Google cria teste de depressão

O Google anunciou  uma nova ferramenta agregada ao motor de busca, nos Estados Unidos, com objetivo de trazer mais conhecimento sobre “depressão clínica”. Quando alguém procurar por este termo no buscador pelo celular, o sistema mostrará um questionário que pode ajudar a detectar sintomas da doença. Não há previsão de chegada ao Brasil.

Para validar o teste PHQ-9, a Gigante das Buscas se associou ao órgão norte-americano National Alliance on Mental Illness, especialista em saúde mental. De acordo com o texto no blog oficial do Google, um em cada cinco americanos sofrem de depressão, mas apenas 50% recebem o tratamento adequado.

O questionário aplicado ao buscador no Android visa melhorar o conhecimento dos internautas sobre esta condição para que as pessoas procurem ajuda.

Atualmente, os resultados de busca do Google já trazem informações completas sobre depressão clínica e seus sintomas, mesmo sem clicar em nenhum link. Agora, com o acréscimo deste questionário PHQ-9, também é possível identificar níveis de sintomas depressivos para que o usuário possa ter uma conversa mais bem informada com o seu médico e buscar tratamento. Para iniciar o teste, na versão em inglês, basta tocar na opção “Check if you’re clinically depressed”, ou “Verifique se você está clinicamente deprimido” em uma tradução livre.

O comunicado também alerta para o fato de que essa ferramenta de análise não pode ser considerada como um diagnóstico completo da depressão clínica, mas sim, um incentivo para que as pessoas procurem tratamento o mais rápido possível. Segundo a publicação, em média, os americanos vão em busca de médicos somente seis ou oito anos depois dos primeiros sintomas aparecerem.

Se o usuário fizer a mesma busca na página brasileira do Google pelo celular, ele também terá acesso às informações em destaque sobre a doença, mas ainda não têm o teste disponível. No Brasil, a principal fonte de informação utilizada pela companhia é o Hospital Israelita A. Einstein. Saiba acessar o Google em inglês.

TEXTO ORIGINAL DE GOOGLE BLOG

Treinar a autocompaixão ajuda a tratar doenças como depressão

Talvez você não saiba, mas ao se sentir repreendido ou culpado por um erro, seu corpo responde de uma forma que pode ser negativa para sua saúde. O cérebro envia sinais para aumentar a produção de cortisol e outros hormônios relacionados ao estresse que vão te ajudar a combater aquele momento de pressão, mas que ao longo de estímulos constantes podem gerar doenças. A solução para esse tipo de problema pode ser mais simples do que você imagina e está dentro de você mesmo: praticar a autocompaixão.

O conceito foi sistematizado para uso na psicologia pela americana Kristin Neff (veja o quadro abaixo). A pesquisadora aplicou exercícios em pacientes e obteve bons resultados em pessoas com depressão, transtorno do estresse pós-traumático, ansiedade, e dificuldades variadas. “A autocompaixão age no sistema de cuidado dos mamíferos e acredita-se que seja capaz de aumentar a produção de oxitocina e opióides e diminuir o cortisol. Também se descobriu que ela melhora o sistema imunológico e aumenta a variação da batida cardíaca. Não estamos falando de autoindulgência, pena de si mesmo ou autoestima. É tratar-se com o carinho que um amigo trataria. Em vez de ter um inimigo interno, ter um amigo interno”, explica.

No caso da depressão, a autocompaixão reduz a “ruminação” (ficar se lembrando das coisas ruins) e o julgamento sobre si mesmo. Com essa prática, o paciente consegue olhar para sua dor e seus erros e lembrar-se que é uma pessoa boa.

“As pessoas imaginam que ser duro consigo mesmo as motiva, mas é o contrário”, afirma Kristin. A pesquisadora lembra que a autocompaixão também ajuda as pessoas a serem mais independentes emocionalmente. “Nosso instinto quando algo dá errado é a autocrítica, o isolamento e ficar absorto em si mesmo”, diz Christopher Germer, instrutor clínico na Harvard Medical School e um dos fundadores do Instituto para Meditação e Psicoterapia.

