Google cria teste de depressão

O Google anunciou  uma nova ferramenta agregada ao motor de busca, nos Estados Unidos, com objetivo de trazer mais conhecimento sobre “depressão clínica”. Quando alguém procurar por este termo no buscador pelo celular, o sistema mostrará um questionário que pode ajudar a detectar sintomas da doença. Não há previsão de chegada ao Brasil.

Para validar o teste PHQ-9, a Gigante das Buscas se associou ao órgão norte-americano National Alliance on Mental Illness, especialista em saúde mental. De acordo com o texto no blog oficial do Google, um em cada cinco americanos sofrem de depressão, mas apenas 50% recebem o tratamento adequado.

O questionário aplicado ao buscador no Android visa melhorar o conhecimento dos internautas sobre esta condição para que as pessoas procurem ajuda.

Atualmente, os resultados de busca do Google já trazem informações completas sobre depressão clínica e seus sintomas, mesmo sem clicar em nenhum link. Agora, com o acréscimo deste questionário PHQ-9, também é possível identificar níveis de sintomas depressivos para que o usuário possa ter uma conversa mais bem informada com o seu médico e buscar tratamento. Para iniciar o teste, na versão em inglês, basta tocar na opção “Check if you’re clinically depressed”, ou “Verifique se você está clinicamente deprimido” em uma tradução livre.

O comunicado também alerta para o fato de que essa ferramenta de análise não pode ser considerada como um diagnóstico completo da depressão clínica, mas sim, um incentivo para que as pessoas procurem tratamento o mais rápido possível. Segundo a publicação, em média, os americanos vão em busca de médicos somente seis ou oito anos depois dos primeiros sintomas aparecerem.

Se o usuário fizer a mesma busca na página brasileira do Google pelo celular, ele também terá acesso às informações em destaque sobre a doença, mas ainda não têm o teste disponível. No Brasil, a principal fonte de informação utilizada pela companhia é o Hospital Israelita A. Einstein. Saiba acessar o Google em inglês.

TEXTO ORIGINAL DE GOOGLE BLOG

Treinar a autocompaixão ajuda a tratar doenças como depressão

Talvez você não saiba, mas ao se sentir repreendido ou culpado por um erro, seu corpo responde de uma forma que pode ser negativa para sua saúde. O cérebro envia sinais para aumentar a produção de cortisol e outros hormônios relacionados ao estresse que vão te ajudar a combater aquele momento de pressão, mas que ao longo de estímulos constantes podem gerar doenças. A solução para esse tipo de problema pode ser mais simples do que você imagina e está dentro de você mesmo: praticar a autocompaixão.

O conceito foi sistematizado para uso na psicologia pela americana Kristin Neff (veja o quadro abaixo). A pesquisadora aplicou exercícios em pacientes e obteve bons resultados em pessoas com depressão, transtorno do estresse pós-traumático, ansiedade, e dificuldades variadas. “A autocompaixão age no sistema de cuidado dos mamíferos e acredita-se que seja capaz de aumentar a produção de oxitocina e opióides e diminuir o cortisol. Também se descobriu que ela melhora o sistema imunológico e aumenta a variação da batida cardíaca. Não estamos falando de autoindulgência, pena de si mesmo ou autoestima. É tratar-se com o carinho que um amigo trataria. Em vez de ter um inimigo interno, ter um amigo interno”, explica.

No caso da depressão, a autocompaixão reduz a “ruminação” (ficar se lembrando das coisas ruins) e o julgamento sobre si mesmo. Com essa prática, o paciente consegue olhar para sua dor e seus erros e lembrar-se que é uma pessoa boa.

“As pessoas imaginam que ser duro consigo mesmo as motiva, mas é o contrário”, afirma Kristin. A pesquisadora lembra que a autocompaixão também ajuda as pessoas a serem mais independentes emocionalmente. “Nosso instinto quando algo dá errado é a autocrítica, o isolamento e ficar absorto em si mesmo”, diz Christopher Germer, instrutor clínico na Harvard Medical School e um dos fundadores do Instituto para Meditação e Psicoterapia.

“O instinto vem da resposta à ameaça, mas temos outra resposta que desenvolvemos como mamíferos ao longo do tempo, a de cuidado. O que estamos fazendo é ativar uma fisiologia diferente, mas isso requer prática, não é nosso instinto.” Ele estudou principalmente os efeitos da autocompaixão sobre a vergonha. “Se uma pessoa não lidar com a vergonha, é muito difícil parar de beber, por exemplo”, disse em referência às pessoas que bebem para se sentirem desinibidas.

