8 séries ótimas que mostram que o empoderamento feminino está cada vez mais forte

O empoderamento feminino é a maravilhosa atitude (ou milhares delas) que algumas mulheres têm em relação ao patriarcado e a sociedade machista – mostrando que a luta pela igualdade de gênero está cada vez mais forte.

Para homenagear essas mulheres, o Papelpop resolveu fazer uma listinha com algumas personagens de diversas séries que mostram em seu cotidiano o quão poderosas as mulheres podem ser!

[ALERTA DE SPOILER – O texto faz um breve resumo das personagens de algumas séries, porém pode ser que alguma das informações sejam spoilers.]

How To Get Away With a Murder

Antes de falar de “How To Get Away Wiht a Murder”, vale lembrar que a Shonda Rimes, produtora executiva da série, arrasa no que faz quando o assunto é empoderamento. Ela também participa da produção de Scandal e Grey’s Anatomy.

Voltando à série, “HTGAWM” é estrelada pela musa suprema Viola Davis, que interpreta uma advogada super bem sucedida e professora de direito criminal que segue a linha bem durona com seus alunos. Ela prova o quanto as mulheres podem ser assertivas, estrategistas, objetivas, calculista e brilhantes. A cada causa que ela ganha (e faz tudo que pode para ganhar), ela representa, além do empoderamento feminino, a representatividade negra. Annalise Keating é realmente uma inspiração para mulheres em todo o mundo, principalmente aqui, num país como o nosso, que sofre preconceitos de gênero e raciais!

Sobre o fato de ela ser uma mulher bem durona, não vamos dar spoilers, mas são muitos os motivos que a tornaram assim. E o fato dela conseguir superar tudo e ser tão bem sucedida, mostram quão forte ela é.

Ah, e pra quem não sabe, a atriz Viola Davis ganhou o Emmy de Melhor Atriz na categoria “Série Dramática” com “How To Get Away With a Murder”, sendo a primeira negra a conquistar o prêmio.

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Jessica Jones

Ela é quem dá nome a série, é quem protagoniza e é quem nos ensina a lutar como uma garota! Inspirada nos quadrinhos da Marvel, “Jessica Jones” veio pra provar que histórias em quadrinhos estão longe de fazer parte de um universo restrito aos garotos.

A personagem Jessica Jones (Krysten Ritter) mostra pro mundo que mulher não é sinônimo de doçura, muito menos de fragilidade – ela tem o poder da super força, e pode dar saltos super altos. Além disso, ela não se importa com a moda, vive num apartamento super desorganizado e bebe álcool absurdamente. Todas as regras que a sociedade impõem para as mulheres são simplesmente ignoradas e pisadas pela personagem.

Outro ponto interessante, é a maneira incrível como a série aborda o relacionamento abusivo vivido por Jessica e o vilão Killgrave (David Tennant), que estabelece um terrorismo psicológico muito grande sobre ela.

Isso sem falar nas cenas românticas protagonizadas por Jesica e Luke Cage (Mike Colter), que também tem superpoderes, e que na hora do sexo é segue os comandos da protagonista.

A primeira temporada de “Jessica Jones” está disponível na Netflix e a segunda temporada já foi confirmada.

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American Horror Story

Pra quem não sabe, “American Horror Story” é uma série que a cada temporada muda sua narrativa, porém utilizando os mesmos atores. Nesse tópico, vamos falar especificamente da segunda temporada, vivida num manicômio.

Lana Winters (ou Lana Banana rs), vivida por Sarah Paulson, é uma repórter que, no início dos anos 60, deseja realizar uma reportagem nas instalações desse tal manicômio, com a certeza de que isso garantirá sua ascensão na carreira. Acontece que as entidades religiosas que governam o local não aceitam isso muito bem e a insistência de Lana acaba lhe custando caro.

Sem muitos spoilers do que acontece com Lana nessa jornada, podemos afirmar que ela se mostra uma mulher extremamente forte e determinada. Primeiro, pelo fato dela ser uma repórter e buscar seu lugar ao sol numa década onde mulheres tinha a “função social” de manter o lar. Segundo porque, apesar de não tornar público, Lana é lésbica e isso lhe faz pagar um preço muito alto na trama. Muitos são os sofrimentos vividos pela personagem, principalmente aqueles acarretados pela sua orientação sexual e por ser mulher, mas ela tem uma história de superação incrível que prova o quão fortes nós podemos ser!

