Eu que mando

Sempre gostei de pensar que sou uma pessoa sem preconceitos e super mente aberta, mas confesso que existem alguns tabus na minha mente que são difíceis de tirar.

Esses dias mesmo falei aqui sobre a cirurgia bariátrica que vou fazer, confesso que antes de saber exatamente o que era, eu imaginava sendo uma maravilha, que adoraria fazê-la apenas pelo fato de poder emagrecer comendo… ingenuidade pura…rs

Hoje sei de todos os complexos dessa cirurgia, mas vim aqui falar sobre outra coisa. Vim falar sobre a vergonha, receio, medo de abrir o jogo e falar sobre ela. Não só pelo preconceito externo que é amplamente divulgado por aí, mas pelos meus medos, os internos que me faziam, e as vezes ainda fazem, acreditar que eu estou errada.

Eu, por um tempo, dizia que se tivesse dinheiro mudaria tudo em meu corpo, inclusive a cor da minha pele. A aceitação veio depois de alguns anos, mas ainda lutava, vou ser plus size, não vou, sou linda de qualquer jeito, não sou não. E etc. Tive apelidos como Rouge, por causa da girlband, me chamaram e Preciosa, sim por causa do filme. E odiava. Afinal, ninguém quer ser chamada de preta ou gorda. Não se vê mulheres acima do peso, negras conquistando corações por aí.

Mas isso não é só questão de representatividade, não é porque eu vejo a Cacau Protasio em uma novela ou filme, arrasando corações que eu vou aceitar meu corpo. É preciso ter na mente que eu posso sim querer mudar. E isso também foi um desafio, pois ao me assumir preta, gorda e feminista. Não poderia pensar que poderia ter um corpo de Beyoncé, e sair por aí conquistando corações.

Outra guerra mental, outra disputa interna. O que fazer? Não consigo me aceitar como sou, nem posso mudar, pois estaria contra meus próprios princípios. Mais uma ficha cai, ou sei lá qual a gíria atual para isso,  então decidi: EU POSSO FAZER O QUE EU QUISER.  O corpo é meu. E se ninguém está pagando minhas contas, porque eu deveria dar satisfações?

Então, você, que está aí pensando se deve ou não ter um filho, pintar o cabelo, usar aquela mini saia. Faça o que você quer! Não deixe que ninguém diga o que pode ou não fazer…

7554342183036aa80120cad79beb8fe7.jpg

 

52 Semanas de Autoconhecimento – Semana 6

Olá, hoje seguindo o 52 Semanas para o Autoconhecimento, irei responder a seguinte questão:

Verdadeiro ou Falso: “Eu sei como ficar comigo mesmo.” Explique sua resposta.

Houve um tempo em que eu diria falso para essa afirmação, afinal ficar sozinha era algo muito dificil. Hoje em dia, vejo que é a melhor coisa, ter alguém seja em um relacionamento ou até mesmo para passar umas horas ao lado, é muito bom. Mas quando você ainda não sabe o que quer, tem dúvidas de pra onde deveria ir ou o que deveria fazer por si, ficar sozinha é a melhor escolha.

Hoje sei o quão abençoada sou por estar só, tudo bem que o Dia dos Namorados é uma bosta. Mas ainda assim, eu posso ver a série que eu quero, ir para a balada que eu quiser, se ficar com vontade beijo também. Se não tiver afim, posso dormir e ter um dia preguiça. Posso ser egoísta, pensar em mim e fazer o que eu quiser apenas porque eu quero.

Claro que ter uma companhia para ir ao cinema ou em um show é legal, mas porque nao aproveitar esses locais com minha própria companhia? Então hoje digo: Verdadeiro. Eu sei como ficar comigo mesma. E quero aproveitar essa minha nova empreitada assim, para definir bem o que e quem eu quero na minha vida.