 

Efeitos na motivação

Uma pesquisa feita com crianças mostrou que o grupo que tinha mais autocompaixão rendia em média 25% a mais nos estudos após um resultado ruim. Quando uma criança vai mal em uma prova, ela pode encarar o fato através da vergonha e da autocrítica, ao se sentir um idiota ou estúpido por não ter conseguido. Ela pode ainda projetar o problema para o professor ou para o assunto. A saída da autocompaixão, que ajuda as crianças a estudar mais, passa por outro caminho. A pessoa toma consciência que não se sente bem com a falha. Reconhece que matemática é um pouco difícil para ela, mas que está tentando conseguir aprender. Segundo a psicóloga, as pessoas que pensam através da autocompaixão se permitem errar, desligar a cabeça e começar de novo. Elas focam no que têm em comum com os outros, sabem que somos humanos e todos erramos, então não precisamos ser melhores que ninguém para nos sentirmos bem.

Aprenda a ter autocompaixão

A psicóloga criou um exercício para ajudar a desenvolver a autocompaixão. Pense em imperfeições e defeitos que te façam sentir inadequado. Sinta as emoções como elas são – nem mais nem menos – e escreva sobre elas. Depois, escreva uma carta para si mesmo como se tivesse sido feita por um amigo imaginário. Esse “amigo” vai ver os pontos fortes e fracos e reconhecer os limites da natureza humana. Ele é gentil com você e te perdoa. Em sua sabedoria, ele entende sua história de vida e o que te levou a ser como é neste momento. Depois de escrever a carta, guarde por um tempo e sempre releia.

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RepostPsicologia Brasil

A depressão rouba sua alma e depois leva seus amigos

A depressão é uma ladra. Ela rouba seu tempo, seus pensamentos e seu senso de eu. Mas antes de tudo, ela leva seus amigos.

Diferente do suicídio, a depressão opera num ritmo lento mas constante. Um suicídio é um ruído alto que rasga vidas desconectadas: isso é reconhecido e sentido instantaneamente. Mas afundar no isolamento antes do suicídio, no pântano da doença, raramente é tão notado. Geralmente discutimos a escuridão, não o crepúsculo. Sendo assim, é difícil para os amigos saberem como interagir emocionalmente com a depressão, especialmente porque ela se desenvolve durante um longo tempo.

Para mim, a combinação de bipolaridade, transtorno boderline e depressão criam uma cápsula de cianureto que seguro constantemente entre os dentes em todos os relacionamentos. Infelizmente, isso é quase uma garantia de que uma hora minhas amizades acabam todas envenenadas.

E eu entendo. Para aqueles ao meu redor, é muito mais fácil cortar amizade com alguém difícil, distante, desagradável e decididamente “diferente”. Especialmente se a pessoa se afasta primeiro.

Revivi essa história na minha cabeça milhões de vezes: um dos meus melhores amigos – um escritor incrivelmente talentoso e um cara muito legal – começou lentamente a retroceder para dentro de si mesmo. Ele tirou todos os amigos do Facebook, parou de responder ligações e mensagens de texto, e depois se trancou em seu quarto como um ermitão. Todo mundo sabia o que estava acontecendo. Amigos me ligavam perguntando “Você tem visto o X? O X está bem? A gente deveria visitar o X?”

Mas ninguém realmente foi visitá-lo. Isso foi dois anos atrás e nenhum de nós o viu ou falou com ele desde então. Ele não morreu, mas não está mais presente. Trancado na cabana na montanha de sua própria mente. Perder um amigo assim é como ver um fantasma passando pelas duas paredes de um corredor – um desaparecimento que te deixa com um sentimento de incerteza.

Ano passado, caí de volta no meu próprio sono depressivo, e comecei a copiar os mesmos comportamentos. Fui basicamente queimando pontes pelo caminho, o que em seis meses me fez perder mais amigos do que alguém que se orgulha publicamente de ter votado no Trump.

Uma hibernação depressiva não é como um exílio proposital, mais um lento trancar de portas. Quando sua mente está grogue e seu dia é um loop de inação e pensamentos desesperados, é difícil juntar forças para ir à festa de um amigo, tomar um café ou simplesmente responder uma mensagem. Na minha própria experiência, a doença te convence tão bem do quanto você é escroto, que você começa a ver sua ausência como um favor deformado que faz aos seus amigos.

