Como acabaram as séries mais famosas da televisão

Muitas vezes precisamos abandonar as séries no meio das temporadas. Isso acontece por diferentes motivos: falta de tempo, muito trabalho, uma viagem ou mesmo falta de interesse. Mas a curiosidade sobre o final das histórias quase nunca acaba.

Hoje, falaremos sobre algumas séries que fizeram muito sucesso. Confira se você foi viciado em alguma delas.

Lost 2004–2010

A temporada final e a provável revelação do grande mistério causaram muita polêmica. Os acontecimentos são parte de uma realidade alternativa em que o voo 815 jamais sofreu um acidente. No episódio final, Jack se encontra com o pai, que explica que o lugar onde eles estavam foi criado por eles mesmos, para que todos se encontrassem e continuassem a viagem após a morte. No final, os passageiros se juntam em uma igreja, as portas se abrem e o pai de Jack diz: “Vamos averiguar”.

Prison Break: Em Busca da Verdade 2005–2009

A última temporada da série foi feita para lutar contra a Companhia. Para voltar à vida normal, os personagens tiveram que fazer muitas coisas, inclusive trabalhar junto com o inimigo. Michael sofre uma doença terminal. No último episódio vemos seus amigos e sua esposa Sara com um filho já mais velho visitando a sua tumba. Não obstante, após o episódio final, estreou um filme que encerrava a série de TV. Nela, Michael não morreu de uma doença, ele se sacrificou para salvar a esposa da prisão. Ele fez com que um CD fosse entregue ao seu irmão e esposa com um vídeo de despedida.

Em 2016 foi lançado o primeiro trailer da nova temporada, que será uma minissérie. O primeiro episódio foi lançado em abril de 2017.

Buffy — A Caça Vampiros 1997–2003

Uma nova escola é construída em Sunnydale, onde Buffy é uma especialista que trabalha com adolescentes ’difíceis’. Mas tudo está prestes a mudar, afinal de contas, as forças do mal vão despertar no mundo todo. Os caçadores em potencial, que mais tarde serão escolhidos e receberão as forças e as habilidades necessárias para lutar, serão caçados. A equipe de Buffy se prepara para viver com intensidade a última batalha que irá destruir completamente Sunnydale, assim como Hellmouth.

Família Soprano 1999–2007

O final da série decepcionou muita gente. Os fãs esperavam que o personagem principal, Tony Soprano, acabasse morto ou na cadeia, como todos os que estavam relacionados ao crime. Não obstante, no último episódio a família Soprano aparece almoçando em um restaurante quando um provável assassino entra. Parece que veríamos um final dramático, mas ele apenas vai caminhando ao banheiro.

Alf, o ETeimoso 1986–1990

Este morador de outro planeta se transformou no melhor amigo de muita gente. Seu humor irônico e perspicaz se mostrou algo novo nas comédias familiares. Não obstante, a história acabou de maneira triste.

Alf conseguiu entrar com contato com os amigos Skipper e Rhonda, que se ofereceram para criar um novo Melmac. Alf se despede da família Tanners e, quando está no campo onde seus amigos iriam buscá-lo, é surpreendido pelos militares, que assustam a nave e levam Alf com eles.

Charmed 1998–2006

No último episódio, Phoebe e Paige morrem durante uma luta contra o mal. Piper pega o anel mágico e vai ao passado para salvar suas irmãs. Ao chegar em 1975, ela conhece os pais, disse que vem do futuro e pede a ajuda deles. Seu plano dá certo e as irmãs ganham a guerra contra os demônios. Todos voltam à vida normal e a próxima geração começa sua própria luta contra o mal.

Hércules: A Lendária Jornada 1995–1999

Hera é libertada de Tartaro graças a Evander, filho de Nêmesis. Ele escuta sua avó (Hera), que pede que ele libere os Titans. Os heróis os detêm e não os deixam derrotar Olimpo. Mais tarde, Evander consegue que Hera e Zeus se reconciliem e Hércules decide continuar seu caminho heroico, ajudando os necessitados.

Scrubs 2001–2010

Scrubs tem 9 temporadas, mas seus fãs não consideram a nona uma continuação. A narrativa acontece segundo a perspectiva de uma estudante da faculdade de medicina. J.D.volta ao ’Sagrado Coração’ para dar aula na escola de medicina ao lado de Turk e os outros. Oito anos mais tarde, J.D. e Elliot decidem colocar um fim nas intrigas, decidem começar uma relação e esperam o primeiro filho.

Smallville 2001–2011

Durante 10 anos vimos como o Super Homem cresceu. Durante os muitos episódios, ele luta contra o mal, mas a principal ameaça aparece na última temporada. O planeta Apokolips, onde reina Darkseid, se aproxima da Terra. Clark se veste pela primeira vez de Super Homem e, com a força dos punhos, empurra Apokolips para longe da Terra, salvando a todos e a seu amigo Oliver, que havia sido tomado pelas forças da escuridão de Darkseid.

Arquivo X 1993–2001

A série acaba com dois episódios que têm o mesmo título: ’The Truth’. O agente Mulder entra na base secreta e, mesmo não cometendo um assassinato, é acusado e condenado à morte. Scully e Skinner montam um plano de fuga e os dois escapam para o Canadá.

Em 2016, foi lançada a décima temporada, que também é continuação e reinício da série. Foi feita em formato de minissérie e tem 6 episódios.

Friends ♥ 1994–2004

Monica e Chandler adotam gêmeos e decidem se mudar para uma casa fora de Manhattan, onde terão um quarto para o Joey. Ross se declara para Rachel e eles acabam juntos. Phoebe se casa com Mike. Na última cena, os amigos saem do apartamento vazio e vão ao Central Perk para tomar um café.

Xena: a princesa guerreira 1995–2001

O episódio final da série se chamava ’Amigo em Apuros’.

Xena e Gabrielle vão ao Japão para lutar contra o espírito maligno Yodoshi. Xena morre durante a luta contra seu numeroso exército, mas, ao se transformar em um fantasma, o desafia e ganha, liberando as outras almas. Na cena final, vemos uma nave com o fantasma de Xena e Gabrielle falando em planetas para viver novas aventuras.

Repost – Incrível 

16 verdades sobre pessoas que são carentes e independentes (ao mesmo tempo)

1. Você adora passar um tempo sozinho(a)…

'Eu te amo, mas eu me amo mais.'

HBO

“Eu te amo, mas eu me amo mais.”

2. … mas também quer ter alguém por perto para fazer as coisas para você.

“Oi sim sou eu acabei de deitar na cama alguém pode apagar as luzes para mim por favor o interruptor está logo ali”

Twitter: @odetofew

“Oi sim sou eu acabei de deitar na cama alguém pode apagar as luzes para mim por favor o interruptor está logo ali”

3. Você se recusa a pedir ajuda, mesmo quando está precisando de uma mãozinha…

'Garota, deixa comigo.'

