A depressão rouba sua alma e depois leva seus amigos

A depressão é uma ladra. Ela rouba seu tempo, seus pensamentos e seu senso de eu. Mas antes de tudo, ela leva seus amigos.

Diferente do suicídio, a depressão opera num ritmo lento mas constante. Um suicídio é um ruído alto que rasga vidas desconectadas: isso é reconhecido e sentido instantaneamente. Mas afundar no isolamento antes do suicídio, no pântano da doença, raramente é tão notado. Geralmente discutimos a escuridão, não o crepúsculo. Sendo assim, é difícil para os amigos saberem como interagir emocionalmente com a depressão, especialmente porque ela se desenvolve durante um longo tempo.

Para mim, a combinação de bipolaridade, transtorno boderline e depressão criam uma cápsula de cianureto que seguro constantemente entre os dentes em todos os relacionamentos. Infelizmente, isso é quase uma garantia de que uma hora minhas amizades acabam todas envenenadas.

E eu entendo. Para aqueles ao meu redor, é muito mais fácil cortar amizade com alguém difícil, distante, desagradável e decididamente “diferente”. Especialmente se a pessoa se afasta primeiro.

Revivi essa história na minha cabeça milhões de vezes: um dos meus melhores amigos – um escritor incrivelmente talentoso e um cara muito legal – começou lentamente a retroceder para dentro de si mesmo. Ele tirou todos os amigos do Facebook, parou de responder ligações e mensagens de texto, e depois se trancou em seu quarto como um ermitão. Todo mundo sabia o que estava acontecendo. Amigos me ligavam perguntando “Você tem visto o X? O X está bem? A gente deveria visitar o X?”

Mas ninguém realmente foi visitá-lo. Isso foi dois anos atrás e nenhum de nós o viu ou falou com ele desde então. Ele não morreu, mas não está mais presente. Trancado na cabana na montanha de sua própria mente. Perder um amigo assim é como ver um fantasma passando pelas duas paredes de um corredor – um desaparecimento que te deixa com um sentimento de incerteza.

Ano passado, caí de volta no meu próprio sono depressivo, e comecei a copiar os mesmos comportamentos. Fui basicamente queimando pontes pelo caminho, o que em seis meses me fez perder mais amigos do que alguém que se orgulha publicamente de ter votado no Trump.

Uma hibernação depressiva não é como um exílio proposital, mais um lento trancar de portas. Quando sua mente está grogue e seu dia é um loop de inação e pensamentos desesperados, é difícil juntar forças para ir à festa de um amigo, tomar um café ou simplesmente responder uma mensagem. Na minha própria experiência, a doença te convence tão bem do quanto você é escroto, que você começa a ver sua ausência como um favor deformado que faz aos seus amigos.

Você se cala por medo de que seu grito interno perturbe a vibe dos outros.

Esse medo de estragar a diversão dos outros se enrola num cobertor de culpa. Depressivos – os loucos em geral – carregam muita culpa. Você acaba colocando as pessoas pra baixo. A depressão é um turbilhão com uma força gravitacional pegajosa. Entes queridos que são alegres, empáticos e preocupados com você vão se gastando como pedregulhos numa praia. É impossível colocar tanto amor e preocupação numa pessoa incapaz de ser recíproca, e sabemos disso. Quantas vezes senti minha língua inchar e vacilar numa tentativa de dizer um simples “obrigado”.

Gratidão pode ser desconfortável e embaraçosa por várias razões. É difícil dizer para a sua namorada que só de estar ali, assistindo desenhos animados com você, ela está te mantendo vivo, porque isso coloca um peso exagerado no que deveria ser uma tarde comum. Isso também coloca um fardo sobre a pessoa que não tem – e não deveria ter – a capacidade de te carregar e curar o incurável.

Tenho muito medo que minha gratidão, ou aparente falta dela, leve a uma desculpa infinita. Já me vi me desculpando com alguém que amo por ser o que sou, e há uma erosão constante na fé interpessoal quando um parceiro ou amigo é incapaz de entender a razão para o outro amá-lo.

Nessa descrença, a doença intoxica. Já disse a amigos que a companhia deles me enjoava, já disse aos meus pais que eles deformaram meu cérebro, já disse para a pessoa que eu amava que ela tinha permitido que eu roubasse uma fração da vida dela, e que isso a tornava, de algum jeito, culpada.

É verdade que a depressão é tanto universal como fundamentalmente solitária. Ela refrata a identidade como um cristal negro, e o que nos ensinam é que a experiência neuroquímica sentida por muitos é obstinadamente única e só sua. Você sente isso de maneira tão forte que pode convencer àqueles ao seu redor de que esse é o caso. Aí, de repente, todas as partes te entendem como um caso perdido.

