12 personagens que mostram que você sempre foi feminista e não sabia

1. She-ra, a Princesa do Poder – pela honra de Greyskull!

Super independente, ela morava em um planeta diferente dos pais e do irmão, He-Man. Não havia príncipe à vista, mas junto com seu "squad" de rainhas rebeldes ela tocava o terror nos vilões e ninguém mexia com ela não.

Super independente, ela morava em um planeta diferente dos pais e do irmão, He-Man. Não havia príncipe à vista, mas junto com seu “squad” de rainhas rebeldes ela tocava o terror nos vilões e ninguém mexia com ela não.

2. Buffy, a Caça-Vampiros, não ficava em casa esperando o crepúsculo.

As caça-vampiros são uma linhagem de mulheres destinadas a combater o mal, graças a suas várias qualidades como força e determinação. Mas além disso a Buffy também era uma pessoa bem normal que queria ficar de boas, e apesar de amar o vampiro Angel não ficava à mercê dele.

As caça-vampiros são uma linhagem de mulheres destinadas a combater o mal, graças a suas várias qualidades como força e determinação. Mas além disso a Buffy também era uma pessoa bem normal que queria ficar de boas, e apesar de amar o vampiro Angel não ficava à mercê dele.

3. Adriana Esteves quebrava padrões como Catarina em “O Cravo e a Rosa”.

A novela se passava nos anos 20 e a Catarina era super rebelde e anticonformista para a época, se recusando a pagar de mocinha certinha. O corte de cabelo também era bastante icônico.

A novela se passava nos anos 20 e a Catarina era super rebelde e anticonformista para a época, se recusando a pagar de mocinha certinha. O corte de cabelo também era bastante icônico.

4. Com a agente Dana Scully a real sempre esteve lá fora.

Os agentes Mulder e Scully, do clássico sci-fi "Arquivo X", enfrentavam tudo unidos e em total pé de igualdade. Além de tudo ela era uma brilhante cientista e em mais de uma ocasião era ela quem salvava o idealista Mulder.

Os agentes Mulder e Scully, do clássico sci-fi “Arquivo X”, enfrentavam tudo unidos e em total pé de igualdade. Além de tudo ela era uma brilhante cientista e em mais de uma ocasião era ela quem salvava o idealista Mulder.

5. Daria, a maior heroína indie que você respeita.

Daria Morgendoffer não era muito de sorrir e sua arma mais mortal era o sarcasmo. O desenho ainda tinha a maravilhosa roqueirinha Jane e a personagem negra Jodie, que dava várias reais sobre raça.

Daria Morgendoffer não era muito de sorrir e sua arma mais mortal era o sarcasmo. O desenho ainda tinha a maravilhosa roqueirinha Jane e a personagem negra Jodie, que dava várias reais sobre raça.

6. Ana Francisca, Mariana Ximenes em “Chocolate com Pimenta”, mudava de vida graças ao casamento, mas suas decisões não dependiam dos outros.

Menos que a Catarina, mas ela também foi uma mocinha bem diferente para uma novela das 18h.

Menos que a Catarina, mas ela também foi uma mocinha bem diferente para uma novela das 18h.

7. Mulan foi uma das primeiras princesas Disney a quebrar estereótipos.

Ok, para provar seu valor Mulan precisa fingir que é um homem, pois apesar de ser uma ótima guerreira ela é proibida de lutar por ser mulher. Mas essa personagem foi bem surpreendente para a época, com um ideal de princesa diferente do habitual.

 Ok, para provar seu valor Mulan precisa fingir que é um homem, pois apesar de ser uma ótima guerreira ela é proibida de lutar por ser mulher. Mas essa personagem foi bem surpreendente para a época, com um ideal de princesa diferente do habitual.

8. Lisa Simpson é todos nós em algum momento.

A voz da razão e de longe o membro mais inteligente da família (mesmo sendo pintada como chatinha às vezes). Você ia gostando mais dela à medida que via quantos boys se parecem com o Homer e o Bart.

A voz da razão e de longe o membro mais inteligente da família (mesmo sendo pintada como chatinha às vezes). Você ia gostando mais dela à medida que via quantos boys se parecem com o Homer e o Bart.

9. A Anita (com um T só) da Giovanna Antonelli em “A Casa das Sete Mulheres”.

Ela foi um mulherão da porra na realidade e na ficção: ela e o Giuseppe Garibaldi (que na novela era o Thiago Lacerda) se amaram loucamente e lutaram juntos em quatro países diferentes.

Ela foi um mulherão da porra na realidade e na ficção: ela e o Giuseppe Garibaldi (que na novela era o Thiago Lacerda) se amaram loucamente e lutaram juntos em quatro países diferentes.

10. Leia Organa foi uma das primeiras a desconstruir padrões do que é ser uma princesa.

Como assim uma princesa que não é delicada, não é ingênua e não precisa ser salva? Nos anos 70, a icônica personagem de "Star Wars" foi bem revolucionária, também graças à maravilhosa Carrie Fischer.

Como assim uma princesa que não é delicada, não é ingênua e não precisa ser salva? Nos anos 70, a icônica personagem de “Star Wars” foi bem revolucionária, também graças à maravilhosa Carrie Fischer.

11. Hermione Granger é tudo: a melhor aluna de Hogwarts e uma das bruxas mais brilhantes do seu tempo.

Ela é sabichona, sim, mas se não fosse por ela aqueles dois tontos do Ron e o Harry não teriam sobrevivido nem ao primeiro livro.

Ela é sabichona, sim, mas se não fosse por ela aqueles dois tontos do Ron e o Harry não teriam sobrevivido nem ao primeiro livro.

12. Xena, a Princesa Guerreira, e a Gabrielle davam rolês pelo mundo.

Xena começou como coadjuvante de Hércules e hoje é muito mais famosa que ele.

Xena começou como coadjuvante de Hércules e hoje é muito mais famosa que ele.

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FRIDA KAHLO: Ícone feminino

No ultimo dia 6, se estivesse viva Frida Kahlo faria 110 anos, em muitos blogs sairam alguns posts sobre ela, como eu me esqueci, vim aqui agora falar sobre ela, diva, ícone do feminismo. Achei esse vídeo rapidinho que nos dá uma ideia de quem foi Frida.

Para saber mais, achei este post tão completo que decidi dar um Repost. Frida Kahlo em estampas de bolsas, T-shirts e vestidos, em quadros, fantasias, editoriais de moda… Frida por todo o canto! Que lindo ver essa mulher maravilhosa, ícone do feminismo, ganhando cada vez mais visibilidade, mesmo após 62 anos de sua morte.

Mas, sabe, de fato, quem foi ela? Sua biografia, obras ou ideais? Vos apresento, Frida Kahlo!

FRIDA KAHLO: BIOGRAFIA e obras

foto-frida-kahlo-533x800.gifFrida Kahlo nasceu no México, em 6 de julho de 1907 e faleceu em 13 de julho de 1954. Em seus 47 anos de vida, foi pintora e militante do partido comunista mexicano. Sofreu muito e foi na pintura que encontrou o refúgio para sua história tão amarga.

Aos 18 anos passou por um acidente que lhe resultou no rompimento da sua coluna em três lugares, além de vários ossos fraturados e hemorragia. Frida ficou meses entre a vida e a morte no hospital, passando por diversas cirurgias para reconstruir seu corpo.