“O instinto vem da resposta à ameaça, mas temos outra resposta que desenvolvemos como mamíferos ao longo do tempo, a de cuidado. O que estamos fazendo é ativar uma fisiologia diferente, mas isso requer prática, não é nosso instinto.” Ele estudou principalmente os efeitos da autocompaixão sobre a vergonha. “Se uma pessoa não lidar com a vergonha, é muito difícil parar de beber, por exemplo”, disse em referência às pessoas que bebem para se sentirem desinibidas.

 

Efeitos na motivação

Uma pesquisa feita com crianças mostrou que o grupo que tinha mais autocompaixão rendia em média 25% a mais nos estudos após um resultado ruim. Quando uma criança vai mal em uma prova, ela pode encarar o fato através da vergonha e da autocrítica, ao se sentir um idiota ou estúpido por não ter conseguido. Ela pode ainda projetar o problema para o professor ou para o assunto. A saída da autocompaixão, que ajuda as crianças a estudar mais, passa por outro caminho. A pessoa toma consciência que não se sente bem com a falha. Reconhece que matemática é um pouco difícil para ela, mas que está tentando conseguir aprender. Segundo a psicóloga, as pessoas que pensam através da autocompaixão se permitem errar, desligar a cabeça e começar de novo. Elas focam no que têm em comum com os outros, sabem que somos humanos e todos erramos, então não precisamos ser melhores que ninguém para nos sentirmos bem.

Aprenda a ter autocompaixão

A psicóloga criou um exercício para ajudar a desenvolver a autocompaixão. Pense em imperfeições e defeitos que te façam sentir inadequado. Sinta as emoções como elas são – nem mais nem menos – e escreva sobre elas. Depois, escreva uma carta para si mesmo como se tivesse sido feita por um amigo imaginário. Esse “amigo” vai ver os pontos fortes e fracos e reconhecer os limites da natureza humana. Ele é gentil com você e te perdoa. Em sua sabedoria, ele entende sua história de vida e o que te levou a ser como é neste momento. Depois de escrever a carta, guarde por um tempo e sempre releia.

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RepostPsicologia Brasil

52 semanas de autoconhecimento – Semana 3

Hoje vou falar sobre outro item do projeto 52 semanas de autoconhecimento.

Quando você pensa em seu futuro, o que você mais teme?

Para falar a verdade, este assunto me assusta. Não que eu tema o futuro, mas é aquela sensação de não chegar onde eu quero. E incrível como quando tinha 20 e poucos anos achava que tinha tempo suficiente para tudo, tudo o que eu imaginava era possível. E eu iria realizar meus sonhos. Mas o tempo mostrou pra mim que nem tudo é tão fácil assim, muitas coisas vem com o tempo que precisamos dedicar, e acredite o tempo passa rápido demais.

Esperava mais dos meus 28 anos… (lá vem a Nathalia chorar as pitangas mais uma vez…rs) Sim ainda estou lamentando meus 28 anos. Não me sinto fracassada, mas queria ter conquistado mais, mas cada coisa na sua hora, certo? E se eu não recebi é porque não estava pronta. Mas, apesar de minhas derrotas acho que conquistei coisas muito importantes, e por isso acho importante falar desse tópico que escolhi hoje.

Pois apesar de me sentir feliz com o que conquistei até hoje, temo não conseguir obter uma estabilidade financeira, emocional e nem psicológica. Sim, para mim, mais do que ser rica, estar casada ou estar feliz. Eu quero me sentir bem, estar estável independente da situação. É tipo saber lidar com qualquer problema que possa haver. É ter dinheiro caso seja preciso, em uma emergência. É saber que mesmo que eu esteja fora de um relacionamento sério eu tenha com quem contar.

Isso é o que eu mais quero e por consequência o que eu mais temo não conseguir.

Por hoje é só…

A depressão rouba sua alma e depois leva seus amigos

A depressão é uma ladra. Ela rouba seu tempo, seus pensamentos e seu senso de eu. Mas antes de tudo, ela leva seus amigos.

Diferente do suicídio, a depressão opera num ritmo lento mas constante. Um suicídio é um ruído alto que rasga vidas desconectadas: isso é reconhecido e sentido instantaneamente. Mas afundar no isolamento antes do suicídio, no pântano da doença, raramente é tão notado. Geralmente discutimos a escuridão, não o crepúsculo. Sendo assim, é difícil para os amigos saberem como interagir emocionalmente com a depressão, especialmente porque ela se desenvolve durante um longo tempo.

