Eu que mando

Sempre gostei de pensar que sou uma pessoa sem preconceitos e super mente aberta, mas confesso que existem alguns tabus na minha mente que são difíceis de tirar.

Esses dias mesmo falei aqui sobre a cirurgia bariátrica que vou fazer, confesso que antes de saber exatamente o que era, eu imaginava sendo uma maravilha, que adoraria fazê-la apenas pelo fato de poder emagrecer comendo… ingenuidade pura…rs

Hoje sei de todos os complexos dessa cirurgia, mas vim aqui falar sobre outra coisa. Vim falar sobre a vergonha, receio, medo de abrir o jogo e falar sobre ela. Não só pelo preconceito externo que é amplamente divulgado por aí, mas pelos meus medos, os internos que me faziam, e as vezes ainda fazem, acreditar que eu estou errada.

Eu, por um tempo, dizia que se tivesse dinheiro mudaria tudo em meu corpo, inclusive a cor da minha pele. A aceitação veio depois de alguns anos, mas ainda lutava, vou ser plus size, não vou, sou linda de qualquer jeito, não sou não. E etc. Tive apelidos como Rouge, por causa da girlband, me chamaram e Preciosa, sim por causa do filme. E odiava. Afinal, ninguém quer ser chamada de preta ou gorda. Não se vê mulheres acima do peso, negras conquistando corações por aí.

Mas isso não é só questão de representatividade, não é porque eu vejo a Cacau Protasio em uma novela ou filme, arrasando corações que eu vou aceitar meu corpo. É preciso ter na mente que eu posso sim querer mudar. E isso também foi um desafio, pois ao me assumir preta, gorda e feminista. Não poderia pensar que poderia ter um corpo de Beyoncé, e sair por aí conquistando corações.

Outra guerra mental, outra disputa interna. O que fazer? Não consigo me aceitar como sou, nem posso mudar, pois estaria contra meus próprios princípios. Mais uma ficha cai, ou sei lá qual a gíria atual para isso,  então decidi: EU POSSO FAZER O QUE EU QUISER.  O corpo é meu. E se ninguém está pagando minhas contas, porque eu deveria dar satisfações?

Então, você, que está aí pensando se deve ou não ter um filho, pintar o cabelo, usar aquela mini saia. Faça o que você quer! Não deixe que ninguém diga o que pode ou não fazer…

7554342183036aa80120cad79beb8fe7.jpg

 

52 Semanas de Autoconhecimento – Semana 6

Olá, hoje seguindo o 52 Semanas para o Autoconhecimento, irei responder a seguinte questão:

Verdadeiro ou Falso: “Eu sei como ficar comigo mesmo.” Explique sua resposta.

Houve um tempo em que eu diria falso para essa afirmação, afinal ficar sozinha era algo muito dificil. Hoje em dia, vejo que é a melhor coisa, ter alguém seja em um relacionamento ou até mesmo para passar umas horas ao lado, é muito bom. Mas quando você ainda não sabe o que quer, tem dúvidas de pra onde deveria ir ou o que deveria fazer por si, ficar sozinha é a melhor escolha.

Hoje sei o quão abençoada sou por estar só, tudo bem que o Dia dos Namorados é uma bosta. Mas ainda assim, eu posso ver a série que eu quero, ir para a balada que eu quiser, se ficar com vontade beijo também. Se não tiver afim, posso dormir e ter um dia preguiça. Posso ser egoísta, pensar em mim e fazer o que eu quiser apenas porque eu quero.

Claro que ter uma companhia para ir ao cinema ou em um show é legal, mas porque nao aproveitar esses locais com minha própria companhia? Então hoje digo: Verdadeiro. Eu sei como ficar comigo mesma. E quero aproveitar essa minha nova empreitada assim, para definir bem o que e quem eu quero na minha vida.

 

Gordofobia é abordada no Profissão Repórter

Assisti hoje o Profissão Repórter dessa semana, que fala sobre a Obesidade, e me senti representada. Não que isso seja algo bom, neste caso, mas achei excelente terem abordado este tema e dessa forma.