Ativistas da saúde mental sempre repetem a narrativa de estender a mão – para pedir ajuda e ajudar. Mesmo concordando que esse é o melhor método, a maioria das pessoas não está equipada para fazer isso, e a culpa que brota dessa fenda de deficiência é em si altamente destrutiva. Senti isso de maneira aguda quando fui incapaz de ajudar meu amigo, e sinto isso agora sendo incapaz de pedir ajuda para mim.

A razão para o Dia Mundial da Saúde Mental ser apenas um dia por ano é que as pessoas têm uma paciência limitada para doenças mentais, e nove entre 10 normais (ou neurotípicos) acham que você está assistindo 13 horas de Frasier por dia porque é preguiçoso.

A realidade perturbadora é que a depressão sozinha não pode fazer uma pessoa desaparecer. Os amigos têm um papel nesse desaparecimento. E é essa verdade desconfortável a razão para não conversarmos sobre isso. E também porque a simpatia não é infinita.

Acho que se aceitarmos que, nem os doentes, nem as testemunhas são culpáveis, podemos encontrar uma aparência de paz. Nessa admissão difícil, podemos ver a depressão como a ladra que ela é, e interromper o fluxo de loucura e sofrimento nas nossas vidas.

Repost – Vice

The Walking Dead: Our World o novo jogo de realidade aumentada

Não sei se vocês já viram, mas eu acabei de saber sobre um novo jogo de realidade aumentada e estou super ansiosa. Sim, eu estou falando de The Walking Dead, o jogo que promete trazer os zumbis para o mundo real.

Com o nome: The Walking Dead: Our World, a próxima versão móvel será uma experiência de realidade aumentada baseada em localização, semelhante ao Pokémon Go ( que aliás eu continuo jogando e amando) – Segundo a AMC o jogo “permitirá que os jogadores mergulhem totalmente na ação do programa de TV de sucesso misturando objetos digitais, como personagens e outros elementos do jogo, com o próprio ambiente dos jogadores”.

Tal como o trailer de estréia do Pokémon Go, o primeiro vídeo de Our World parece ser largamente ambicioso, e não possui nenhuma jogabilidade direta. Em vez disso, mostra os jogadores que lutam contra os mortos-vivos em lugares como uma loja de conveniência e um hospital, defendendo-os usando tudo, desde armas e granadas até o que parece a espada de Michonne. Há também versões virtuais de alguns dos personagens mais populares do show, incluindo Rick, Daryl e Michonne, que fornecerão ajuda na batalha.

The Walking Dead: Our World
The Walking Dead: Our World está sendo desenvolvido pelo estúdio finlandês Next Games, o mesmo time por trás do jogo de estratégia móvel The Walking Dead: No Man’s Land, que o desenvolvedor diz que foi baixado mais de 16 milhões de vezes. A Apple também mostrou o jogo hoje como parte de sua nova lista de aplicativos e jogos AR.

“Os fãs adoram como o show encoraja você a perguntar:” O que eu faria em um apocalipse de zumbis? “, E neste jogo pretendemos que os jogadores explorem isso de forma hipotética de uma maneira que nunca antes experimentaram”, disse o próximo CEO Teemu Huuhtanen disse em um comunicado. “AR – Realidade Aumentada – permite aos jogadores viver a luta pela sobrevivência de uma maneira totalmente nova em seu ambiente familiar”.

O Pokémon Go tem sido um enorme sucesso ao longo do primeiro ano de disponibilidade, embora nunca tenha gerado um grande número de jogos de AR de cópia, como muitos previram. Nosso mundo parece ser a primeira grande propriedade a seguir nos passos de Pokémon Go. Embora se os jogadores vão atuar em de forma muito mais séria ao lutar contra zumbis, a maneira que fizeram de capturar Pokémons permanecerá a mesma.

Nenhuma data de lançamento foi definida, mas The Walking Dead: Our World chegará ao iOS e ao Android quando for lançado.

3 curas para o excesso de pensamento

Não há nada de errado em pensar. Pensar nos ajuda a entender o mundo, a chegar a conclusões inteligentes e mergulhar mais profundamente em nós mesmos e no universo.

O problema vem quando nosso pensamento fica no caminho do nosso fazer. Pensar e fazer precisam ser mantidos em equilíbrio. Como todas as coisas na vida, esses poderes humanos são melhor exercidos com moderação.

Não fique preso em seus próprios pensamentos. Não lhes dê o poder de te paralisar.

Aqui estão três maneiras de sair do hábito do excesso de pensamentos:

1. Praticar Mindfulness

Quando você abraça o momento atual, você se torna fisicamente e mentalmente mais presente. Isso pode impedi-lo de ficar muito distante, perdido em seu próprio mundo. Envolva-se com seu ambiente. Use tudo o que puder. Observe sem julgar. Exercícios mindfulness podem ajudá-lo a permanecer no presente. Eles são conhecidos por reduzir a ansiedade, aumentar a felicidade e trazer uma sensação de paz.