Além disso, passou muito tempo de cama em casa, engessada, com mobilidade inexistente/limitada. Embora seu pai fosse pintor, foi só nesse momento em que Frida começou a pintar (usando as tintas do pai e um cavalete adaptado à cama que ganhou dele).

Aos 22 anos, conheceu Diego Rivera, um muralista, com quem se casou e teve um casamento de 25 anos, tumultuado pelas personalidades fortes dos dois e principalmente pelo comportamento infiel e abusivo de Rivera (que a traía com sua irmã mais nova e outras mulheres). Frida também sofreu com abortos devido às sequelas de seu acidente.

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Essas dores, principalmente as da alma, são temas constantes nas pinturas de Frida. Seus quadros, embora surrealistas, contam muito da sua realidade e representam todo o sofrimento pelo qual passou.

Algumas obras de Frida Kahlo

Suas obras tiveram grande reconhecimento internacional ainda quando a artista estava viva. É uma das pintoras mais prestigiadas do mercado internacional de arte. A artista fazia nas telas autorretratos, cheios de signos e símbolos, que revelavam momentos da sua vida e sentimentos da sua alma.

“Eu pinto-me porque sou o assunto que conheço melhor” – Frida Kahlo

1 – FRIDA E DIEGO(1931)

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2 – HOSPITAL HENRY FORD OU A CAMA VOADORA (1932)

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3 – As Duas Fridas (1939)

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4 – A coluna partida (1944)

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Frida Kahlo, símbolo feminista: Por que?

Frida não pintava sobre o feminismo em si.  Durante muito tempo desempenhou o tradicional papel da mulher submissa, casada e do lar, vivendo à sombra do marido, sem dedicar-se à carreira como pintora talentosa que era. Aguentou as traições de Rivera, divorciando-se mas voltando a casar-se com ele.

Por que Frida se tornou um símbolo feminista e de liberdade, então? Por diversos motivos:

1 – Frida quebrou tabus

Exótica e excêntrica, Frida Kalho quebrou tabus contrariando a expectativa da família, da sua mãe mais especificamente, casando com Diego, um homem de ideal político, religião e estética diferentes do esperado por essa.

Aliás, desde nova Frida gostava de quebrar tabus. Essa é uma fotografia dela com a família em que já se pode perceber sua genialidade forte e marcante. Ela apareceu vestindo um traje masculino para fotografar e manteve uma postura completamente diferente das que as mulheres assumiam na época.

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Frida também era bissexual. Depois das traições de Rivera, principalmente, ela passou a ter relações extraconjugais com mulheres. Diego tinha conhecimento e aceitava.

2 – Não se importava com padrões estéticos

Frida Kahlo é extremamente conhecida por sua “monocelha” e por seus pelos salientes no busso. Além disso, ela não tinha o corpo saudável e idealizado pela sociedade na época. Ela não se encaixava nos padrões estéticos, sabia disso e não fazia questão alguma de se encaixar!

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Recordo vagamente, sem informações sobre a fonte, do relato de uma mãe: sua filha nasceu com bastante pelos e sofria na escola com as brincadeiras dos coleguinhas por causa de suas sobrancelhas e busso. Ela pedia à mãe, desde muito novinha, para se depilar. A mãe, ao invés de simplesmente incutir na filha a obrigação e o peso do padrão estético que nos é imposto desde muito novas, apresentou a ela Frida Kahlo, suas sobrancelhas e seu trabalho incrível.

Resultado: a menina passou a se inspirar na artista e a se autoafirmar e se valorizar com a identificação que teve com a pintora. Representatividade importa! E Frida foi inspiradora e crucial na vida dessa criança. Não é lindo esse empoderamento?

3 – A vestimenta Tehuana de frida

Frida tinha uma vestimenta tehuana, típica de mulheres mexicanas que carregavam a reputação por sua independência econômica e pessoal. Mesmo nas suas viagens para outros países, onde sua vestimenta era exótica, ela manteve sua expressão identitária através das roupas.

Imagem: Pinterest
Imagem: Pinterest

4 – destacou-se no meio artístico como reconhecida pintora

Ainda enfrentamos extrema dificuldade em nos destacarmos no mercado profissional, devido à desigualdade com que os gêneros são tratados. Homens recebem mais do uma mulher no mesmo cargo e com a mesma qualificação. Agora, imagine na época de Frida!

Ainda assim, a artista conquistou o seu espaço e destacou-se em seu meio, em que o trabalho de homens era mais valorizado e, naturalmente, prevalecia. Muito da visibilidade das obras de Frida foi reflexo do esforço/apoio das feministas da segunda onda feminista (entre os anos de 60 e 70) em divulgar seu trabalho.

O interessante é que, mesmo sendo reconhecida e renomada pintora, Frida não alcançou uma representatividade tão grande comparando aos homens. E esse nada mais é do que um reflexo do machismo também no mundo das artes.

Viva, Frida, em todas nós!

VIVA, FRIDA! Viva em mim, na menina que não atende ao padrão estético e na mulher que não pode ser mãe ou simplesmente não o quer. Viva na mulher que precisa enfrentar um mercado de trabalho que valoriza mais o homem e na mulher que ama e se relaciona também com outras mulheres.

Viva naquelas que não têm o corpo saudável, que possuem limitações físicas mas mesmo assim se superam dia a dia. Viva na mulher, que além de sofrer por isso, sofre por ser negra. Viva, Frida, em todas nós com tua força, audácia e paixão!

23 formas de uma mulher empoderar a outra indicadas por ONGs e coletivos feministas

Repost – BuzzFeed

Pedimos para mulheres à frente de ONGs, coletivos e publicações feministas dar dicas práticas de como mulheres podem empoderar umas às outras. A Viviane Duarte do Plano Feminino, a Maíra Liguori do Think Olga, a Monique Evelle do Desabafo Social, a Nathalia Parra da Frente Feminista Casperiana Lisandra (coletivo de alunas faculdade paulistana Fundação Casper Líbero), a Letícia Bahia da revista AzMina, a Raquel Marques da ONG Artemis e as meninas da revista teen feminista Capitolina responderam com estas sugestões.

1. Seja a amiga que você gostaria de ter.

Valorize as qualidades de suas amigas e faça elas acreditarem que podem fazer acontecer. E sempre dê apoio a uma amiga que precisa de colo.

Revista Capitolina / Instagram / Via instagram.com

Valorize as qualidades de suas amigas e faça elas acreditarem que podem fazer acontecer. E sempre dê apoio a uma amiga que precisa de colo.

2. Não veja outra mulher como rival só por ela ser mulher, no geral.

E, no específico, esqueça a competição com outra mulher por um homem. Não vai ser difamando e agredindo a sua igual que você vai garantir que ele goste de você.

Revista Capitolina / Via revistacapitolina.com.br

E, no específico, esqueça a competição com outra mulher por um homem. Não vai ser difamando e agredindo a sua igual que você vai garantir que ele goste de você.

3. Você não é obrigada a ser amiga de todas as mulheres que conhece – se não curte alguém, se distancie, mas nunca seja a pessoa que diminiu a imagem de uma mulher.

Criticar as roupas, o corpo, a atitude 'barraqueira' de alguém são comportamentos em grande parte misóginos que não precisamos reproduzir.

Plano Feminino / Instagram / Via instagram.com

Criticar as roupas, o corpo, a atitude “barraqueira” de alguém são comportamentos em grande parte misóginos que não precisamos reproduzir.

