Tudo e Todas as Coisas – Um filme sobre Amor, Medo e Descobertas

Acabei de sair do cinema e estou maravilhada com esse filme. Tudo e Todas as Coisas é mais do que um romance adolescente, mais do que um drama sobre uma doença incurável e para mim, de verdade, esse filme fala sobre o AMOR, o MEDO de perder quem se ama e a DESCOBERTA do novo.

Então, se você ainda não assistiu o filme e não gosta de saber de spoilers, melhor sair deste post e ler um outro mais light, risos. Pode, por exemplo, ler algo sobre representatividade, já que eu também vou falar sobre isso aqui. Chega de papo furado, vou começar logo a falar sobre essa obra-prima.

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Tudo e Todas as Coisas é o romance jovem escrito pela autora Jamaicana Nicola Yoon e cresceu no Brooklin. E conta a história de Madeline Whittier, de 17 anos, que tem imunodeficiência combinada grave, também conhecida como “doença de bolha”. Devido à sua condição, Madeline está presa dentro de sua casa em Los Angeles, onde ela mora com sua mãe, uma médica que vive para cuidar dela.

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Tudo começa a mudar para Madeline quando ela recebe um novo vizinho, Olly – que é fofo e intrigante o suficiente para que a Madeline saia de dentro de sua casa. Reconhecedor e inventivo, Tudo e Todas as Coisas explora o quão longe estamos dispostos a ir por amor.

Eu me apaixonei por esse livro, ou melhor filme, quando eu vi o trailer, que você pode ver mais abaixo. O fato de termos uma protagonista negra e a música de Queen B. Me fez me sentir representada. É como se todos esses filmes de adolescentes fossem apenas sobre meninas brancas de classe média e pela primeira vez colocaram uma afro-americana.

Data de lançamento: 15 de junho de 2017 (1h 37min)
Direção: Stella Meghie
Elenco: Amandla Stenberg, Nick Robinson, Ana de la Reguera mais
Gêneros: Romance, Drama
Sinopse: Maddie (Amandla Stenberg) está prestes a fazer 18 anos, mas ela nunca saiu de casa. Desde a infância, a jovem foi diagnosticada com Síndrome da Imunodeficiência Combinada, de modo que seu corpo não seria capaz de combater os vírus e bactérias presentes no mundo exterior. Ela é cuidada com carinho pela mãe, uma médica que constrói uma casa especialmente para as necessidades da filha. Um dia, uma nova família se muda para a casa ao lado, incluindo Olly (Nick Robinson), que se sente imediatamente atraído pela garota através da janela. Maddie também se apaixona pelo rapaz, mas como eles poderiam viver um romance sem se tocar?

No decorrer do filme, você encontra esse casal inter-racial que passa por cima dos abusos de seus pais para ficar juntos e em um fim de semana de amor eles presenciam tudo o que nunca haviam presenciado na vida. Eles realmente vão além das expectativas. É uma viagem muito mais emocionante do que a de Augustos e Hazel para Holanda e sem dúvida, por causa da doença, parece muito mais perigosa também.

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A busca de Yoon para expandir o mundo não pára com a do protagonista. Ela também é membro do We Need Diverse Books, uma organização dedicada ao aumento da diversidade e à representação da diversidade na literatura. Isso é exatamente o que esperamos! Como eu falo incansavelmente aqui no blog sobre isso, todos queremos ser vistos em filmes, livros, hqs, músicas… enfim, queremos ser vistos e estar presente. Até que o mundo entenda que quando um roterista fala “jovem, advogada, classe média” não visualizem em suas mentes uma pessoa branca, logo de cara, ou se ele falar “meia idade, diarista e classe baixa” visualize uma negra. Queremos pessoas de todas as etnias em todas as classes, profissões e lugares.

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O filme também mostra o que algumas pessoas estão dispostas a fazer para ter quem se ama por perto. Enquanto vemos o decorrer da história, Maddie se entregando ao amor, escolhendo ter amado uma vez e morrido do que nunca ter amado. Ela descobre que sua doença “rara” é mais simples do que parece e descobre que tudo o que viveu foi uma mentira.  “Se você está realmente tentando proteger o seu filho, eu acho que a melhor maneira de ajuda-los e protegê-los contra o mundo é deixá-los estar nele”, diz Yoon. “Todo mundo precisa aprender a ficar sozinho, como lidar com o desapontamento, como se defender”.

Por fim, quero dizer que foi um filme incrível e seu final me surpreendeu. Afinal, ter um final feliz em um filme que começa tão deprê é ótimo. Ainda não li o livro (apesar de tê-lo), mas depois de ver o filme, sem dúvida vou lê-lo.

