Saindo da Zona de Conforto

Hoje fiz 8 dias de cirurgia e decidi gravar o vídeo, nele to falando um pouco como foi a cirurgia e o pós-operatório.

Além disso, queria colocar aqui como tem sido minha alimentação.

  • 8h – Suco ou chá
  • 10h – Suplemento BEM MAX
  • 12h – Caldo Cristalino
  • 14h – Gelatina
  • 16h – Suplemento BEM MAX
  • 18h – Suco
  • 20h – Caldo Cristalino
  • 22h – Chá

Somente liquido, um total de 50 ml por refeição ( um copinho de café), exceto o Suplemento que preciso tomar 200ml por dia e tomo 100ml de dia e 100ml de tarde. Além disso tomo água, água de coco e Gatorade o dia todo para ficar hidratada.

Se alguém tiver alguma dúvida, pode me perguntar.

Voltando por aqui…

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje faz exatamente três dias que fiz minha cirurgia e posso dizer que agora estou me sentindo bem disposta e me deu vontade de escrever. Eu não estava com dor, mas estava estranha, sentindo um desconforto. Mas agora já estou melhor e decidi voltar.

Como to em casa sem muitas ideias do que escrever, encontrei um vídeo que mostra exatamente como é a cirurgia que fiz então decidi postar aqui.

Em breve gravo um vídeo falando como estou me sentindo e escrevo um texto também, vou voltar a me programar.

Eu que mando

Sempre gostei de pensar que sou uma pessoa sem preconceitos e super mente aberta, mas confesso que existem alguns tabus na minha mente que são difíceis de tirar.

Esses dias mesmo falei aqui sobre a cirurgia bariátrica que vou fazer, confesso que antes de saber exatamente o que era, eu imaginava sendo uma maravilha, que adoraria fazê-la apenas pelo fato de poder emagrecer comendo… ingenuidade pura…rs

Hoje sei de todos os complexos dessa cirurgia, mas vim aqui falar sobre outra coisa. Vim falar sobre a vergonha, receio, medo de abrir o jogo e falar sobre ela. Não só pelo preconceito externo que é amplamente divulgado por aí, mas pelos meus medos, os internos que me faziam, e as vezes ainda fazem, acreditar que eu estou errada.

Eu, por um tempo, dizia que se tivesse dinheiro mudaria tudo em meu corpo, inclusive a cor da minha pele. A aceitação veio depois de alguns anos, mas ainda lutava, vou ser plus size, não vou, sou linda de qualquer jeito, não sou não. E etc. Tive apelidos como Rouge, por causa da girlband, me chamaram e Preciosa, sim por causa do filme. E odiava. Afinal, ninguém quer ser chamada de preta ou gorda. Não se vê mulheres acima do peso, negras conquistando corações por aí.

Mas isso não é só questão de representatividade, não é porque eu vejo a Cacau Protasio em uma novela ou filme, arrasando corações que eu vou aceitar meu corpo. É preciso ter na mente que eu posso sim querer mudar. E isso também foi um desafio, pois ao me assumir preta, gorda e feminista. Não poderia pensar que poderia ter um corpo de Beyoncé, e sair por aí conquistando corações.

Outra guerra mental, outra disputa interna. O que fazer? Não consigo me aceitar como sou, nem posso mudar, pois estaria contra meus próprios princípios. Mais uma ficha cai, ou sei lá qual a gíria atual para isso,  então decidi: EU POSSO FAZER O QUE EU QUISER.  O corpo é meu. E se ninguém está pagando minhas contas, porque eu deveria dar satisfações?

Então, você, que está aí pensando se deve ou não ter um filho, pintar o cabelo, usar aquela mini saia. Faça o que você quer! Não deixe que ninguém diga o que pode ou não fazer…

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Estive fora…

Estive fora, não porque estava mal. Acho que é a primeira vez em um bom tempo que isso acontece. Estive fora, porque estava ocupada. Sim, finalmente acabei minha pós, acabei de entregar meu Artigo e posso voltar a dedicar meu tempo para meu blog lindo.

Como sabem, porque eu falei sobre isso AQUI, em breve vou operar e precisava resolver umas coisas antes disso. Agora posso apenas focar no que realmente importa, em mim.

Sim, agora é hora de concentrar, iniciar o processo de recuperação e aproveitar essa entrada e saída do casulo para nascimento da borboleta que há em mim.

Não desanimem, estarei de volta, o mais rápido que eu puder e com muitas novidades e a autoestima lá em cima.

 

21 fotos que revelam a carga emocional da cirurgia bariátrica

Como falei aqui no blog sobre as pessoas se aceitarem como plus size, decidi falar sobre o outro lado, pois para algumas pessoas isso não é tão simples. Eu mesma já tentei por muitas vezes emagrecer, tenho diversos problemas de saúde que dificultam o meu emagrecimento, mas estou trabalhando para melhorar.  E confesso, tentar viver em um mundo com tantos padrões inalcançáveis, é quase impossível ser feliz consigo mesma.

Hoje, vou compartilhar a história de Samantha Geballe, fotógrafa que começou a se auto-retratar em 2013, um ano antes de fazer a cirurgia de bypass gástrico, e continua a fotografar-se até hoje – quase quatro anos desde o procedimento.

Suas fotos, quando vistas todas juntas, representam um grande ponto de reviravolta em sua vida: o momento em que ela começou a aceitar seu corpo.

“Eu não percebi até depois de ter feito o bypass gástrico, não tinha idéia do que eu parecia”, disse Geballe. “Por algum tempo depois, não consegui controlar meus pensamentos ao redor do meu corpo. Não reconheci a pessoa refletida diante de mim”.

Tão imensa como as mudanças físicas de Geballe foram após a cirurgia – ela diz que ela é “dois adultos menores” do que ela antes – o procedimento também teve um impacto emocional incrível nela. Foi apenas através da fotografia que Geballe encontrou uma maneira de processar esses sentimentos de alienação de seu próprio corpo.

“Tornou-se uma maneira de ser gentil comigo mesmo”, diz ela. “Eu continuo me fotografando agora porque preciso ver. Preciso me ver. Quero entender e me aceitar”.

Geballe ainda está aprendendo a estar em paz com seu corpo, mas com a distância emocional que a fotografia dela lhe dá, ela já aprendeu que a auto-aceitação começa de dentro: “Se eu sou infeliz, eu ficarei uma magra infeliz. É importante aceitar seu corpo, mesmo que não seja o que você quer que seja. “

Ela espera que seus espectadores encontrem conforto em suas fotos e, sabendo que alguém lá fora também está trabalhando para o amor próprio.

“Eu acredito no valor infinito da conexão, e é assim que eu combato a vergonha que sinto”, diz Geballe. “No final do dia, nossas vidas podem não parecer nada, mas talvez compartilhássemos sentimentos semelhantes”.

Confira abaixo uma seleção do trabalho de Geballe: