Comporte-se como uma Dama, Pense como um Homem

Entre minhas leituras de 2017 coloquei um livro que pensei que seria interessante: Comporte-se como uma Dama, Pense como um Homem, o livro apresenta princípios, regras e dicas para as mulheres entenderam a mente masculina e saber quais as reais intenções do novo “pretendente”.É uma espécie de manual bem humorado, escrito pelo comediante Steve Harvey,  que alcançou o topo da lista no The New York Times, publicado em 29 países e com mais de 2 milhões de cópias vendidas.

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It – A coisa e Annabelle 2 – A Criação do Mal

Já faz um tempinho que assisti Annabelle 2 – A Criação do Mal, mas It – A Coisa eu vi esse fim de semana. Como não havia falado sobre nenhum deles, decidi escrever um post falando um pouco sobre o que achei de cada um.

Antes de mais nada quero dizer que adoro filmes de terror, como vivo falando por aqui, mas esse meu gosto foi um pouco esquecido nos últimos meses, pois eu tava dando uma chance para os filmes de “amorzinho”. Quando saiu Annabelle corri para o cinema para ver, e como já fazia um tempo, fiquei morrendo de medo por uns dias, mas algumas semanas depois assisti de novo e pude ver melhor do que se tratava e aqui estou.

Anabelle – A Criação do Mal

Eu não tenho muito o que dizer do filme, ele é cheio de suspense clichê? É, mas vale a pena. Nessa continuação, ou melhor, o prequel  o drama passa em torno de um orfanato de meninas, e em específico uma menina com deficiência. Um casal perdeu a filha, fez pacto com o capiroto para vê-la e depois acha interessante chamar meninas inocentes sem família para morar na casa, tá, ok!

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É legal ter uma pequena referência de A Feira no filme, assim como entender melhor a origem de Annabelle, que na minha cabeça já estava bem explicada no primeiro filme, mas eu senti um apelo muito grande ao suspense barato, tipo, silêncio,  vai acontecer algo… ah não é nada, é sim. Sabe? Talvez eu esteja sendo chatinha demais, mas eu daria uma nota 7 para Annabelle, falando isso porque da primeira vez fiquei com muito medo, mas na segunda eu não achei assim tão assustador. Até porque, o primeiro filme me dá medo até hoje, principalmente na cena das escadas do prédio ou aquela do prédio.

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Enfim, acho que vale a pena, mas assim como Sobrenatural, talvez esteja perdendo o foco.

It – A Coisa

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Até o momento, o melhor filme de 2017. Eles fizeram uma mistura de Stranger Things com o filme de 1990, ficou excelente. Senti falta de algumas coisas, mas espero que esteja na continuação.

O que tenho de considerações? Primeiramente, adorei o elenco. Eles escolheram muito bem os personagens Finn Wolfhard, como Richie ficou excelente. Os melhores comentários, melhores piadas e melhor personagem ever! Pode ganhar quantos prêmios quiser… Claro que todos os outros atores colaboraram e muito com isso. Mas ele se destacou.  A cena do Eddie com o braço quebrado, perfeito!

Em pontos negativos, acho que sensualizaram demais a Bev, ela no original de 1990 é apenas uma menina, criança como as outras, e neste ela já no inicio tem uma fama de puta. E é cobiçada de uma forma muito sexual pelos outros garotos. Sem contar que ela parece ser mais velha que eles. Fiquei um pouco decepcionada com isso.

Além disso, acho que o filme foi muito bom. Um mix de comédia e terror assim como o filme Corra! que também amei. Só acho que o Pennywise deveria ser um pouco mais assustador, tipo o Twisty de AHS.

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Bom é isso, se eu lembrar de algo mais volto e falo com vocês…rs Se você já assistiu e quer deixar sua opinião fique a vontade.

 

 

 

 

Gostosas, Lindas, Sexies e EMPODERADAS… SQN

Assisti ao filme Gostosas, Lindas & Sexies e vim aqui falar um pouco sobre essa obra e discutir o verdadeiro empoderamento feminino plus-size. O filme conta a historia de quatro mulheres acima do peso, que tem problemas de relacionamento, família, trabalho e etc. Beatriz (Carolinie Figueiredo), Tânia (Lyv Ziese), Ivone (Cacau Protásio) e Marilu (Mariana Xavier) são amigas inseparáveis. que passam por uma reviravolta na vida.