 

5 pensamentos para te ajudar a desenvolver autoestima

Uma das coisas que mais me perguntam é como fiz para ser a mulher que sou hoje, com autoestima. Não foi fácil e nem rápido, não tenho razão para mentir. Sempre digo que desenvolver o amor próprio é um ato de persistência diária, que exige perdão e paciência. Não sei você, mas eu costumo ser mais cruel comigo mesma do que os outros porque eu me conheço bem, sei quais são meus pontos fracos. Já fui minha maior inimiga por muito tempo, mas um dia resolvi me despedir dela. É como dar lentos passos e, ao longo do caminho, ir tirando peças de roupa, até que você se reconhece nua, no cerne das suas questões.

autoestima desbrocha quando a queremos e buscamos. Você não irá desenvolvê-la a menos que queira e outras pessoas não podem fazer isso por você. Não adianta ganhar um elogio de alguém e ficar feliz por aquilo se cinco porque a única fonte inesgotável de amor é a que vem de você para você. Entenda isso. Quando decidi me perdoar e me entender e comecei a caminhada da aceitação, diariamente eu falava mentalmente essas afirmações para mim. Não vi em nenhum lugar, não traduzi: essas são as verdades e afirmações que me ajudaram a entender que eu não sou apenas um corpo ou uma imagem. Esses pensamentos me ajudaram a ser mais segura, confiante, a me perdoar, me entender e me amar. Compartilho hoje com vocês no intuito de ajudar a quem precisa se redescobrir!

5 pensamentos para te ajudar a desenvolver autoestima

5-pensamentos-para-te-ajudar-a-desenvolver-autoestima.jpg

RepostGrandes Mulheres

52 semanas de autoconhecimento – Semana 3

Hoje vou falar sobre outro item do projeto 52 semanas de autoconhecimento.

Quando você pensa em seu futuro, o que você mais teme?

Para falar a verdade, este assunto me assusta. Não que eu tema o futuro, mas é aquela sensação de não chegar onde eu quero. E incrível como quando tinha 20 e poucos anos achava que tinha tempo suficiente para tudo, tudo o que eu imaginava era possível. E eu iria realizar meus sonhos. Mas o tempo mostrou pra mim que nem tudo é tão fácil assim, muitas coisas vem com o tempo que precisamos dedicar, e acredite o tempo passa rápido demais.

Esperava mais dos meus 28 anos… (lá vem a Nathalia chorar as pitangas mais uma vez…rs) Sim ainda estou lamentando meus 28 anos. Não me sinto fracassada, mas queria ter conquistado mais, mas cada coisa na sua hora, certo? E se eu não recebi é porque não estava pronta. Mas, apesar de minhas derrotas acho que conquistei coisas muito importantes, e por isso acho importante falar desse tópico que escolhi hoje.

Pois apesar de me sentir feliz com o que conquistei até hoje, temo não conseguir obter uma estabilidade financeira, emocional e nem psicológica. Sim, para mim, mais do que ser rica, estar casada ou estar feliz. Eu quero me sentir bem, estar estável independente da situação. É tipo saber lidar com qualquer problema que possa haver. É ter dinheiro caso seja preciso, em uma emergência. É saber que mesmo que eu esteja fora de um relacionamento sério eu tenha com quem contar.

Isso é o que eu mais quero e por consequência o que eu mais temo não conseguir.

Por hoje é só…

52 semanas para o autoconhecimento – Semana 1

Como prometido, estou aqui hoje, 21 de agosto, comemorando 28 primaveras e disposta a iniciar minha jornada de 52 semanas de Autoconhecimento.

Qual sua maior fraqueza? Descreva um momento em que essa fraqueza o reteve.

Para iniciar essa jornada, vou falar de um assunto em que me vejo, por muitas vezes, e ainda não aprendi a lidar com ela, minha carência. Sou muito carente, pode ser coisa do meu signo Leonina a louca por atenção, ou pode ser algo da minha infância – cresci sem meu pai. Não sei ainda de onde vem esse sentimento, mas sei inúmeras vezes que tomei atitudes baseada somente nesse medo de ficar só.

Bom vamos começar direito, minha maior fraqueza é a CARÊNCIA:

Ca.rên.cia
substantivo feminino
falta de algo necessário; privação.

Mas não é uma carência qualquer é a Carência Afetiva:

O site Psicologia Viva descreve a Carência Afetiva como quando uma pessoa acredita haver ausência de amor ou sente a necessidade de atenção. Vale a pena observar também as características que listamos a seguir, pois são típicas de quem sofre de dependência afetiva.

  • Submissão extrema às pessoas;
  •  Medo de desagradar;
  • Crença de que a felicidade está condicionada à outra pessoa;
  • Ciúme excessivo;
  • Viver em função dos sonhos do outro;
  • Não ter planos nem perspectiva para a própria vida;
  • Medo da solidão;
  • Sentimento de inferioridade;
  • Necessidade de chamar a atenção das pessoas.