Por que não dar uma chance?

2. Meditar

Enquanto mindfulness conecta sua mente ao mundo ao seu redor, a meditação permite que seu foco se volte para dentro. Isso pode parecer contra intuitivo. Como focar em seus pensamentos pode te ajudar a fugir deles? Não vai. No entanto, permitirá que você se conecte a eles, compreenda-os e trabalhe com eles. A meditação é mais fácil do que você pensa. Beneficia seu corpo, mente e espírito. Engajar-se nesta prática regularmente pode ajudá-lo a superar o pensamento de fuga.

3. Ficar em contato com a natureza

Passar um tempo na natureza pode ser terapêutico – e você não tem que se comprometer a um fim de semana cheio de exercícios para colher os benefícios. Envolva-se com o exterior de uma forma que faça sentido para você. Faça um piquenique no parque. Nade em um lago. Leve seus filhos em uma caminhada. Sente-se debaixo de uma árvore e perca-se em um bom livro. A melhor maneira de experimentar o mundo natural é de uma forma significativa para você.

Repost– I Heart Intelligence

3 perguntas para criar metas de vida

Já falei aqui um dia em como me sinto perdida as vezes, faço milhões de planos e como nem tudo acontece quando e como a gente quer eu entro em desespero e já me vejo perdida. Bom achei um post falando sobre isso e decidi postar aqui:

Organizar os objetos da casa é bem mais fácil do que fazer de um planejamento de vida realmente intencional e coerente – esse último buraco é mais embaixo. Como diria o maravilhoso mestre psicólogo Gikovate, a vida não tem sentido algum, mas não é proibido lhe dar um. Pelo contrário, faz um bem danado para o nosso humor e felicidade.

Saber como que você vai aproveitar o seu limitado tempo na Terra e quais são as experiências que realmente te interessam é o filtro pelo qual todas as suas decisões vão passar – além de ser um dos pré-requisitos para manter a sua garra e perseverança ativos por mais tempo.

Vamos então olhar para esse problema por um outro ângulo.

Ao invés de tentar imaginar de um jeito abstrato o que você gostaria de estar fazendo daqui a tantos anos, pense no que você quer aprenderexperimentar e com o que você vai contribuir ao longo desse ano.

O infográfico aí embaixo explica melhor a lógica dessas perguntas que, para mim, fizeram toda a diferença do mundo. Elas viraram os meus três grandes pilares na hora de pensar em qualquer coisa relativa ao futuro: metas do ano, do trimestre, previsão para o ano que vem, objetivos de longo ou longuíssimo prazo.

Não interessa qual seja o ponto distante do futuro, elas me ajudam muito a entender o que eu quero de verdade. Elas me esclarecem quais são aquelas coisas que eu não quero passar a vida sem ter ou sem experimentar.

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5 Semanas para esquecer um Grande Amor

Já se passou muito mais que 5 semanas, no meu caso, e ainda não sei se estou na fase de encontrar um novo amor, mas li esse texto e percebi que eu passei por tudo isso. E achei que seria interessante compartilhar. Leia, espero que possa ser reconfortante.

Semana 1 – Hora de sofrer tudo que você tem pra sofrer

Uma vontade de ficar deitada na cama (de preferência, no escuro) percorre meu corpo todo. Só quero chorar, porque a vida parece inútil. Nada faz sentido mais. Drama, drama, drama. Nesta semana eu vou me permitir sentir tristeza. Eu mereço passar por esse luto. Minhas amigas me chamam pra sair, mas eu não quero. Não quero fazer nada. Só tem gente idiota na rua, não quero conhecer ninguém novo. Ninguém é como ele. Nunca mais vou amar. Eu odeio o amor.

Chega uma amiga em casa falando que eu não posso ficar assim. Ele não me merece. Ninguém me merece. Eu sou um trapo. Até que ela fala uma coisa que ninguém mais me falou. Essa é a hora de curtir minha bad. Ficar no fundo do poço mesmo. Nenhum sentimento se desperdiça, nem mesmo os piores. Sofre, mas você tem uma semana pra lavar esse rosto e sair pra ver o dia lindo que faz lá fora. Choro de novo.

Passo uma semana sem forças. Produção no trabalho cai pra 0. Não posso ser demitida por causa de homem. Não posso. Preciso sair pra tomar uma cerveja.

Saio. Minha amiga leva uma amiga do trabalho. Passo a noite inteira falando sobre como a gente se conheceu e como é inacreditável a gente ter acabado. Todo mundo falava que a gente combinava. Eu realmente achava que a gente ia se casar. Todo mundo acha isso. É legal querer ficar com alguém pra sempre, mas a gente não precisa apostar todas as fichas nisso. A gente tem que apostar as fichas em vários partes da vida, pra nunca ficar sem nada.

A amiga da minha amiga tá de saco cheio de me ouvir falar, mas tá sem graça de parar de ouvir. Ela já passou por isso, ela disse. Deve estar achando tudo um drama sem fim. E é mesmo. Mas esse é o meu momento de sofrer. Me-deixa-em-paz.

Semana 2 – Hora de viajar, sair da rotina, mudar a pensamento

Despertador toca e parece que tudo foi um sonho, mas logo todos os pensamentos começam a voltar e tudo vai ficando real. Foi tudo real. Começo a chorar, mas não posso me atrasar de novo pro trabalho. Saí o fim de semana todo, mas um dia voltei pra casa bêbada e chorando, no outro fiquei bêbada de novo e peguei um cara que não tinha nada a ver.

Não. Esse fim de semana eu vou viajar. Eu preciso sair daqui. Ligo pra meus amigos e combinamos de ir pra uma cidade perto. A segunda etapa pra esquecer é viajar. Mesmo que seja ali pra esquina. Mas é preciso passar uns dias fazendo algo que você não fazia antes.

Na viagem parece tudo mais distante. Aquele peso todo já saiu um pouco, apesar da tristeza ainda estar instalada por todos os meus poros. Eu não consigo mais morrer de rir de nada. Até que alguma coisa seja realmente muito engraçada e eu esqueça por um instante tudo isso. Mas o pensando fica me puxando pra baixo. Nessa hora é preciso ter bons amigos que te façam rir de nada.

Um amigo da viagem falou uma coisa que eu não vou me esquecer. Ele disse que o amor só existe com a esperança. Enquanto existe um fio de esperança na gente, não tem como esquecer. Ainda existe uma esperança, no fundo, de que ele vai voltar e eu não quero deixar o sentimento ir embora. Eu queria que ele viesse até aqui dizer que tudo acabou pra sempre, mas eu sou a única que pode fazer isso morrer em mim.

 

Semana 3 – Hora de fazer atividades novas e se arriscar

Decidi que não vou mais ficar com ninguém por agora. Porque óbvio que eu sinto falta de sexo, mas toda vez que eu tento me aventurar pra “esquecer”, é só ele que vem na minha mente. Então, esquece. Não dá pra ficar me enganando. Eu não quero mais ninguém. Quando chegar a hora, eu vou saber. Não vai ser forçado. Cansei de gente querendo me apresentar gente. Eu quero ficar em paz. Eu preciso esquecer e forçar a barra só atrapalha tudo, porque eu sempre chego em casa chapada, chorando e querendo comer a geladeira inteira. Depois eu quero dormir. Pra sempre.

Eu decidi dar um ponto final e sei que pra isso eu preciso parar de fazer drama. Mas é tão difícil se acostumar com essa vida vazia. E já que está tão vazia, nessa etapa eu vou aproveitar pra fazer tudo que eu ainda não fiz. Vou entrar numa aula de Francês. Sempre quis aprender Francês. Vai ser bom pra ocupar minha mente. Ou eu podia entrar numa aula de teatro, violão. Eu vou inventar uma vida nova, já que essa tá chata demais. No mesmo dia, faço minha matrícula no Francês e peço indicação de um professor de violão. Será que também dá tempo de fazer aula de pintura?

Ocupo minha cabeça procurando atividades novas pra fazer em vez de assistir mais um episódio de Girls. Durmo com uma faísca de ansiedade se acendendo.

Acordo no outro dia colocando “You get what you give” e aceito essas palavras tipo um presente. I got the music in me. Arrumo a cama, coloco um tênis e saio pra passear pela rua ouvindo as músicas novas que eu baixei. Hoje eu vou sair linda e não quero nem saber. Vou usar batom vermelho de dia, sim.

Começo as atividades novas e me esqueço dele durante o tempo todo em que estou nelas. É engraçado, mas fazer coisas novas ajudam, porque eu nunca fiz nenhuma dessas atividades com ele. Aprender alguma nova me dá vontade de viver cada vez mais, pra aprender cada vez mais e uma onda de felicidade bate, depois de dias sem sentir nada. Descobrir que o sentido da vida é aprender coisas novas. Quero aprender alguma coisa nova todos os dias.