Você se cala por medo de que seu grito interno perturbe a vibe dos outros.

Esse medo de estragar a diversão dos outros se enrola num cobertor de culpa. Depressivos – os loucos em geral – carregam muita culpa. Você acaba colocando as pessoas pra baixo. A depressão é um turbilhão com uma força gravitacional pegajosa. Entes queridos que são alegres, empáticos e preocupados com você vão se gastando como pedregulhos numa praia. É impossível colocar tanto amor e preocupação numa pessoa incapaz de ser recíproca, e sabemos disso. Quantas vezes senti minha língua inchar e vacilar numa tentativa de dizer um simples “obrigado”.

Gratidão pode ser desconfortável e embaraçosa por várias razões. É difícil dizer para a sua namorada que só de estar ali, assistindo desenhos animados com você, ela está te mantendo vivo, porque isso coloca um peso exagerado no que deveria ser uma tarde comum. Isso também coloca um fardo sobre a pessoa que não tem – e não deveria ter – a capacidade de te carregar e curar o incurável.

Tenho muito medo que minha gratidão, ou aparente falta dela, leve a uma desculpa infinita. Já me vi me desculpando com alguém que amo por ser o que sou, e há uma erosão constante na fé interpessoal quando um parceiro ou amigo é incapaz de entender a razão para o outro amá-lo.

Nessa descrença, a doença intoxica. Já disse a amigos que a companhia deles me enjoava, já disse aos meus pais que eles deformaram meu cérebro, já disse para a pessoa que eu amava que ela tinha permitido que eu roubasse uma fração da vida dela, e que isso a tornava, de algum jeito, culpada.

É verdade que a depressão é tanto universal como fundamentalmente solitária. Ela refrata a identidade como um cristal negro, e o que nos ensinam é que a experiência neuroquímica sentida por muitos é obstinadamente única e só sua. Você sente isso de maneira tão forte que pode convencer àqueles ao seu redor de que esse é o caso. Aí, de repente, todas as partes te entendem como um caso perdido.

Ativistas da saúde mental sempre repetem a narrativa de estender a mão – para pedir ajuda e ajudar. Mesmo concordando que esse é o melhor método, a maioria das pessoas não está equipada para fazer isso, e a culpa que brota dessa fenda de deficiência é em si altamente destrutiva. Senti isso de maneira aguda quando fui incapaz de ajudar meu amigo, e sinto isso agora sendo incapaz de pedir ajuda para mim.

A razão para o Dia Mundial da Saúde Mental ser apenas um dia por ano é que as pessoas têm uma paciência limitada para doenças mentais, e nove entre 10 normais (ou neurotípicos) acham que você está assistindo 13 horas de Frasier por dia porque é preguiçoso.

A realidade perturbadora é que a depressão sozinha não pode fazer uma pessoa desaparecer. Os amigos têm um papel nesse desaparecimento. E é essa verdade desconfortável a razão para não conversarmos sobre isso. E também porque a simpatia não é infinita.

Acho que se aceitarmos que, nem os doentes, nem as testemunhas são culpáveis, podemos encontrar uma aparência de paz. Nessa admissão difícil, podemos ver a depressão como a ladra que ela é, e interromper o fluxo de loucura e sofrimento nas nossas vidas.

Repost – Vice

A depressão em forma de história em quadrinhos

Repost – Update or Die

Criada por Meli Lusion, está é uma história sobre a depressão.

Este monstro opressor que reside na mente de mais 350 milhões de pessoas no mundo inteiro, de acordo com a OMS, traz sintomas como apatia, alterações de humor, fadiga, sensação de fraqueza, alterações do sono e apetite, redução do interesse sexual, isolamento social, ideação suicida, prejuízo funcional entre outros problemas sociais.

Os quadrinhos a seguir refletem de maneira clara como é conviver com essa preocupante doença dos nossos tempos:

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6  TED Talks poderosas sobre saúde mental

Eu ouvi pela primeira vez sobre TED Talks na faculdade, me lembro que em uma aula de diversidade cultural uma professora colocou o famoso discurso de Chimamanda Ngozi Adichie –  Todos Devemos ser Feministas. Desde então fiquei fascinada e intrigada pelos vários tópicos e apresentadores incríveis.

Atualmente o TED Talk  está muito mais forte. Fundada em 1984 como conferência, a TED Talk representa tecnologia, educação e design.  Nos últimos meses, encontrei algumas conversas impressionantes sobre ansiedade, depressão e saúde mental em geral. E decidi colocá-los aqui para quem sabe ajudar vocês também.