Para mim, a combinação de bipolaridade, transtorno boderline e depressão criam uma cápsula de cianureto que seguro constantemente entre os dentes em todos os relacionamentos. Infelizmente, isso é quase uma garantia de que uma hora minhas amizades acabam todas envenenadas.

E eu entendo. Para aqueles ao meu redor, é muito mais fácil cortar amizade com alguém difícil, distante, desagradável e decididamente “diferente”. Especialmente se a pessoa se afasta primeiro.

Revivi essa história na minha cabeça milhões de vezes: um dos meus melhores amigos – um escritor incrivelmente talentoso e um cara muito legal – começou lentamente a retroceder para dentro de si mesmo. Ele tirou todos os amigos do Facebook, parou de responder ligações e mensagens de texto, e depois se trancou em seu quarto como um ermitão. Todo mundo sabia o que estava acontecendo. Amigos me ligavam perguntando “Você tem visto o X? O X está bem? A gente deveria visitar o X?”

Mas ninguém realmente foi visitá-lo. Isso foi dois anos atrás e nenhum de nós o viu ou falou com ele desde então. Ele não morreu, mas não está mais presente. Trancado na cabana na montanha de sua própria mente. Perder um amigo assim é como ver um fantasma passando pelas duas paredes de um corredor – um desaparecimento que te deixa com um sentimento de incerteza.

Ano passado, caí de volta no meu próprio sono depressivo, e comecei a copiar os mesmos comportamentos. Fui basicamente queimando pontes pelo caminho, o que em seis meses me fez perder mais amigos do que alguém que se orgulha publicamente de ter votado no Trump.

Uma hibernação depressiva não é como um exílio proposital, mais um lento trancar de portas. Quando sua mente está grogue e seu dia é um loop de inação e pensamentos desesperados, é difícil juntar forças para ir à festa de um amigo, tomar um café ou simplesmente responder uma mensagem. Na minha própria experiência, a doença te convence tão bem do quanto você é escroto, que você começa a ver sua ausência como um favor deformado que faz aos seus amigos.

Você se cala por medo de que seu grito interno perturbe a vibe dos outros.

Esse medo de estragar a diversão dos outros se enrola num cobertor de culpa. Depressivos – os loucos em geral – carregam muita culpa. Você acaba colocando as pessoas pra baixo. A depressão é um turbilhão com uma força gravitacional pegajosa. Entes queridos que são alegres, empáticos e preocupados com você vão se gastando como pedregulhos numa praia. É impossível colocar tanto amor e preocupação numa pessoa incapaz de ser recíproca, e sabemos disso. Quantas vezes senti minha língua inchar e vacilar numa tentativa de dizer um simples “obrigado”.

Gratidão pode ser desconfortável e embaraçosa por várias razões. É difícil dizer para a sua namorada que só de estar ali, assistindo desenhos animados com você, ela está te mantendo vivo, porque isso coloca um peso exagerado no que deveria ser uma tarde comum. Isso também coloca um fardo sobre a pessoa que não tem – e não deveria ter – a capacidade de te carregar e curar o incurável.

Tenho muito medo que minha gratidão, ou aparente falta dela, leve a uma desculpa infinita. Já me vi me desculpando com alguém que amo por ser o que sou, e há uma erosão constante na fé interpessoal quando um parceiro ou amigo é incapaz de entender a razão para o outro amá-lo.

Nessa descrença, a doença intoxica. Já disse a amigos que a companhia deles me enjoava, já disse aos meus pais que eles deformaram meu cérebro, já disse para a pessoa que eu amava que ela tinha permitido que eu roubasse uma fração da vida dela, e que isso a tornava, de algum jeito, culpada.

É verdade que a depressão é tanto universal como fundamentalmente solitária. Ela refrata a identidade como um cristal negro, e o que nos ensinam é que a experiência neuroquímica sentida por muitos é obstinadamente única e só sua. Você sente isso de maneira tão forte que pode convencer àqueles ao seu redor de que esse é o caso. Aí, de repente, todas as partes te entendem como um caso perdido.