LOGO

“Garota, deixa comigo.”

4. … mas fica irritada quando ninguém aparece para ajudar.

'alguém me ajude.'

HBO

“alguém me ajude.”

5. Você não se importa em estar longe das pessoas que ama…

'Você precisa de mim, eu não preciso de você.'

Nickelodeon

“Você precisa de mim, eu não preciso de você.”

6. … mas espera que elas estejam sempre de prontidão para lhe responder, 24 horas por dia.

“Quando você manda uma mensagem para ele às 8:03 e ele não responde às 8:02”

Twitter: @rorabombzz

“Quando você manda uma mensagem para ele às 8:03 e ele não responde às 8:02”

7. Você se orgulha muito de conseguir se presentear de vez em quando…

'Se eu quiser comprar algo, eu mesma compro.'

Arena

“Se eu quiser comprar algo, eu mesma compro.”

8. … mas prefere quando outra pessoa lhe dá um mimo.

“não posso gastar meu próprio dinheiro se eu tiver amigos legais eles vão pagar para mim.'

Twitter: @sswankss

“não posso gastar meu próprio dinheiro se eu tiver amigos legais eles vão pagar para mim.”

9. Você é conhecido por gostar de passar os fins de semana sozinho…

'Sim ao amor, sim à vida, sim a ficar mais em casa!'

NBC

“Sim ao amor, sim à vida, sim a ficar mais em casa!”

10. … mas fica chateado quando seus amigos não te chamam para sair.

“Quando você nunca é convidado para nada, mas não quer ser um peso por pedir para ir junto.”

Twitter: @Stephanie_lise

“Quando você nunca é convidado para nada, mas não quer ser um peso por pedir para ir junto.”

11. Você não vê problemas em sair sozinho…

Focus Features

12. … mas passa o tempo todo enviando mensagens para os seus amigos que estão em outro lugar.

Paramount Pictures

13. Você é praticamente um expert em ~se dar prazer~ quando necessário…

CBS Films

14. … mas gosta de ter alguém com quem compartilhar esse momento mágico também.

'Que merda, eu só quero trepar, sabe? Só trepar!'

HBO

“Que merda, eu só quero trepar, sabe? Só trepar!”

15. Você se orgulha de pagar suas contas, cozinhar sua comida e curtir sua própria companhia…

'Eu sou uma sobrevivente. Eu não vou desistir. Eu não vou parar. Eu vou trabalhar mais duro. Eu sou uma sobrevivente. Eu vou conseguir. Eu vou sobreviver. Continue a sobreviver.'

Columbia Records

“Eu sou uma sobrevivente. Eu não vou desistir. Eu não vou parar. Eu vou trabalhar mais duro. Eu sou uma sobrevivente. Eu vou conseguir. Eu vou sobreviver. Continue a sobreviver.”

16. … mas, de vez em quando, se pega navegando pelo Facebook, às 3 da manhã, pensando: “Tô me sentindo muito sozinho…”.

Fonte: Buzzfeed

Emma Watson ganha o primeiro prêmio sem gênero da história

Repost – MdeMulher

O MTV Movie & TV Awards, que rolou no domingo (7), em Los Angeles, resolveu rever sua premiação e este ano veio com duas mudanças: incluiu séries de TV e aboliu as categorias separadas por gênero. Ou seja, acabou Melhor Atriz e Melhor Ator. Agora mulheres e homens disputam na categoria neutra de Melhor Atuação.

E a primeira grande vencedora da noite – e da história! – a ganhar um troféu sem gênero foi Emma Watson por A Bela e a Fera. “Primeiro, eu sinto que tenho que dizer algo sobre o prêmio em si. É a primeira premiação da história que não separa os indicados baseado no sexo. Isso diz algo sob a nossa percepção da experiência humana”, disse Emma, emocionada.

A MTV ter se antecipado em criar um prêmio sem gênero na atuação significa algo diferente para cada um, mas pra mim, indica que atuar é capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa e isso não precisa ser separado em duas categorias. Empatia e imaginação não deveriam ter limites.

 

Feminista e ativista pela equidade de gênero, Emma recebeu a pipoca de ouro das mãos de Asia Kate Dillon, a Taylor de ‘Billions’, a primeira personagem não-binária da tv. “E é muito significativo pra mim estar ganhando este prêmio e também estar recebendo ele de você, Asia. Obrigada por me educar de maneira tão inclusiva, paciente e amorosa”, disse Emma. Saiba mais: Emma Watson conta que conheceu o feminismo ao trabalhar em ‘Harry Potter’

Apresentado pelo comediante Adam Devine, o prêmio teve shows de Noah Cyrus – sim, a irmã de Miley Cyrus-, Big Sean, J.Balvin, Camila Cabello e Pitbull. Ah! E ainda teve uma versão de ‘A Bela e a Fera’ com Adam, como a Fera, Hailee Steinfeld, como Bela, e Rebel Wilson, como Madame Samovar.

Na categoria Melhor Atuação em série, também foi uma atriz a levar a pipoca de ouro: Millie Bobby Brown, por ‘Stranger Things’. Ela até chorou de emoção ao receber o prêmio! Aliás, você já viu o trailer da segunda temporada?

Veja todos os ganhadores da noite:

Filme do Ano
 A Bela e a Fera
Corra!
Logan
Rogue One: Uma História Star Wars
Quase 18

Seriado do Ano
Atlanta
Game of Thrones
Insecure
Pretty Little Liars
 Stranger Things
This Is Us

Melhor Atuação em Filme
Daniel Kaluuya – Corra!
  Emma Watson – A Bela e a Fera
Hailee Steinfeld – Quase 18
Hugh Jackman – Logan
James McAvoy – Fragmentado
Taraji P. Henson – Estrelas Além do Tempo

Melhor Atuação em Série
Donald Glover – Atlanta
Emilia Clarke – Game of Thrones
Gina Rodriguez – Jane the Virgin
Jeffrey Dean Morgan – The Walking Dead
Mandy Moore – This Is Us
  Millie Bobby Brown – Stranger Things

Melhor Beijo
  Ashton Sanders & Jharrel Jerome – Moonlight
Emma Stone & Ryan Gosling – La La Land: Cantando Estações
Emma Watson & Dan Stevens – A Bela e a Fera
Taraji P. Henson & Terrence Howard – Empire
Zac Efron & Anna Kendrick – Os Caça-Noivas

Melhor Apresentador
Ellen DeGeneres – The Ellen DeGeneres Show
John Oliver – Last Week Tonight with John Oliver
RuPaul – RuPaul’s Drag Race
Samantha Bee – Full Frontal com Samantha Bee
  Trevor Noah – The Daily Show