4. Não aproveite da falta de autoestima de uma mana para ser abusiva (sim, pode acontecer entre mulheres também!).

Instagram: @bobrega

5. Vibre pelas conquistas de outras mulheres.

Desabafo Social / Instagram / Via instagram.com

6. Mostre os trabalhos de outras mulheres para o mundo e não apenas o seu.

Larissa Ribeiro / Revista AzMina / Via instagram.com

7. Se tiver a oportunidade, indique mulheres, quando qualificadas, para uma vaga de trabalho ou uma promoção.

E, na escola ou faculdade, elogie sua colega, mesmo que não sejam próximas. Se ela for inteligente, bondosa, generosa, simpática, diga!

Think Olga / Instagram / Via instagram.com

E, na escola ou faculdade, elogie sua colega, mesmo que não sejam próximas. Se ela for inteligente, bondosa, generosa, simpática, diga!

8. Na escola ou faculdade, não deixe professores sacanas ou colegas cruéis mexerem com as minas, sejam elas suas amigas ou não.

Instagram: @nakedismyfavoritecolor

A escola pode ser um ambiente sufocante e a adolescência é um período difícil. Imagina para aquelas entre nós que têm mais dificuldade em fazer amizades ou que passam por bullying? Precisamos ter empatia e nos defender.

9. Respeite o jeito de cada uma: tanto de quem gosta de ficar em casa estudando como de quem sai e beija muito na boca.

E de todos os espectros possíveis entre um e outro!

Revista Capitolina / Via instagram.com

E de todos os espectros possíveis entre um e outro!

10. Na balada, se um homem for inconveniente com minas na sua frente, pode intervir sim – avaliando o risco, claro.

Instagram: @maravilhosascdb

Casais de lésbicas, por exemplo, são um alvo frequente de quem acha que pode “pedir para participar”.

11. Divulge as organizações que apoiam mulheres que precisam de um aborto, como a Women Help Women ou a safe2choose.

Não há risco legal em divulgar esse tipo de trabalho, mas pode ajudar a salvar a vida de uma mulher.

Think Olga / Instagram / Via instagram.com

Não há risco legal em divulgar esse tipo de trabalho, mas pode ajudar a salvar a vida de uma mulher.

12. Você não precisa se engajar politicamente com tudo: às vezes só dar o exemplo com seu comportamento na vida é uma forma de ajudar outras mulheres.

Artemis / Instagram / Via instagram.com

13. Aprenda a perdoar a sua mãe, mesmo que sua forma de pensar seja muito diferente da dela: ela também é uma mulher em um mundo machista.

Artemis / Instagram / Via instagram.com

14. Ouça. Às vezes mais do que falar sobre feminismo é importante apenas ouvir o que outra mulher pensa, sente e viveu.

Plano Feminino / Instagram / Via instagram.com

15. Converse com mulheres mais novas que você, e também muito mais velhas. O mundo muda muito rápido e às vezes a visão de gerações diferentes pode ser muito esclarecedora.

O cartaz diz 'sem a Hermione o Harry teria morrido no primeiro livro'.

Facebook: artemisong

O cartaz diz “sem a Hermione o Harry teria morrido no primeiro livro”.

16. Sempre respeite o tempo de outra mulher. Ninguém nasce desconstruída.

Instagram: @etieneps

Conhecimento e empoderamento exigem tempo, dedicação e informação. Seja parte do que ajuda, não do que atrapalha.

17. Não use palavras difíceis com outras mulheres que começaram a entender agora o que é feminismo. Não é uma competição de quem sabe mais.

Instagram: @think

Colabore com mulheres que estão querendo saber mais sobre feminismo indicando espaços onde a mulher tem voz, como reuniões de coletivos feministas.

18. Não subestime uma mulher que pensa diferente de você. Se em vez disso você a acolher, pode enriquecer o debate.

Compreenda que existe uma opressão em comum entre nós: o patriarcado, mas que somos diferentes e que temos que aprender a lidar com essas diferenças.

Ana Maria Sena / Via revistacapitolina.com.br

Compreenda que existe uma opressão em comum entre nós: o patriarcado, mas que somos diferentes e que temos que aprender a lidar com essas diferenças.

19. Se conhecer uma mulher vítima de violência doméstica, informe-a e dê apoio emocional – mas jamais cobre uma atitude dela. Ela fará isso quando estiver pronta.

Arte: Larissa Ribeiro para revista AzMina / Via instagram.com

20. Ouça de coração aberto as minas que, além de serem minas, pertencem a outras minorias.

Muito do que vemos e ouvimos na mídia ou na internet sobre pessoas negras, indígenas, mulheres trans, lésbicas e outras minorias vem de pessoas que na verdade não vivem essas realidades, e isso faz muita diferença sim.

Desabafo Social / Instagram / Via instagram.com

Muito do que vemos e ouvimos na mídia ou na internet sobre pessoas negras, indígenas, mulheres trans, lésbicas e outras minorias vem de pessoas que na verdade não vivem essas realidades, e isso faz muita diferença sim.

21. Saiba reconhecer seus privilégios e procure sempre lembrar deles na hora de analisar opressões sofridas por mulheres, sem ficar na defensiva.

Ter privilégios não significa que você fez algo errado, e ouvindo pontos de vista diferente você pode aprender como pode ajudar sem tirar a visibilidade de outras mulheres.

Facebook: ffcasperiana

Ter privilégios não significa que você fez algo errado, e ouvindo pontos de vista diferente você pode aprender como pode ajudar sem tirar a visibilidade de outras mulheres.

22. Se você é uma mulher de pele branca, não afirme que é – ou se sente – negra. Senão, as mulheres negras nunca terão voz.

Instagram: @desabafosocial

Enquanto nos EUA é suficiente uma gota de sangue para alguém ser considerada negra, no Brasil é o fenótipo que decide se as mulheres negras serão ou não estatística – houve um aumento de 54% nos homicídios de mulheres negras e uma redução de 9,8% de mulheres brancas.

23. Trabalhe para que as pautas das negras ganhem mais visibilidade, ainda que o que você possa fazer por isso seja ficando quieta.

Instagram: @estaremosla

Uma mulher branca tem menos chances de levar um enquadro da polícia, e não há nada que você possa fazer de imediato contra isso, mas pode colaborar percebendo seu lugar de fala.

15 músicas da Beyoncé que fazem você entender o que é feminismo

Repost – Beyoncé Now

O feminismo é um movimento que a cada dia que passa, ganha mais força (e isso é ótimo!). O grande problema é que muita gente ainda confunde o conceito dessa luta tão importante. Por isso, separamos algumas músicas que vão fazer você – fã de Beyoncé ou não – entender o que é o feminismo.

1- ‘Run The World (Girls)’

Para você começar entendendo, vamos com um hino que passa uma versão bem clara do movimento. Com versos poderosos como: “Quem manda no mundo? Garotas!” “Fortes o bastante para criar as crianças, e ainda voltar aos negócios.” demonstram a garra da mulher em conseguir fazer tudo ao mesmo tempo e ainda ser bem sucedida profissionalmente. Quando a cantora apresentou a música do ‘4’ pela primeira vez na televisão, ela fez um discurso que convidava as mulheres para uma revolução: “Os homens tiveram a chance de dominar o mundo. Mas mulheres, nossa revolução começou. Vamos construir uma nação, mulheres de todos os lugares. Dominamos no mundo!” Diferente do que alguns pensam, o feminismo não é rebaixar os homens (um machismo reverso). O feminismo é abrir a possibilidade para a mulher chegar nos cargos mais altos também.