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Tenho de ser sincera, achei que o filme seria muito mais legal, principalmente pela maravilhosa Cacau Protásio que eu AMO e admiro. Mas, infelizmente, o filme foi uma nota 5. Tem momentos muito engraçados e bons, mas também alguns que são muito manjados e meio sem cabeça. Por exemplo o inicio do filme, eu esperava algo mais Pense como Eles, algo que desse introdução a cada personagem, mas ficou com aquela enrolação para a festa e eu não entendi nada.  Sem contar o susto que levei com a geladeira falante, que ninguém me disse que era a geladeira e eu pensei que era o estômago da Beatriz.

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Tirando os problemas de continuidade, verdadeiro erro de edição, vamos falar sobre o falso empoderamento vendido no filme, você assiste ao trailer, acha que vai ser de fato um filme que empodere as gordinhas do Brasil, mas não vê nada fora do padrão, tirando as medidas das atrizes. Como li a critica do site Adoro Cinema, vou colocar aqui algo que concordo em número, gênero e grau:

O filme apresenta uma aura moderninha, com mulheres que rompem com o padrão de beleza e se mostram pessoas com personalidade, independentes, que lidam normalmente com o sexo e o álcool. Infelizmente, no entanto, o roteiro escrito por Vinícius Marquez perde a chance de investir de fato na história de empoderamento que aparentemente parecia querer contar. Ao invés disso, promove uma trama extremamente quadrada ao ponto de julgar suas protagonistas.

A primeira é uma jornalista de uma revista importante e que, nas horas vagas, dedica seu tempo ao seu “blog de gordinhas”. Ivone lidera uma grande franquia de salões de beleza, enquanto que Tânia tenta a sorte como atriz, em meio a um casamento fracassado. Marilu pula de emprego a emprego, e possui um grande segredo.

Também é extremamente moralista ao colocar uma mulher dançando embriagada numa festa para na sequência colocá-la dizendo que estava agindo como uma “vadia alucinada”. Sem contar que num filme sobre amizade, é irreal que uma mulher faça algo de anormal numa festa sem que nenhuma das amigas – estavam todas lá – venha a sua ajuda.

Chega ao ponto de colocar uma de suas protagonistas largando tudo para seguir o sonho do parceiro. Em outro foco, mostra uma mulher cedendo aos “encantos” do agressor, traz outra que deixa um casamento e rapidamente embarca em outra relação e, por fim, apresenta uma mulher com um quarto misterioso e envergonhada por uma prática pra lá de inofensiva.

É maravilhoso ver um filme estrelado por quatro mulheres. É péssimo ver um filme estrelado por quatro mulheres que passam praticamente o tempo todo falando de homens e de suas relações. Se ao mesmo tempo, o longa parece promover a diversidade, ele também se revela bastante preconceituoso. Em determinado momento, a editora da revista em que Beatriz trabalha pede que ela faça uma matéria em uma aldeia de índios para descobrir o motivo dos índios serem gordos mesmo se alimentando de produtos naturais. Chega ao ponto de falar em “panças silvícolas” e “índias de peitos caídos”. Ainda traz um amigo gay que é o máximo dos clichês de gays no cinema. Exagerado, estridente e tratado como “ela”. Ah, um detalhe. O amigo gay é uma geladeira falante.

Destaquei alguns pontos dos quais eu mais concordo, primeiramente o fato de uma mulher bêbada dançar “sensualmente”, galera pelo amor de Deus, ou sei lá o que vocês achem supremo. TODO MUNDO pode beber e dar vexame, isso não é vergonha nenhuma. Quem nunca tomou um porre não sabe o que é viver. Eu sou defensora sim da pessoa saber se divertir ter limites e etc. Eu mesmo tento muito seguir isso e quando acho que não devo beber, não bebo. Mas ela não bebeu por que quis, foi drogada. E pior ficou se julgando como a pior pessoa do mundo, alou mundo, precisamos parar de nos culpar. Isso é normal.

Largar tudo e seguir o parceiro, se apaixonar pelo agressor, vergonhas desnecessárias… nem preciso falar, né? Não acho feio quem larga tudo e vai viver um amor, mas acho que isso precisa ser uma decisão dos dois, e não um cobrando do outro. Ah Nathalia, mas porque você tá falando disso, porque existem mulheres que ainda acham que precisam agradar seus companheiros, eu mesma me pego as vezes pensando isso. Precisamos respeitar nossos companheiros, assim como ele também nos deve respeito, por isso achei errada a traição, mas largar tudo por que ele quer, ou ter filhos porque ele quer, sair do emprego, mudar de emprego, cortar cabelo, trocar de roupa… emfim, fazer qualquer coisa apenas porque ele quer, ou pediu, ou falou que seria mais feliz se… ah não, aqui não.