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Game of Thrones

Sabemos que a série traz muitas personagens poderosas e poderíamos facilmente falar de várias delas. Mas vamos falar aqui da Daenerys Targaryen (Emilia Clarke), também conhecida por Filha da Tormenta, a Não Queimada, Mãe de Dragões, Rainha de Mereen, Rainha dos Ândalos e dos Primeiros Homens, Senhora dos Sete Reinos, Khaleesi dos Dothraki, a Primeira de Seu Nome e por aí vai. Lá na primeira temporada, vemos a moça totalmente submissa aos comandos do irmão, que manda e desmanda no corpo dela, e a vende para o rei dos Dothraki em troca de um exército. Só que essa mudança na vida da personagem, a qual ela não tem escolha nenhuma, lhe causa uma transformação profunda – e não é pouco o sofrimento dela a chegar no novo reino.

Com o passar dos capítulos e temporadas, Daenerys passa por muitos momentos difíceis, mas que lhe trazem um poder enorme. Ela descobre que em seu sangue corre a genética dos dragões, herança de sua família, e se torna a mãe dos dragões. A partir daí, ela toma a frente do exército e entra na luta pelos Sete Reinos. Numa série onde as mulheres são tratadas como inferiores e não tem espaço na luta política, Daenerys representa muito bem o poder feminino.

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Sense 8

Entre tantos motivos para assistir essa série, como roteiro, fotografia, trama inovadora, o empoderamento feminino também é um deles! Pra quem não conhece, “Sense 8” trata de mostrar a história de oito pessoas espalhadas pelo mundo e que estão conectadas de uma maneira sobrenatural. Desses oito personagens principais, quatro são mulheres: Kala (Tina Desai), Nomi (Jamie Clayton), Riley (Tuppence Middleton) e Sun (Doona Bae).

Mas aqui falaremos de duas em especial. Comecemos por Sun, que é mestre em artes marciais e dirige a empresa da família. A Coréia é um país, como tanto outros pelos mundo, patriarcal. Tanto é que, antigamente, as mulheres tinha o “dever” de ter ao menos um filho homem para que ele levasse o sobrenome da família para frente e, em muitos casos, as famílias se entristeciam com a chegada de uma menina primeiro.

Bom, nesse contexto, Sun sofre bastante e chega até a ir para a prisão para acobertar desvios de dinheiro do irmão – já que o escândalo seria muito maior se fosse a público que um homem fez isso. Porém é lindo ver a força sobrenatural que essa personagem tem. Ah, e lembra que citamos que ela é mestre em artes marciais? Pois então, sensacional quando ela é subestimada por ser mulher e lutar e simplesmente humilha a qualquer um!

Outra personagem que merece destaque é a Nomi, que nasceu no corpo de homem e faz uma readequação de sexo. Além disso, a personagem mantém um relacionamento lésbico com Amanita. Infelizmente, sua família não aceita Nomi, nem sua namorada, e insiste em chamá-la pelo seu nome masculino – fato que a incomoda muito. Porém essa é mais uma personagem que tem uma força absurda para enfrentar os problemas!

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House of Cards

Infelizmente, no Brasil e em diversos lugares do mundo, o cenário político é predominantemente dominado pelos homens. Que sorte a nossa seria se mais Claires Underwood mudassem um pouco essa realidade.

Na série, Claire é a mulher de Frank Underwood e, assim como seu marido, é obstinada a lutar pelo poder e, juntos, eles enfrentam a todos para que um dia Frank chegue na presidência dos Estados Unidos.

Claire (Robin Wright) é uma mulher super inteligente, tem interesses em assuntos políticos, tem seu próprio negócio. O legal da série é justamente isso: ela ocupa uma posição que historicamente não é ocupada por mulheres. Além disso, ela optou por uma carreira profissional ao invés de formar uma família (nada contra mulheres que escolham ter família, desde que essa não seja sua única opção).