Ativistas da saúde mental sempre repetem a narrativa de estender a mão – para pedir ajuda e ajudar. Mesmo concordando que esse é o melhor método, a maioria das pessoas não está equipada para fazer isso, e a culpa que brota dessa fenda de deficiência é em si altamente destrutiva. Senti isso de maneira aguda quando fui incapaz de ajudar meu amigo, e sinto isso agora sendo incapaz de pedir ajuda para mim.

A razão para o Dia Mundial da Saúde Mental ser apenas um dia por ano é que as pessoas têm uma paciência limitada para doenças mentais, e nove entre 10 normais (ou neurotípicos) acham que você está assistindo 13 horas de Frasier por dia porque é preguiçoso.

A realidade perturbadora é que a depressão sozinha não pode fazer uma pessoa desaparecer. Os amigos têm um papel nesse desaparecimento. E é essa verdade desconfortável a razão para não conversarmos sobre isso. E também porque a simpatia não é infinita.

Acho que se aceitarmos que, nem os doentes, nem as testemunhas são culpáveis, podemos encontrar uma aparência de paz. Nessa admissão difícil, podemos ver a depressão como a ladra que ela é, e interromper o fluxo de loucura e sofrimento nas nossas vidas.

Repost – Vice

Tenha responsabilidade emocional com o outro!

Saiba que você não precisa ficar quando a sua vontade for de ir embora, mas tenha responsabilidade emocional com o outro.

Ao sair da vida de alguém, acabar uma relação ou um namoro, você já se perguntou se conseguiu deixar algo de bom para alguém? Já se perguntou qual a marca que você deixou na alma e na vida das pessoas?

Ir embora também é um sinal de afeto. Acabar algo também significa que valeu a pena, mas ao ir, tente se perguntar: o que de bom eu deixei? Antes de tomar um outro caminho seja o tipo de pessoa que não reproduz os seus traumas nas próximas relações. Seja honesto e verdadeiro com o outro.

Por mais que você não seja obrigado a absolutamente nada, saiba que pessoas não são produtos! Seja ao menos sensível e transparente. Pessoas não são mercadoria! Não se compram em um supermercado onde você pode simplesmente adicionar ou descartar depois. As pessoas possuem sentimentos dentro delas, pessoas carregam histórias, traumas e planos. Pessoas precisam da nossa honestidade, então que tal ser mais humano?

Às vezes a gente perde o interesse mesmo, a vontade de continuar some, o encanto simplesmente desaparece e a única escolha que resta é ir embora. É normal sentir que não existe mais motivos pra ficar, mas em hipótese alguma suma da vida do outro como se nunca tivesse entrado. Tudo bem cair fora, tudo bem abandonar a viagem antes do outro, mas seja ao menos maduro o suficiente pra explicar o motivo da tua partida, tenha o mínimo de respeito pelo que vocês tiveram. Diga quando não estiver mais disposto a continuar algo, mas jamais desapareça e deixe o outro se virar sozinho.

Repost – O Segredo

3 curas para o excesso de pensamento

Não há nada de errado em pensar. Pensar nos ajuda a entender o mundo, a chegar a conclusões inteligentes e mergulhar mais profundamente em nós mesmos e no universo.

O problema vem quando nosso pensamento fica no caminho do nosso fazer. Pensar e fazer precisam ser mantidos em equilíbrio. Como todas as coisas na vida, esses poderes humanos são melhor exercidos com moderação.

Não fique preso em seus próprios pensamentos. Não lhes dê o poder de te paralisar.

Aqui estão três maneiras de sair do hábito do excesso de pensamentos:

1. Praticar Mindfulness

Quando você abraça o momento atual, você se torna fisicamente e mentalmente mais presente. Isso pode impedi-lo de ficar muito distante, perdido em seu próprio mundo. Envolva-se com seu ambiente. Use tudo o que puder. Observe sem julgar. Exercícios mindfulness podem ajudá-lo a permanecer no presente. Eles são conhecidos por reduzir a ansiedade, aumentar a felicidade e trazer uma sensação de paz.

Por que não dar uma chance?

2. Meditar

Enquanto mindfulness conecta sua mente ao mundo ao seu redor, a meditação permite que seu foco se volte para dentro. Isso pode parecer contra intuitivo. Como focar em seus pensamentos pode te ajudar a fugir deles? Não vai. No entanto, permitirá que você se conecte a eles, compreenda-os e trabalhe com eles. A meditação é mais fácil do que você pensa. Beneficia seu corpo, mente e espírito. Engajar-se nesta prática regularmente pode ajudá-lo a superar o pensamento de fuga.