Se apaixonar pelo agressor, Síndrome de Estocolmo? Pessoal o que ele fez foi mais do que sequestro ele a embebedou para ter relações sexuais. Por favor, vamos com calma nos exemplos usados em filmes. Por fim a vergonha absurda de pintos, nem tenho palavras para isso, simplesmente inaceitável.

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Mulheres não passam o tempo todo falando de homens, apesar de algumas acharem realmente que é isso que move nossas vidas, nós mulheres feministas sabemos que a vida não se resume a ter um companheiro. Ou uma relação. E ver este tipo de pensamento se estendendo em filmes tão “moderninhos” me dá medo. Eles querem manipular até nossa luta por direitos.

Hoje mesmo fiz uma pesquisa, despretensiosa, por frases feministas e cheguei a um marasmo de coisas totalmente inúteis e que acabam com o verdadeiro movimento. São frases do tipo:

Mulher não trai, mulher se adianta!

Homens são todos iguais, só mudam de nome e endereço.

O homem é o rascunho e a mulher é a experiência bem sucedida. Por isso o homem veio primeiro.

Quanto mais lindo, mais babaca.

Pra homem infantil a gente dá Mucilon e não moral.

Mulher que se valoriza, mostra mais o sorriso que a bunda.

Para mim, a ultima é a pior, porque além de ser machista ela coloca a mulher contra ela mesma. Temos de nos unir e nos vermos como irmãs e mais do que isso, Feminismo é a igualdade dos gêneros. E não a exaltação da mulher perante o homem. Enfim, esse falso feminismo é que destrói o conceito da luta e dá gás para que as mulheres sejam “livres” como as personagens do filme.

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Sobre o empoderamento plus-size, encontrei um blog não faz muito tempo e tava esperando para falar sobre ele. Rudz é o blog da Danielle Rudziavicia de Moraes, Biomédica formada e nos últimos anos atuou na área de dermatologia e estética, se dedicando à beleza e à saúde, período em que descobriu que gosta mais do que imagina de maquiagem, cosméticos e moda. Ela tem muitos textos sobre autoestima, valorização e plus-size. Em um dos textos ela diz:

Danielle-Rudz-1.jpgAntes eu desejava usar uma roupa da moda, uma peça de tendência e era obrigada a usar roupas feitas para minha mãe e minha avó! O movimento Plus trouxe inovação, me ajudando também a me libertar de correntes pesadas que me atormentavam sem mesmo eu nem perceber!

Falta ainda um caminho a percorrer. No movimento Plus Size, na moda Plus Size, em mim mesma, no Blog. Mas estou certa de que farei uma reflexão mais leve e terei uma percepção maior do que quero e preciso de verdade para ser feliz!

Isso é ‘Empoderamento Feminino Plus Size!

 

Pois bem, nada como ver o verdadeiro empoderamento, mas se você acha que eu exagerei assiste o trailer e decida se vale a pena ou não assistir.

Data de lançamento 20 de abril de 2017 (1h 50min)
Direção: Ernani Nunes
Elenco: Cacau Protásio, Lyv Ziese, Mariana Xavier mais
Gênero Comédia
Nacionalidade Brasil
Sinopse
No Rio de Janeiro vivem quatro grandes e inseparáveis amigas: Beatriz, Tânia, Ivone e Marilu. Elas vestem manequim plus size e enfrentam todas as aventuras e desencontros amorosos e profissionais que quatro jovens mulheres podem enfrentar na capital carioca, (quase) sempre de bom humor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fica Comigo e a “obsessão feminina” depois de um fora

Assisti ao novo filme original da Netflix, Fica Comigo, e vim aqui falar o que achei da trama, que inicia sem graça mas vai te cativando com o tempo. O longa conta a história de Alison (Halston Sage) e Tyler (Taylor John Smith), que estão juntos há um bom tempo. Em uma festa, a aparição de um ex-namorado de Ali causa uma terrível briga entre os dois, e no calor do momento, rompem o relacionamento. Então aparece Holly (Bella Thorne) que após uma noite de sexo com Tyler fica obcecada pelo jovem e acaba tornando a vida dele e de quem o rodeia insuportável.

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Dirigido por Brent Bonacorso (The Narrow World), o filme conta com uma história muito comum, o tipo de clichê utilizado por alguns diretores e produtoras. Alison uma menina com um passado escondido que mudou de cidade para mudar de vida. Tyler apaixonado pela namorada e inseguro com a relação e a vida.

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Além disso, Tyler é machista e bem babaca na maior parte do tempo. O fato de ter brigado com a namorada por causa de seu passado promíscuo e agredir Holly, quando ela insiste em ter um relacionamento com ele, só o fez perder pontos. Sem contar que todo esse drama poderia ter sido resolvido se ele, ao reconciliar, estivesse sido sincero. Mas enfim, é o roteiro de um filme então teve de ser assim.