2- ‘***FLAWLESS’

***FLAWLESS é provavelmente o hino feminista mais importante da carreira da cantora até hoje. A música do álbum ‘BEYONCÉ’ inclui falas da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie que definem o feminismo de forma clara e concisa. “Feminista: uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre os sexos”. É nesta música que Beyoncé mostra que qualquer um pode ser feminista, inclusive homens. Para isso, basta você acreditar que todos devem ter os direitos iguais. Beyoncé foi criticada algumas vezes por tornar o feminismo em um discurso ‘pop’ disseminado de forma superficial. O que muita gente não compreende é que quanto mais pessoas falarem sobre o movimento, mais pessoas podem ter acesso à informação e aderir. O que não pode é você, homem, querer roubar o protagonismo das mulheres no movimento, ok?

3- ‘Independent Woman’

Lançada em 2000, pelas Destiny’s Child, este hino traz uma mensagem poderosa que convida todas as mulheres que são independentes a se unirem. “Esses sapatos que estão no meu pé, eu que comprei.” “A casa que eu moro, eu que comprei.” “O carro que eu estou dirigindo, eu que comprei.” “Porque eu dependo de mim mesma, se eu quiser.”Beyoncé mostra que é feminista, independente e poderosa antes mesmo do feminismo dominar as redes sociais.

4- ‘Bootylicious’

Em 2001, as Destiny’s Child colocaram a palavra ‘bootylicious’ no dicionário americano. A música do álbum ‘Survivor’ dá um “chega pra lá” nos homens dizendo: “Eu não acho que você está pronto para isso. Porque meu corpo é gostoso demais para você, amor”. No DVD ‘I Am… Yours’, Beyoncé conta que na época havia ganhado alguns quilinhos a mais e a mídia começou a comentar sobre isso. Ainda sim, ela não se importou sobre a situação porque de acordo com ela: “Não importa o que eles diziam sobre mim, eu me sentia gostosa. Você não acredita em mim? Então procure (bootylicious) em um dicionário”.

5- ‘Me, Myself and I’

Lançada como single do álbum ‘Dangerously In Love’, ‘Me, Myself & I’ é um hino de autoafirmação. Após o fim do relacionamento, Beyoncé canta que só tem a si mesma mas que prefere estar sozinha que em relacionamento abusivo. “Eu, eu mesma e eu, foi tudo que eu tive no fim.” “E não é preciso chorar.” “Eu serei minha melhor amiga”.

6- ‘Girl’

‘Girl’ foi lançada no último álbum das DCs, Destiny Fulfilled. Além de enaltecer a amizade entre as mulheres, ela dá um recadinho a sua melhor amiga, Kelly Rowland. Durante o clipe, Beyoncé e Michelle Williams pedem para Kelly desabafar sobre seu relacionamento que está indo de mal a pior. A letra é muito forte e o final do clipe é épico. “Pega um minuto, senta e conta para nós o que vem acontecendo, na sua cara conseguimos ver a dor, não adianta fingir que está feliz.””Eu sou sua miga, você é minha miga, nós somos MIGAS!!!”, elas cantam de mãos dadas.

7- ‘If I Were A Boy’

O hit de 2008 mostra o quanto é mais fácil ser homem no mundo. Durante o clipe, ela inverte os papéis com o namorado e mostra como a sociedade pode ser machista por deixar o homem fazer o que quiser, enquanto a mulher não. Na letra da música, ela fala o que faria de diferente caso fosse um homem. “Mas você é apenas um garoto, você não entende.” Não, os homens não entendem.

8- ‘Irreplaceable’

Marcando a geração de 2006, após o fim de um relacionamento, ela toma as rédeas da situação. “Tudo que te pertence está na caixa a esquerda.” Ou seja: “mete o pé, pega essa a caixa com as suas coisas, porque todo o resto é meu. E se você por um acaso pensa que é insubstituível, fique sabendo que posso ter outro de você em um minuto”.

9- ‘Ring The Alarm’

O álbum B’Day (2006) pode ser considerado um dos trabalhos com mais hinos feministas da cantora. ‘Ring The Alarm’ ganha destaque pela sua agressividade. “Eu aguentei isso por muito tempo. Mas eu vou ficar puta se te ver com outra garota”. Essa música é importante para empoderar mulheres e para que assim elas tenham forças para bater de frente, caso seja necessário. Afinal, ninguém é obrigado, não é mesmo?

10- ‘Freakum Dress’

Hora de colocar aquele vestido babadeiro e sair para bater perna. “Acho que estou pronta. Fiquei trancada em casa por muito tempo. É hora de mudar!” Então, meninas, coloquem seus melhores vestidos e mostrem quem manda! Mesmo que você esteja em um relacionamento, Beyoncé, manda as mulheres colocarem aquela roupa especial, porque toda mulher deve se sentir sempre especial e bela.

11- ‘Best Thing I Never Had’

Essa Beyoncé manda cantar para os exs. “Tudo que vai, volta.” “Graças a deus, eu saí dessa.” “Aposto que deve ser uma bosta ser você agora.” “Você não merece minhas lágrimas.” Esses são apenas alguns dos versos que formam essa letra que é um tiro direto no coração do ex.

12- ‘Grown Woman’

“Eu sou uma mulher crescida, e eu posso fazer tudo o que eu quiser.” ‘Grown Woman’ (2014) também é um dos maiores hinos de empoderamento feminino da cantora.


13- ‘Ring Off’

Beyoncé – Ring Off – Legendado from Leandro Neves on Vimeo.

Essa música é conhecida por poucos pois foi lançada na versão platinum do ‘BEYONCÉ’, em 2014. A música de Beyoncé é uma homenagem a sua mãe, Tina. Beyoncé conta o quanto está feliz por ver que sua mãe tomou a atitude de finalmente tirar a aliança, acabar com o casamento com Matthew Knowles e recomeçar a sua vida. Além disso, ela cita e sensualidade e a beleza de sua mãe. Tina casou-se de novo em 2014 e mudou seu sobrenome de ‘Knowles’ para ‘Lawson’.

14- ‘Formation’

“Ok, meninas, vamos entrar em formação!” ‘Formation’ lançada neste ano exala empoderamento feminino negro. “Eu provavelmente sou a versão negra do Bill Gates sendo feita.” O single foi apenas uma preparação para o tiroteio do que estava por vir, o 15º item.

15- ‘LEMONADE’

O último item teve que ser um álbum inteiro por diversas razões. Para começo de conversa, o álbum é conciso e completo como um só. É difícil você ouvir apenas uma ou outra música. Ele foi criado pela cantora para você ouvi-lo, ou melhor, assisti-lo por inteiro. Prova disso é que ela lançou o álbum em forma de filme. Podemos destacar hinos como: ‘Don’t Hurt Yourself’, ‘Sorry’, ‘6 Inch’, ‘Daddy Lessons’ e ‘Freedom’.

Ou seja:

– FEMINISMO NÃO É O CONTRÁRIO DE MACHISMO.
– Feminismo é bom para todo mundo.
– Homem pode deve ser feminista.
– Homem não pode roubar o protagonismo da mulher no movimento.
– A mulher pode ser sensual, não importa a idade, cor ou classe social. Basta se sentir linda e acreditar na sua autoestima.
– Feminista não odeia homem, apenas odeia machismo.
– A mulher pode usar a roupa que quiser, desde que se sinta bem com isso.
– Mulher nenhuma merece sofrer assédio.
– Mulher não pede para ser assediada, independente da roupa ou atitude.