E é exatamente isso que sinto, pode ser que você, que realmente me conhece, não imagine. Mas eu sou totalmente insegura. E por isso por muitas vezes tomei decisões sem pensar.

Meu primeiro término de namoro demorei cerca de 3 anos para superar, os dois primeiros porque eu aceitei continuar ficando com meu ex, mesmo ele já estando namorando. Eu implorava para ele ficar comigo, implorava pelo amor dele. E queria mais que tudo que as coisas voltassem a ser como eram.

Eu já namorei um cara nada a ver comigo apenas por medo de ficar só, ou me sentir deslocada enquanto várias amigas namoravam. Assim como já adiei um término em um relacionamento abusivo, porque achei que aquilo era amor.

Posso dizer hoje que ainda não sei lidar muito com isso, mas consigo reconhecer algumas situações e me afastar delas, não são todas, mas consigo. Mas ainda preciso muito me policiar porque as vezes caio nas armadilhas da carência.

É isso, semana que vem volto com mais.

 

52 semanas para o autoconhecimento

Quão bem você realmente se conhece? Você já tomou um tempo para ouvir o que a sua vida está lhe falando sobre sua verdadeira natureza?

Está tudo bem se você não souber. Poucos de nós já tiveram tempo para a autodescoberta. Somos bombardeados com mensagens de outras pessoas – o que eles pensam de nós, como percebem, o que querem – que nos esquecemos de incluir a única voz que importa. A nossa!

 

AUTODESCOBERTA –  A MANEIRA FÁCIL

Aqui estão as boas notícias. Você não precisa sair do seu emprego, ou partir em uma missão na natureza (durante a qual você faz amizade com esquilos e come casca de árvore em uma tentativa de “se encontrar”). Quero dizer, você até poderia, mas quem tem tempo para isso?

Sem contar que você não deve esperar por uma crise de vida para explorar sua personalidade um pouco mais profunda. A maneira mais fácil de conhecer a si mesmo é da mesma forma que você conhece alguém é fazendo perguntas pessoais significativas. Então, entreviste-se.

Mantenha um diário: Alias, quem não está fazendo isso ainda? A internet está bem cheia de jornalistas, então eu vou assumir que você, que me lê aqui, também já está lá. Mas se você ainda não possui um sistema de registro diário, sugiro que você tome alguns minutos para aprender sobre e perceber como ele pode rever sua vida.

Reserve tempo para escrever: Certifique-se de guardar um tempo além do planejamento regular que um blog precisa ter. É preciso um pouco de tempo cada semana para aprofundar. Sentar silenciosamente por alguns minutos, limpar a mente das tarefas do dia e se concentrar na questão a sua frente.

Comece com uma nova página de cada vez: ao responder estas questões, sugiro que use uma página limpa de cada vez. É preciso se sentir livre para se concentrar 100% em você nesta página. Sem tarefas, sem lembretes, sem obrigações para outras pessoas. Este é o seu tempo para se ouvir.

Por fim, escolha 1 questão a cada semana: Escreva uma página sobre isso. Se você quiser escrever mais, vá em frente!

A seguir estão as 52 questões para se autoconhecer, iniciarei meu processo no dia do meu aniversário, 21 de agosto, e nas 52 semanas seguintes tentarei seguir respondendo, toda segunda, para ano que vem eu possa dizer quem eu realmente sou.