Apesar dos clichês, muitas cenas me lembraram alguns filmes de suspense e terror e no final das contas a psicopata salva a trama. As mudanças de humor de Holly deixa o espectador aflito. Pois ao mesmo tempo que ela é doce e gentil, parece que a qualquer momento ela vai matar alguém. E não se contenta em terminar com o namoro do jovem, mas também o faz ser expulso da escola e ameaça a vida da ex-namorada dele, Alisson.

O que achei desapontador sobre o filme é o clichê da mulher se tornar a louca depois de ser rejeitada. Já não basta o mundo machista dizer isso da gente? Os filmes também precisam?

 

É exatamente como no filme Obsessiva com a diva Beyoncé ou no novo filme com Katherine Heigl , Paixão Obsessiva. A amante, a ex, ou aquela que não teve nada mas quer ter e surta só para ter o cara com ela. É ridículo, e quando pensamos melhor a realidade é outra. Ao contrário do que vemos nesse filme, os crimes passionais, ou seja crimes motivados pela paixão. Normalmente essa paixão é tão doentia, violenta e irreprimível, que provoca a perda do controle das ações do seu autor.

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Este tipo de crime é a maior causa de assassinatos de mulheres,  segundo o Mapa da Violência 2015, 50,3% das mortes violentas de mulheres no Brasil são cometidas por familiares. Desse total, 33,2% são parceiros ou ex-parceiros. Os crimes cometidos contra as mulheres é conhecido como feminicídio.

“O feminicídio é a instância última de controle da mulher pelo homem: o controle da vida e da morte. Ele se expressa como afirmação irrestrita de posse, igualando a mulher a um objeto, quando cometido por parceiro ou ex-parceiro; como subjugação da intimidade e da sexualidade da mulher, por meio da violência sexual associada ao assassinato; como destruição da identidade da mulher, pela mutilação ou desfiguração de seu corpo; como aviltamento da dignidade da mulher, submetendo-a a tortura ou a tratamento cruel ou degradante.”,
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre Violência contra a Mulher (Relatório Final, CPMI-VCM, 2013)

Com uma taxa de 4,8 assassinatos em 100 mil mulheres, o Brasil está entre os países com maior índice de homicídios femininos: ocupa a quinta posição em um ranking de 83 nações, segundo dados do Mapa da Violência 2015 (Cebela/Flacso).

Trata-se de um problema global, que se apresenta com poucas variações em diferentes sociedades e culturas e se caracteriza como crime de gênero ao carregar traços como ódio, que exige a destruição da vítima, e também pode ser combinado com as práticas da violência sexual, tortura e/ou mutilação da vítima antes ou depois do assassinato.

Mas essa violência se inicia com um simples comportamento possessivo, jogos de controle, violência, ciúmes, abstinência sexual e frieza emocional, ou seja, são os casos clássicos de relacionamentos abusivos. Por isso, acredito que antes de fazer mais um filme como esse tema e mostra a mulher como louca, obcecada e que não pode ficar sem determinado homem. É preciso discutir o feminicídio, o relacionamento abusivo e a violência contra a mulher. Que é a nossa realidade.

E se você ficou em duvida sobre o que é, ou se está em um relacionamento abusivo, a seguir estão dez sinais de uma pessoa abusiva:

1. Ciúmes e possessividade – É ciumento/a de sua família, de seus amigos, e colegas de trabalho. Tenta isolar você. Um homem abusivo vê as mulheres e suas crianças como sua propriedade em vez de indivíduos únicos. Acusa você, sem razão, de traição ou de flertar com outros homens. Pergunta onde você estava e com quem estava de uma maneira acusadora.

2. Controle – uma pessoa abusiva exige abertamente que seu tempo e você sejam o centro de sua atenção. A pessoa controla as finanças, o carro, e as atividades que praticam juntos. Torna-se raivoso/a quando você começa a mostrar sinais de independência ou força.

3. Superioridade – a pessoa abusiva sempre está certa, tem que ganhar sempre ou estar no comando. Ela sempre justifica suas ações de modo a estar sempre “certa” para você e os outros. Um abusador/agressor irá falar de cima para baixo com você e te xingará, a fim de sentir-se melhor. O alvo dele é fazer você sentir-se fraca/o de modo que ele/ela possa ter poder. Abusadores são frequentemente inseguros e seu poder faz com que se sintam melhor a respeito de si mesmos.