Entenderam agora?

Aqui estão todas as princesas da Disney, classificadas da menos feminista para a mais feminista

15. Aurora:

Se esta fosse uma corrida, e o feminismo fosse a linha de chegada, Aurora seria a pessoa que tropeça logo após a linha de partida, encolhe os ombros, senta no gramado e começa a colocar florzinhas no cabelo.Aurora mal fala (ela é uma das princesas da Disney com menos diálogos) e dorme 75% do tempo de seu filme. E nada disto é uma escolha pessoal: Aurora tem menos autonomia do que uma cadeira.  Moral da história: Nenhum feminismo.

Disney

Se esta fosse uma corrida, e o feminismo fosse a linha de chegada, Aurora seria a pessoa que tropeça logo após a linha de partida, encolhe os ombros, senta no gramado e começa a colocar florzinhas no cabelo.

Aurora mal fala (ela é uma das princesas da Disney com menos diálogos) e dorme 75% do tempo de seu filme.

E nada disto é uma escolha pessoal: Aurora tem menos autonomia do que uma cadeira.

Moral da história:

Nenhum feminismo.

14. Branca de Neve:

Falando em dormir, aqui temos a princesa mais inexpressiva de todo o universo da Disney.Branca de Neve tem de fugir porque, de acordo com um espelho, ela é mais bonita do que a rainha. Branca de Neve escapa depois que tentam assassiná-la, e um grupo de bichinhos amigos a levam a uma casa habitada por sete anões. Então... qual é a primeira coisa que a Branca de Neve faz quando entra em uma casa que pertence a sete homens? Ela começa a fazer uma faxina.Moral da história: Nenhum feminismo.

Disney

Falando em dormir, aqui temos a princesa mais inexpressiva de todo o universo da Disney.

Branca de Neve tem de fugir porque, de acordo com um espelho, ela é mais bonita do que a rainha. Branca de Neve escapa depois que tentam assassiná-la, e um grupo de bichinhos amigos a levam a uma casa habitada por sete anões.

Então… qual é a primeira coisa que a Branca de Neve faz quando entra em uma casa que pertence a sete homens? Ela começa a fazer uma faxina.

Moral da história: Nenhum feminismo.

13. Cinderela:

Cinderella é uma mulher que vive como uma serva em sua própria casa e que é forçada a fazer todas as tarefas domésticas. Cinderela está tão desligada de tudo que ela provavelmente pensa que 'feminismo' é apenas uma nova marca de detergente.Sua única chance de sobrevivência digna é pedir um par de salto alto e um belo vestido à sua fada madrinha, para que ela possa ir ao baile e encontrar um cara rico que possa resgatá-la de sua vida miserável. E, como Cinderela é bonita (aêêê!), ela consegue que o cara rico (um príncipe, não menos) a note, mesmo que ela tenha que sair antes da meia-noite para que ninguém suspeite que ela é realmente tão pobre que seus melhores amigos são um monte de ratos. No final, tudo está resolvido: não há nada como casar com um cara rico que você acabou de conhecer e que (embora ele não possa sequer lembrar de seu rosto) tem uma fixação por seus pés para tirá-la da pobreza! Moral da história: Nenhum feminismo. Fetichismo.

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Cinderella é uma mulher que vive como uma serva em sua própria casa e que é forçada a fazer todas as tarefas domésticas. Cinderela está tão desligada de tudo que ela provavelmente pensa que “feminismo” é apenas uma nova marca de detergente.

Sua única chance de sobrevivência digna é pedir um par de salto alto e um belo vestido à sua fada madrinha, para que ela possa ir ao baile e encontrar um cara rico que possa resgatá-la de sua vida miserável. E, como Cinderela é bonita (aêêê!), ela consegue que o cara rico (um príncipe, não menos) a note, mesmo que ela tenha que sair antes da meia-noite para que ninguém suspeite que ela é realmente tão pobre que seus melhores amigos são um monte de ratos.

No final, tudo está resolvido: não há nada como casar com um cara rico que você acabou de conhecer e que (embora ele não possa sequer lembrar de seu rosto) tem uma fixação por seus pés para tirá-la da pobreza!

Moral da história: Nenhum feminismo. Fetichismo.

12. Ariel:

Ariel tem alguns pontos fortes: ela é uma inconformista, ela se importa, ela é criativa e ela está constantemente questionando as atitudes injustas de seu pai, o Grande Babacão do Reino Marítimo. Mas ela também decide dar o seu maior talento (sua voz) para que possa ficar com um qualquer que ela só viu por dois minutos e com quem nunca conversou. A maioria das suas decisões não parece ser bem pensada (talvez por ser uma garota de apenas 16 anos), e elas sempre têm uma coisa em comum: homens. Ela escapa para fugir de um homem (seu pai) e ir conhecer outro homem (Eric). Pô, Ariel.Moral da história: Nenhum feminismo.

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Ariel tem alguns pontos fortes: ela é uma inconformista, ela se importa, ela é criativa e ela está constantemente questionando as atitudes injustas de seu pai, o Grande Babacão do Reino Marítimo. Mas ela também decide dar o seu maior talento (sua voz) para que possa ficar com um qualquer que ela só viu por dois minutos e com quem nunca conversou.

A maioria das suas decisões não parece ser bem pensada (talvez por ser uma garota de apenas 16 anos), e elas sempre têm uma coisa em comum: homens.

Ela escapa para fugir de um homem (seu pai) e ir conhecer outro homem (Eric). Pô, Ariel.

Moral da história:

Nenhum feminismo.

11. Bela:

Bela é uma garota durona: ela é uma leitora ávida em uma pequena cidade na França em 1800 (ela poderia ser a próxima Mary Shelley!) que ensina a lição de que as mulheres devem ser inteligentes e pensar por elas mesmas.Bela também tem ambições ('eu quero mais que a vida no interior') que não têm nada a ver com casamento e família. Basta olhar para como ela rejeita o arrogante Gastão, que é, aos olhos de todos os outros, o solteiro mais cobiçado em toda a aldeia!Depois de se apresentar como uma prisioneira voluntária para libertar seu pai, ela não cede às ordens da Fera. Pelo contrário, Bela praticamente força a Fera a mudar e a se comportar como um ser humano decente se ele quiser que ela lhe dê cinco minutos de seu tempo.Infelizmente, no final do filme, a velha história 'príncipe encontra princesa' se repete, misturando o mito do amor romântico com a síndrome de Estocolmo. Afinal, a beleza está no interior... especialmente se é no interior de um príncipe multimilionário.Moral da história: Há feminismo, mas é bem pouquinho.

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Bela é uma garota durona: ela é uma leitora ávida em uma pequena cidade na França em 1800 (ela poderia ser a próxima Mary Shelley!) que ensina a lição de que as mulheres devem ser inteligentes e pensar por elas mesmas.

Bela também tem ambições (“eu quero mais que a vida no interior”) que não têm nada a ver com casamento e família. Basta olhar para como ela rejeita o arrogante Gastão, que é, aos olhos de todos os outros, o solteiro mais cobiçado em toda a aldeia!

Depois de se apresentar como uma prisioneira voluntária para libertar seu pai, ela não cede às ordens da Fera. Pelo contrário, Bela praticamente força a Fera a mudar e a se comportar como um ser humano decente se ele quiser que ela lhe dê cinco minutos de seu tempo.