Semana 4 – Hora de encarar o tal grande amor, ou ex grande amor, no caso

Comecei o Francês, mas todo mundo da minha turma é meio esquisito. Eu não me importo, porque descobri que tenho mais facilidade com línguas do que eu imaginava, e meu professor já elogiou duas vezes meu desempenho. Me forço a fazer uma coisa diferente todos os dias. Estou fazendo tudo que eu realmente quero e descobri um prazer imenso em ficar sozinha. Penso no passado, mas tenho pensado muito no futuro, nas coisas que eu quero fazer, no que eu quero investir. Comecei a pesquisar umas bolsas de mestrado fora e uma amiga já topou em ir comigo pra França.

Saio à noite com as meninas pra um show insuportável, mas elas me convencem de ir. Eu sabia que existia chance de eu encontrá-lo por lá. Eu já tava tão bem, não precisava disso. E, claro, ele estava lá.

Nessa etapa é preciso encontrar com ele. É bem provável que você tenha uma recaída, mas você está bem com você, está cheia de planos, cheia de ideias novas. Você não vai passar vexame.

Vejo ele de longe e meu coração começa a acelerar. Finjo que eu não vi ele conversando com uma menina e saio de perto. Minhas amigas perguntam se tá tudo bem e meus olhos enchem de água. Quero sair daqui. Parece que todo o trabalho que eu fiz pra me reerguer, nesta semana, foi em vão. Voltou tudo de novo, como se fosse o primeiro dia.

Bebo mais uma cerveja e sinto meu corpo amolecer. Quero ir falar com ele, quero falar que não quero que ele fique com ela. Mas eu não tenho mais nada a ver com isso. Ele é meu ex. Não é meu amigo, nem meu namorado. Ele é uma pessoa que tinha meu coração, que eu tinha confiança, que eu contava os meus segredos. Mas terminar é arrancar um amigo da sua vida à força e dói pra cacete. Eu preciso te arrancar de mim como se arranca uma erva daninha. Mas morro de medo, porque, se eu te arrancar, talvez eu arranque um pouco de mim também. E é isso. Eu preciso arrancar essa memória de mim, porque quem eu era com você, não existe mais. E agora eu sou uma pessoa que faz francês e toca violão. E eu acordo cedo pra andar pela orla. E a vida também pode ser boa sem você, porque eu sou uma nova eu.

Nossos olhares se cruzam e eu tenho vontade que um buraco se abra diante de mim. Sorrio. Você não esperava que eu sorrisse. Você não esperava que eu estivesse ali, pronta pra outra. E eu vejo que você se surpreende comigo. A gente se aproxima, se cumprimenta dando dois beijinhos. Meu deus, isso é muito estranho. Quero me enrolar no seu peito, sentir sua barba arranhando meu rosto. Seu cheiro de vida medíocre me faz querer parar de respirar. Mas eu só pergunto se está tudo bem. Tudo e você? Como andam as coisas?

 
Quero dizer que sou uma nova pessoa, que talvez você não me reconhecesse, mas você não percebe nada de muito diferente.

Respondo que está tudo bem.

Vi você numa foto num curso de francês. Tá fazendo aula? Só tem gente estranha naquela turma.

Por que ele andou fuxicando meu Facebook se não quer mais nada comigo? Quero concordar que só tem gente estranha, mas percebo o quão imbecil foi esse comentário. Sem querer, lembro que ele sempre fazia comentários imbecis sobre as coisas, mas eu não queria ver. Quando a gente termina, percebe que o outro nem é tudo aquilo. Talvez o que eu gostasse mais em você, era o jeito que eu me sentia quando eu estava com você. Mas agora eu estou construindo uma nova vida em cima dessa que eu já tenho e não posso recusar. Oi, quero trocar de vida, essa não me serviu bem.

Os pensamentos rasgam minha cabeça por dentro e tenho certeza que ele percebe meu coração quase saindo pela boca. Falo que estou fazendo francês e violão e que a vida anda muito bem obrigada, mas penso “quem é aquela otária que você tá conversando?” Agora preciso encontrar minhas amigas. Tchau.

Você não esperava que fosse cortar a conversa e me olha sem entender, mas finge que tá tudo bem. Encontro minhas amigas e falo que quero embora. Todas desistem da noite por mim, menos uma que já está quase ficando com um carinha. Saio impecável do show. Sem dar vexame, sem beber todas, sem falar merda. Viro a esquina e caio no meio fio de tanto chorar.

As meninas me abraçam e compram uma coxinha com muito catupiry e uma Cola-Cola. Aquele é o melhor gosto que eu já senti. A gente volta pra casa e fica conversando um tempão na cozinha, tentando entender aquela situação toda, até que uma delas me faz a pergunta mais óbvia: mas você que voltar com ele? Eu quase respondi de supetão que claro que sim, mas paro pra pensar na minha vida agora, no que ele me falou e percebo que não. Eu não queria voltar pra minha rotina. Apesar de ainda sentir muita falta da companhia dele e das coisas que a gente fazia, eu prefiro não estar com ele agora. Talvez ele não sei encaixe mais nos meus planos. E não respondo nada.

Semana 5 – Hora de se abrir pra alguém novo

Minha rotina continua a mesma da semana passada. Tenho aula de violão, Francês e meu trabalho tá parecendo mais legal do que era antes. Tô com uns novos planos. Resolvi que sábado de manhã eu vou fazer stand up na Lagoa. Nunca fiz essas coisas, mas as pessoas que fazem parecem bem felizes ali, então resolvi tentar. Eu podia aprender a surfar, pintar o cabelo de loiro e virar aquelas pessoas que são ratas de praia. Eu gosto dessa visão de mim. Eu posso seguir o caminho que eu quiser e não tenho nada a perder. Não preciso me preocupar em dar satisfação e nem evitar brigas por causa de ciúmes. Namorar é ótimo, mas descobri que a vida também pode ser muito incrível sendo solteira.

***

Esse fim de semana eu fui numa festa na casa de um amigo de um amigo. Agora eu vou pra tudo que me chamam.

Nessa festa, eu fiquei conversando um tempão com um cara que veio do Espirito Santo fazer mestrado aqui. A gente ficou fumando um cigarro na janela e eu nem percebi que se passaram 2 horas enquanto a gente trocava uma ideia sobre tudo. Falei do meu ex, ele falou que também saiu há pouco de um relacionamento e percebo que os dois estão satisfeitos de estarem ali, agora, presenciando as coisas boas da vida. Pela primeira vez, desde que eu terminei, sinto uma vontade inexplicável de beijar outro cara. Aqueles olhos castanhos profundos me engolem e eu só tenho vontade de agarrar ele ali mesmo, na frente de todo mundo. A gente não ficou nesse dia, porque ainda não sei se estou preparada pra me decepcionar de novo, mas eu percebo um interesse da parte dele. A gente troca telefone, Facebook e tudo mais, e combina de se encontrar durante a semana. Estou ansiosa pra encontrar com outro cara e meu ex começa a se transformar em lembrança.

***

No outro dia, saio de casa pensando onde foi que eu errei no relacionamento, de uma forma bem racional mesmo, sem dramas. Queria saber onde eu errei pra não cometer esse erro de novo. Chego à conclusão de que eu errei não começando essa vida nova antes e até a rua aqui de casa parece mais bonita.

Versão completa do texto no De Repente dá Certo

18 Ilustrações que mostram a magia de viver sozinho

Ser solteiro pode ser mais emocionante do que você imagina, principalmente se você mora sozinho. Mas só se você enxergar os benefícios e saber aproveitar todos os momentos.
As ilustrações de Yaoyao Ma Van As ganharam corações na internet. Então resolvi compartilha-las por aqui também, fique fascinado pelas vantagens de ser solteiro e morar sozinho.

Você pode passar o tempo dando-se um deleite

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Seja um pouco imprudente

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Seja além do básico

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Sua casa nem sempre precisa ser arrumada

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Limpe sua casa quando quiser

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Desligue o “para amanhã” o que você pode fazer AGORA para DEPOIS se concentrar em coisas realmente importantes

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Deixe suas marcas em todos os lugares …

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… porque é o seu lugar …

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… e você nunca se sente triste aqui

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Se de repente você se sente para baixo, tudo pode ser consertado

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  Viva sua solidão

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 Trabalhe quando você sentir vontade

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Gaste horas em algo apenas para você

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Admire-se sempre

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Seja você mesmo

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Encontre uma saída para suas energias

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E então decida: se é liberdade ou não estar sozinha.

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Repost – Bright Side

Novo estudo constata : solidão é mais mortal do que a obesidade

Os pesquisadores descobriram que os seres humanos estão enfrentando uma nova “epidemia de solidão”, e é esperado que piore.

“Well, I’m so lonely,” cantarolou Elvis Presley. “I’ll be so lonely, I could die.” Bem, acontece, que ele realmente poderia.

Um novo estudo publicado recentemente encontrou a solidão que pode ser um perigo para a saúde pública maior do que a obesidade.

“Ser socialmente conectado aos outros é uma necessidade fundamental do ser humano  – crucial para o bem-estar e para a sobrevivência”, Dr. Julianne Holt-Lunstad, professor da Universidade Brigham Young, disse ao apresentar a pesquisa em uma convenção da American Psychological Association.

“No entanto, vem aumentando a porção de pessoas nos EUA que experienciam a solidão”

Quando as pessoas não conhecem o papel social que precisam , ou seja, sendo parte de grupos e tendo relacionamentos gratificantes, de suporte – elas constumam criar barreiras físicas e mentais.