4. Manipulação – o abusador/agressor lhe diz que você é louca/o ou estúpida/o de modo que a culpa caia sobre você. Ele tenta fazer você pensar que o que ele/ela faz é sua culpa. Diz que não pode fazer nada quanto a ser abusivo de modo que você sinta a pena dele e continue tentando ajudá-lo. Mas diz aos outros que você é instável.

5. Mudanças de humor – o seu humor muda de agressivo e abusivo para uma aparência humilde, desculpando-se e tornando-se amoroso/a depois que o abuso aconteceu.

6. Suas ações não correspondem a suas palavras – ele/a quebra promessas, diz que ama você e depois abusa de você.

7. Pune você – uma pessoa abusiva emocionalmente pode privar você de sexo, de intimidade emocional, ou joga um jogo silencioso como punição quando ele/ela não consegue as coisas do seu jeito.

8. Não quer procurar ajuda – o agressor não pensa que alguma coisa está errada com ele então porque ele precisa de ajuda? Ele não reconhece suas faltas ou culpa sua infância e circunstâncias exteriores.

9. Desrespeita as mulheres – o homem agressor demonstra falta de respeito em relação a sua mãe, irmãs, ou qualquer mulher em sua vida. Pensa que as mulheres são estúpidas e sem valor.

10. O homem agressor muitas vezes tem uma história de abuso a mulheres, ou a animais, ou foi abusado ele mesmo – Agressores físicos repetem seu padrão e procuram pessoas que são submissas e possam ser controladas. O comportamento abusivo pode ser uma disfunção geracional e pessoas que sofreram abuso têm uma grande chance de se tornar agressores. Homens que abusam de animais são mais capazes de abusar de mulheres também.

Fonte: SOS Mulher e Família e Agência Patricia Galvão

Voltando ao filme, se ficou curioso, assista o trailer e decida se vale a pena assistir.

E não esquece de voltar e dizer o que achou.

 

 

 

 

Lion- Uma Jornada para Casa

Assisti ao maravilhoso filme Lion- Uma Jornada para Casa, disponível na Netflix, e vim aqui hoje falar sobre ele. O longa conta a história real de um indiano, Saroo Brierley, que aos cinco anos de idade se perde de seu irmão mais novo em uma estação de trem e acaba em Calcutá, a terceira maior cidade da Índia, passa por diversas situações até que 25 anos depois tenta reencontrar a sua família. Um relato autobiográfico de suas experiências, A Long Way Home, foi publicado em 2014 e só ano passado foi adaptado para o cinema.

Data de lançamento: 16 de fevereiro de 2017 (1h 58min)
Direção: Garth Davis
Elenco: Dev Patel, Rooney Mara, Nicole Kidman mais
Gêneros: Biografia, Drama, Aventura
Nacionalidades: EUA, Austrália, Reino Unido
Sinopse:
Quando tinha apenas cinco anos, o indiano Saroo (Dev Patel) se perdeu do irmão numa estação de trem de Calcutá e enfretou grandes desafios para sobreviver sozinho até de ser adotado por uma família australiana. Incapaz de superar o que aconteceu, aos 25 anos ele decide buscar uma forma de reencontrar sua família biológica.

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O filme emociona qualquer um, não só pela história, mas também pela incrível interpretação do ator mirim indiano Sunny Pawar que interpreta personagem Saroo aos 5 anos.  Calcutá tem milhares de meninos de rua pedintes nos bairros de periferia. Por isso, Saroo incapaz de ler, escrever e entender a língua falada na cidade começa a viver na rua.

Eu como emotiva que sou, chorei muito com as cenas do pequeno Saroo passando fome, frio e sozinho sem saber o que fazer. Fiquei pensando em como uma criança, tão pequena, pôde sobreviver nessa situação. Principalmente ao ver os perigos que ele escapou já muito jovem, abuso infantil, agressões, morte, entre outros.

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Já adulto, percebi a angustia de uma pessoa não saber sua origem, em uma reunião entre amigos Saroo se emociona ao ver uma comida que quando criança não podia comer, e se sente perdido, como na primeira vez aos cinco anos em Calcutá. A partir daí, ele decide, através do Google Earth encontrar seu verdadeiro lar.

Ao descobrir de onde realmente era ele viaja para  Khandwa e encontrou sua casa no bairro de Ganesh Talai. Mas não era o que imaginava, ela parecia abandonada.
Mas sua mãe havia mudado e uma das pessoas o leva até ela, Saroo não a reconheceu, mas disse em entrevista: “A última vez que eu a tinha visto, ela tinha 34 anos, era jovem e muito bonita. Eu tinha esquecido o impacto do tempo. Mas a estrutura facial era a mesma e eu disse: ‘Sim, é minha mãe'”.

