos do tatame mais amigas”, afirma. Suelen que foi descoberta por Adilson Araújo, técnico da equipe de boxe feminino, se lembra da falta de apoio da família no início da carreira, mas com as vitórias, logo todos a aceitaram. “Minha mãe estranhou, mas não acreditou que eu fosse levar a sério, já a minha vó não gostava mesmo, achava que era coisa de homem”, lembra. O pugilismo é parte da vida de Suelen que diz viver do boxe, tanto que a escolha do curso superior está ligada a carreira no esporte. Cursando o último ano de educação física na Univap, ela pretende focar seu trabalho ainda mais na modalidade. “Estou estudando para trabalhar com formação de atleta, afinal nunca se sabe até quando nossa carreira de atleta vai durar”, diz. Mesmo com todo o esforço para desassociar o esporte a conceitos errados, ainda é forte, entre os leigos, a concepção de que esse tipo de esporte conduz a violência e de que sua prática é capaz de transformar o corpo feminino numa aparência masculinizada. O que não é verdade, como explica o personal trainer Rafael Fernandes: “O boxe é uma atividade que não trabalha com nenhuma carga excedente a do próprio corpo, a sua prática ajuda a dar definição e contribui para um melhor condicionamento físico. Para se adquirir características masculinas, a mulher precisa se submeter a um treino específico de musculação, onde o resultado é a hipertrofia muscular, diferentemente de quem pratica boxe”, explica o personal.

A luta por um espaço cada vez maior, num lugar onde muito tempo prevaleceu à presença masculina, será sempre constante, mas a tendência é que o preconceito diminua. É o que observa Suelen. “O esporte cresceu não só no que diz respeito às competições, mas também na área fitness e isso têm ajudado a mudar a imagem do boxe entre as mulheres”, ressalta. Uma recente conquista para o boxe feminino foi a participação da modalidade pela primeira vez num pan-americano, este que aconteceu em Guadalajara no México em 2011. A equipe joseense é um dos orgulhos da cidade. Atualmente compõem o grupo dez mulheres, dentre elas quatro pertencentes à seleção brasileira, que neste momento estão na China para disputar o Campeonato Mundial. São elas: Érika Matos, Rose Volante, Adriana Araújo e Roseli Feitosa, atual campeã mundial. As pugilistas joseenses alcançaram o tricampeonato paulista por três vezes consecutivas.

História

A polêmica sobre a prática de atividade esportiva por mulheres é tão antiga quanto à dos Jogos Olímpicos da Grécia. Naquela época os homens competiam nus e as mulheres eram proibidas até mesmo de assistir às competições. Esta proibição estava no primeiro item do regulamento Olímpico, que vetava a participação de mulheres em qualquer modalidade. Na Idade Média, com o comportamento fortemente influenciado pela Igreja Católica, a prática esportiva ainda continuava proibida para as mulheres. Só a partir do Renascimento é que elas foram liberadas a praticar algumas modalidades. A mulher só conseguiu conquistar um espaço mais significativo no esporte nos jogos olímpicos de 1900. Cerca de onze mulheres foram até Paris, na França, para participar dos 1º Jogos Olímpicos da era Moderna. Desde então, a participação feminina nos Jogos Olímpicos tem crescido constantemente, a ponto de restarem poucas modalidades que não oficializaram as competições para os dois sexos.

A influência da fé no comportamento das pessoas no dia a dia

Pesquisa comprova que pessoas são influenciadas pela fé quando tomam decisões

Em algumas religiões usar determinado tipo de roupa, ou fazer certo tipo de penteado não é aceitável, mas o que dizer -quando essa limitação não está relacionada apenas à aparência, mas sim as decisões tomadas no dia-a-dia? Sabe-se que a fé é um instrumento de transformações na vida de uma pessoa. Confirmando isso, uma pesquisa realizada em 2010, na cidade de Londrina – Paraná, afirmou que 97% das pessoas afirmam que a religião exerce influência em seu comportamento. Segundo os pesquisadores, Ricardo Baracho dos Anjos e José Antônio Baltazar, o tema surgiu devido à inquietação diante de tantos movimentos religiosos que ocorreram nos últimos anos. E teve como objetivo mostrar o que leva uma pessoa a seguir determinada religião e também mostrar a influência dela no comportamento das pessoas.

Eles usaram como base livros de estudiosos como Freud e Jüng e partiram daquelas teorias para elaborar sua tese. Freud abordava a religião como sendo o lugar das nossas patologias; Jüng mostrava a religião inserida nos arquétipos; Viorst falou sobre a reconexão através da religião; e Frankl, contribuiu com a Logo terapia, segundo a qual, a descoberta do sentido para a vida é o que impulsiona as pessoas a uma vida melhor. Os resultados provaram a necessidade do homem de crer em algo para ter um alívio e um suporte. Foi colocada a proposta de que a religião pode ser o sentido da vida, fazendo com que as pessoas tenham um comportamento saudável e um melhor enfrentamento de seus problemas. Um exemplo disso é Cláudia Santos de 44 anos, quando criança, foi educada com as crenças católicas e durante toda sua vida seguiu este rumo. Porém, após sua separação ela já não se sentia bem nas missas, era discriminada por ser divorciada e ter uma filha para criar. Desde então deixou de frequentar a igreja, mas não de crer em Deus. Com o passar do tempo, Claudia passou a procurar outro sentido espiritual, foi quando começou a estudar a bíblia com as Testemunhas de Jeová. “Não sabia se era o certo, mas me senti tão bem quando soube que Deus se importava mais com meu apreço por ele do que pelo meu estado civil que não tive dúvidas e continuei o estudo. Hoje tenho orgulho de dizer que sou Testemunha de Jeová”. Mesmo quando há conflitos com sua antiga crença, ela acredita que a atual está mais de acordo com seu modo de vida e se esforça ao máximo para segui-la. A posição religiosa das Testemunhas de Jeová em relação ao uso de sangue na medicina e na alimentação é uma das mais controversas e criticadas ao longo dos anos. Baseando-se na interpretação da Bíblia, elas entendem que o uso de transfusões de sangue total ou dos seus componentes primários é proibido pela lei divina. “ Sei que é um caso sério, mas acredito que a minha fé vai além da vida. Não deixaria de cuidar de meus filhos por causa da transfusão, apenas procuraria uma alternativa”, afirma Cláudia. Por outro lado, André Delgado, cansado da culpa imposta pela religião, há 10 anos entrou em uma busca pela verdade. E chegou a conclusão de que o Deus não criou o homem e sim o homem criou Deus. “A partir do momento que eu soube da verdade, eu me libertei. Nunca tive a bíblia como guia do que é certo ou errado. Eu acho que isso está dentro da gente, no fundo sabemos o que é direito ou não, ou seja, tudo o que ofende a si ou ao outro. Assim como eu, todo mundo quer rir o tempo todo e ser feliz, praticar ações do bem é isso”, afirma. Seguindo a teoria Matheus Vieira, estudante, se diz sem religião e afirma, “quando vou tomar uma decisão penso nas consequências que ela pode me causar ou causar às pessoas no futuro. Quem não é louco sabe o que é certo e errado. ” Matheus acredita que a religião influencia sim alguns a melhorarem de vida. “Conheço algumas pessoas que entraram na igreja e largaram maus hábitos, mas não acredito que seja apenas a igreja que fez isso, é preciso força de vontade. Talvez a mesma pessoa teria conseguido sozinha”, conclui.