A influencia da fé no comportamento das pessoas no dia a dia

Pesquisa comprova que pessoas são influenciadas pela fé quando tomam decisões

Nathalia Colt e Luiz Eugênio

Em algumas religiões usar determinado tipo de roupa, ou fazer certo tipo de penteado não é aceitável, mas o que dizer quando essa limitação não está relacionada apenas à aparência, mas sim as decisões tomadas no dia-a-dia? Sabe-se que a fé é um instrumento de transformações na vida de uma pessoa. Confirmando isso, uma pesquisa realizada em 2010, na cidade de Londrina – Paraná, afirmou que 97% das pessoas afirmam que a religião exerce influência em seu comportamento.

Segundo os pesquisadores, Ricardo Baracho dos Anjos e José Antônio Baltazar, o tema surgiu devido à inquietação diante de tantos movimentos religiosos que ocorreram nos últimos anos. E teve como objetivo mostrar o que leva uma pessoa a seguir determinada religião e também mostrar a influência dela no comportamento das pessoas.

Eles usaram como base livros de estudiosos como Freud e Jüng e partiram daquelas teorias para elaborar sua tese. Freud abordava a religião como sendo o lugar das nossas patologias; Jüng mostrava a religião inserida nos arquétipos; Viorst falou sobre a reconexão através da religião; e Frankl, contribuiu com a Logoterapia, segundo a qual, a descoberta do sentido para a vida é o que impulsiona as pessoas a uma vida melhor. Os resultados provaram ter um alívio e um suporte. Foi colocada a proposta de que a religião pode ser o sentido da vida, fazendo com que as pessoas tenham um comportamento saudável e um melhor enfrentamento de seus problemas.

Um exemplo disso é Cláudia Santos de 44 anos, quando criança, foi educada com as crenças católicas e durante toda sua vida seguiu este rumo. Porém, após sua separação ela já não se sentia bem nas missas, era discriminada por ser divorciada e ter uma filha para criar. Desde então deixou de frequentar a igreja, mas não de crer em Deus. Com o passar do tempo, Claudia passou a procurar outro sentido espiritual, foi quando começou a estudar a bíblia com as Testemunhas de Jeová.  “Não sabia se era o certo, mas me senti tão bem quando soube que Deus se importava mais com meu apreço por ele do que pelo meu estado civil que não tive dúvidas e continuei o estudo. Hoje tenho orgulho de dizer que sou Testemunha de Jeová”.

Mesmo quando há conflitos com sua antiga crença, ela acredita que a atual está mais de acordo com seu modo de vida e se esforça ao máximo para segui-la. A posição religiosa das Testemunhas de Jeová em relação ao uso de sangue na medicina e na alimentação é uma das mais controversas e criticadas ao longo dos anos. Baseando-se na interpretação da Bíblia, elas entendem que o uso de transfusões de sangue total ou dos seus componentes primários é proibido pela lei divina. “ Sei que é um caso sério, mas acredito que a minha fé vai além da vida. Não deixaria de cuidar de meus filhos por causa da transfusão, apenas procuraria uma alternativa”, afirma Cláudia.

Por outro lado, André Delgado, cansado da culpa imposta pela religião, há 10 anos entrou em uma busca pela verdade. E chegou a conclusão de que o Deus não criou o homem e sim o homem criou Deus. “A partir do momento que eu soube da verdade, eu me libertei. Nunca tive a bíblia como guia do que é certo ou errado. Eu acho que isso está dentro da gente, no fundo sabemos o que é direito ou não, ou seja, tudo o que ofende a si ou ao outro. Assim como eu, todo mundo quer rir o tempo todo e ser feliz, praticar ações do bem é isso”, afirma.

Seguindo a teoria Matheus Vieira, estudante, se diz sem religião e afirma, “quando vou tomar uma decisão penso nas consequências que ela ode me causar ou causar às pessoas no futuro. Quem não é louco sabe o que é certo e errado.” Matheus acredita que a religião influencia sim alguns a melhorarem de vida. “Conheço algumas pessoas que entraram na igreja e largaram maus hábitos, mas não acredito que seja apenas a igreja que fez isso, é preciso força de vontade. Talvez a mesma pessoa teria conseguido sozinha”, conclui.

Foca em Foco | Ano 13 – Edição 1 | Abril/Maio 2012

 

 

 

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