Infelizmente, nesse reencontro, Saroo soube que seu irmão Guddu também não tinha voltado para casa. Ele havia sumido no mesmo dia que ele, e, um mês depois, o encontraram  morto nos trilhos da ferrovia. Nunca se soube foi um crime ou um acidente.

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No geral é uma história feliz, de um garoto que se perde, passa por grandes adversidades, mas consegue encontrar amor em uma outra família e assim torna-se forte para encontrar suas origens. Este filme é um daqueles para você assistir quando não estiver se sentindo muito bem com sua vida e perceber que existem pessoas com problemas reais e que podemos superar nossas adversidades.

Se você já assistiu, diz aí o que achou. Se não, assista e volte aqui para comentar.

 

 

 

Mulher Maravilha – A heroína mais foda de todas

Finalmente assisti o filme mais comentado e aclamado de 2017, pelo menos até o momento, Mulher Maravilha. Você provavelmente já leu tudo sobre esse filme nos sites e blogs por aí, mas o que vão ler aqui é único, afinal é o que eu achei do filme. Então, se quiser saber mais do que recordes, prêmios e etc, chega mais e se prepare para se encantar, assim como eu com a feminista mais foda de todas, Diana! Aliás, tem spoilers!

Mulher Maravilha, ou melhor, Diana princesa de Themyscira, foi esculpida do barro e trazida à vida por Zeus para ser a única capaz de matar Ares, deus da Guerra. Diana é uma deusa na terra dos homens, filha de rainha de Themyscira, uma amazona treinada pra ser a melhor das melhores guerreiras de todas.

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Do inicio ao fim do filme é óbvio o grande empoderamento que a mulher tem, Diana é exaltada tanto entre as amazonas, quanto dentro os homens. Sua força, sua coragem e sua determinação encanta todos a sua volta. O que eu achei interessante é que, ao contrário de outros super heróis, normalmente instigados pelo patriotismo, ou pela vingança.

Diana coloca sua paixão, empatia e amor como principal incentivo para ir a luta. Ela enfrenta a mãe, sua nação e vai atrás de um desconhecido só para lutar contra a injustiça de um mundo que ela nem mesmo conhece. Não vejo nada errado nisso, afinal muitos de nós fazemos isso. É bem aquilo que o próprio Steve Trevor (Chris Pine) disse: “Em frente a um problema nós podemos fazer nada ou tentar fazer algo” ou algo assim.

O que me incomoda é colocar essas qualidades em uma mulher e não em um homem, talvez eu esteja enganada, como já disse nunca li nenhum HQ. E nem conheço muito de super-heróis, mas percebi isso e quis falar sobre.

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Durante todo o filme eu me senti na pele de Diana, acho que toda menina/mulher se sentiu assim, nossas lutas diárias, são como aquela cena em que ela enfrenta sozinha os alemães no campo de batalha. E ouvir as melhores tiradas do machismo da época, que existe até hoje, foi excelente. Confesso que no momento em que ela afirma que depois de estudos um filosofo chegou a conclusão de que o homem é necessário para a procriação, mas não para o PRAZER, eu quis levantar e bater palmas. Risos.

Cenas engraçadas a parte, o amor romântico nunca falta quando temos uma protagonista mulher. E não vou dizer que Diana precisou perder o amor para ter força e derrotar Ares, Diana precisou sentir o amor, não sei se é o amor verdadeiro, mas todos nos lembramos do nosso primeiro amor e de como ter, ou perdê-lo, nos fez mudar. Acho que amar é um crescimento, um amadurecimento e no caso de Diana foi essencial para sua auto descoberta.

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Por fim, quero dizer que Diana, a Mulher Maravilha, me representou em ações e sentimentos. Se tem uma heroína que eu gostaria de ser é ela sem dúvida. E são exemplos assim que mulheres e meninas do mundo precisam ter. Mulheres fortes, confiantes e com empatia.

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Direção: Patty Jenkins
Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen mais
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia
Nacionalidade: EUA
Sinopse
Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

 

Tudo e Todas as Coisas – Um filme sobre Amor, Medo e Descobertas

Acabei de sair do cinema e estou maravilhada com esse filme. Tudo e Todas as Coisas é mais do que um romance adolescente, mais do que um drama sobre uma doença incurável e para mim, de verdade, esse filme fala sobre o AMOR, o MEDO de perder quem se ama e a DESCOBERTA do novo.

Então, se você ainda não assistiu o filme e não gosta de saber de spoilers, melhor sair deste post e ler um outro mais light, risos. Pode, por exemplo, ler algo sobre representatividade, já que eu também vou falar sobre isso aqui. Chega de papo furado, vou começar logo a falar sobre essa obra-prima.