Melhor Dupla em cena
Adam Levine & Blake Shelton – The Voice
Daniel Kaluuya & Lil Rel Howery – Corra!
Brian Tyree Henry & Lakeith Stanfield – Atlanta
  Hugh Jackman & Dafne Keen – Logan
Josh Gad & Luke Evans – A Bela e a Fera
Martha Stewart & Snoop Dogg – Martha & Snoop’s Potluck Dinner Party

Cena que fez chorar
Game of Thrones – A morte de Hodor (Kristian Nairm)
Grey’s Anatomy – Meredith (Ellen Pompeo) conta para seus filhos sobre a morte de Derek
Como Eu Era Antes de Você – Will (Sam Claflin) diz para Louisa (Emilia Clarke) que não pode ficar com ela
Moonlight – Paula (Naomie Harris) diz que ama Chiron (Trevante Rhodes)
  This Is Us – Jack (Milo Ventimiglia) e Randall (Lonnie Chavis) no karatê

Nova Geração
Chrissy Metz
  Daniel Kaluuya
Issa Rae
Riz Ahmed
Yara Shahidi

Melhor Luta Contra o Sistema
Corra!
  Estrelas Além do Tempo
Loving
Luke Cage
Mr. Robot

Melhor Atuação Cômica
Adam Devine – Workaholics
Ilana Glazer and Abbi Jacobson – Broad City
  Lil Rel Howery – Corra!
Seth MacFarlane – Uma Família da Pesada
Seth Rogen – Festa da Salsicha
Will Arnett – LEGO Batman: o Filme

Melhor Documentário
  A 13ª Emenda
Eu Não Sou Seu Negro
O.J.: Made in America
This is Everything: Gigi Gorgeous
TIME: The Kalief Browder Story

Melhor Vilão
Allison Williams – Corra!
Demogorgon – Stranger Things
Jared Leto – Esquadrão Suicida
  Jeffrey Dean Morgan – The Walking Dead
Wes Bentley – American Horror Story

Melhor Herói
Felicity Jones – Rogue One: Uma História Star Wars
Grant Gustin – The Flash
Mike Colter – Luke Cage
Millie Bobby Brown – Stranger Things
Stephen Amell – Arrow
  Taraji P. Henson – Estrelas Além do Tempo

Melhor Reality de Competição
American’s Got Talent
MasterChef Junior
  RuPaul’s Drag Race
The Bachelor
The Voice

Melhor História Americana
  Black-ish

Fresh Off the Boat
Jane the Virgin
Moonlight
Transparent

Trending
“Sean Spicer Press Conference” e Melissa McCarthy – Saturday Night Live
“Lady Gaga Carpool Karaoke” – The Late Late Show with James Corden
“Cash Me Outside How Bout Dat” – Dr. Phil
  “Run The World (Girls)” Channing Tatum and Beyonce – Lip Sync Battle
“Wheel of Musical Impressions with Demi Lovato” – The Tonight Show Starring Jimmy Fallon
Winona Ryder ganhando o SAG Awards Reaction – 23rd Annual SAG Awards

Melhor cena musical
“Beauty and the Beast” – Ariana Grande and John Legend
“Can’t Stop the Feeling” – Justin Timberlake – Trolls
“How Far I’ll Go” – Auli’i Cravalho – Moana
“City of Stars” – Ryan Gosling and Emma Stone – La La Land
“You Can’t Stop” The Beat – Ensemble – Hairspray Live!
“Be That As It May” – Herizen Guardiola – The Get Down
  “You’re the One That I Want” – Ensemble – Grease: Live 

7 filmes da Netflix para você pensar no quão destruidor o racismo pode ser

Repost – HuffPost

Colorismo, solidão da mulher negra e apropriação cultural. Alguns temas discutidos há décadas pela militância negra dentro e fora do Brasil têm ganhado popularidade nas redes sociais desde a estreia de Cara Gente Branca, no último dia 28 de abril.

Inspirada em filme homônimo de 2014 e produzida pela Netflix, a série usa de humor e acidez para retratar desconcertantes cenários de tensão racial entre jovens americanos.

Na trama, um grupo de estudantes negros enfrenta o racismo estrutural de uma universidade elitista, frequentada majoritariamente por pessoas brancas.

A voz que responsável por fazer emergir o racismo cotidiano é de Samantha White (Logan Browning), estudante à frente do programa de rádio da instituição que dá nome a série.

Cara Gente Branca retrata uma realidade norte-americana, cujos paralelos com a o cenário brasileira são plenamente possíveis, haja vista a situação do negro no Brasil – historicamente marginalizado no país.

A fim de colaborar com a proliferação das discussões sobre racismo que tem ocorrido nas redes nos últimos dias, o HuffPost Brasil lista a seguir outros 7 filmes e documentários disponíveis também na Netflix, que têm a questão racial como tema central.

Aqui estão eles:

1. What Happened, Miss Simone? (2015) – Dir.: Liz Garbus

Indicado ao Oscar de Melhor Documentário, What Happened, Miss Simone? conta a história de uma das maiores lendas da música americana. Nina Simone foi pianista, cantora, compositora e uma obstinada ativista pelos direitos dos negros norte-americanos. Neste filme, a diretora Liz Garbus traça a trajetória da artista trazendo a tona como as questões raciais permearam toda a sua vida e obra.

2. Bienvenue à Marly-Gomont (2016) – Direção: Julien Rambald

Baseado em fatos reais, Bem-vindo a Marly-Gomont se passa nos anos 1970, quando Seyolo Zantoko, um médico negro recém-formado no Congo se muda com a esposa e os filhos para um pequeno vilarejo na França, de onde recebeu uma boa oportunidade de trabalho. Lá, ele enfrenta uma jornada contra o racismo e a ignorância de uma comunidade que nunca conviveu com negros. Apesar das amargas questões abordadas, o filme tem atmosfera leve e é perfeito como pontapé inicial para discussão sobre questões raciais com crianças.

3. 13th (2016) – Dir.: Ava DuVernay

A abolição da escravidão não impediu que a população negra dos Estados Unidos continuasse sofrendo discriminação, abusos e seguisse até hoje sendo continuamente encarcerada a fim de garantir interesses sociais e econômicas das classes ricas – não por coincidência formada por brancos. Essa é a tese levantada por 13ª Emenda, da aclamada diretora Ava DuVernay (Selma). Ao lançar mão de estatísticas, entrevistas com ativistas, especialistas, políticos e estudiosos, o filme prova que a desigualdade racial na América ainda está longe de ser vencida.