  1. Qual é a sua característica física favorita (rosto ou corpo)? Descreva um momento em que você se sentiu orgulhoso dessa característica.
  2. Quais características físicas você está mais consciente? Como você poderia fazer a paz com esses?
  3. Qual o seu ponto mais forte? Descreva um momento em que essa força lhe serviu bem.
  4. Qual sua maior fraqueza? Descreva um momento em que essa fraqueza o reteve.
  5. Descreva o tempo que você se sentiu especialmente valorizado e amado.
  6. Concluir esta frase: “Não consigo suportar quando outras pessoas …” Examine essas falhas de caráter. Você também os possui? Seja honesto.
  7. Hoje é o seu primeiro dia no trabalho dos seus sonhos. Você está tão animado que dificilmente pode conter-se. Quando você chega no trabalho, você leva um minuto para olhar ao redor e apreciar o momento. Você não acredita que você realmente tenha conseguido esse trabalho. Onde você está? Por que você valoriza tanto esse trabalho?
  8. Nomeie um livro que falou com você em um nível pessoal. Por quê?
  9. Se você tivesse uma música-tema, qual seria?
  10. Nomeie um animal cujas características você admira. Você é de alguma maneira como esse animal?
  11. O que você mais gosta do seu hobby favorito? Como incorporar isso em outras partes da sua vida?
  12. Descreva um dia na sua vida que foi especialmente agradável. O que fez o dia tão bom?
  13. Quando você pensa em seu futuro, o que você mais teme?
  14. Quando você pensa em seu futuro, o que você espera mais?
  15. Descreva a hora em que você maltratou alguém. Como você se sente sobre seu comportamento e o que você diria para a pessoa agora?
  16. Escreva sobre uma oportunidade perdida que você teve. O que você poderia fazer diferente na próxima vez?
  17. O que você procura em um amigo íntimo? Você possui essas características?
  18. Descreva a hora em que um amigo fez o possível para ajudá-lo. Como você atende as pessoas em sua vida?
  19. Você é uma pessoa espiritual? Descreva suas crenças e / ou dúvidas. Como essas crenças afetam a forma como você vive sua vida?
  20. Discuta como as pessoas em sua vida fazem você se sentir. Como você se percebe depois de passar algum tempo com eles? Como isso afetará a forma como você passa o tempo com eles no futuro?
  21. Verdadeiro ou Falso: “Eu sei como ficar comigo mesmo.” Explique sua resposta.
  22. Você se mudou para a casa do seu sonho. Olhe pela janela da cozinha. O que você vê?
  23. Seus vizinhos estão fazendo uma festa. Você só conhece 1 pessoa que está atendendo. Você vai para a festa?
  24. Você passou o dia todo sozinho. Você está entediado?
  25. Você conheceu um estranho em um lugar que você frequenta. Ele / ela lhe conta um pouco sobre sua vida. Você está ouvindo atentamente? Ou você está esperando uma abertura para falar sobre você? Nenhuma resposta está incorreta. Descreva como essa reunião fez você sentir.
  26. Você passou um dia na praia. Como você está se sentindo? Energizado? Cansado? Alternativamente, você passou um dia nas montanhas. Como você está se sentindo?
  27. Você está em um elevador e alguém que você admira entra. Você dá à pessoa seu cartão de visita? Por que ou por que não?
  28. Para mostrar a alguém que você os ama, você provavelmente usará palavras, ações ou outro método?
  29. Você acabou de trabalhar em um novo emprego. Um dos seus colegas é malvado para você. Como você lida com a situação?
  30. Você entra em uma sala branca cheia de móveis brancos. Sente-se limpo ou estéril? O que isso diz sobre o resto da sua casa. Imagine o quarto com paredes coloridas e móveis coloridos. Como isso muda seus sentimentos?
  31. Alguém lhe dá uma tarefa complexa, você não tem certeza de como realizar. Você faz um plano? Peça ajuda a alguém? Pesquise como outros realizaram projetos similares no passado? Leia um livro sobre o assunto. O que isso diz sobre o seu estilo de aprendizagem?
  32. Você se inclina para o desafio ou está longe disso? Descreva a hora em que você recebeu um desafio que não tinha certeza de que poderia completar. Como a situação o fez sentir?
  33. Alguém confia em você com um segredo e pede para não revelá-lo. É muito suculento! Você conta a alguém?
  34. Um colega aceita o seu trabalho e é recompensado. Como isso afeta sua percepção de seu próprio valor? Como você reage?
  35. Você está andando em uma estrada, e você encontra três caminhos. Um caminho leva uma montanha. O outro leva a uma floresta. O terceiro caminho leva ao oceano. Qual caminho você leva? O que você acha disso significa sobre você?
  36. Verdadeiro ou Falso: “Eu sou mais provável que tente algo se outros ficariam impressionados”.
  37. Se você tiver um problema, você iria para um membro da família, melhor amigo ou um estranho?
  38. Você está em uma sala com um grupo de pessoas que compartilham a mesma opinião sobre um determinado tópico. Você vai com o fluxo ou discute o contraponto?
  39. Duas equipes estão jogando em um grande jogo. Um deles é fortemente favorecido para ganhar. Para qual time você torce?
  40. Sua lista de tarefas essa semana é esmagadora. Você pede ajuda ou desiste?
  41. Um grupo de pessoas está tendo uma conversa sobre um tópico sobre o qual você não conhece nada. Um deles se volta para você e pergunta a sua opinião. Admita a ignorância ou ignora a saída?
  42. Você está em uma equipe de pessoas criando um edifício icônico. Qual trabalho você quer ajudar: gerenciar o projeto, projetar o edifício, garantir sua segurança ou decorações finais. Por que você escolheu esse emprego?
  43. Você pode trabalhar em um emprego que ama por muito pouco salário, ou trabalhar no trabalho que você odeia por um salário luxuoso. O que você escolhe?
  44. Seu parceiro não está lhe dando algo que você precisa. Você diz ou sofre em silêncio?
  45. Verdadeiro ou Falso: “Tudo é justo no amor e na guerra”. Explique sua resposta no contexto de sua vida.
  46. Você tem uma tarefa importante a fazer. Você faz isso agora ou procrastina?
  47. Você ouve um estranho dando informações / conselhos que você acredita estar incorreto. Você corrige a pessoa ou fica fora dela?
  48. Você está se decepcionando. O que você faz para se alegrar?
  49. Descreva um momento em que você estava “radiantemente” feliz. O que você mais valoriza nessa memória?
  50. Rato da cidade ou Rato do interior. Qual você é?
  51. Você está em um gameshow beneficente qual a causa de sua escolha?O que você apoia? Por quê?
  52. Você recebeu ótimas notícias hoje. Quem você conta primeiro: seu melhor amigo, a primeira pessoa que você vê ou as mídias sociais?