“De acordo com a teoria do Big Bang, o universo surgiu em um único instante – um cataclismo cósmico que deu origem aos buracos negros, às anãs marrons, à matéria escura, à energia e à energia escura. Ele deu origem às galáxias, às estrelas, às luas, aos sóis, aos planetas e aos oceanos. É um conceito difícil de ser compreendido – a ideia de que houve um tempo anterior à nossa existência. Um tempo antes do tempo. No início, não havia nada. E então, de repente, havia tudo.”

15 músicas da Beyoncé que fazem você entender o que é feminismo

Repost – Beyoncé Now

O feminismo é um movimento que a cada dia que passa, ganha mais força (e isso é ótimo!). O grande problema é que muita gente ainda confunde o conceito dessa luta tão importante. Por isso, separamos algumas músicas que vão fazer você – fã de Beyoncé ou não – entender o que é o feminismo.

1- ‘Run The World (Girls)’

Para você começar entendendo, vamos com um hino que passa uma versão bem clara do movimento. Com versos poderosos como: “Quem manda no mundo? Garotas!” “Fortes o bastante para criar as crianças, e ainda voltar aos negócios.” demonstram a garra da mulher em conseguir fazer tudo ao mesmo tempo e ainda ser bem sucedida profissionalmente. Quando a cantora apresentou a música do ‘4’ pela primeira vez na televisão, ela fez um discurso que convidava as mulheres para uma revolução: “Os homens tiveram a chance de dominar o mundo. Mas mulheres, nossa revolução começou. Vamos construir uma nação, mulheres de todos os lugares. Dominamos no mundo!” Diferente do que alguns pensam, o feminismo não é rebaixar os homens (um machismo reverso). O feminismo é abrir a possibilidade para a mulher chegar nos cargos mais altos também.

2- ‘***FLAWLESS’

***FLAWLESS é provavelmente o hino feminista mais importante da carreira da cantora até hoje. A música do álbum ‘BEYONCÉ’ inclui falas da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie que definem o feminismo de forma clara e concisa. “Feminista: uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre os sexos”. É nesta música que Beyoncé mostra que qualquer um pode ser feminista, inclusive homens. Para isso, basta você acreditar que todos devem ter os direitos iguais. Beyoncé foi criticada algumas vezes por tornar o feminismo em um discurso ‘pop’ disseminado de forma superficial. O que muita gente não compreende é que quanto mais pessoas falarem sobre o movimento, mais pessoas podem ter acesso à informação e aderir. O que não pode é você, homem, querer roubar o protagonismo das mulheres no movimento, ok?

3- ‘Independent Woman’

Lançada em 2000, pelas Destiny’s Child, este hino traz uma mensagem poderosa que convida todas as mulheres que são independentes a se unirem. “Esses sapatos que estão no meu pé, eu que comprei.” “A casa que eu moro, eu que comprei.” “O carro que eu estou dirigindo, eu que comprei.” “Porque eu dependo de mim mesma, se eu quiser.”Beyoncé mostra que é feminista, independente e poderosa antes mesmo do feminismo dominar as redes sociais.

4- ‘Bootylicious’

Em 2001, as Destiny’s Child colocaram a palavra ‘bootylicious’ no dicionário americano. A música do álbum ‘Survivor’ dá um “chega pra lá” nos homens dizendo: “Eu não acho que você está pronto para isso. Porque meu corpo é gostoso demais para você, amor”. No DVD ‘I Am… Yours’, Beyoncé conta que na época havia ganhado alguns quilinhos a mais e a mídia começou a comentar sobre isso. Ainda sim, ela não se importou sobre a situação porque de acordo com ela: “Não importa o que eles diziam sobre mim, eu me sentia gostosa. Você não acredita em mim? Então procure (bootylicious) em um dicionário”.

5- ‘Me, Myself and I’

Lançada como single do álbum ‘Dangerously In Love’, ‘Me, Myself & I’ é um hino de autoafirmação. Após o fim do relacionamento, Beyoncé canta que só tem a si mesma mas que prefere estar sozinha que em relacionamento abusivo. “Eu, eu mesma e eu, foi tudo que eu tive no fim.” “E não é preciso chorar.” “Eu serei minha melhor amiga”.

6- ‘Girl’

‘Girl’ foi lançada no último álbum das DCs, Destiny Fulfilled. Além de enaltecer a amizade entre as mulheres, ela dá um recadinho a sua melhor amiga, Kelly Rowland. Durante o clipe, Beyoncé e Michelle Williams pedem para Kelly desabafar sobre seu relacionamento que está indo de mal a pior. A letra é muito forte e o final do clipe é épico. “Pega um minuto, senta e conta para nós o que vem acontecendo, na sua cara conseguimos ver a dor, não adianta fingir que está feliz.””Eu sou sua miga, você é minha miga, nós somos MIGAS!!!”, elas cantam de mãos dadas.