4. 13th: A Conversation with Oprah Winfrey & Ava DuVernay (2017)

A 13ª Emenda: Oprah Winfrey Entrevista Ava DuVernay é um programa especial da Netflix que traz reflexões complementares às discussões propostas no documentário. Parceiras de trabalho (Oprah produziu já produziu dois filmes de Ava), apresentadora e cineasta conversam conversam sobre o processo de realização do documentário, a recepção do filme nos EUA e as perspectivas políticas no país após a eleição do republicano Donald Trump. Vale ressaltar que com 13º Emenda, Ava DuVernay se tornou a primeira mulher negra a ser indicada ao Oscar de documentário.

5. Cidade de Deus – 10 Anos Depois (2013) – Dir.: Cavi Borges e Luciano Vidigal

Considerado um dos filmes brasileiros mais importantes de todos os tempos, Cidade de Deus é revisitado neste documentário dez anos depois de seu estrondoso sucesso. Dirigida por Cavi Borges e Luciano Vidigal, e com o apoio indireto de Fernando Meirelles, Cidade de Deus – 10 Anos Depois mostra o que mudou na vida dos intérpretes do longa que retrata de forma arrojada a desigualdade social e ascensão da violência na favela Cidade de Deus, situada na zona oeste do Rio. Apesar de não apontar diretamente para questões raciais,o documentário (assim como o filme) revela facetas importantes da construção social no Brasil que desumaniza a população negra.

6. Maya Angelou and Still I Rise (2016) – Dir.: Bob Hercules e Rita Coburn Whack

​Exibido no prestigiado Festival Sundance de Cinema, Maya Angelou,e Ainda Resisto é o primeiro documentário feito sobre a lendária artista, atriz, escritora e poeta Maya Angelou. Dirigido por Bob Hercules e Rita Coburn Whack, amigos próximos dela, o filme apresenta um retrato íntimo de Maya, que na infância sofreu um traumático abuso, superado pelo poder de suas próprias palavras – escritas e faladas. A luta contra racismo central na trajetória de superação e luta de Maya que, antes de morrer em 2014, aos 86 anos, chegou a receber do então presidente dos EUA, Barack Obama, a mais alta condecoração civil americana, a Presidential Medal of Freedom.

7. The Black Panthers: Vanguard of the Revolution (2015) – Dir.: Stanley Nelson

O Partido dos Panteras Negras para Autodefesa surgiu na década de 60, nos Estados Unidos, com o objetivo de combater as condições de extremo racismo que assolava os negros, resultante em boa parte do passado escravocrata do país. Adeptos do armamento da população negra para enfrentamento da violência do Estado, o grupo trouxe novas e controversas questões à tona sobre a problemática do racismo. Neste documentário dirigido por Stanley Nelson é possível acompanhar diferentes pontos de vista de figuras que participaram direta ou indiretamente do movimento, incluindo policiais, jornalistas, informantes do FBI e integrantes do partido.

Dear White People, racismo velado e minhas considerações

Olá, voltei. E dessa vez estou aqui para falar sobre a série Dear White People, baseada no filme de 2014 de mesmo nome.

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Confesso que estava insegura de escrever sobre a série, pois não acho que tenha bagagem suficiente para dissertar sobre o assunto. Não só pelas inúmeras questões raciais que estou aprendendo agora e, apesar de ter sofrido racismo durante toda a minha vida, é complicado e difícil de explicar. Na verdade complicado falar sobre algo que você entende há pouco tempo. Ainda assim, vou tentar falar quais são minhas considerações.

Enquanto o filme concentra-se na escalada de tensões raciais em uma prestigiada faculdade da Ivy League na perspectiva de vários estudantes afro-americanos. A série ataca, de forma sarcástica, a ilusão de uma América pós-racial. O que me chamou atenção, e na verdade eu só fiquei sabendo depois de assistir a série é que em fevereiro a Netflix recebeu inúmeras avaliações negativas, foi chamada inclusive de ser anti-brancos e racista (vejam os comentários no trailer do Youtube). Isso tudo porque no teaser lançado no mesmo mês mostrava Samantha White, uma mulher negra que parece ser uma locutora de rádio e fala ao microfone uma lista de fantasias de Halloween que são totalmente aceitáveis para pessoas brancas “pirata, enfermeira, qualquer um dos primeiros 43 presidentes americanos…” e o topo da lista de fantasias inaceitáveis “eu“, seguida por inúmeras imagens de homens e mulheres brancos com o rosto pintado para parecerem negros.

A mensagem de Dear White People nesse teaser, é bem clara. É a critica a tradição da Blackface que começou no século XIX nos shows de menestréis, nos quais atores brancos se pintavam de preto usando carvão de cortiça para representar personagens afro-americanos de forma pejorativa. Dessa maneira, além de reforçar estereótipos racistas, a atitude também impedia que pessoas negras participassem de apresentações teatrais.

Dear White People é sobre racismo velado, explícito, e a relação entre os próprios militantes e seus diferentes pontos de vista sobre a luta. É sobre a problemática do empoderamento estético, que exige gastos, dor física e um esforço para ser aceito. É sobre as pessoas esperando que você, negro, seja o representante de todas as pessoas negras do mundo — como quando o professor de História de Samantha espera DELA a resposta sobre uma questão relacionada à escravidão, e todos olham para a menina aguardando que ela dê seu parecer. Afinal, ela é negra, obviamente ela TEM que falar a respeito. Ou os homens que se aproximam de Coco por a acharem muito bonita, mas nem cogitam um relacionamento sério ou levá-la para conhecer suas famílias.

– Gabriela Moura em Medium

Quando se fala em racismo é muito complicado tirar da cabeça do próprio negro o que é apenas uma brincadeira de mal gosto e o que é Racismo, por muitas vezes as duas coisas são as mesmas, mas estamos tão acostumados que não vemos a diferença. Eu mesma passei por situações, assim como alguns conhecidos que me fizeram pensar no absurdo que é viver sendo negra. Pois só quem é negro e vive o que vivemos entende, aí surge uma série que fala sobre tudo isso. Além de abordar todas as loucuras que nos sujeitamos para sermos aceitos entre os “brancos”. É muita informação, sim e posso dizer que assim como 13 Reasons Why, me fez refletir sobre minhas ações perante o mundo.

Algumas coisas sobre a série que eu gostaria de dizer, primeiro não vejo problema em casais inter-raciais, mesmo que alguns não entendam nossa situação como afrodescendentes, é parte da nossa militância mostrar e ensinar aos outros nossas lutas e causas. Por isso qualquer tipo de relacionamento: amoroso, amigável, politico. etc. Qualquer relacionamento que envolva pessoas diferentes é muito mais enriquecedor do que relacionamentos entre pessoas iguais, de certa forma é uma segregação. Como eu disse, ainda tenho muito a estudar sobre o assunto. E essa é minha forma de pensar, hoje.