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Tudo e Todas as Coisas é o romance jovem escrito pela autora Jamaicana Nicola Yoon e cresceu no Brooklin. E conta a história de Madeline Whittier, de 17 anos, que tem imunodeficiência combinada grave, também conhecida como “doença de bolha”. Devido à sua condição, Madeline está presa dentro de sua casa em Los Angeles, onde ela mora com sua mãe, uma médica que vive para cuidar dela.

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Tudo começa a mudar para Madeline quando ela recebe um novo vizinho, Olly – que é fofo e intrigante o suficiente para que a Madeline saia de dentro de sua casa. Reconhecedor e inventivo, Tudo e Todas as Coisas explora o quão longe estamos dispostos a ir por amor.

Eu me apaixonei por esse livro, ou melhor filme, quando eu vi o trailer, que você pode ver mais abaixo. O fato de termos uma protagonista negra e a música de Queen B. Me fez me sentir representada. É como se todos esses filmes de adolescentes fossem apenas sobre meninas brancas de classe média e pela primeira vez colocaram uma afro-americana.

Data de lançamento: 15 de junho de 2017 (1h 37min)
Direção: Stella Meghie
Elenco: Amandla Stenberg, Nick Robinson, Ana de la Reguera mais
Gêneros: Romance, Drama
Sinopse: Maddie (Amandla Stenberg) está prestes a fazer 18 anos, mas ela nunca saiu de casa. Desde a infância, a jovem foi diagnosticada com Síndrome da Imunodeficiência Combinada, de modo que seu corpo não seria capaz de combater os vírus e bactérias presentes no mundo exterior. Ela é cuidada com carinho pela mãe, uma médica que constrói uma casa especialmente para as necessidades da filha. Um dia, uma nova família se muda para a casa ao lado, incluindo Olly (Nick Robinson), que se sente imediatamente atraído pela garota através da janela. Maddie também se apaixona pelo rapaz, mas como eles poderiam viver um romance sem se tocar?

No decorrer do filme, você encontra esse casal inter-racial que passa por cima dos abusos de seus pais para ficar juntos e em um fim de semana de amor eles presenciam tudo o que nunca haviam presenciado na vida. Eles realmente vão além das expectativas. É uma viagem muito mais emocionante do que a de Augustos e Hazel para Holanda e sem dúvida, por causa da doença, parece muito mais perigosa também.

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A busca de Yoon para expandir o mundo não pára com a do protagonista. Ela também é membro do We Need Diverse Books, uma organização dedicada ao aumento da diversidade e à representação da diversidade na literatura. Isso é exatamente o que esperamos! Como eu falo incansavelmente aqui no blog sobre isso, todos queremos ser vistos em filmes, livros, hqs, músicas… enfim, queremos ser vistos e estar presente. Até que o mundo entenda que quando um roterista fala “jovem, advogada, classe média” não visualizem em suas mentes uma pessoa branca, logo de cara, ou se ele falar “meia idade, diarista e classe baixa” visualize uma negra. Queremos pessoas de todas as etnias em todas as classes, profissões e lugares.

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O filme também mostra o que algumas pessoas estão dispostas a fazer para ter quem se ama por perto. Enquanto vemos o decorrer da história, Maddie se entregando ao amor, escolhendo ter amado uma vez e morrido do que nunca ter amado. Ela descobre que sua doença “rara” é mais simples do que parece e descobre que tudo o que viveu foi uma mentira.  “Se você está realmente tentando proteger o seu filho, eu acho que a melhor maneira de ajuda-los e protegê-los contra o mundo é deixá-los estar nele”, diz Yoon. “Todo mundo precisa aprender a ficar sozinho, como lidar com o desapontamento, como se defender”.

Por fim, quero dizer que foi um filme incrível e seu final me surpreendeu. Afinal, ter um final feliz em um filme que começa tão deprê é ótimo. Ainda não li o livro (apesar de tê-lo), mas depois de ver o filme, sem dúvida vou lê-lo.

“De acordo com a teoria do Big Bang, o universo surgiu em um único instante – um cataclismo cósmico que deu origem aos buracos negros, às anãs marrons, à matéria escura, à energia e à energia escura. Ele deu origem às galáxias, às estrelas, às luas, aos sóis, aos planetas e aos oceanos. É um conceito difícil de ser compreendido – a ideia de que houve um tempo anterior à nossa existência. Um tempo antes do tempo. No início, não havia nada. E então, de repente, havia tudo.”