Em um determinado episódio da série, o tema da desigualdade salarial entre homens e mulheres é trazido à tona – um assunto que deveria ser discutido também no mundo real…

Sem dar muitos spoilers, nas temporadas mais recentes de “House of Cards”, a Claire ainda percebe que ela também não precisa apoiar apenas a ascensão política do marido e começa então a lutar pelo seu próprio poder político, doa a quem doer – inclusive ao Frank.

Participação da mulher na política? Queremos!

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Orphan Black

Óbvío que a série canadense de ficção científica da BBC americana não poderia ficar de fora dessa lista. Orphan Black começa com a golpista Sarah Manning roubando a vida de Elizabeth Childs, uma mulher que se suicidou e é parecida com ela. Porém, no desenvolver da trama, Sarah percebe que ela e Elizabeth são clones e dividem o mesmo material genético!

A atriz Tatiana Maslany interpreta ao menos oito personagens diferentes. Mas, novamente, sem muitos spoilers, vamos direto ao ponto. O legal da série é que personagens mulheres são colocadas como heroínas, deixando super em evidência a autonomia feminina. Isso porque nenhuma delas precisa de homens para salvá-las, elas se resolvem sozinhas.

Essa história de clonagem das mulheres faz com que homens, cientistas e religiosos, tentem interferir em suas vidas e usá-las para reprodução. E elas lutam fortemente, ajudando-se sempre, para provar que são donas de seus próprios corpos. Cada uma tem sua vivência, suas próprias lutas por autonomia, mas sempre sabendo se colocar no lugar da outra – a famosa empatia. Isso de muitas maneiras reflete a realidade das mulheres até hoje na sociedade patriarcal.

Viva ao empoderamento das mulheres de Orphan Black!

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Scandal

Quem conhece a série, automaticamente pensou na diva da Olivia Pope, certo? Interpretada por Kerry Washington, a personagem, ex-funcionária da Casa Branca e criadora da Pope & Associates, trabalha na área de relações públicas livrando seus clientes de escândalos, como o próprio nome da série sugere.

Numa área super delicada, Olivia arrasa, é extremamente habilidosa no que faz e não se amedronta com os homens que tentam intimidá-la constantemente. Além disso, ela não liga para o que pensam e falam dela, a RP faz o que sabe fazer de melhor e pronto. Ver uma mulher, negra, e com uma carreira hiper bem sucedida é algo que a TV não mostrava num passado bem próximo.

Olivia prova que uma mulher não precisa necessariamente ter um homem ao lado. Quer ser feliz num casamento? Pode! Não quer? Você pode viver sozinha em seu apartamento próprio e ser muito feliz assim!

Outra série de Shonda Rhimes, outra mulher empoderada!

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E aí, gostou da seleção desse time de mulheres empoderadas e poderosas? Quem mais você agregaria a essa lista?

 

Repost – Papel Pop

Gostosas, Lindas, Sexies e EMPODERADAS… SQN

Assisti ao filme Gostosas, Lindas & Sexies e vim aqui falar um pouco sobre essa obra e discutir o verdadeiro empoderamento feminino plus-size. O filme conta a historia de quatro mulheres acima do peso, que tem problemas de relacionamento, família, trabalho e etc. Beatriz (Carolinie Figueiredo), Tânia (Lyv Ziese), Ivone (Cacau Protásio) e Marilu (Mariana Xavier) são amigas inseparáveis. que passam por uma reviravolta na vida.

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Tenho de ser sincera, achei que o filme seria muito mais legal, principalmente pela maravilhosa Cacau Protásio que eu AMO e admiro. Mas, infelizmente, o filme foi uma nota 5. Tem momentos muito engraçados e bons, mas também alguns que são muito manjados e meio sem cabeça. Por exemplo o inicio do filme, eu esperava algo mais Pense como Eles, algo que desse introdução a cada personagem, mas ficou com aquela enrolação para a festa e eu não entendi nada.  Sem contar o susto que levei com a geladeira falante, que ninguém me disse que era a geladeira e eu pensei que era o estômago da Beatriz.