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O que eu vi, assistindo a série, foram pessoas com problemas de relacionamento com seus pais, questões sobre sua popularidade, sobre autoestima e sobre sua sexualidade. Claro que ter 90% de atores negros colabora com a abordagem de assuntos de questão racial, como a cena na festa. Em que foi a mais tensa e esclarecedora para os personagens e para quem assistiu, sem dúvida. Mas confesso que não vejo problema em uma pessoa branca cantar uma letra de Rap que tenha a palavra “Nigga”. Vejam que isso é bem diferente de chamar alguém de “Nigga”. A questão é bem parecida com aquela frase “Só viado e sapatão pode chamar viado e sapatão de viado e sapatão” Apesar de eu não ser sapatão, sempre chamei meus amigos homossexuais de viados, e não de forma pejorativa, todos sempre aceitaram numa boa. Ou seja, tudo envolve o contexto, a proximidade, a intimidade e etc. Eu mesma não acho neguinha um termo legal, para mim parece nome de cachorro, mas tem gente que curte, vocês entendem? É muito pessoal.

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Por fim quero deixar uma questão: Gostamos de personagens femininas com características que dizemos ser femininas, delicadas, sensíveis e etc? Será que por Sam White ser uma mulher forte, empoderada e de atitude nós não demos as devidas atenção? Ou será que demos muita importância à Hanna Baker porque ela é branca? Se fosse uma menina negra que sofresse, além de todo o bullying, machismo e abuso, também o racismo será que teríamos o mesmo olhar?

Fica aberta a discussão…

6 séries que valem a pena maratonar

Está certo que existem séries atemporais que agradam a todos, como Friends que poderia estar na lista abaixo. Mas existem séries que mesmo sendo bem específicas e marcarem uma época, nos fazem pensar muito mesmo nos dias de hoje. E dessa vez, para ilustrar um pouco isso, vou falar sobre algumas das minhas séries favoritas – ou que influenciaram e influenciam minha vida até hoje –  que já chegaram ao fim, mas que vale a pena ‘maratonar’.

Começando essa lista MARA, falo de uma das séries que sinto mais falta, True Blood

True Blood – Vampiros nunca saem de moda

True Blood conta a história de Sookie, uma garçonete considerada um tanto estranha pelos amigos e vizinhos, que vive num local cheio de vampiros. Ela piora sua reputação ao se apaixonar por um dos vampiros que coexistem com seres humanos alimentando-se de sangue sintético. Ok, quem não viveu uma fase Vampiresca de atire a primeira pedra, bom eu assisti a série um pouco atrasada confesso, mas adorava a temática e o que mais me influenciou foi o fato de podermos amar as pessoas tão intensamente e deixar de amar da mesma forma. Risos, estranho né? Me refiro ao relacionamento de Jess, Jason e Hoyt.   Me lembro como se fosse hoje quando Hoyt pediu para Jess apagar a memória dele, ele não queria  sofrer e desistiu de uma amizade de infância para isso.

Fringe – A melhor série de ficção científica que já assisti.

Criada por J.J. Abrams (mesmo criador de Lost e Alias). A série tem uma mistura de Arquivo X e The Twilight Zone. É um drama que explora a tênue linha entre a ficção científica e a realidade. Quando um acidente aéreo ocorre em Boston, matando todos os passageiros e a tripulação de forma chocante, a agente especial do FBI “Olivia Dunham” (Anna Torv) é chamada para investigar. Depois que seu parceiro, o agente especial “John Scott”, quase morre durante a investigação, Olivia procura desesperadamente por ajuda e acaba conhecendo o “Dr. Walter Bishop” (John Noble), considerado o Einstein da nossa geração. Só há um problema: Walter esteve internado em uma clínica psiquiátrica pelos últimos 17 anos e a única forma de questioná-lo é pedindo ajuda a “Peter Bishop” (Joshua Jackson), o estranho filho de Walter. Cheia de personagens sobrenaturais em formatos cientifico. Mundos paralelos, clonagem,  e um amor lindo entre Peter e Olivia. Super vale a pena assistir.

Malcolm in the midle  – Quase um Todo Mundo Odeia o Malcolm

A série trata de uma família de seis pessoas (mais tarde, sete), e as estrelas Frankie Muniz, no papel de Malcolm, um menino mais-ou-menos normal, que é um gênio. Ele gosta de ser inteligente, mas odeia ter que tomar aulas para crianças super-dotadas , que são ridicularizados por outros estudantes, chamando-as de “Krelboynes”. Jane Kaczmarek no papel de Lois é a mãe arrogante e autoritária. Bryan Cranston interpreta o pai amoroso, mas desprendido, Hal. Christopher Masterson interpreta o papel do irmão mais velho de Malcolm, Francis: um ex-rebelde que, em episódios anteriores, foi para escola militar, mas finalmente se casou e se acomoda em um emprego estável. Justin Berfield é estúpido irmão mais velho de Malcolm, Reese, um valentão da escola que tortura Malcolm em casa, mesmo, quando ele o defende na escola. O Irmão mais novo é Dewey que é interpretado por Erik Per Sullivan. Para as duas primeiras temporadas, o foco do show foi em Malcolm. Como a série progrediu, no entanto, ele começou a explorar os outros membros da família, eventualmente, os seis membros do elenco se tornando um grande elenco. O legal da série e ver uma familia sem dinheiro enfrentando todos os desafios da vida unidos, alias o Malcolm é muito azarado e aprende algumas lições da vida como nós, levando na cara.

One Tree Hill –  Drama adolescente e problemas atuais

A história gira em torno de Lucas Scott (Chad Michael Murray), um jovem de 16 anos que sonha em ser jogador de basquete. Vive com a mãe, Karen Roe (Moira Kelly), e é meio-irmão de Nathan Scott (James Lafferty). Seu pai, Dan (Paul Johansson), nunca o aceitou como filho, deixando-o sob criação total da mãe. Ao ser convidado para se juntar aos Ravens, time de basquete da Tree Hill High, escola onde estuda, Lucas tem de lidar com a pressão do pai e o temperamento forte do irmão Nathan. Além disso, ele se apaixona por Peyton Sawyer (Hilarie Burton), namorada do irmão e cheerleader do time. Para piorar, Brooke Davis (Sophia Bush), melhor amiga de Peyton, se apaixona pelo jovem. Nathan usa Haley (Bethany Joy Galeotti), melhor amiga de Lucas, como alvo para atingir o garoto. Porém, seus planos dão errado, e ele acaba se apaixonando pela moça. Lutando pela aceitação do pai e enfrentando brigas com o irmão, Lucas tem de equilibrar sua vida emocional com o basquete. Era como uma Malhação americana, tinha tudo que realmente acontecia na vida real. E com o tempo foi colocando assuntos mais atuais como drogas, bullying, etc.

 

Revenge –  Vingança é um prato que se come cru

Drama envolvente que até influenciou o enredo da novela Avenida Brasil. Quando Amanda Clarke era criança seu pai foi preso sob a acusação falsa e injusta de terrorismo, sendo julgado e condenado à prisão, onde acabou sendo assassinado. Após alguns anos, Amanda – usando o nome Emily Thorne – volta aos Hamptons para se vingar das pessoas que destruíram sua família e causaram a morte de seu pai. Amanda sente que teve a vida destruída por essas pessoas que armaram contra seu pai, fazendo com que ela passasse sua infância no reformatório, uma detenção juvenil. Quando completou 18 anos, ela foi solta, mudou sua identidade e recebeu a herança de seu pai, além de uma caixa contendo detalhes sobre as pessoas que arruinaram a vida deles. Seu principal alvo é Victoria Grayson, matriarca da família Grayson, que amou e traiu seu pai.

The OC –  A melhor série que já existiu

Orange County (de onde vem a sigla O.C.) é um paraíso localizado na Califórnia onde tudo aparenta ser extremamente “perfeito”. Porém, por trás dos muros das mansões, mundos são destruídos, pessoas desmascaradas e segredos vêm à tona.

Ryan Atwood é um adolescente problemático que sempre se mete em roubadas (por causa do irmão), que, ao chegar em Orange County com Sandy Cohen, um advogado público idealista que evita que Ryan vá para a prisão, convida-o para viver em sua mansão (devido ao fato de Sandy se identificar com Ryan na sua adolescência).

Kirsten Cohen, a esposa perfeita de Sandy Cohen, não fica feliz com a mudança de Ryan para a sua casa. Sua maior preocupação é que o comportamento de Ryan afete seu único filho, o adolescente Seth Cohen, um sonhador ingênuo e apaixonado pela colega de escola, Summer Roberts, uma popular patricinha que no começo da temporada se interessa por Ryan, mas depois se apaixona pelo sarcástico Seth.

Enquanto isso, Marissa Cooper, a garota da casa ao lado dos Cohen e melhor amiga de Summer Roberts, namora o atleta de pólo aquático da escola Luke Ward (um garoto que a trai o tempo todo) e vive num mundo de fantasia e luxo. Até que seu pai, Jimmy Cooper, se envolve em um escândalo financeiro e perde todo o dinheiro da família. O mundo idealizado por Marissa cai em ruínas e sua mãe, Julie Cooper, uma mulher interesseira que só pensa em dinheiro, se encarrega de separar a família, que até então parecia “perfeita”.

Depois de Ryan conhecer o lugar que iria “passar o final de semana”, ele conhece Marissa, que o convida para um desfile e depois para uma festa na casa de sua outra amiga, Holly. É neste ponto que Ryan se encontra pela segunda vez com Luke (sendo a primeira quando conheceu Marissa), batendo em seu “irmão” Seth, e os dois se metem em uma luta, por esse e outros motivos, Ryan vira o maior inimigo de Luke, diminuindo menos ainda a chance de Ryan virar amigo de Marissa.

13 citações do livro “13 reasons why”

Fiquei tão envolvida na história de Hannah que salvei algumas das minhas frases preferidas da série.

Era exatamente isso que eu queria para mim. Queria que as pessoas confiassem em mim, apesar de qualquer coisa que tivessem ouvido. E, mais do que isso, queria que me conhecessem. Não aquilo que pensavam saber a meu respeito. Mas eu de verdade.

 

Ao me conscientizar de que ninguém sabia a verdade a respeito da minha vida, meus pensamentos sobre o mundo ficaram abalados.
Como se estivesse dirigindo por uma estrada acidentada e perdendo o controle do volante, sendo jogada – só um pouquinho – para fora da pista. As rodas levantam poeira, mas você consegue puxar o carro de volta. Mesmo assim, não importa que esteja segurando bem firme no volante, não importa o quanto esteja se esforçando para tentar guiar em linha reta, algo fica empurrando você para o lado. Você já não tem quase mais nenhum controle sobre nada. E, a certa altura, a luta se torna excessiva – cansativa demais – e você considera a possibilidade de largar tudo. De deixar acontecer uma tragédia… ou seja lá o que for.

 

Uma pessimista? Uma otimista? Nenhuma das alternativas. Uma idiota.

 

Como você está se sentindo hoje?
– Neste exato momento?
– Neste exato momento.
– Neste exato momento, me sinto perdida, eu acho. Meio vazia.
– Vazia como?
– Simplesmente vazia. Simplesmente nada. Não me importo mais.

 

– Preciso que a coisa pare.
– O que precisa parar?
– Preciso que tudo pare. As pessoas. A vida.

Você não pode interromper o futuro, nem modificar o passado. O único jeito de descobrir este segredo é apertando play►.

Escuto mais de perto.

Às vezes não tem ninguém em volta para mandar você ficar quieto…
Às vezes você precisa ficar em silêncio quando está completamente sozinho. Como eu, agora, neste instante. Shh!

Se meu amor fosse um oceano
Não haveria mais terras.
Se meu amor fosse um deserto
Você só enxergaria areia.
Se meu amor fosse uma estrela_ tarde da noite , luz apenas
E se meu amor pudesse criar asas,
Eu estaria voando nas alturas

Aquele que luta com monstros deve cuidar para não se tornar um monstro.

Fiquei pensando em suicídio. Na maioria das vezes, era apenas um pensamento passageiro. Eu queria morrer. Pensei nessas palavras muitas vezes. É algo difícil de dizer em voz alta. É ainda mais assustador quando você sente que pode estar falando sério.

Às vezes, quando não há justiça, você precisa cuidar disso

Eu quis ligar pra alguém. Contar o que tinha acontecido, e que doía. Mas não havia ninguém ali. Ninguém com que eu pudesse contar. Ninguém disposto a abrir mão do sono para ouvir minhas queixas. Ninguém que se importasse. Então eu virei pro lado e a dor veio. Rápida. Forte. Devastadora. Senti minha alma se rasgando ao lembrar daquelas palavras. E dói. Ainda dói.”

 

A julgar pela sua aparência, deve estar sofrendo o bastante por hoje.

Crítica “13 Reasons Why ” (contêm spoilers)

Assisti ao trailer da nova série da Netflix 13 Reasons Why e fiquei super ansiosa para ver. Então, fiz uma maratona neste sábado, só para falar a vocês o que achei da história.