Eu decidi escolher aleatoriamente, mas você pode seguir a lista ou fazer como eu.

 

Sou gorda e não tenho amor-próprio: 9 dicas de como começar a se amar!

Dando continuidade ao amor-próprio e ao empoderamento plus size feminino, hoje vou fazer um repost do blog da Maravilhosa Ju Romano. Sou gorda e não tenho amor-próprio: 9 dicas de como começar a se amar! fala exatamente como podemos começar a nos amar, do jeitinho que somos.

A matéria foi escrita por  e está incrível, então confere aí:

Eu sempre fui gorda, desde criança, e cresci achando que o meu corpo determinava quem eu era na sociedade. E, de certa forma, eu não estava errada: eu era julgada pela minha aparência no colégio, pelas amigas e até na família rolou. Assim, me tornei uma mulher adulta gorda e sem amor-próprio, com a autoestima no chão.

Depois de um processo longo de desconstrução, encontrei o feminismo e me tornei ativista corporal e, em 2016, fiz no meu canal do Youtube a Maratona do Amor-Próprio, que em 31 dias você consegue desenvolver uma fagulha de amor por si mesma. Mas como a gente gosta de coisa prática, se liga na lista abaixo com 9 dicas legais para começar esse processo de autoamor!

1) Pare de se ignorar 

Repara só numa coisa: já percebeu que quando você está se sentindo mal consigo mesma você deixa o espelho de lado, evita se olhar, fica se ignorando o tempo todo? Pois é. Eu sei que não é fácil, mas experimente fazer isso todos os dias e perguntar: “Tá tudo bem?”. Pode parecer meio esquizofrênico, haha, mas dar atenção para você mesma é o primeiro passo para iniciar o amor-próprio. Vá por mim!

2) Você não é um número!

Você precisa saber que um número não pode – mesmo – definir quem você é! Seja o que aparece na balança ou o tamanho das suas roupas, nada disso te representa nem diz nada a respeito de você além do fato de que você é gorda, amiga. E não tem nada de erradonisso ?

3) Não se odeie 

Quando você começa a se olhar, se perceber, é normal se deparar com partes suas pouco agradáveis. Ok, tá tudo bem. Ninguém é perfeito, nem obrigado a amar TUDO que tem, normal. Mas se liga numa coisa: não foque nisso. Veja o que você pode – e quer, mesmo – mudar; e o que não é mutável, trabalhe para que, ao longo dos dias, a percepção seja ressignificada. Você prefere passar sua vida inteira odiando quem é, detestando partes do seu corpo, ou lutar para se trabalhar e se amar todos os dias? Pensa nisso!

4) Descubra seus pontos fortes 

Quem nunca se deparou com uma situação dessas: você tem que se definir em poucas palavras, falar seus pontos fortes e os fracos. Tá, mas quais você consegue enumerar primeiro? Os que você não gosta sempre são mais fáceis, né? Nesse processo de autoconhecimento é necessário fazer uma autoanálise e refletir sobre o que há de melhor em você. Como falei ali em cima, você é muito mais do que um número e aparência. Pesquise suas qualidades e veja a maravilha de serumaninho que tu é, menina! É importante ter noção dessas coisas e reconhecê-las!