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Tirando os problemas de continuidade, verdadeiro erro de edição, vamos falar sobre o falso empoderamento vendido no filme, você assiste ao trailer, acha que vai ser de fato um filme que empodere as gordinhas do Brasil, mas não vê nada fora do padrão, tirando as medidas das atrizes. Como li a critica do site Adoro Cinema, vou colocar aqui algo que concordo em número, gênero e grau:

O filme apresenta uma aura moderninha, com mulheres que rompem com o padrão de beleza e se mostram pessoas com personalidade, independentes, que lidam normalmente com o sexo e o álcool. Infelizmente, no entanto, o roteiro escrito por Vinícius Marquez perde a chance de investir de fato na história de empoderamento que aparentemente parecia querer contar. Ao invés disso, promove uma trama extremamente quadrada ao ponto de julgar suas protagonistas.

A primeira é uma jornalista de uma revista importante e que, nas horas vagas, dedica seu tempo ao seu “blog de gordinhas”. Ivone lidera uma grande franquia de salões de beleza, enquanto que Tânia tenta a sorte como atriz, em meio a um casamento fracassado. Marilu pula de emprego a emprego, e possui um grande segredo.

Também é extremamente moralista ao colocar uma mulher dançando embriagada numa festa para na sequência colocá-la dizendo que estava agindo como uma “vadia alucinada”. Sem contar que num filme sobre amizade, é irreal que uma mulher faça algo de anormal numa festa sem que nenhuma das amigas – estavam todas lá – venha a sua ajuda.

Chega ao ponto de colocar uma de suas protagonistas largando tudo para seguir o sonho do parceiro. Em outro foco, mostra uma mulher cedendo aos “encantos” do agressor, traz outra que deixa um casamento e rapidamente embarca em outra relação e, por fim, apresenta uma mulher com um quarto misterioso e envergonhada por uma prática pra lá de inofensiva.

É maravilhoso ver um filme estrelado por quatro mulheres. É péssimo ver um filme estrelado por quatro mulheres que passam praticamente o tempo todo falando de homens e de suas relações. Se ao mesmo tempo, o longa parece promover a diversidade, ele também se revela bastante preconceituoso. Em determinado momento, a editora da revista em que Beatriz trabalha pede que ela faça uma matéria em uma aldeia de índios para descobrir o motivo dos índios serem gordos mesmo se alimentando de produtos naturais. Chega ao ponto de falar em “panças silvícolas” e “índias de peitos caídos”. Ainda traz um amigo gay que é o máximo dos clichês de gays no cinema. Exagerado, estridente e tratado como “ela”. Ah, um detalhe. O amigo gay é uma geladeira falante.

Destaquei alguns pontos dos quais eu mais concordo, primeiramente o fato de uma mulher bêbada dançar “sensualmente”, galera pelo amor de Deus, ou sei lá o que vocês achem supremo. TODO MUNDO pode beber e dar vexame, isso não é vergonha nenhuma. Quem nunca tomou um porre não sabe o que é viver. Eu sou defensora sim da pessoa saber se divertir ter limites e etc. Eu mesmo tento muito seguir isso e quando acho que não devo beber, não bebo. Mas ela não bebeu por que quis, foi drogada. E pior ficou se julgando como a pior pessoa do mundo, alou mundo, precisamos parar de nos culpar. Isso é normal.

Largar tudo e seguir o parceiro, se apaixonar pelo agressor, vergonhas desnecessárias… nem preciso falar, né? Não acho feio quem larga tudo e vai viver um amor, mas acho que isso precisa ser uma decisão dos dois, e não um cobrando do outro. Ah Nathalia, mas porque você tá falando disso, porque existem mulheres que ainda acham que precisam agradar seus companheiros, eu mesma me pego as vezes pensando isso. Precisamos respeitar nossos companheiros, assim como ele também nos deve respeito, por isso achei errada a traição, mas largar tudo por que ele quer, ou ter filhos porque ele quer, sair do emprego, mudar de emprego, cortar cabelo, trocar de roupa… emfim, fazer qualquer coisa apenas porque ele quer, ou pediu, ou falou que seria mais feliz se… ah não, aqui não.

Se apaixonar pelo agressor, Síndrome de Estocolmo? Pessoal o que ele fez foi mais do que sequestro ele a embebedou para ter relações sexuais. Por favor, vamos com calma nos exemplos usados em filmes. Por fim a vergonha absurda de pintos, nem tenho palavras para isso, simplesmente inaceitável.