A série é baseada no clássico romance de Jay Asher, que conta a história Clay Jensen, um tímido estudante do ensino médio, volta para casa da escola um dia e encontra um pacote enviado anonimamente, em sua porta. Após a abertura, ele descobre que são sete fitas cassete gravada pela falecida Hannah Baker, sua colega que recentemente cometeu suicídio.  Nas fitas, Hannah explica á treze pessoas como eles desempenharam um papel na sua morte, apresentando treze razões que explicam porque ela se matou.

Desde o inicio é incrível como o enredo nos prende, nem acreditei que havia chegado ao fim, quando cheguei. E posso dizer que fiquei por todo esse tempo esperando que Hannah não estivesse morta, foram tantos mal entendidos, mentiras e fofocas que achei que não era possível que isso realmente fosse acontecer, mas é sempre assim. Não é? A vida real não tem final feliz.

A série é intensa, traz sexo, drogas, estupro, etc. Nos faz ver os dois lados da história, como o bullying afetou Hannah e como os agressores foram afetados. Mais do que isso, mostra como o relacionamento entre pais e filhos afetam nas nossas escolhas. Existem alguns pontos que eu gostaria de abordar, mas se você ainda não viu a série e quer evitar spoilers, não leia o paragrafo a seguir.

Primeiramente vou falar um pouco sobre cada um dos treze porquês de Hannah ter se matado.

  1. Justin Foley, deu o ponta pé oficial na depressão de Hannah ao tirar a foto e dar a entender que houve algo a mais, por mais que não tenha espalhado o boato ele não fez nada para impedir, mesmo sabendo o quanto Hannah era uma garota legal. Na minha opinião, tem culpa.
  2. Alex Standall, deu brecha para iniciar um grande assédio sexual para cima de Hannah, mas ao mesmo tempo, quantos de nós nunca falamos o que um ou outro tem de bom ou ruim em cada na adolescência? Eu acho que ele teve culpa em envolver Hannah em algo que ela não tinha nada a ver, mas a escola foi a culpada por deixar aquilo se espalhar. perpetuando assim a reputação de promiscuidade dela.
  3.  Jessica Davis, diria sua ex-melhor amiga, foi totalmente ridícula em não acreditar na amiga e ainda se envolver com Justin. No fim ela estava tão perdida quanto os outros, pois havia sido vítima e nem sabia.
  4. Tyler Down,  fez com que Hannah se sentisse mais insegura ainda e contribuiu para que mais um boato fosse espalhado pela escola, talvez por sofrer bulliyng ele não tenha tanto poder, mas ele tinha provas de tudo e poderia ter acabado com aquilo há muito tempo.
  5. Courtney Crimsen, de todos os envolvidos, acho que é o que eu mais entendo, imagino a vida que ela teve, exatamente pelo mundo ser como é.  Apesar de ser  manipuladora e usar as pessoas para a sua popularidade. Eu imagino a pressão que ela deve sentir dos pais e da sociedade, afinal se ela se assumir gay será mais um índice para todos dizerem que casais gays não podem adotar. Claro não retiro a culpa dela, pois ela poderia ter evitado a morte de Hannah , sem contar que um beijo não diz nada. Sei lá que adolescentes mais bregas são esses?
  6. Marcus Cooley, um babaca, simplesmente isso. Um cara escroto que simplesmente fez o que fez porque quis e nem mesmo depois sentiu remorso.
  7. Zach Dempsey,  após ser rejeitado muitos de nós pode pensar em querer ferrar com o outro, mas Zach poderia ter feito algo mais, se imposto, entendo que essa fase não é fácil para se impor e ser quem quiser ser, mas ele poderia ter feito algo.
  8. Ryan Shaver, acredito que vazar o poema realmente seria algo bom para Hannah, ela com certeza se tivesse conseguido seguir em frente teria visto aquilo como um rompimento da zona de conforto e se dedicaria mais a escrita. No entanto Ryan fez isso por puro egoismo e nem mesmo pensou no que ela poderia sentir.
  9. Justin Foley (mais uma vez), é mais do que certo que Justin é parcialmente responsável pelo estupro de Jessica. Mas Hannah também poderia ter feito algo, a questão é será que alguém a ouviria?
  10. Sheri, estava dando uma carona para casa de Hannah da festa onde Jessica foi violentada, quando ela bateu o carro e derrubou um sinal de “pare”. Mais tarde naquela noite, um idoso foi ferido e um estudante de sua escola foi morto em um acidente causado pela falta do sinal. Um erro pequeno, grandes consequências.
  11.  Clay Jensen, o cara certo. Clay não era para estar na lista, mas ela mandou as fitas porque lamentou nunca ter a oportunidade de conhecê-lo melhor. Além disso, ela sente que lhe deve uma explicação para seu comportamento. Acho que Clay é tão culpado quanto Hannah nesse jogo, em uma série que aborda o feminismo em várias formas, acho estranho ela nunca ter tentado falar com Clay o que sentia, afinal não cabe somente ao homem dar o primeiro passo.
  12. Bryce Walker,  o MAIOR CULPADO DE TODOS, abusou sexualmente de Jessica e Hannah, sem contar outras meninas que provavelmente ele também deve ter abusado. Mesmo Hannah admitindo que ela não tentou o impedir, acho que já sabemos que é preciso ter um consentimento sólido para um ato sexual acontecer e é visível que Bryce  se aproveitou dos boatos que se espalharam na escola.
  13. Sr. Porter, talvez o segundo maior responsável pela morte de Hannah, mas eu imagino a vida desse conselheiro que atende centenas de alunos e precisa dar a atenção correta a cada um deles e reponde por isso, o conselho da escola que deveria ajudá-lo esconde coisas assim como todo adolescente.

Todo o enredo mostra uma posição complicada para os envolvidos entre adolescentes sem autoestima, agressores, professores e pais. Acho que a maior responsabilidade é dos pais e é possível ver a mudança de Hannah com a família ao longo dos episódios, não tem como dizer que não havia indícios e pior a situação dos pais, depois da morte de não saberem o que a levou a fazer isso só mostra o quanto eles estavam mais afastados da filha do que imaginavam.

Por fim, quero dizer que eu entendo Hannah, há momentos na vida de quem sofre com depressão que acabar com a vida parece a melhor opção. Não encontramos saídas e nos vemos como o maior problema na vida de quem amamos, recentemente eu mesma pensei em fazer algo assim, na verdade eu não teria coragem de me matar, mas tinha vontade de morrer. São situações parecidas, mas não semelhantes. Ao assistir a cena de suicídio de Hannah eu me imaginei naquela situação. Depois de passar por tantos problemas e se sentir tão sozinha e abandonada ter aquele tempo, aquele intervalo entre cortar os pulsos e morrer definitivamente, seja a pior das solidões encaradas.