O Profissão Repórter falou de quatro jovens que são obesos, dois que sofrem com isso e dois que já se aceitaram como são e, inclusive, ganham dinheiro por meio de seu biotipo. O que mais me marcou, foi o caso de Rogi, estudante de administração, com 29 anos e muita dificuldade para lidar com as tarefas básicas por causa do seu peso. Com 208kg tudo fica muito difícil: ir ao banheiro, pegar ônibus, sentar na cadeira da faculdade e comprar roupas. “Muitas vezes ouço as pessoas dizerem que se assustam comigo. Não ser aceito em espaços machuca. Quando me olho no espelho, não me sinto o feio que a sociedade diz. Eu me sinto bonito, e às vezes nem me sinto gordo”, conta.

Rogi jogava no time de futebol americano de Vila Velha, no Espírito Santo. Mas há dois anos desistiu e, depois disso, teve uma depressão. Foi aí que começou a engordar: “Às vezes eu quero me isolar, muitas vezes eu não saio. Fico quietinho em casa porque aqui sei que tô protegido”.

É exatamente assim que me sinto, passei por alguns eventos em minha vida que me fizeram engordar e muito e como ele disse, temos uma vida excluída do resto do mundo, muitos não encontram roupa, não encontram um parceiro e sofrem preconceito todos os dias. E o único prazer que encontramos é na comida.

São piadas, brincadeiras e cobranças do mundo que nos fazem tomar decisões absurdas. Como a entrevistada Fernanda disse, muitas vezes a pior cobrança é de dentro de casa. Fernanda quer emagrecer 20kg até o Natal. Ela é professora e deixou o emprego há dois anos, quando a segunda filha nasceu. Ela tem que lidar com as constantes críticas do marido, Hermínio: “Ele adora me zoar, não só eu… Fala que é tudo chupeta de baleia”.  Hermínio conta sua versão: “Eu brinco assim, mas não tem maldade. Não é bullying. Ela inventou de usar biquíni e eu falei que não dá. Uma mulher desse tamanho vai usar biquíni? Ficou feio pra caramba”.

Fernanda pesa 90kg e quer chegar aos 70kg: “A sociedade tem um papel muito importante na minha vontade de emagrecer, porque eles cobram muito isso da gente. Eu não tô fazendo só pelos outros, tô fazendo pra eu me sentir melhor, mais bonita”.

A Gordofobia é algo sério, para quem não está acima do peso, é só uma brincadeira, para nós que sofremos, machuca a alma. Eu queria muito que minha mãe entendesse como eu me sinto e me apoiasse mais, mas é tão complicado, para ela eu estou assim porque quero. E isso não é verdade.

Por que não é preguiça
O sobrepeso não é necessariamente resultado de comida em excesso ou falta de atividade física. Conheça alguns fatores comprovados cientificamente

Falta de sono – Segundo uma pesquisa do King’s College London, pessoas que dormem menos de sete horas por dia consomem, em média, 385 calorias diárias a mais do que aquelas que dormem além disso.

Condições socioeconômicas – Uma pesquisa desenvolvida pelo Ministério da Saúde apontou que o excesso de peso está ligado à escolaridade: 57,3% dos brasileiros com até oito anos de estudo estão com excesso de peso, enquanto aqueles com mais de 12 anos de estudo fazem o índice cair para 48,4%.

Medicamentos – Alguns remédios e até anticoncepcionais formulados à base de estrógeno colaboram no ganho de peso.

Desequilíbrio hormonal – Um desequilíbrio na glândula tireoide pode causar o hipotireoidismo, que desacelera o metabolismo, o que dificulta o gasto de energia e retém sal e água, levando ao inchaço.

Genética – Estudos realizados com gêmeos mostram que a genética influencia nosso peso entre 40% e 70%. Há inclusive genes associados ao acúmulo de gordura, como o FTO — um levantamento recente publicado na revista Nature comprovou que ratos sem esse gene nunca ficam obesos, mesmo comendo muito e se movimentando pouco.

Fonte: Revista Galileu

Eu, particularmente, ainda não cheguei ao nível de me aceitar como sou. E nem sei se é isso que quero. Espero ainda emagrecer e me sentir bem com o meu corpo. Mas acima de tudo não quero mais me sentir mal, depressiva, excluída e tudo de ruim ao me olhar no espelho.
Se você quiser assistir o episódio de Profissão Repórter:
Depois lembra de voltar e dizer o que achou.