Sinta-se à vontade para compartilhar outros TED Talks que você achou incrível também nos comentários.

Vamos para a lista!

A maioria está em inglês, mas existe tradutor automático.

Walking on Custard: como a física ajuda seres humanos ansiosos | Neil Hughes | TEDxLeamingtonSpa

Neil fica certo sobre a ansiedade e explica como a palavra “ansiedade” em si é um espectro mais amplo do que a forma como é usado. A ansiedade pode ser usada para descrever o nervosismo em torno de um próximo exame ou também pode explicar o sentimento debilitante de não poder sair da casa. Em menos de 15 minutos, Neil vai fazer você rir e sentir-se realmente inspirado em encontrar seu próprio terreno sólido.

 

Como praticar primeiros socorros emocionais | Guy Winch | TED Talks

Guy descreve como a solidão pode nos fazer acreditar que os outros que nos rodeiam não se preocupam com nós tanto quanto eles realmente fazem. Muitas vezes, vamos ao médico quando temos dores físicas, mas tendemos a ignorar a dor, a culpa e a solidão emocionais. Ao encorajar os outros a praticar a higiene emocional, Guy nos inspira a cuidar dos nossos sentimentos, como se houvesse alguma doença física.

 

Ficando preso nos aspectos negativos (e como se soltar) | Alison Ledgerwood | TEDxUCDavis

Alison nos fala sobre porque nossas mentes naturalmente ficam presas no negativo. Uma vez que consideramos algo como uma perda, é muito mais difícil convertê-lo em um positivo. Ouvir a ciência por trás de nosso viés de negatividade pode ser reconfortante, sabendo que você não está sozinho, se você se sentiu dessa maneira. Alison lembra-nos que ver a vida de forma positiva pode levar um pouco mais de esforço e oferece algumas maneiras de fazer isso diariamente para mudar as formas em que nossas mentes reagem.

 

Kelly McGonigal: Como fazer do stress seu amigo

Kelly explica poderosamente como mudar a forma como vemos o estresse pode mudar drasticamente a forma como ele afeta nossas vidas.

O Poder da Vulnerabilidade | Brené Brown | TED Talks

Brené fala sobre como a vergonha e a vulnerabilidade são uma parte importante da conexão e o desenvolvimento de uma base de amor e apoio. Quando as pessoas abraçam completamente o que os torna vulneráveis, eles conseguiram se sentir mais corajosos, bonitos e dignos em suas próprias vidas. Uma conversa inspiradora que você deseja compartilhar com os outros.

Depressão, o segredo que compartilhamos | Andrew Solomon | TED Talks

A descrição de Andrew e a conta da depressão ressoam profundamente dentro de mim e é uma conversa importante para assistir se você já experimentou depressão ou deseja saber como é para alguém que tem. Abaixo eu incluí algumas citações de sua palestra que são precisas e profundas.

“E uma das coisas que muitas vezes se perde nas discussões sobre a depressão é que é ridículo, você sabe que é ridículo enquanto você está experimentando. Você sabe que a maioria das pessoas consegue ouvir suas mensagens e comer e organizar-se para tomar uma Duche e saia da porta da frente e que não é um grande problema. No entanto, você não tem menos em sua garganta, você não consegue descobrir qualquer maneira de contorná-lo. E então você começa a se encontrar fazendo menos, pensando menos e Sentindo menos …

“É a sensação de ter medo o tempo todo, mas nem mesmo saber o que você tem medo”.

 

Fonte: Sarah Rose Coaching

24 dicas para conviver com a depressão por pessoas que já passaram por isto

A depressão é uma doença muito difícil de se encarar porque as coisas continuam muito pesadas mesmo quando você já está em tratamento e com aquela sensação de que o pior já passou. Quem tem depressão sabe que a máxima “um dia após o outro” não é um clichê descartável. Tudo é feito um dia por vez, um passo por vez.

Para dar estes passos, você precisa fazer um esforço extra, além da terapia e/ou dos remédios, simplesmente para levantar da cama de manhã, por exemplo. Esta fase pode se tornar um pouco mais fácil quando você descobre algo que te motiva a continuar lutando, nem que sejam pequenas coisas que você faz no dia.

Pensando nisso, pedi para que as pessoas que já lutaram ou ainda lutam contra a depressão que compartilhassem suas próprias descobertas para ajudar a diminuir aquela sensação de que nada vai bem.