Infelizmente, no final do filme, a velha história “príncipe encontra princesa” se repete, misturando o mito do amor romântico com a síndrome de Estocolmo.

Afinal, a beleza está no interior… especialmente se é no interior de um príncipe multimilionário.

Moral da história:

Há feminismo, mas é bem pouquinho.

10. Rapunzel:

Vamos começar com o básico: quão bacana é uma princesa da Disney pegar uma frigideira e usá-la como uma arma? Existe uma maneira mais forte de reapropriar um símbolo da opressão feminina do que bater em alguém com ela?'Enrolados' é uma adaptação da história clássica de Rapunzel, em que uma princesa que está trancada no topo de uma torre é resgatada por um príncipe que tem que subir o edifício pelos seus cabelos longos. Fim. Mas a Rapunzel da Disney é muito mais do que isso. Enquanto ela está trancada, Rapunzel joga xadrez, estuda astronomia, lê tudo o que encontra pela frente e APRENDE A LUTAR COM O SEU CABELO. Sim, Rapunzel acaba tendo um final 'e eles viveram felizes para sempre', mas é por acaso, não porque ela estava procurando isso. Ela queria escapar da torre e ir explorar o mundo. E nesse mundo ela também encontrou o amor.Moral da história: A FRIGIDEIRA.

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Vamos começar com o básico: quão bacana é uma princesa da Disney pegar uma frigideira e usá-la como uma arma? Existe uma maneira mais forte de reapropriar um símbolo da opressão feminina do que bater em alguém com ela?

“Enrolados” é uma adaptação da história clássica de Rapunzel, em que uma princesa que está trancada no topo de uma torre é resgatada por um príncipe que tem que subir o edifício pelos seus cabelos longos. Fim. Mas a Rapunzel da Disney é muito mais do que isso. Enquanto ela está trancada, Rapunzel joga xadrez, estuda astronomia, lê tudo o que encontra pela frente e APRENDE A LUTAR COM O SEU CABELO.

Sim, Rapunzel acaba tendo um final “e eles viveram felizes para sempre”, mas é por acaso, não porque ela estava procurando isso. Ela queria escapar da torre e ir explorar o mundo. E nesse mundo ela também encontrou o amor.

Moral da história:

A FRIGIDEIRA.

9. Jasmine:

O que podemos dizer sobre a princesa Jasmine? Na primeira vez que ela aparece, ela rejeita um cara que quer se casar com ela. Na segunda vez, ela abandona as paredes opressivas de seu palácio para descobrir o que está além delas. E, na terceira vez, ela prova que não importa o quanto de um príncipe você tem, ainda assim ela não está interessada em joguinhos de 'quem tem o maior instrumento'.Jasmine enfrenta um problema clássico de princesas da Disney: um casamento arranjado. Como ela mesma diz, 'eu não sou um prêmio a ser ganho.'No final do filme, ela consegue que o sultão mude as leis em Agrabah, deixando-a casar com quem quiser.Moral da história: EU NÃO SOU SUA MARIONETE.

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O que podemos dizer sobre a princesa Jasmine? Na primeira vez que ela aparece, ela rejeita um cara que quer se casar com ela. Na segunda vez, ela abandona as paredes opressivas de seu palácio para descobrir o que está além delas. E, na terceira vez, ela prova que não importa o quanto de um príncipe você tem, ainda assim ela não está interessada em joguinhos de “quem tem o maior instrumento”.

Jasmine enfrenta um problema clássico de princesas da Disney: um casamento arranjado. Como ela mesma diz, “eu não sou um prêmio a ser ganho.”

No final do filme, ela consegue que o sultão mude as leis em Agrabah, deixando-a casar com quem quiser.

Moral da história:

EU NÃO SOU SUA MARIONETE.

8. Tiana:

Tiana é uma mulher independente. Ela sabe o que quer (seu sonho desde o início é abrir seu próprio restaurante) e trabalha duro para conseguir isso (para alcançar seu sonho, ela faz malabarismos com dois empregos).Todo o dinheiro de Tiana pertence a ela e somente a ela. Tudo bem, daí ela se apaixona por um sapo... Mas a mensagem no filme é que você tem que lutar para conseguir o que é seu. E que você nunca deve desistir de seus sonhos.Moral da história: Trabalho, trabalho, trabalho, trabalho.

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Tiana é uma mulher independente. Ela sabe o que quer (seu sonho desde o início é abrir seu próprio restaurante) e trabalha duro para conseguir isso (para alcançar seu sonho, ela faz malabarismos com dois empregos).

Todo o dinheiro de Tiana pertence a ela e somente a ela. Tudo bem, daí ela se apaixona por um sapo… Mas a mensagem no filme é que você tem que lutar para conseguir o que é seu. E que você nunca deve desistir de seus sonhos.

Moral da história:

Trabalho, trabalho, trabalho, trabalho.

7. Merida:

Outra princesa da Disney com um problema bem típico das princesas da Disney: um casamento arranjado.O que é fascinante sobre Merida é como ela sai dessa situação: recusando-se a ser tratada como um mero troféu, ela compete por sua própria mão em um torneio, vencendo as provas.Além disso, Merida também quebra os estereótipos de gênero ao se comportar como um garoto em um acampamento de verão durante todo o filme. E não é só isso, seu tamanho e seu físico não se encaixam no modelo que a Disney nos acostumou em primeiro lugar. Palmas para Merida.Moral da história: A beleza não tem um modelo específico.

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Outra princesa da Disney com um problema bem típico das princesas da Disney: um casamento arranjado.

O que é fascinante sobre Merida é como ela sai dessa situação: recusando-se a ser tratada como um mero troféu, ela compete por sua própria mão em um torneio, vencendo as provas.

Além disso, Merida também quebra os estereótipos de gênero ao se comportar como um garoto em um acampamento de verão durante todo o filme. E não é só isso, seu tamanho e seu físico não se encaixam no modelo que a Disney nos acostumou em primeiro lugar. Palmas para Merida.

Moral da história:

A beleza não tem um modelo específico.

6. Esmeralda:

Esmeralda é um verdadeiro ícone feminista. Desde o início do filme, ela é discriminada porque é cigana e luta contra injustiças sociais como a pobreza e a marginalização das minorias.Mas espere... não comece a aplaudir ainda.Esmeralda tem três caras interessados nela durante todo o filme: o bom e velho Quasimodo, o vilão Frollo e o capitão Phoebus.Porém, Esmeralda é a mestre de seu próprio corpo e decide o que fazer com ele em todos os momentos. Esmeralda não pode amar Quasimodo do jeito que ele a ama, porque ele a vê como uma deusa bondosa que vai consertar todos os seus problemas. Esmeralda não pode amar Frollo, que representa todo o mal na Terra, e que também só a quer porque a considera como a encarnação do pecado, a estrela de suas fantasias mais impuras.Ou seja, Esmeralda quebra todo o arquétipo de merda de prostituta versus santinha. E é por isso que Esmeralda ama Phoebus, porque ele a vê por quem ela é: uma mulher livre e lutadora.Moral da história: Meu feminismo será interseccional ou será um lixo.

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Esmeralda é um verdadeiro ícone feminista. Desde o início do filme, ela é discriminada porque é cigana e luta contra injustiças sociais como a pobreza e a marginalização das minorias.

Mas espere… não comece a aplaudir ainda.

Esmeralda tem três caras interessados nela durante todo o filme: o bom e velho Quasimodo, o vilão Frollo e o capitão Phoebus.