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Mulheres não passam o tempo todo falando de homens, apesar de algumas acharem realmente que é isso que move nossas vidas, nós mulheres feministas sabemos que a vida não se resume a ter um companheiro. Ou uma relação. E ver este tipo de pensamento se estendendo em filmes tão “moderninhos” me dá medo. Eles querem manipular até nossa luta por direitos.

Hoje mesmo fiz uma pesquisa, despretensiosa, por frases feministas e cheguei a um marasmo de coisas totalmente inúteis e que acabam com o verdadeiro movimento. São frases do tipo:

Mulher não trai, mulher se adianta!

Homens são todos iguais, só mudam de nome e endereço.

O homem é o rascunho e a mulher é a experiência bem sucedida. Por isso o homem veio primeiro.

Quanto mais lindo, mais babaca.

Pra homem infantil a gente dá Mucilon e não moral.

Mulher que se valoriza, mostra mais o sorriso que a bunda.

Para mim, a ultima é a pior, porque além de ser machista ela coloca a mulher contra ela mesma. Temos de nos unir e nos vermos como irmãs e mais do que isso, Feminismo é a igualdade dos gêneros. E não a exaltação da mulher perante o homem. Enfim, esse falso feminismo é que destrói o conceito da luta e dá gás para que as mulheres sejam “livres” como as personagens do filme.

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Sobre o empoderamento plus-size, encontrei um blog não faz muito tempo e tava esperando para falar sobre ele. Rudz é o blog da Danielle Rudziavicia de Moraes, Biomédica formada e nos últimos anos atuou na área de dermatologia e estética, se dedicando à beleza e à saúde, período em que descobriu que gosta mais do que imagina de maquiagem, cosméticos e moda. Ela tem muitos textos sobre autoestima, valorização e plus-size. Em um dos textos ela diz:

Danielle-Rudz-1.jpgAntes eu desejava usar uma roupa da moda, uma peça de tendência e era obrigada a usar roupas feitas para minha mãe e minha avó! O movimento Plus trouxe inovação, me ajudando também a me libertar de correntes pesadas que me atormentavam sem mesmo eu nem perceber!

Falta ainda um caminho a percorrer. No movimento Plus Size, na moda Plus Size, em mim mesma, no Blog. Mas estou certa de que farei uma reflexão mais leve e terei uma percepção maior do que quero e preciso de verdade para ser feliz!

Isso é ‘Empoderamento Feminino Plus Size!

 

Pois bem, nada como ver o verdadeiro empoderamento, mas se você acha que eu exagerei assiste o trailer e decida se vale a pena ou não assistir.

Data de lançamento 20 de abril de 2017 (1h 50min)
Direção: Ernani Nunes
Elenco: Cacau Protásio, Lyv Ziese, Mariana Xavier mais
Gênero Comédia
Nacionalidade Brasil
Sinopse
No Rio de Janeiro vivem quatro grandes e inseparáveis amigas: Beatriz, Tânia, Ivone e Marilu. Elas vestem manequim plus size e enfrentam todas as aventuras e desencontros amorosos e profissionais que quatro jovens mulheres podem enfrentar na capital carioca, (quase) sempre de bom humor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

23 formas de uma mulher empoderar a outra indicadas por ONGs e coletivos feministas

Repost – BuzzFeed

Pedimos para mulheres à frente de ONGs, coletivos e publicações feministas dar dicas práticas de como mulheres podem empoderar umas às outras. A Viviane Duarte do Plano Feminino, a Maíra Liguori do Think Olga, a Monique Evelle do Desabafo Social, a Nathalia Parra da Frente Feminista Casperiana Lisandra (coletivo de alunas faculdade paulistana Fundação Casper Líbero), a Letícia Bahia da revista AzMina, a Raquel Marques da ONG Artemis e as meninas da revista teen feminista Capitolina responderam com estas sugestões.

1. Seja a amiga que você gostaria de ter.

Valorize as qualidades de suas amigas e faça elas acreditarem que podem fazer acontecer. E sempre dê apoio a uma amiga que precisa de colo.

Revista Capitolina / Instagram / Via instagram.com

Valorize as qualidades de suas amigas e faça elas acreditarem que podem fazer acontecer. E sempre dê apoio a uma amiga que precisa de colo.