5) Pare de se comparar 

Quem nunca ouviu de pessoas mais velhas, quando na infância: “Ah, sua amiguinha é magra, você podia ser como ela” ou “Nossa, como a fulana consegue e você não?”. Essas coisas machucam, não são legais, mas rolam até hoje, principalmente nessa sociedade machista em que vivemos. Aí você cresce e se torna uma pessoa que está sempre se comparando com as outras mulheres.

O problema da comparação é que ela é um gatilho para a inveja, que só faz mal a quem sente, sabe? Que tal parar de seguir algumas pessoas nas redes sociais (vocês sabem quem te faz mal, né?), parar de ler conteúdos nada a ver com a sua vida e de dar ibope para programas que só te deixam pior consigo mesma?

6) Livre-se de pessoas tóxicas 

Quando estamos nesse processo de encontrar o amor-próprio e vemos que precisamos parar com a comparação é normal que a gente olhe em volta e perceba as pessoas que andam com a gente. A verdade é que muitas vezes nem conseguimos dizer como ficamos amigas de algumas delas. Só aconteceu, a vida trouxe vocês até aqui… Beleza, mas já parou para refletir sobre essa amizade? Ou sobre grupos que você frequenta, quem você namora…

Tem gente que é tóxica, que te coloca pra baixo, que está sempre com aquela energia carregada, negativa… Quem precisa manter alguém assim na vida? Comece a reparar nas pessoas que você divide a sua vida e veja quem vale a pena manter. Assim, você aprende a dizer não para o que você não quer e sim para o que quer, sendo, de fato, dona de si mesma. Não é egoísmo pensar no que é melhor para você, tá?

7) Aceite receber elogios 

Já experimentou responder um elogio com “obrigada”? Então faça essa experiência. Não fique achando que a pessoa tá brincando, sendo educada ou esperando uma exaltação em troca. Só aceita, mana, não machuca não!

8) Se toca! 

Se você tá num dia ruim, que tal passar um make, tomar um banho gostooooso ou aplicar um creminho no corpo? É importante se tocar, cuidar de você mesma, sabe, pois isso faz um bem danado e você já dá um up na autoestima! Fique num ambiente agradável, coloque uma música boa e curta estar com a pessoa mais maravilhosa desse mundo: você mesma!

9) Pratique o amor-próprio todos os dias <3 

Pronto! Seguindo essas pequenas dicas você plantou a sementinha do amor-próprio. E, para que ela floresça, é preciso regá-la todos os dias com carinho, amor e respeito por si mesma. Lembre-se: você não pode dar nada se você não tem dentro de você. É preciso se amar para amar os outros, é um fato! Então simbora nessa jornada maravilhosa?

Repost – AUTOESTIMA: VOCÊ ESTÁ FAZENDO ISSO ERRADO

De vez em quando eu gosto de postar alguns dos textos que eu leio por aí. São normalmente textos que eu gostaria de ter escrito e que me fazem pensar melhor sobre a vida e o mundo. Este eu tirei do site Nômades Digitais.

Vou começar esse texto com uma revelação que poderá irritar a muitos que chegam a esse site em busca de uma mudança profissional – seja de emprego ou de carreira: não existe mudança profissional satisfatória e permanente se, primeiro, não houver uma mudança na sua autoestima, ou seja, na forma como você vê a si mesmo (mais positiva ou mais negativa) e no valor que você se dá.

E, o que é mais importante, o trabalho que nascemos para fazer, o nosso trabalho com Propósito ou a nossa Missão é um trabalho criado a partir do amor próprio. É um trabalho construído em cima da nossa autoestima e do nosso senso de valor, e não uma forma de compensar culpas ou medos que você sente.

Você…

  • Se importa demais com as críticas alheias?
  • Faz escolhas na sua vida para agradar os outros?
  • Fica doente quando está muito estressado?
  • Exige mais de si mesmo do que dos outros?
  • Se sente culpado quando as coisas dão errado?
  • Quando as coisas dão certo, se sente desconfortável com os elogios, se sentindo um impostor ou uma fraude?
  • Fica arrasado quando recebe uma crítica no trabalho e perde até a vontade de trabalhar?
  • Sente medo diante de desafios profissionais?
  • Evita falar da sua vida íntima com amigos?
  • Tem dificuldade de pedir ajuda?
  • Não consegue dizer não aos outros, mesmo quando não tem tempo ou vontade de fazer o que estão pedindo?

