The Normal Heart – Considerações sobre o filme

Esse mês eu decidi assistir dois filmes que eu estava com muita vontade e fazer uma avaliação, o primeiro dele é o filme The Normal Heart, um filme de drama estadunidense de 2014 dirigido por Ryan Murphy e escrito por Larry Kramer, baseado em sua própria peça teatral de 1985 de mesmo nome.

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It will brake your heart and it is worth every second watching it

Já fazia um tempo que eu queria assistir este filme, grande parte pela incrível crítica que li, mas confesso que não sabia muito bem qual era a história, apenas sabia que era sobre a AIDS. Já no começo do filme me senti um pouco desconfortável, não pelo grande número de casais gays, mas pelo sexo explícito que havia. Lembro que fiquei pensando em meu quarto, o que eu faria se alguém entrasse naquela hora com certeza imaginariam o que eu estava assistindo, um pornô gay, rsrs. É realmente muito desconfortante.

Tirando esse grande número de cenas picantes no começo do filme, este filme é incrivelmente emocionante e lindo. Me senti o próprio protagonista na luta pelos meus direitos, sempre fui bem assim bocuda e agressiva nas minhas discussões, entendo que nem sempre ganhamos as coisas no grito, mas tem coisa que fico indignada.

O personagem de Mark Rufalo, Ned Weeks tem um comportamento muito incomum na comunidade LGBT, falo isso pela minha experiência ao tentar lançar a Queen Magazine. Realmente a grande maioria na década de 80 queria a liberdade, amar sem preconceitos e poder fazer amor/transar onde bem entendesse e a AIDS veio como um freio, ou um retrocesso, a todas as conquistas que haviam conseguido até então. Na contramão, Ned Weeks não participa muito das orgias, nem da “curtição” conhecida até hoje no mundo gay. Ele repugna a promiscuidade que tal comportamento pode levar, apesar de já ter frequentado saunas e outros lugares com o mesmo estilo ele procura um parceiro, um grande amor.

Atualmente a ideia é a mesma, infelizmente grande parte da comunidade LGBT é voltada ao sexo, ao prazer e sua grande maioria não tem interesse em militar pelos seus direitos. Se na época não se sabia como se prevenir da AIDS e um grande número de pessoas morreram atualmente diariamente muitos jovens continuam contraindo esse vírus, independente da sexualidade a AIDS ainda é uma doença sem cura que mata milhões por ano. É triste perceber que mesmo depois de 30 anos e todas as crises que passamos não aprendemos nada.

Acredito que a ideia mais forte que tirei deste filme, não é sobre a AIDS, nem sobre o mundo LGBT, na verdade é sobre o egoísmo que o ser humano tem ao lidar com problemas sociais. Mesmo em uma crise na saúde, com muitos mortos, eles não se deram nem ao trabalho de tentar investir em uma pesquisa, ou ajudar quem queria ajudar os doentes. E pior, pessoas que se dizem religiosas fazerem protestos dizendo que era praga de DEUS, meu sei lá, acho que podemos parar o mundo e descer. Ninguém tem amor ao próximo mais. Se em 1980 era assim e hoje estamos do mesmo jeito, infelizmente talvez não tenhamos mais concerto.

Vou deixar com vocês a sinopse do filme e o trailer, garanto que vale muita a pena assistir este filme.

Sinopse: Depois de ver um amigo ser sucumbido por uma nova doença, a AIDS inicialmente chamada de “câncer gay”, que estava matando pacientes gays consultados pela Dra. Emma Brookner (Julia Roberts), Ned Weeks (Mark Ruffalo) pretende organizar mais ação para combater essa doença, mesmo que sua personalidade possa ameaçar e afastar as pessoas ao seu redor, incluindo seu irmão Ben (Alfred Molina), seu amante Felix (Matt Bomer), e Bruce Niles (Taylor Kitsch), um banqueiro de investimento enrustido.

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Um beijo do qual eu participaria com qualquer um dos dois, ou até triplo ♡ Matt Bomer e Mark Ruffalo!

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