Essa série mexeu comigo de uma forma bem complicada, me vi na pele da Hannah, não por sofrer bullying mas por sofrer com a depressão e chegar a pensar que meu único fim era esse. Se você também se sente ou sentiu assim, procure ajuda, seja com quem for, não deixe de tentar continuar vivendo.

Invasão Zumbi – Meu mais novo favorito filme de Zumbis

Zumbis estão na moda e já faz alguns anos. The Walking Dead, Zumbilândia, Meu Namorado é um Zumbi e outros filmes e séries tem provado que há sempre como fazer algo diferentes com zumbis.Hoje vou falar sobre o último filme que assisti, talvez o melhor nesse estilo, o Invasão Zumbi (2016).

Esse filme me surpreendeu e muito, não imaginava que os coreanos eram tão bons em filmes de terror. Confesso que quando assisti Seoul Station,do mesmo diretor Yeon Sang-ho,  apesar de ter gostado, não se tornou meu favorito, na verdade até cochilei um pouco. Mas Invasão zumbi, é um filme tão tenso que posso  dizer que é o meu favorito. Existem alguns detalhes que eu tiraria, tipo a tentativa de fazer uma avalanche de zumbi estilo Guerra Mundial Z, ou alguns efeitos toscos. Mas de forma geral esse filme foi ficando tão tenso a medida que a historia ia acontecendo que é impossível não se concentrar.

Antes de falar mais, veja o trailer:

 

Sinopse:
Em um trem de alta velocidade com destino à cidade de Busan, na Coréia do Sul, um vírus misterioso que transforma as pessoas em zumbis acaba se espalhando de maneira devastadora. A cidade de destino da locomotiva conseguiu com sucesso se defender da epidemia, mas até chegar lá eles deverão lutar pelas suas sobrevivências.

Como viram, o trailer é bem tenso. De forma geral é mais uma obra de zumbis, com contaminação rápida, aspecto apocalíptico e poucos sobreviventes. O engraçado é a cultura coreana que mesmo sendo muito mais empática que a do brasileiro, o que floresceu, em um momento de sobrevivência, foi o egoismo. E é exatamente assim, que esse filme se tornou um dos meus favoritos, ver a verdadeira face das pessoas. Adoro fazer umas análises do tipo: O ser humano é animal, vive de instintos e quando está em perigo mostra isso.

No fundo eu adoraria que todos as pessoas agissem de forma correta, mas sabemos que não é assim. E nesse filme, até o final vemos que o problema não é a infecção mas sim a ignorância e a falta de empatia. Porque por muitas vezes tudo poderia ter sido evitado. Também existem pessoas dando suas vidas em troca de outras mas a arrogância predomina.

Eu que, particularmente, adoro zumbis sei o quanto é clichê esses tipos de personagens, Mas esse cara, superou todos os vilões possíveis de outros filmes. E sem dúvida é o mais FDP de todos. Acho que mais que o Negan e olha que ele matou o Glenn.

Enfim, não vou falar mais, porque senão vou contar a história. Então assista e venha aqui dizer o que achou.

 

Água Negra um ótimo filme de terror

Ontem, terça-feira de carnaval, último dia de fevereiro decidi assistir alguns filmes. Entre eles um filme já antigo, mas muito bom: Água Negra.

O filme conta a história de Dahlia Williams que está tentando começar uma vida nova, pós-divórcio, ao mudar-se para um novo apartamento. Dahlia quer se dedicar a sua filha Ceci, mas a separação se transforma em uma complicada batalha pela custódia da criança. Para piorar a situação, o apartamento onde estão possui barulhos misteriosos, vazamentos constantes de uma água negra e fatos estranhos. Acreditando ser vítima de um assustador jogo mental, ela tenta juntar as peças do enigma e descobrir o que está acontecendo

Água Negra é um remake americano de 2005, do filme de terror japonês Honogurai mizu no soko kara de 2002 e foi o 1º filme em língua inglesa dirigido pelo cineasta brasileiro Walter Salles. Apesar de ser um filme bem parado, eu gostei da temática utilizada. Parece muito com o primeiro filme O Chamado, que eu achei sensacional. Claro que muito disso tem a ver com ser um filme japonês, mas achei estranho que apesar de ser tão bom quanto O Chamado, essa história não fez sucesso. Pelo menos eu, que adoro filme de terror, nunca havia ouvido falar.

Procurando saber mais sobre o filme, descobri que na verdade o nome Dark Water (Agua Negra) é o título inglês de uma coleção de contos de Koji Suzuki, o livro foi publicado pela primeira vez em 1996, e lançado em 2004 em tradução inglesa.

A coleção contém sete histórias, além da que dá origem ao filme, e uma trama extra formando o prólogo e epílogo.

Contos

  • Flutuante (浮遊 す る 水, Fuyū Suru Mizu) – a inspiração para o filme Água Negra de Hideo Nakata. É a história de uma jovem mãe e sua filha que se refugiam de um divórcio confuso em um prédio de apartamentos degradado. A mãe descobre que uma menina desapareceu do edifício um ano antes, e começa a investigar a conexão entre o seu desaparecimento e uma série de eventos terríveis ocorrendo em torno do apartamento.
  • Solitary Isle – um jovem começa a descobrir a verdade por trás do barco de seu amigo morto que ele deixou sua namorada nua em uma ilha no meio da Baía de Tóquio.
  • The Hold – um pescador que bate sua esposa e seu filho tenta descobrir a razão para o desaparecimento de sua esposa, e por que ele tem uma dor de cabeça palpitante.
  • Dream Cruise – um jovem é convidado para fora em um mini-cruzeiro por um casal que deseja seduzi-lo em um esquema de vendas pirâmide. Em breve, coisas estranhas começam a acontecer com o barco. Dream Cruise foi adaptado para o Masters of Horror Showtime série de rede de cabo em 2007 e foi dirigido por Tsuruta Norio.
  • Adrift – a tripulação de uma traineira de pesca acontece em um iate abandonado, semelhante em situação para a Mary Celeste. Os direitos do filme para esta história foram opcionais.
  • Aquarelas – uma trupe dramática amadora arranja uma peça em uma discoteca convertida, mas coisas estranhas começam a acontecer no andar de cima.
  • Floresta sob o mar – a única história na coleção para não ter nenhum elemento real sobrenatural qualquer. Dois exploradores descobrem uma caverna inexplorada, mas ficam presos. O autor aqui explora as emoções de arrependimento e saudade. Ele se relaciona com a história do epílogo.

Achei muito interessante esse livro e fiquei com vontade de ler, caso eu encontre lerei. Bom hoje vou ficando por aqui, o filme está disponível na Netflix e no Youtube. Assista e comente aqui o que achou.