Recebi dezenas de depoimentos emocionantes e relevantes. Eles não cabem aqui na íntegra, mas tentei selecionar algumas das dicas para que outras pessoas também possam testá-las.

1. “Tente prestar atenção no tanto de tempo que você dedica à sua cabeça versus o tempo que dedica ao seu corpo”.

'Não precisa fazer academia ou fazer muito exercício, nem nada. Coisas simples como se alongar quando acorda, prestar atenção na respiração quando está trabalhando, ter consciência do seu corpo - a gente só costuma pensar nele esteticamente ou quando a gente fica doente. A gente fica muito tempo dentro da cabeça da gente e quando algo não tá bem, isso é cilada.' -- Lilian Higa

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“Não precisa fazer academia ou fazer muito exercício, nem nada. Coisas simples como se alongar quando acorda, prestar atenção na respiração quando está trabalhando, ter consciência do seu corpo – a gente só costuma pensar nele esteticamente ou quando a gente fica doente. A gente fica muito tempo dentro da cabeça da gente e quando algo não tá bem, isso é cilada.”

— Lilian Higa

2. “Gostar da sua própria companhia é importante.”

'Fazer coisas por você mesmo também, seja ir no cinema sozinho ou uma volta no quarteirão ouvindo uma música boa.'-- Thais Felicio

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“Fazer coisas por você mesmo também, seja ir no cinema sozinho ou uma volta no quarteirão ouvindo uma música boa.”

— Thais Felicio

3. “Coloque o pensamento no presente – tente não criar expectativas e tirar o melhor do momento.”

'Eu comecei a me interessar bastante sobre budismo na época, o que me fez adaptar algumas práticas no meu cotidiano. Dentre elas, destaco as 3 que mais me ajudaram:Exercício físicos - hoje é prioridade na minha vida, faço musculação;Meditação mindfulness - 5,10, 15 minutos por dia já mudam tudo;Pensamento no presente - não criar expectativas e tentar tirar o melhor do momento, sem pensar se amanhã vai piorar ou melhorar.'-- Fernando Lima

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“Eu comecei a me interessar bastante sobre budismo na época, o que me fez adaptar algumas práticas no meu cotidiano. Dentre elas, destaco as 3 que mais me ajudaram:

Exercício físicos – hoje é prioridade na minha vida, faço musculação;

Meditação mindfulness – 5,10, 15 minutos por dia já mudam tudo;

Pensamento no presente – não criar expectativas e tentar tirar o melhor do momento, sem pensar se amanhã vai piorar ou melhorar.”

— Fernando Lima

4. “Faz bem organizar todos os pertences, jogar fora o que eu não usa mais, comprar caixas bonitas para organizar o que precisa.”

'Me fazia bem ver as minhas coisas arrumadinhas e todas nos lugares'. -- Wanessa Monteiro

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“Me fazia bem ver as minhas coisas arrumadinhas e todas nos lugares”.

— Wanessa Monteiro

5. “Grave seus pensamentos. Depois escute-se. Alguns problemas que pareciam enormes se tornarão pequenos.”

'Para os outros problemas que continuam ali, pelo menos você vai ter um outro ponto de vista, quem sabe até pensar em novas soluções. É importante parar para se escutar de vez em quando, a vida não nos dá esse tempo.'-- Gustavo Serrate

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“Para os outros problemas que continuam ali, pelo menos você vai ter um outro ponto de vista, quem sabe até pensar em novas soluções. É importante parar para se escutar de vez em quando, a vida não nos dá esse tempo.”

— Gustavo Serrate

6. “Tente ser útil para algo/alguém.”

'No meu caso me ajuda muito também saber que estou sendo útil pra algo/alguém, ver alguém se sentindo melhor com algo que eu fiz ou falei... Isso faz com que eu sinta que minha existência tem um sentido sim e pode ser importante na vida de muitas pessoas. Acho que isso de ter empatia é maravilhoso também, pra quem às vezes não sente nada, sentir-se humano pode ser tudo.'-- Jennifer Sacerdote

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“No meu caso me ajuda muito também saber que estou sendo útil pra algo/alguém, ver alguém se sentindo melhor com algo que eu fiz ou falei… Isso faz com que eu sinta que minha existência tem um sentido sim e pode ser importante na vida de muitas pessoas. Acho que isso de ter empatia é maravilhoso também, pra quem às vezes não sente nada, sentir-se humano pode ser tudo.”