Se você respondeu que sim a alguma das perguntas acima, é importante você colocar a sua atenção na sua autoestima, para que você possa encontrar ou criar o verdadeiro trabalho da sua vida, aquele com “t”maiúsculo e trabalhado.

Quando você nasceu, você tinha muito valor. Qualquer ideia diferente dessa – de que você tem, sim, muito valor! – é uma ideia que você aprendeu ao longo da vida, seja com as suas experiências ou com as experiências das pessoas à sua volta. E foi só então que você começou a sentir esse medo de não ser bom o bastante. E você deu poder a esse medo. Mas o que é pior mesmo, e daí o título e o motivo deste texto, é que a maioria das pessoas tem uma ideia muito equivocada de como recuperar a autoestima.

Um primeiro erro muito importante é você acreditar que não é bom o bastante e, por isso, você precisa fazer algo para merecer esse valor.

Desse eu posso falar com conhecimento de causa, porque sempre fui daquelas que se chama de “overachiever”, ou seja, aquelas pessoas que conquistam tudo o que está no seu alcance (oradora de turma, melhor faculdade, pós-graduação, mestrado no exterior em universidade famosa, emprego nas maiores empresas, e a lista é longa… e entediante).

Essa primeira crença errada sobre autoestima leva a gente a fazer, fazer, fazer, e conquistar um monte de coisas, de “sucesso”, sendo que tudo o que queremos, no fundo, é que alguém olhe pra gente e diga que a gente tem valor. Eis a armadilha: independente de todo o sucesso e, pior ainda, de todo o reconhecimento alheio, você ainda se sente vazio por dentro.

A solução pra esse erro é você se dar conta de que não tem como ganhar ou merecer o seu valor próprio, mas simplesmente precisa aceitar que ele já existe, hoje, independente de você provar qualquer coisa pra ninguém.

O segundo grande erro é acreditar que tem algo errado com você e que você precisa, portanto, se melhorar pra ter valor.

É justamente por causa desse erro que eu escrevi no meu livro “Escolha Sua Vida” que ele não era um livro de autoajuda tradicional, porque ele não tem por objetivo melhorar ninguém. Vejo muita gente comprando livros de autoajuda e fazendo cursos de desenvolvimento pessoal na esperança de que vão encontrar nessas fontes o seu verdadeiro valor. A armadilha, nesse caso, é ficar como o cachorro correndo atrás do próprio rabo: um curso ou livro atrás do outro, e você não chega nunca a lugar algum. Por quê?

Porque a sua autoestima vem justamente de você aceitar o valor do Eu que foi criado no momento em que você surgiu nesse mundo. Apesar de tudo o que você pode ter vivido, todos os condicionamentos e crenças que adquiriu ao longo dessa jornada, o importante é o seguinte: dentro de você, lá dentro mesmo, tem um ser intocado que nunca foi e nunca poderá ser alterado por nada do que acontece por aqui: o seu espírito (ou, se você achar essa palavra muito kumbaiá demais, crie a sua: seu eu divino, sua sabedoria superior, seu Buda interno, o que for!, eu lhe juro: ele está lá, ou melhor, aí dentro de você).

Em vez de querer ser diferente do que é hoje, mudar, procure aceitar e ser você mesmo da forma como você foi criado.

Pensa que a mesma inteligência que criou centenas de bilhões de estrelas, tudo o que existe na natureza e sete bilhões de pessoas, seja ela o universo, o Cosmos, Deus ou o Sunda, essa mesma inteligência se deu ao trabalho de criar também você. Ser um item exclusivo dentre tantas coisas, bichos e pessoas, cá entre nós, na boa, só pode significar uma coisa: o seu valor já está todo aí.

Você não precisa se matar de trabalhar – é, o seu trabalho não precisa ser “sofrido”–, você não precisa conquistar nada, você não precisa ler nenhum livro, fazer nenhum curso ou mudar absolutamente nada em você: o seu valor já está todo aí.

Todo. Ponto final.

E quanto mais perto você chegar dessa verdade, mais perto também você vai estar de encontrar ou criar o trabalho que você, e só você, nasceu pra fazer.