Porém, Esmeralda é a mestre de seu próprio corpo e decide o que fazer com ele em todos os momentos. Esmeralda não pode amar Quasimodo do jeito que ele a ama, porque ele a vê como uma deusa bondosa que vai consertar todos os seus problemas. Esmeralda não pode amar Frollo, que representa todo o mal na Terra, e que também só a quer porque a considera como a encarnação do pecado, a estrela de suas fantasias mais impuras.

Ou seja, Esmeralda quebra todo o arquétipo de merda de prostituta versus santinha. E é por isso que Esmeralda ama Phoebus, porque ele a vê por quem ela é: uma mulher livre e lutadora.

Moral da história:

Meu feminismo será interseccional ou será um lixo.

5. Megara:

Megara é uma das mulheres mais subestimadas em todo o mundo da Disney, e deixe-me dizer o porquê: Megara não é uma garota legal.Todas as personagens femininas da Disney têm algo em comum: elas são legais.E, se elas não são, é sempre por uma causa nobre. No entanto, a personalidade de Megara se aproxima mais da de um vilão do que de um protagonista. Ela acaba com todo essa merda de 'sorria, você ficará mais bonita' e é um exemplo brilhante para todos nós por fazer isso.Megara é incrivelmente sarcástica. E se há uma coisa que caracteriza sua personalidade é seu cinismo, particularmente quando se trata de amor. Megara também é cheia de sabedoria, e ela mostra isso mais de uma vez ao longo do filme: 'Bem, você sabe como os homens são. Eles pensam que 'Não' significa 'Sim' e 'Sai daqui' significa 'Sou toda sua'. 'Se este não é um pensamento feminista, Zeus pode me matar agora mesmo.Moral da história: Foda-se o patriarcado.

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Megara é uma das mulheres mais subestimadas em todo o mundo da Disney, e deixe-me dizer o porquê: Megara não é uma garota legal.

Todas as personagens femininas da Disney têm algo em comum: elas são legais.

E, se elas não são, é sempre por uma causa nobre. No entanto, a personalidade de Megara se aproxima mais da de um vilão do que de um protagonista. Ela acaba com todo essa merda de “sorria, você ficará mais bonita” e é um exemplo brilhante para todos nós por fazer isso.

Megara é incrivelmente sarcástica. E se há uma coisa que caracteriza sua personalidade é seu cinismo, particularmente quando se trata de amor. Megara também é cheia de sabedoria, e ela mostra isso mais de uma vez ao longo do filme: “Bem, você sabe como os homens são. Eles pensam que ‘Não’ significa ‘Sim’ e ‘Sai daqui’ significa ‘Sou toda sua’. “

Se este não é um pensamento feminista, Zeus pode me matar agora mesmo.

Moral da história:

Foda-se o patriarcado.

4. Pocahontas:

A maior representante do ecofeminismo da Disney, Pocahontas é uma das poucas princesas que escolhem seu próprio destino e negam seu príncipe, porque, para ser honesta, ela tem coisas mais importantes a fazer do que ir tomar um chazinho na Inglaterra. Pocahontas é livre, autoconfiante e corajosa, e todas as lições que ela ensina têm a ver com amor, respeito e igualdade. Pocahontas não é salva por ninguém. Pelo contrário, ela é a única que salva John Smith e, quando ele vem com todo esse 'Meu amorzinho' para ela, ela devolve com um 'Cara, você não está entendendo. Se você continuar assim, não vai dar'.Moral da história: Você acha que é dono de tudo aquilo que vê, seu idiota?

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A maior representante do ecofeminismo da Disney, Pocahontas é uma das poucas princesas que escolhem seu próprio destino e negam seu príncipe, porque, para ser honesta, ela tem coisas mais importantes a fazer do que ir tomar um chazinho na Inglaterra.

Pocahontas é livre, autoconfiante e corajosa, e todas as lições que ela ensina têm a ver com amor, respeito e igualdade. Pocahontas não é salva por ninguém. Pelo contrário, ela é a única que salva John Smith e, quando ele vem com todo esse “Meu amorzinho” para ela, ela devolve com um “Cara, você não está entendendo.

Se você continuar assim, não vai dar”.

Moral da história:

Você acha que é dono de tudo aquilo que vê, seu idiota?

3. Elsa:

Elsa não poderia estar mais de saco cheio de tudo. Vamos ver: Seus pais escondem os problemas dela em vez de tentar corrigi-los, e eles a obrigam a viver em reclusão e a desistir de uma das coisas que a fazia mais feliz na vida (o amor de sua irmã).Então, quando ela finalmente deixa sua prisão e enfrenta o mundo, o mundo tenta matá-la. Elsa é uma estranha que ninguém entende. Então, ela larga tudo e vai embora.Mas ela vai embora para que possa ser livre. Ela vai embora para que ela não tenha que ouvir a constante crítica dos outros. Ela vai embora para viver como quer, cercada pelo que a faz feliz. Ela vai embora para ser ela mesma. E, uma vez que ela se encontra, ela retorna por amor à sua irmã. Porque quando você perde tudo, quando você larga tudo, você também se desfaz de algo que muitas vezes te segura em rédea curta: o medo.Moral da história: LET IT GO.

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Elsa não poderia estar mais de saco cheio de tudo. Vamos ver: Seus pais escondem os problemas dela em vez de tentar corrigi-los, e eles a obrigam a viver em reclusão e a desistir de uma das coisas que a fazia mais feliz na vida (o amor de sua irmã).

Então, quando ela finalmente deixa sua prisão e enfrenta o mundo, o mundo tenta matá-la. Elsa é uma estranha que ninguém entende. Então, ela larga tudo e vai embora.

Mas ela vai embora para que possa ser livre. Ela vai embora para que ela não tenha que ouvir a constante crítica dos outros. Ela vai embora para viver como quer, cercada pelo que a faz feliz. Ela vai embora para ser ela mesma. E, uma vez que ela se encontra, ela retorna por amor à sua irmã. Porque quando você perde tudo, quando você larga tudo, você também se desfaz de algo que muitas vezes te segura em rédea curta: o medo.

Moral da história:

LET IT GO.

2. Mulan:

Mulan prova que nós, mulheres, podemos fazer tudo tão bem quanto (ou melhor do que) os homens. E, em seu caso em particular, ainda mais, porque ela literalmente salva toda a China.Mulan pega os papéis de gênero tradicionais e os esmaga com um chute. Mulan desafia todos que atravessam seu caminho, provando que uma mulher é tão importante quanto um homem e merece a mesma honra e o mesmo respeito. É apenas a sociedade que diz às pessoas para pensarem ou acreditarem de outra maneira.Moral da história: O gênero é uma construção social.

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Mulan prova que nós, mulheres, podemos fazer tudo tão bem quanto (ou melhor do que) os homens. E, em seu caso em particular, ainda mais, porque ela literalmente salva toda a China.

Mulan pega os papéis de gênero tradicionais e os esmaga com um chute. Mulan desafia todos que atravessam seu caminho, provando que uma mulher é tão importante quanto um homem e merece a mesma honra e o mesmo respeito. É apenas a sociedade que diz às pessoas para pensarem ou acreditarem de outra maneira.

Moral da história:

O gênero é uma construção social.