2. Não veja outra mulher como rival só por ela ser mulher, no geral.

E, no específico, esqueça a competição com outra mulher por um homem. Não vai ser difamando e agredindo a sua igual que você vai garantir que ele goste de você.

Revista Capitolina / Via revistacapitolina.com.br

E, no específico, esqueça a competição com outra mulher por um homem. Não vai ser difamando e agredindo a sua igual que você vai garantir que ele goste de você.

3. Você não é obrigada a ser amiga de todas as mulheres que conhece – se não curte alguém, se distancie, mas nunca seja a pessoa que diminiu a imagem de uma mulher.

Criticar as roupas, o corpo, a atitude 'barraqueira' de alguém são comportamentos em grande parte misóginos que não precisamos reproduzir.

Plano Feminino / Instagram / Via instagram.com

Criticar as roupas, o corpo, a atitude “barraqueira” de alguém são comportamentos em grande parte misóginos que não precisamos reproduzir.

4. Não aproveite da falta de autoestima de uma mana para ser abusiva (sim, pode acontecer entre mulheres também!).

Instagram: @bobrega

5. Vibre pelas conquistas de outras mulheres.

Desabafo Social / Instagram / Via instagram.com

6. Mostre os trabalhos de outras mulheres para o mundo e não apenas o seu.

Larissa Ribeiro / Revista AzMina / Via instagram.com

7. Se tiver a oportunidade, indique mulheres, quando qualificadas, para uma vaga de trabalho ou uma promoção.

E, na escola ou faculdade, elogie sua colega, mesmo que não sejam próximas. Se ela for inteligente, bondosa, generosa, simpática, diga!

Think Olga / Instagram / Via instagram.com

E, na escola ou faculdade, elogie sua colega, mesmo que não sejam próximas. Se ela for inteligente, bondosa, generosa, simpática, diga!

8. Na escola ou faculdade, não deixe professores sacanas ou colegas cruéis mexerem com as minas, sejam elas suas amigas ou não.

Instagram: @nakedismyfavoritecolor

A escola pode ser um ambiente sufocante e a adolescência é um período difícil. Imagina para aquelas entre nós que têm mais dificuldade em fazer amizades ou que passam por bullying? Precisamos ter empatia e nos defender.

9. Respeite o jeito de cada uma: tanto de quem gosta de ficar em casa estudando como de quem sai e beija muito na boca.

E de todos os espectros possíveis entre um e outro!

Revista Capitolina / Via instagram.com

E de todos os espectros possíveis entre um e outro!

10. Na balada, se um homem for inconveniente com minas na sua frente, pode intervir sim – avaliando o risco, claro.

Instagram: @maravilhosascdb

Casais de lésbicas, por exemplo, são um alvo frequente de quem acha que pode “pedir para participar”.

11. Divulge as organizações que apoiam mulheres que precisam de um aborto, como a Women Help Women ou a safe2choose.

Não há risco legal em divulgar esse tipo de trabalho, mas pode ajudar a salvar a vida de uma mulher.

Think Olga / Instagram / Via instagram.com

Não há risco legal em divulgar esse tipo de trabalho, mas pode ajudar a salvar a vida de uma mulher.

12. Você não precisa se engajar politicamente com tudo: às vezes só dar o exemplo com seu comportamento na vida é uma forma de ajudar outras mulheres.

Artemis / Instagram / Via instagram.com

13. Aprenda a perdoar a sua mãe, mesmo que sua forma de pensar seja muito diferente da dela: ela também é uma mulher em um mundo machista.

Artemis / Instagram / Via instagram.com

14. Ouça. Às vezes mais do que falar sobre feminismo é importante apenas ouvir o que outra mulher pensa, sente e viveu.

Plano Feminino / Instagram / Via instagram.com

15. Converse com mulheres mais novas que você, e também muito mais velhas. O mundo muda muito rápido e às vezes a visão de gerações diferentes pode ser muito esclarecedora.

O cartaz diz 'sem a Hermione o Harry teria morrido no primeiro livro'.

Facebook: artemisong

O cartaz diz “sem a Hermione o Harry teria morrido no primeiro livro”.