3. Ficar em contato com a natureza

Passar um tempo na natureza pode ser terapêutico – e você não tem que se comprometer a um fim de semana cheio de exercícios para colher os benefícios. Envolva-se com o exterior de uma forma que faça sentido para você. Faça um piquenique no parque. Nade em um lago. Leve seus filhos em uma caminhada. Sente-se debaixo de uma árvore e perca-se em um bom livro. A melhor maneira de experimentar o mundo natural é de uma forma significativa para você.

Repost– I Heart Intelligence

Antes de procurar alguém, encontre você

Não procure alguém que te complete, pra ser sincero, não procure ninguém. As melhores coisas da vida acontecem quando você menos espera. Acontecem quando tem que acontecer. Se for pra encontrar, encontre alguém pra sentar no sofá, bagunçar o teu cabelo e assistir aquele filme que você ama mais que sempre faz ele dormir. Encontre alguém que tenha assuntos pra conversar com você no final da noite, mesmo depois de um dia corrido, ou alguém que dispute quem de vocês faz mais pontos em Criminal Case. Se tenha por completo, esteja bem com você mesma, dê tempo pra você, porque quando a gente se basta o outro só chega pra somar. Antes de se apaixonar por alguém, se apaixone por você. Antes de querer alguém pra amar, ame-se e o outro chegará quando você menos esperar. Antes de correr atrás de alguém, lembre-se que ainda tem Netflix e uma temporada inteira daquela sua série favorita pra assistir.
Não procure alguém pra te tirar o tédio, pra dar as mãos, pra ocupar o lado esquerdo da cama e do peito se você não tiver certeza de que sozinha ocupa bem a cama e a si mesma, que sozinha você vai longe, que você não depende de ninguém pra isso, que também é capaz de encontrar os seus caminhos e que não precisa de ninguém pra te levar a lugar algum. Se carregue, se leve, seja livre, porque é de gente livre, leve e solta que o amor precisa. Quando você entende que a leveza da tua alma e a paz da tua vida não merece ser trocada por nenhum peso ou bagunça sentimental, o outro só chega pra seguir o fluxo de um amor tranquilo, pra te apresentar novos lugares e caminhos.

Não procure alguém só pra chamar de ”amor” ou só pra apelidar de algum desses nomes fofos-clichês. Não procure alguém só pra ter quem apresentar no encontro com seus amigos, ou pra ter um colo pra pegar no sono quando o estresse do trabalho atormentar. Não se mantenha em lugares que só te perturbam, e isso também vale pra pessoas. Já perdemos muito tempo tentando seguir caminhos que não são os nossos, tentando aprender coisas que não queremos, ficando com pessoas que não suportamos. Onde não existir reciprocidade, não se demore.

Encontre alguém que, mesmo com nome e sobrenome, te faça entender o significado de chamá-lo de ”meu amor”, alguém que esteja disposto a te dar colo, carinho, afeto, não somente nos seus melhores, mas nos piores também, alguém que os seus amigos reconheçam como ”a pessoa certa pra você” e concordem quando você sorri ao falar dele. Não procure alguém só pra te ligar e conversar sobre saudade, combinar um cinema num sábado a tarde, ou só pra te dizer que vai aparecer quando der. Encontre alguém que esqueça de te ligar pra te avisar e chegue na tua casa de surpresa pra matar a saudade. Não procure alguém pra ocupar a tua vida, porque às vezes a gente perde muito tempo com quem ocupa espaços que não merecem ocupar. Poupe seu tempo e sua paciência com quem só sabe te dizer: ”não sei/vou pensar/qualquer coisa eu te ligo”. Dê o seu tempo a quem te diz ”tô indo/abre a porta que eu já cheguei”.

Não procure alguém só por estimação, pra preencher suas horas e ocupar os seus momentos, porque quando você é capaz de preencher sozinho a sua vida, você se ocupa por inteiro, e você passa não desejar qualquer coisa, a não aceitar nada além de alguém que se realize com você, porque se for pra ser mais uma página a ser rasgada, melhor escrever o livro sozinho.