1. Moana:

Algo está definitivamente indo para a direção certa em um filme quando a personagem feminina principal não está se perguntando se deve se casar ou o que acontecerá quando seu pai morrer, mas, em vez disso, se pergunta o quão longe ela pode ir. Esse é o mantra de Moana: Ela quer ir aonde ninguém foi antes, onde ninguém se atreveu a ir, para que ela possa salvar sua aldeia da destruição e ser uma grande líder.Ela não tem príncipe e seu animal de estimação é um frango imundo que não vai parar de trazer problemas para ela. A princípio, ela não está completamente confiante (mas, quem está, não é mesmo?), mas ela não tem medo de convencer seu aliado de que a solução não é o ego masculino, mas, sim, o trabalho em equipe. É por isso que ela pode ir tão longe quanto quiser. Porque quem poderá impedi-la de fazê-lo? Ninguém.Moral da história: Quando uma mulher avança, todas as mulheres avançam.
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Algo está definitivamente indo para a direção certa em um filme quando a personagem feminina principal não está se perguntando se deve se casar ou o que acontecerá quando seu pai morrer, mas, em vez disso, se pergunta o quão longe ela pode ir. Esse é o mantra de Moana: Ela quer ir aonde ninguém foi antes, onde ninguém se atreveu a ir, para que ela possa salvar sua aldeia da destruição e ser uma grande líder.

Ela não tem príncipe e seu animal de estimação é um frango imundo que não vai parar de trazer problemas para ela. A princípio, ela não está completamente confiante (mas, quem está, não é mesmo?), mas ela não tem medo de convencer seu aliado de que a solução não é o ego masculino, mas, sim, o trabalho em equipe. É por isso que ela pode ir tão longe quanto quiser. Porque quem poderá impedi-la de fazê-lo? Ninguém.

Moral da história:

Quando uma mulher avança, todas as mulheres avançam.

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Feminismo para leigos

É assustadora a quantidade de gente que não sabe o que é feminismo. Ninguém tem a obrigação de saber, é claro, mas a partir do momento em que você decide opinar sobre um assunto, é de bom tom saber do que se trata. As pessoas são “contra” o feminismo sem sequer saber o que significa.

É comum escutar:

“Não sou feminista, sou feminina”,

“Não sou feminista e nem machista”,

“Não sou feminista e nem machista, sou humanista”,

“Não sou feminista, acho que todos deveriam ser tratados igualmente e ter os mesmos direitos”.

Bom, vamos lá.

Feminismo não prega ódio, feminismo não prega a dominação das mulheres sobre os homens. Feminismo clama por igualdade, pelo fim da dominação de um gênero sobre outro. Feminismo não é o contrário de machismo. Machismo é um sistema de dominação. Feminismo é uma luta por direitos iguais.

Então se você diz “não sou feminista, acho que todos deveriam ser tratados igualmente e ter os mesmos direitos” você está dizendo, exatamente: “não sou feminista, mas sou feminista”. E se você se diz humanista, bom, acredito que saiba então que o humanismo é uma filosofia moral baseada na razão humana e na ética, que coloca o ser humano acima do sobrenatural, de deuses, de dogmas religiosos, da pseudociência e das superstições e que não tem nada a ver com o assunto.

Existe essa grande falha lógica que é o sujeito achar que você tem que ser contra uma coisa pra ser a favor de outra; neste caso, “contra” os homens para ser “a favor” das mulheres. O feminismo não luta contra os homens, e sim contra o supracitado sistema de dominação, que, veja só, privilegia os homens e foi criado por… homens. Fica clara a diferença entre lutar contra um sistema e lutar contra todo um gênero?

Feminismo não tem nada a ver com deixar de usar batom, salto ou cercear sua liberdade sexual. Ninguém vai confiscar sua carteirinha de feminista se você usar rímel. Mas te abre para a possibilidade de só usar maquiagem quando quiser, não porque tem que obrigatoriamente estar impecável e linda todos os dias a enfeitar o mundo.

Feminismo não tem nada a ver com ser inimiga dos homens. É claro que existem feministas que não os toleram, mas até aí, existem mulheres que não são feministas e também odeiam homens, né? E você não é obrigada a ser uma delas.

Feminismo não tem nada a ver com esconder o corpo; muito pelo contrário, exigimos o direito de andar com a roupa que bem entendermos sem assédio ou constrangimentos. Taí a Marcha das Vadias que não me deixa mentir.

Feminismo não tem nada a ver com não ter filhos, e sim com a escolha de como e quando esses filhos virão, e se virão.

Feminismo não tem nada a ver com não ser feminina. E nem com ser.

Feminismo tem a ver com liberdade, com eu, você, elas e eles podermos todos viver e ser sem ninguém dando pitaco em como devemos nos portar, como devemos nos vestir, o que devemos dizer, do que devemos fazer com nossos corpos.

Outra coisa importante: nem todas as feministas estão de acordo a respeito de todos os tópicos. Cada um constrói seu feminismo. Como disse a Tavi Gevinson, a jovem editora da RookieMag, em uma palestra do TEDxTeen, o feminismo não é um livro de regras, mas uma discussão, uma conversa, um processo. E cada um tem o seu. Feminismo, caros, não é uma seita que reprime e excomunga quem quebra seus preceitos.

Vale sempre lembrar que o mundo machista também faz mal aos homens com esse negócio de que eles têm que ser os provedores, que eles têm que ser durões, que não podem chorar, que não podem demonstrar nenhuma característica atribuída ao feminino porque isso é considerado uma fraqueza – já que as mulheres são consideradas mais fracas, logo, inferiores. Gay é “xingamento” porque ser gay é ser um homem mulherzinha. Chega de reproduzir conceitos sem sequer parar para pensar neles.

Há um teste simples, criado por Cynthia Semíramis, pra saber se você é uma pessoa que se identifica com o feminismo:

1. Você concorda que uma mulher deve receber o mesmo valor que um homem para realizar o mesmo trabalho?
2. Você concorda que mulheres devem ter direito a votarem e serem votadas?
3. Você concorda que mulheres devem ser as únicas responsáveis pela escolha da profissão, e que essa decisão não pode ser imposta pelo Estado, pela escola nem pela família?
4. Você concorda que mulheres devem receber a mesma educação escolar que os homens?
5. Você concorda que cuidar das crianças seja uma obrigação de ambos os pais?
6. você concorda que mulheres devem ter autonomia para gerir seu dinheiro e seus bens?
7. Você concorda que mulheres devem escolher se, e quando, se tornarão mães?
8. Você concorda que uma mulher não pode sofrer violência física ou psicológica por se recusar a fazer sexo ou a obedecer ao pai ou marido?
9. Você concorda que atividades domésticas são de responsabilidade dos moradores da casa, sejam eles homens ou mulheres?
10. você concorda que mulheres não podem ser espancadas ou mortas por não quererem continuar em um relacionamento afetivo?

Respondeu sim pra tudo?

Está confortável na cadeira?

Você é pró-feminismo, ou até… Feminista! Uau!

Você não precisa ser ativista para ser feminista. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Se você acredita na igualdade de direitos entre homens e mulheres, você é feminista.

As pessoas confundem feminismo com um monte de coisas. As pessoas têm medo da palavra FEMINISMO.

Feminismo. Feminista. Feminismo. Feminista. FE-MI-NIS-MO.

Feminismo é sobre liberdade.

E é difícil ser realmente livre neste mundo.

Quatro dicas básicas para as meninas e mulheres que estão conhecendo os espaços feministas agora1) Não poste fotos…

Publicado por Feministas Revolucionárias em Sábado, 2 de janeiro de 2016

 

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