Estudos realizados pelo psicólogo John Cacioppo, da Universidade de Chicago descobriram que pessoas solitárias têm  problemas para dormir, baixo sistema imunológico, perda de memória, depressão, alcoolismo, artérias erodidas (que podem levar a pressão arterial elevada).

Viver sozinho aumenta também o risco de uma pessoa cometer suicídio e são mais estressados ​​do que os não-solitários. Quando tem interações sociais, tendem a ser menos positivos do que outras pessoas – o que faz com sua solidão aumente ainda mais.

Isso Cacioppo percebeu até mesmo os médicos que tratam pacientes com apoio da família, tem melhores resultados.

A nova pesquisa Holt-Lunstad usou duas meta-análises que envolveram  148 estudos anteriores – como as descritas acima -com mais de 300.000 participantes testados.Os dados agregados mostrou que as pessoas solitárias têm um 50% maior risco de morrer cedo.

O segundo projeto envolveu  70 estudos olhando para a conexão entre dados de isolamento e de mortalidade por representação de mais de 3,4 milhões de pessoas em todo o mundo.

Esta pesquisa  mostrou que o isolamento, a solidão e viver sozinho são todos iguais ou superiores a outros riscos de saúde mais comumente aceitas – como a obesidade – em termos dos seus efeitos de morte prematura.

Se isso soa como você, você não está sozinho. (Quero dizer … você está. Mas você não está…) Existem 42,6 milhões de adultos com mais de 45 anos sofrem de solidão crônica nos Estados Unidos. Além disso, um quarto da população vive sozinho e mais de metade da população adulta é solteira. Alguns pesquisadores temem que o problema só vai piorar a partir daqui. taxas de casamento e o número de crianças por família estão em declínio.

“Com o aumento do envelhecimento da população cada vez maior, o efeito sobre a saúde pública só está prevista para aumentar”, disse Holt-Lunstad. “De fato, muitas nações ao redor do mundo estarão enfrentando uma ‘epidemia de solidão.” O desafio que enfrentamos agora é o que pode ser feito sobre isso. ”

Algumas sugestões incluem exigir médicos para triagem de conexão social, ensinando as crianças na escola engajamento social e encorajar as comunidades para criar mais espaços públicos para reuniões sociais.

Este post foi traduzido por Nathalia Colt de Mystical Raven

Um vídeo poderoso para lembrar as crianças que ‘o negro é lindo’

 

Um novo vídeo divulgado segunda-feira intitulado “The Talk” aborda de forma convincente o impacto do viés racial, olhando para a questão através da lente de pais negros nos Estados Unidos.

O vídeo — que foi lançado pela My Black Is Beautiful, uma marca de beleza de Procter & Gamble — é um clipe poderoso de dois minutos que explora o preconceito racial, descrevendo alguns dos fardos que pesam sobre os pais de crianças negras, forçados a ter conversas necessárias, mas difíceis, com seus filhos sobre sobrevivência e autoestima.

O vídeo acompanha vários pais negros que conversam com seus filhos sobre as maneiras pelas quais a cor de pele pode afetar como eles são percebidos e tratados pelos outros. Em um cenário, uma mãe pergunta ao filho se ele está com a carteira de identidade antes de ir para o treino, caso ele seja detido pela polícia. Em outro, uma mãe instrui sua filha, que acaba de tirar a carteira de motorista, sobre o que fazer caso ela seja parada por um policial. Na cena de abertura, uma menina dizendo para a mãe que lhe disseram que ela era “bonita para uma menina negra”, ao que a mãe responde: “Você não é bonita para uma menina negra. Você é bonita, ponto”.

“Nosso objetivo com ‘The Talk’ é ajudar a aumentar a conscientização sobre o impacto desse viés”, disse ao HuffPost Damon Jones, diretor de comunicações da Procter & Gamble. “Também esperamos poder progredir em direção a um futuro menos tendencioso ao reconhecer o poder de pessoas de todas as origens e raças”.

Com estudos recentes indicando que as meninas negras são vistas como menos inocentes do que garotas brancas com apenas cinco anos de idade, com garotos negros frequentemente vistos como uma ameaça aos olhos da polícia, os pais de crianças negras frequentemente vivem com preocupação e desconforto. Jones disse esperar que vídeos como este ajudem a aumentar a consciência social em torno do impacto que o viés pode ter em todas as nossas vidas e lembrar as pessoas das várias formas que esse viés pode ter, em relação a gênero, raça, idade, peso, orientação sexual e muito mais.

“É hora de todos conversar sobre esse assunto”, diz uma das últimas mensagens no vídeo, incentivando as pessoas a continuar a conversa online usando a hashtag #TalkAboutBias. “Vamos conversar sobre a conversa para que não precisamos mais falar do assunto.”