Dear White People, racismo velado e minhas considerações

Olá, voltei. E dessa vez estou aqui para falar sobre a série Dear White People, baseada no filme de 2014 de mesmo nome.

dear-crit-02_fl.png

Confesso que estava insegura de escrever sobre a série, pois não acho que tenha bagagem suficiente para dissertar sobre o assunto. Não só pelas inúmeras questões raciais que estou aprendendo agora e, apesar de ter sofrido racismo durante toda a minha vida, é complicado e difícil de explicar. Na verdade complicado falar sobre algo que você entende há pouco tempo. Ainda assim, vou tentar falar quais são minhas considerações.

Enquanto o filme concentra-se na escalada de tensões raciais em uma prestigiada faculdade da Ivy League na perspectiva de vários estudantes afro-americanos. A série ataca, de forma sarcástica, a ilusão de uma América pós-racial. O que me chamou atenção, e na verdade eu só fiquei sabendo depois de assistir a série é que em fevereiro a Netflix recebeu inúmeras avaliações negativas, foi chamada inclusive de ser anti-brancos e racista (vejam os comentários no trailer do Youtube). Isso tudo porque no teaser lançado no mesmo mês mostrava Samantha White, uma mulher negra que parece ser uma locutora de rádio e fala ao microfone uma lista de fantasias de Halloween que são totalmente aceitáveis para pessoas brancas “pirata, enfermeira, qualquer um dos primeiros 43 presidentes americanos…” e o topo da lista de fantasias inaceitáveis “eu“, seguida por inúmeras imagens de homens e mulheres brancos com o rosto pintado para parecerem negros.

A mensagem de Dear White People nesse teaser, é bem clara. É a critica a tradição da Blackface que começou no século XIX nos shows de menestréis, nos quais atores brancos se pintavam de preto usando carvão de cortiça para representar personagens afro-americanos de forma pejorativa. Dessa maneira, além de reforçar estereótipos racistas, a atitude também impedia que pessoas negras participassem de apresentações teatrais.

Dear White People é sobre racismo velado, explícito, e a relação entre os próprios militantes e seus diferentes pontos de vista sobre a luta. É sobre a problemática do empoderamento estético, que exige gastos, dor física e um esforço para ser aceito. É sobre as pessoas esperando que você, negro, seja o representante de todas as pessoas negras do mundo — como quando o professor de História de Samantha espera DELA a resposta sobre uma questão relacionada à escravidão, e todos olham para a menina aguardando que ela dê seu parecer. Afinal, ela é negra, obviamente ela TEM que falar a respeito. Ou os homens que se aproximam de Coco por a acharem muito bonita, mas nem cogitam um relacionamento sério ou levá-la para conhecer suas famílias.

– Gabriela Moura em Medium

Quando se fala em racismo é muito complicado tirar da cabeça do próprio negro o que é apenas uma brincadeira de mal gosto e o que é Racismo, por muitas vezes as duas coisas são as mesmas, mas estamos tão acostumados que não vemos a diferença. Eu mesma passei por situações, assim como alguns conhecidos que me fizeram pensar no absurdo que é viver sendo negra. Pois só quem é negro e vive o que vivemos entende, aí surge uma série que fala sobre tudo isso. Além de abordar todas as loucuras que nos sujeitamos para sermos aceitos entre os “brancos”. É muita informação, sim e posso dizer que assim como 13 Reasons Why, me fez refletir sobre minhas ações perante o mundo.