Repost – Obvious

 

52 semanas para o autoconhecimento – Semana 1

Como prometido, estou aqui hoje, 21 de agosto, comemorando 28 primaveras e disposta a iniciar minha jornada de 52 semanas de Autoconhecimento.

Qual sua maior fraqueza? Descreva um momento em que essa fraqueza o reteve.

Para iniciar essa jornada, vou falar de um assunto em que me vejo, por muitas vezes, e ainda não aprendi a lidar com ela, minha carência. Sou muito carente, pode ser coisa do meu signo Leonina a louca por atenção, ou pode ser algo da minha infância – cresci sem meu pai. Não sei ainda de onde vem esse sentimento, mas sei inúmeras vezes que tomei atitudes baseada somente nesse medo de ficar só.

Bom vamos começar direito, minha maior fraqueza é a CARÊNCIA:

Ca.rên.cia
substantivo feminino
falta de algo necessário; privação.

Mas não é uma carência qualquer é a Carência Afetiva:

O site Psicologia Viva descreve a Carência Afetiva como quando uma pessoa acredita haver ausência de amor ou sente a necessidade de atenção. Vale a pena observar também as características que listamos a seguir, pois são típicas de quem sofre de dependência afetiva.

  • Submissão extrema às pessoas;
  •  Medo de desagradar;
  • Crença de que a felicidade está condicionada à outra pessoa;
  • Ciúme excessivo;
  • Viver em função dos sonhos do outro;
  • Não ter planos nem perspectiva para a própria vida;
  • Medo da solidão;
  • Sentimento de inferioridade;
  • Necessidade de chamar a atenção das pessoas.

E é exatamente isso que sinto, pode ser que você, que realmente me conhece, não imagine. Mas eu sou totalmente insegura. E por isso por muitas vezes tomei decisões sem pensar.

Meu primeiro término de namoro demorei cerca de 3 anos para superar, os dois primeiros porque eu aceitei continuar ficando com meu ex, mesmo ele já estando namorando. Eu implorava para ele ficar comigo, implorava pelo amor dele. E queria mais que tudo que as coisas voltassem a ser como eram.

Eu já namorei um cara nada a ver comigo apenas por medo de ficar só, ou me sentir deslocada enquanto várias amigas namoravam. Assim como já adiei um término em um relacionamento abusivo, porque achei que aquilo era amor.

Posso dizer hoje que ainda não sei lidar muito com isso, mas consigo reconhecer algumas situações e me afastar delas, não são todas, mas consigo. Mas ainda preciso muito me policiar porque as vezes caio nas armadilhas da carência.

É isso, semana que vem volto com mais.

 

Novo estudo constata : solidão é mais mortal do que a obesidade

Os pesquisadores descobriram que os seres humanos estão enfrentando uma nova “epidemia de solidão”, e é esperado que piore.

“Well, I’m so lonely,” cantarolou Elvis Presley. “I’ll be so lonely, I could die.” Bem, acontece, que ele realmente poderia.

Um novo estudo publicado recentemente encontrou a solidão que pode ser um perigo para a saúde pública maior do que a obesidade.

“Ser socialmente conectado aos outros é uma necessidade fundamental do ser humano  – crucial para o bem-estar e para a sobrevivência”, Dr. Julianne Holt-Lunstad, professor da Universidade Brigham Young, disse ao apresentar a pesquisa em uma convenção da American Psychological Association.

“No entanto, vem aumentando a porção de pessoas nos EUA que experienciam a solidão”

Quando as pessoas não conhecem o papel social que precisam , ou seja, sendo parte de grupos e tendo relacionamentos gratificantes, de suporte – elas constumam criar barreiras físicas e mentais.

Estudos realizados pelo psicólogo John Cacioppo, da Universidade de Chicago descobriram que pessoas solitárias têm  problemas para dormir, baixo sistema imunológico, perda de memória, depressão, alcoolismo, artérias erodidas (que podem levar a pressão arterial elevada).

Viver sozinho aumenta também o risco de uma pessoa cometer suicídio e são mais estressados ​​do que os não-solitários. Quando tem interações sociais, tendem a ser menos positivos do que outras pessoas – o que faz com sua solidão aumente ainda mais.

Isso Cacioppo percebeu até mesmo os médicos que tratam pacientes com apoio da família, tem melhores resultados.

A nova pesquisa Holt-Lunstad usou duas meta-análises que envolveram  148 estudos anteriores – como as descritas acima -com mais de 300.000 participantes testados.Os dados agregados mostrou que as pessoas solitárias têm um 50% maior risco de morrer cedo.

O segundo projeto envolveu  70 estudos olhando para a conexão entre dados de isolamento e de mortalidade por representação de mais de 3,4 milhões de pessoas em todo o mundo.

Esta pesquisa  mostrou que o isolamento, a solidão e viver sozinho são todos iguais ou superiores a outros riscos de saúde mais comumente aceitas – como a obesidade – em termos dos seus efeitos de morte prematura.

Se isso soa como você, você não está sozinho. (Quero dizer … você está. Mas você não está…) Existem 42,6 milhões de adultos com mais de 45 anos sofrem de solidão crônica nos Estados Unidos. Além disso, um quarto da população vive sozinho e mais de metade da população adulta é solteira. Alguns pesquisadores temem que o problema só vai piorar a partir daqui. taxas de casamento e o número de crianças por família estão em declínio.

“Com o aumento do envelhecimento da população cada vez maior, o efeito sobre a saúde pública só está prevista para aumentar”, disse Holt-Lunstad. “De fato, muitas nações ao redor do mundo estarão enfrentando uma ‘epidemia de solidão.” O desafio que enfrentamos agora é o que pode ser feito sobre isso. ”

Algumas sugestões incluem exigir médicos para triagem de conexão social, ensinando as crianças na escola engajamento social e encorajar as comunidades para criar mais espaços públicos para reuniões sociais.

Este post foi traduzido por Nathalia Colt de Mystical Raven

Um vídeo poderoso para lembrar as crianças que ‘o negro é lindo’

 

Um novo vídeo divulgado segunda-feira intitulado “The Talk” aborda de forma convincente o impacto do viés racial, olhando para a questão através da lente de pais negros nos Estados Unidos.

O vídeo — que foi lançado pela My Black Is Beautiful, uma marca de beleza de Procter & Gamble — é um clipe poderoso de dois minutos que explora o preconceito racial, descrevendo alguns dos fardos que pesam sobre os pais de crianças negras, forçados a ter conversas necessárias, mas difíceis, com seus filhos sobre sobrevivência e autoestima.

O vídeo acompanha vários pais negros que conversam com seus filhos sobre as maneiras pelas quais a cor de pele pode afetar como eles são percebidos e tratados pelos outros. Em um cenário, uma mãe pergunta ao filho se ele está com a carteira de identidade antes de ir para o treino, caso ele seja detido pela polícia. Em outro, uma mãe instrui sua filha, que acaba de tirar a carteira de motorista, sobre o que fazer caso ela seja parada por um policial. Na cena de abertura, uma menina dizendo para a mãe que lhe disseram que ela era “bonita para uma menina negra”, ao que a mãe responde: “Você não é bonita para uma menina negra. Você é bonita, ponto”.

“Nosso objetivo com ‘The Talk’ é ajudar a aumentar a conscientização sobre o impacto desse viés”, disse ao HuffPost Damon Jones, diretor de comunicações da Procter & Gamble. “Também esperamos poder progredir em direção a um futuro menos tendencioso ao reconhecer o poder de pessoas de todas as origens e raças”.

Com estudos recentes indicando que as meninas negras são vistas como menos inocentes do que garotas brancas com apenas cinco anos de idade, com garotos negros frequentemente vistos como uma ameaça aos olhos da polícia, os pais de crianças negras frequentemente vivem com preocupação e desconforto. Jones disse esperar que vídeos como este ajudem a aumentar a consciência social em torno do impacto que o viés pode ter em todas as nossas vidas e lembrar as pessoas das várias formas que esse viés pode ter, em relação a gênero, raça, idade, peso, orientação sexual e muito mais.

“É hora de todos conversar sobre esse assunto”, diz uma das últimas mensagens no vídeo, incentivando as pessoas a continuar a conversa online usando a hashtag #TalkAboutBias. “Vamos conversar sobre a conversa para que não precisamos mais falar do assunto.”

 

Repost – HuffPost Brasil