16. Sempre respeite o tempo de outra mulher. Ninguém nasce desconstruída.

Instagram: @etieneps

Conhecimento e empoderamento exigem tempo, dedicação e informação. Seja parte do que ajuda, não do que atrapalha.

17. Não use palavras difíceis com outras mulheres que começaram a entender agora o que é feminismo. Não é uma competição de quem sabe mais.

Instagram: @think

Colabore com mulheres que estão querendo saber mais sobre feminismo indicando espaços onde a mulher tem voz, como reuniões de coletivos feministas.

18. Não subestime uma mulher que pensa diferente de você. Se em vez disso você a acolher, pode enriquecer o debate.

Compreenda que existe uma opressão em comum entre nós: o patriarcado, mas que somos diferentes e que temos que aprender a lidar com essas diferenças.

Ana Maria Sena / Via revistacapitolina.com.br

Compreenda que existe uma opressão em comum entre nós: o patriarcado, mas que somos diferentes e que temos que aprender a lidar com essas diferenças.

19. Se conhecer uma mulher vítima de violência doméstica, informe-a e dê apoio emocional – mas jamais cobre uma atitude dela. Ela fará isso quando estiver pronta.

Arte: Larissa Ribeiro para revista AzMina / Via instagram.com

20. Ouça de coração aberto as minas que, além de serem minas, pertencem a outras minorias.

Muito do que vemos e ouvimos na mídia ou na internet sobre pessoas negras, indígenas, mulheres trans, lésbicas e outras minorias vem de pessoas que na verdade não vivem essas realidades, e isso faz muita diferença sim.

Desabafo Social / Instagram / Via instagram.com

Muito do que vemos e ouvimos na mídia ou na internet sobre pessoas negras, indígenas, mulheres trans, lésbicas e outras minorias vem de pessoas que na verdade não vivem essas realidades, e isso faz muita diferença sim.

21. Saiba reconhecer seus privilégios e procure sempre lembrar deles na hora de analisar opressões sofridas por mulheres, sem ficar na defensiva.

Ter privilégios não significa que você fez algo errado, e ouvindo pontos de vista diferente você pode aprender como pode ajudar sem tirar a visibilidade de outras mulheres.

Facebook: ffcasperiana

Ter privilégios não significa que você fez algo errado, e ouvindo pontos de vista diferente você pode aprender como pode ajudar sem tirar a visibilidade de outras mulheres.

22. Se você é uma mulher de pele branca, não afirme que é – ou se sente – negra. Senão, as mulheres negras nunca terão voz.

Instagram: @desabafosocial

Enquanto nos EUA é suficiente uma gota de sangue para alguém ser considerada negra, no Brasil é o fenótipo que decide se as mulheres negras serão ou não estatística – houve um aumento de 54% nos homicídios de mulheres negras e uma redução de 9,8% de mulheres brancas.

23. Trabalhe para que as pautas das negras ganhem mais visibilidade, ainda que o que você possa fazer por isso seja ficando quieta.

Instagram: @estaremosla

Uma mulher branca tem menos chances de levar um enquadro da polícia, e não há nada que você possa fazer de imediato contra isso, mas pode colaborar percebendo seu lugar de fala.

‘Esmagando o patriarcado!’: Uma playlist só com músicas empoderadas para ouvir no último volume

Repost HuffPost Brasil

Poder.

É isso que Karol Conka, Maria Betânia, Gal Costa, Beyoncé, Mc Mayara, Christina Aguilera, Elza Soares e outras mulheres incríveis da música querem que você sinta ao escutar algumas de suas canções.

Elas cantam as lutas diárias das mulheres, gritam por direitos e lembram como as mulheres devem — e podem — desafiar a sociedade patriarcal simplesmente dizendo que elas devem amar seus corpos do jeito que são.

E não é?

Hoje, Dia Internacional da Mulher, é momento de lembrar como ainda precisamos lutar pelos nossos direitos, mas também não esquecer de que ser mulher é bom, incrível, “foda”, no sentido mais positivo possível da palavra.

E, claro, esmagar o patriarcado.

Para isso, selecionamos 30 músicas para ouvir no último volume — e se empoderar ainda mais.

Vem ouvir!