Algumas coisas sobre a série que eu gostaria de dizer, primeiro não vejo problema em casais inter-raciais, mesmo que alguns não entendam nossa situação como afrodescendentes, é parte da nossa militância mostrar e ensinar aos outros nossas lutas e causas. Por isso qualquer tipo de relacionamento: amoroso, amigável, politico. etc. Qualquer relacionamento que envolva pessoas diferentes é muito mais enriquecedor do que relacionamentos entre pessoas iguais, de certa forma é uma segregação. Como eu disse, ainda tenho muito a estudar sobre o assunto. E essa é minha forma de pensar, hoje.

gabe-sam-dear-white-people.jpg

O que eu vi, assistindo a série, foram pessoas com problemas de relacionamento com seus pais, questões sobre sua popularidade, sobre autoestima e sobre sua sexualidade. Claro que ter 90% de atores negros colabora com a abordagem de assuntos de questão racial, como a cena na festa. Em que foi a mais tensa e esclarecedora para os personagens e para quem assistiu, sem dúvida. Mas confesso que não vejo problema em uma pessoa branca cantar uma letra de Rap que tenha a palavra “Nigga”. Vejam que isso é bem diferente de chamar alguém de “Nigga”. A questão é bem parecida com aquela frase “Só viado e sapatão pode chamar viado e sapatão de viado e sapatão” Apesar de eu não ser sapatão, sempre chamei meus amigos homossexuais de viados, e não de forma pejorativa, todos sempre aceitaram numa boa. Ou seja, tudo envolve o contexto, a proximidade, a intimidade e etc. Eu mesma não acho neguinha um termo legal, para mim parece nome de cachorro, mas tem gente que curte, vocês entendem? É muito pessoal.

Dear-White-People-Netflix-Cast.jpg

Por fim quero deixar uma questão: Gostamos de personagens femininas com características que dizemos ser femininas, delicadas, sensíveis e etc? Será que por Sam White ser uma mulher forte, empoderada e de atitude nós não demos as devidas atenção? Ou será que demos muita importância à Hanna Baker porque ela é branca? Se fosse uma menina negra que sofresse, além de todo o bullying, machismo e abuso, também o racismo será que teríamos o mesmo olhar?

Fica aberta a discussão…

Blog Desafio – 31 dias (2º dia)

Continuando o desafio, hoje falarei um pouco mais sobre mim.

Dia 2 – 20 fatos sobre mim

1- Sou super fã da BEYONCÉ, tudo bem que não é nenhuma novidade;

2- Tenho muito orgulho do meu cabelo e da minha etnia;

3- EJá fui uma adolescente rebelde, gostava de emo e usava preto;

4- Gostaria muito de conhecer Amsterdã;

5- Tenho uma tara pelo sobrenatural, ao mesmo tempo sou cagona demais para fazer qualquer coisa do tipo;

6- Acredito que o dia que nascemos diz muito sobre nós, seja o signo, ascendente e coisas de astrologia, como também pessoas famosas que morreram no dia em que nasci. No meu caso foi Raul Seixas e acredito que tenho sim um pouco do Maluco Beleza em mim.

7- Gosto de acordar cedo e assistir jornais

8- Tenho habilitação, mas tenho medo de dirigir;

9- Já fui atropelada duas vezes por moto, na segunda eu tive fratura do maléolo e vivo com 8 parafusos e 2 placas.

10- Gosto muito das minhas amigas, mas prefiro alguns amigos homens a mulheres “menininhas”, sei lá não me sinto bem sabe?;

11- Gosto de dar uma de comediante e fazer piada com tudo;

12- Apesar de ser super fã da Beyoncé, meu melhor show não foi dela porque eu passei mal e desmaiei e sim o show do Rock in Rio 2013, tributo ao Cazuza;

13- Gosto de tattoo e piercing, mas só tenho uma tatuagem no pulso (pretendo fazer mais);

14- Sou contra qualquer tipo de preconceito e odeio gente que se acha melhor do que outros, no entanto preciso controlar mais minha intolerância com quem pensa diferente de mim;

15- Já sofri muito com depressão e atualmente faço terapia para melhorar minha autoestima;

16- Eu gostaria muito de ser mais culta, acho que sei um pouco do assunto mas me perco quando aprofundo;

17- Tenho sonhos como a maioria das garotas: casar e ter filhos;

18- Gosto de decoração e design e já pensei em fazer uma faculdade de Publicidade e Propaganda;

19- Já fiz curso no SENAI de Mecânica de Manutenção, nada a ver com minha área;

20- Quero muito ser professora de faculdade e poder dar aulas divertidas, como algumas professoras que tive.