7- ‘If I Were A Boy’

O hit de 2008 mostra o quanto é mais fácil ser homem no mundo. Durante o clipe, ela inverte os papéis com o namorado e mostra como a sociedade pode ser machista por deixar o homem fazer o que quiser, enquanto a mulher não. Na letra da música, ela fala o que faria de diferente caso fosse um homem. “Mas você é apenas um garoto, você não entende.” Não, os homens não entendem.

8- ‘Irreplaceable’

Marcando a geração de 2006, após o fim de um relacionamento, ela toma as rédeas da situação. “Tudo que te pertence está na caixa a esquerda.” Ou seja: “mete o pé, pega essa a caixa com as suas coisas, porque todo o resto é meu. E se você por um acaso pensa que é insubstituível, fique sabendo que posso ter outro de você em um minuto”.

9- ‘Ring The Alarm’

O álbum B’Day (2006) pode ser considerado um dos trabalhos com mais hinos feministas da cantora. ‘Ring The Alarm’ ganha destaque pela sua agressividade. “Eu aguentei isso por muito tempo. Mas eu vou ficar puta se te ver com outra garota”. Essa música é importante para empoderar mulheres e para que assim elas tenham forças para bater de frente, caso seja necessário. Afinal, ninguém é obrigado, não é mesmo?

10- ‘Freakum Dress’

Hora de colocar aquele vestido babadeiro e sair para bater perna. “Acho que estou pronta. Fiquei trancada em casa por muito tempo. É hora de mudar!” Então, meninas, coloquem seus melhores vestidos e mostrem quem manda! Mesmo que você esteja em um relacionamento, Beyoncé, manda as mulheres colocarem aquela roupa especial, porque toda mulher deve se sentir sempre especial e bela.

11- ‘Best Thing I Never Had’

Essa Beyoncé manda cantar para os exs. “Tudo que vai, volta.” “Graças a deus, eu saí dessa.” “Aposto que deve ser uma bosta ser você agora.” “Você não merece minhas lágrimas.” Esses são apenas alguns dos versos que formam essa letra que é um tiro direto no coração do ex.

12- ‘Grown Woman’

“Eu sou uma mulher crescida, e eu posso fazer tudo o que eu quiser.” ‘Grown Woman’ (2014) também é um dos maiores hinos de empoderamento feminino da cantora.


13- ‘Ring Off’

Beyoncé – Ring Off – Legendado from Leandro Neves on Vimeo.

Essa música é conhecida por poucos pois foi lançada na versão platinum do ‘BEYONCÉ’, em 2014. A música de Beyoncé é uma homenagem a sua mãe, Tina. Beyoncé conta o quanto está feliz por ver que sua mãe tomou a atitude de finalmente tirar a aliança, acabar com o casamento com Matthew Knowles e recomeçar a sua vida. Além disso, ela cita e sensualidade e a beleza de sua mãe. Tina casou-se de novo em 2014 e mudou seu sobrenome de ‘Knowles’ para ‘Lawson’.

14- ‘Formation’

“Ok, meninas, vamos entrar em formação!” ‘Formation’ lançada neste ano exala empoderamento feminino negro. “Eu provavelmente sou a versão negra do Bill Gates sendo feita.” O single foi apenas uma preparação para o tiroteio do que estava por vir, o 15º item.

15- ‘LEMONADE’

O último item teve que ser um álbum inteiro por diversas razões. Para começo de conversa, o álbum é conciso e completo como um só. É difícil você ouvir apenas uma ou outra música. Ele foi criado pela cantora para você ouvi-lo, ou melhor, assisti-lo por inteiro. Prova disso é que ela lançou o álbum em forma de filme. Podemos destacar hinos como: ‘Don’t Hurt Yourself’, ‘Sorry’, ‘6 Inch’, ‘Daddy Lessons’ e ‘Freedom’.

Ou seja:

– FEMINISMO NÃO É O CONTRÁRIO DE MACHISMO.
– Feminismo é bom para todo mundo.
– Homem pode deve ser feminista.
– Homem não pode roubar o protagonismo da mulher no movimento.
– A mulher pode ser sensual, não importa a idade, cor ou classe social. Basta se sentir linda e acreditar na sua autoestima.
– Feminista não odeia homem, apenas odeia machismo.
– A mulher pode usar a roupa que quiser, desde que se sinta bem com isso.
– Mulher nenhuma merece sofrer assédio.
– Mulher não pede para ser assediada, independente da roupa ou atitude.

Entenderam agora?