13 Coisas que as pessoas mentalmente fortes NÃO fazem

Decidi iniciar um ciclo de postagens sobre alguns dos livros que tenho e já li, rs. Por isso, vou começar a falar sobre o livro 13 Coisas que as pessoas mentalmente fortes NÃO fazem. E para poder falar um pouco melhor sobre cada uma das 13 coisas, vou dividí-las por post, assim abordo de forma mais clara e ampla. Mas se você é um apressadinho, confira abaixo os 13 itens abordados e se quiser pode comprar o livro de Amy Morin e descobrir tudo de uma vez só.

  1. Não tentam agradar o mundo
  2. Não abrem mão de seu poder
  3. Não se incomodam com o sucesso dos outros
  4. Não perdem tempo sentindo pena de si mesmas
  5. Não temem as mudanças
  6. Não sentem que o mundo lhes deve alguma coisa
  7. Não cometem o mesmo erro várias vezes
  8. Não ficam presas ao passado
  9. Não têm medo de correr riscos
  10. Não desistem depois do primeiro fracasso
  11. Não se concentram naquilo que não podem controlar
  12. Não esperam resultados imediatos
  13. Não evitam ficar sozinhas

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13 coisas que as pessoas mentalmente fortes não fazem

Autor(a): Amy Morin
Gêneros: Autoajuda
Editora: Sextante
Lançamento: 2015
Páginas: 272 páginas

Sinopse: 13 Coisas que as Pessoas Mentalmente Fortes não Fazem’ traz uma descrição detalhada das atitudes autodestrutivas que acabamos adotando sem querer quando nos vemos diante de algum contratempo. Com as dicas que encontrará aqui, você vai aprender a fugir dessas armadilhas e encontrar maneiras mais saudáveis de lidar com os desafios da vida.

Antes de iniciar, vamos falar um pouco sobre Força Mental, ser mentalmente forte, ou fraca não são apenas essas duas opções. É importante lembrar que algumas pessoas são fortes em algo, mas podem melhorar em outras coisas. Por isso é importante saber que sempre temos onde melhorar.

Desenvolver essa força envolve aperfeiçoar sua capacidade de regular as emoções, administrar os pensamentos e se comportar de forma positiva, apesar das circunstâncias.  – Amy Morin

Importante lembrar que, a força mental é como a força física, depende de vários fatores para se desenvolver. E, assim como a força física, cada pessoa tem mais facilidade para desenvolver que outros. Em suma, o que determina isso é:

  • Genética – Seus genes determinam se você tem ou não tendência a desenvolver problemas de saúde mental.
  • Personalidade – Algumas pessoas tem traços de personalidade que as ajudam a pensar de modo mais realista e a se comportar de forma positiva.
  • Experiencias – As experiências de vida influenciam como você pensa sobre si, sobre outras pessoas e sobre o mundo.

Alguns desses fatores podem ser alterados, outros não. Mas isso não significa que qualquer pessoa não possa aumentar a sua força mental.

Para entender a força mental, é preciso aprender como os pensamentos, comportamentos e sentimentos estão entrelaçãdos. E por isso, que o espiral descendente, como no exemplo anterior. É por isso que o desenvolvimento da força mental exige uma abordagem em três níveis:

  1. Pensamento – Identificar pensamentos irracionais e substituí-los por pensamentos mais realistas.
  2. Comportamento – Comportar-se de maneira positiva, apesar das circunstâncias.
  3. Emoções – Controlar suas emoções para que elas não controlem você.

Ouvimos o tempo todo: ¨Pense Positivo¨. Mas apenas o otimismo não é suficiente para você alcançar seu pleno potencial. – Amy Morin

Sabemos que é mais fácil se sentir mentalmente forte quando está tudo bem, mas quando os problemas aparecem, ter o aumento da força mental pode beneficiar. Entenda:

  • Aumento da resiliência ao estresse – A pessoa fica melhor preparada para lidar com problemas de modo eficaz e eficiente, reduzindo assim o nível geral de estresse.
  • Maior satisfação com a vida – Com o aumento da força mental, a auto confiança também aumenta e assim a pessoa passa a se comportar de acordo com seus valores, o que lhe trás paz de espirito e o que realmente importa.
  • Melhor desempenho – O desenvolvimento de sua força mental vai ajudar voê a alcançar seu pleno potencial.

A prática é a chave para desenvolver a força mental, então acompanhe os posts a seguir para poder aprender alguns exercícios que o ajudará a encontrar maneira melhores de lidar com os desafios da vida, auxilio para crescer, se aprimorar e se tornar alguém um pouco melhor que antes.

Foto : Dear Maidy