Hare Krishna – Um dia na fazenda Nova Gókula

No dia 25 de março visitei pela primeira vez a Fazenda Nova Gokula, um recanto natural que oferece uma variedade de vivências baseadas no princípio de uma vida simples, natural e saudável.

Apesar de ser leiga com relação à algumas religiões, gosto de conhecer coisas novas.  E lá na Nova Gokula, eles praticam a ISKCON que pertence à Gaudiya-Vaisnava Sampradaya, uma tradição monoteísta dentro da ampla cultura hindu. É baseada, de maneira escritural, no Bhagavad-gita, ou Canção de Deus, texto em Sânscrito de 5 mil anos de idade. A ISKCON segue sua linhagem diretamente do Senhor Krishna, o orador do livro sagrado, reverenciado como a Suprema Personalidade de Deus; e do Senhor Caitanya Mahaprabhu, a encarnação de Deus no Séc. XVI, na Índia, que enfatizou o entoar do mantra Hare Krishna como o meio mais eficaz de alcançar auto realização e amor por Deus nesta era.

  1. A missão não-sectária deste movimento monoteísta é desenvolver o bem-estar da sociedade, promovendo a ciência da Consciência de Krishna. Para isso, Srila Prabhupada estabeleceu a declaração de missão da ISKCON em sete propósitos.
  2. Propagar sistematicamente o conhecimento espiritual na sociedade em geral e educar as pessoas nas técnicas da vida espiritual a fim de fazer frente ao desequilíbrio de valores na vida e obter verdadeira unidade e paz no mundo.
  3. Propagar a Consciência de Krishna, tal como se revela no Bhagavad-Gita e no SrimadBhagavatam.
  4. Fomentar a aproximação entre os membros da ISKCON e entre estes e Krishna, o Ser Originário, para assim desenvolver a ideia, entre os membros e na humanidade em geral, de que cada alma é qualitativamente parte integrante de Deus (Krishna).
  5. Ensinar e promover o movimento de sankirtana, o canto congregacional do santo nome de Deus, tal como se revela nos ensinamentos do Senhor Sri Caitanya Mahaprabhu.
  6. Erigir, para os membros e para a sociedade em geral, um lugar sagrado de passatempos transcendentais, dedicado à Personalidade de Krishna.
  7. Promover a união entre os membros para ensinar um modo de vida mais simples e natural.
  8. Com o objetivo de obter os mencionados objetivos, publicar e distribuir periódicos, revistas, livros e outros escritos.

Ao chegar lá fiquei encantada com o local, realmente é muito lindo, o templo, as roupas, as imagens, a cultura em si.  Como é muito diferente do que temos como “comum” no Brasil, fiquei realmente impressionada. E mesmo sendo um local onde eu provavelmente não me divertiria (meio do mato, só comida vegetariana), eu curti bastante o passeio.

Ao chegarmos, fomos até o restaurante comunitário para tomarmos nosso café da manhã. Achei delicioso, granola, maça, pão integral, suco de acerola e requeijão. Claro que eu colocaria um iogurte alí na granola, mas eu gostei do café.

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Em seguida fomos para o templo, gente que lugar lindo. Amei, o silencio, a decoração, as imagens, as pinturas, tudo maravilhoso. Enquanto ouvíamos um Guru falando sobre o objetivo da vida, sobre a renúncia e o desapego aos bens materiais. Tinha uma bebê linda passeando pelo templo, ela engatinhava e tocava em tudo, enquanto sua mãe a observava. Não sei se são moradores de lá, mas me deu um ar de tranquilidade, que apesar de ser um local sagrado, todos são bem-vindos. Uma pequena criança pode explorar por ali. Isso foi magnifico.

Em seguida fomos dar uma volta, aí começou a minha tortura, apesar de estar com repelente, vários mosquitos e formigas me picaram e eu deitei em uma canga molhada porque o mato estava molhado, arrebentei meu chinelo na lama e fiquei andando descalço. Mesmo com todos esses problemas, ao chegar na cachoeira me acalmei novamente, apesar de muito gelada a água estava uma delícia molhei apenas até meus joelhos, mas senti uma paz gigantesca.

Por fim fomos almoçar, mas como nem todos estavam com muita fome, decidimos comer um lanche e lá estava um VegeBurguer comi com muito receio, mas até que foi gostoso. Talvez se fosse uma maionese com um sabor ficaria melhor, mas não foi ruim. Além disso, experimentei um suco de Amora delicioso e uns chips de banana também muito boa. Tinha uma especiaria lá que eu não estava afim de experimentar, a coxinha de jaca. Deus é mais, só de pensar já me revira o estômago. Então fiquei nisso mesmo e me senti satisfeita.

Saímos de lá umas 14h30 e fui embora me sentindo um pouco mais leve sim, conhecer aquele lugar lindo me fez bem e é uma ótima experiência.

Agora vejam algumas fotos do passeio:

 

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