 

Repost – HuffPost Brasil

VOCÊ NÃO É O SEU TRANSTORNO!

Por detrás do seu sorriso bobo eu consigo enxergar além, posso sentir suas dores, seu olhar lhe entrega, talvez seja o brilho que ele traz carregando centenas de histórias que aquele seu sorriso não expõe. Eu posso sentir o seu coração pulsar, suas mãos tremerem e notar o suor gelado transbordando de sua pele. Consigo notar o medo, a sensação de insegurança e principalmente acompanho os seus olhares pela multidão a procura de um abraço amigo, e sem êxito observo todo o seu corpo pulsar em direção ao desconhecido, suas emoções tomarem conta de sua razão e em um súbito de desespero eis que em um misto incontrolável de sentimentos surgem as lágrimas.

Todos nós temos em nosso ser um turbilhão de sentimentos desconhecidos, somos movidos por interesses cuja essência se encontra na emoção. É difícil de entender e decifrar, abstrato e incompleto bagunça nossos atos.

Em muitos casos observamos julgamentos sem ponderação, abstraído de toda e qualquer empatia. A sociedade não aceita aquele que sofre de um transtorno mental da mesma maneira que aceita um diabético. Precisamos entender e aprender a dar atenção para as dores psicológicas.

Não é engraçado rir do seu colega de escola que sempre senta afastado dos demais na sala de aula, fazer piadas do professor quando se sabe de suas dificuldades diárias, zombar de uma pessoa que possui algum problema mental ou incapacidade, não vale dizer que os cortes no pulso de uma conhecida sua é para chamar atenção ou fazer drama, fofocas podem destruir de várias maneiras uma pessoa. Você sabia!? Precisamos aprender a observar os detalhes, localizar o “x” da questão, estender uma mão e procurar o mais humildemente apoiar.

As melhores coisas da vida você não verá com os olhos, pois o melhor dela foi feito para você sentir. Sinta as diferenças, se expresse, ame, corra até o seu coração bater mais forte, sinta a brisa do vento, e lembre-se que as pendências emocionais inviabilizam a nossa vida. Nunca se esqueça de que você não é o seu transtorno, e que são os seus passos que fazem o caminho. Não somos feitos de opiniões, dos medos ou das frustrações de alguém. Quando a verdade é o sentido das suas escolhas e renúncias, isso sim é louvável. Todo caminho é um caminho, o resto é mero ponto de vista.

Repost – Resiliência Mag

Fique solteira até que você conheça um cara como esse

Fique solteira até encontrar um cara que abre todas as portas que você atravessa.

Fique solteira até encontrar um cara que se assegure de caminhar no interior da calçada, longe da rua.

O cara que segura sua mão descaradamente e a beijará em público.

Fique solteira até encontrar um cara que quer trazê-la para casa para seus pais.

Fique solteira até encontrar o cara de quem seus amigos já conhecem antes de conhecê-lo.

Fique solteira até encontrar o cara que vai fazer o que quer que seja, onde você precisar.
O cara que diz: “me diga quando estiver em casa segura”, e fica esperando até que ele saiba que você é.
Fique solteira até encontrar o cara que você apresentaria orgulhosamente ao seu pai.

Aquele que não tenta mudar você.

O cara que sempre faz o texto sem perguntas.

Fique solteira até encontrar um cara que não tenha tempo para jogos e é honesto sempre.

Aquele que a puxa para perto em público e beija sua testa.

Fique solteira até encontrar o cara que mantém sua palavra.

Aquele que sabe quando se desculpar quando ele está errado.

Aquele que te manda flores para o seu escritório, só porque quis.

Os caras que enviam bons textos no meio da reunião, ele sabe que você está estressando.

Fique solteira até encontrar o cara que faz você querer ser uma mulher melhor.

Aquele que a motiva a alcançar mais e a ser melhor.

Fique solteira até encontrar um cara que tenha certeza de você e nunca faça você duvidar de como ele se sente.

Aquele que tem certeza de você e de sua carreira e um futuro para o qual ele deseja.

Aquele que diz  eu te amo primeiro porque ele quer que você saiba.

Fique solteira até encontrar o cara que nunca deixa de tentar mantê-lo.

Porque ele sabe que você não era a parte difícil, mas constantemente dar-lhe um motivo para ficar é o que você merece.

Fique solteira até encontrar o cara que faz você se sentir mais bonita apenas de pé ao lado dele.

Aquele que ainda lhe dá borboletas quando anda em uma sala.

Fique solteira até encontrar o cara que faz você não querer ser.

Aquele que muda o padrão que você já teve e, de repente, ninguém pode comparar.

Fique solteira até encontrar o cara com o qual você não pode viver.

Até então. Continue solteira.

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