— Jennifer Sacerdote

7. “Saia de dia, sinta o sol queimando a pele”.

'Comecei a ver as pessoas, sentir o sol queimando minha pele de novo - coisa que não sentia há pelo menos seis meses, porque só saía a noite, quase perdi o semestre na faculdade. Comecei a frequentar o parque mais vezes, levando meus fones de ouvido, livros...'.-- Nathalia Ferraz

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“Comecei a ver as pessoas, sentir o sol queimando minha pele de novo – coisa que não sentia há pelo menos seis meses, porque só saía a noite, quase perdi o semestre na faculdade. Comecei a frequentar o parque mais vezes, levando meus fones de ouvido, livros…”.

— Nathalia Ferraz

8. “Ter compromissos, horários a cumprir também ajuda.”

'Ainda que sejam coisas simples, bestas, é muito importante ter algum tipo de responsabilidade e obrigação (mesmo que seja um horário na academia, manicure, dentista etc.)'-- Gabriella Caetano

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“Ainda que sejam coisas simples, bestas, é muito importante ter algum tipo de responsabilidade e obrigação (mesmo que seja um horário na academia, manicure, dentista etc.)”

— Gabriella Caetano

9. “Busque a compreensão do local de trabalho”.

'Ah, compreensão das pessoas do trabalho ajuda MUITO. Família e amigos costumam compreender, mas seria importante se as pessoas entendessem que depressão te debilita e vai muito além de tristeza: falta vontade de fazer as coisas mais cotidianas e o prazer nas coisas que você gosta desaparece, tudo perde o sentido.'(Esta pessoa pediu para não ser identificada)

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“Ah, compreensão das pessoas do trabalho ajuda MUITO. Família e amigos costumam compreender, mas seria importante se as pessoas entendessem que depressão te debilita e vai muito além de tristeza: falta vontade de fazer as coisas mais cotidianas e o prazer nas coisas que você gosta desaparece, tudo perde o sentido.”

(Esta pessoa pediu para não ser identificada)

10. “Analise se você não está ‘seguindo’ a vida de pessoas que não te fazem bem e/ou não te acrescentam em nada”.

'Leia mais e fique menos em redes sociais. Internet é legal? É! Redes sociais tb? Sim! Mas veja se não está perdendo tempo com isso ou 'seguindo' a vida de pessoas que não te fazem bem e/ou não te acrescentam em nada. Ler estimula a criatividade, acalma, e, ao mesmo tempo, te dá algo para pensar.'-- Nathalia Magro

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“Leia mais e fique menos em redes sociais. Internet é legal? É! Redes sociais tb? Sim! Mas veja se não está perdendo tempo com isso ou ‘seguindo’ a vida de pessoas que não te fazem bem e/ou não te acrescentam em nada. Ler estimula a criatividade, acalma, e, ao mesmo tempo, te dá algo para pensar.”

— Nathalia Magro

11. “Saia do Facebook um pouco, afaste-se de pessoas negativas”.

'Além disso, entre para algum clube e vá nas reuniões (ex: clube de culinária, de dança, de idiomas). Se não tiver um na sua cidade, crie 🙂 Faça alguma atividade que requer grande coordenação motora (ex: origami); aprenda algo novo (dança, programação, jogar xadrez, etc).'-- Herberth Amaral

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“Além disso, entre para algum clube e vá nas reuniões (ex: clube de culinária, de dança, de idiomas). Se não tiver um na sua cidade, crie 🙂 Faça alguma atividade que requer grande coordenação motora (ex: origami); aprenda algo novo (dança, programação, jogar xadrez, etc).”

— Herberth Amaral

12. “Apenas respire”.

'Não consigo pensar em nenhuma dica melhor e mais simples do que essa. Sério, fazer uma pausa e dar uma boa respirada pode ajudar muito a colocar a cabeça no lugar. Isso alivia um pouco a ansiedade e os sentimentos mais intensos. A depressão desencadeia pensamentos negativos e fazer uma pausa pra prestar atenção no corpo e na respiração -- ignorando esses pensamentos por algum tempo -- pode ser bem aliviador.'-- Mariana Nobre

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“Não consigo pensar em nenhuma dica melhor e mais simples do que essa. Sério, fazer uma pausa e dar uma boa respirada pode ajudar muito a colocar a cabeça no lugar. Isso alivia um pouco a ansiedade e os sentimentos mais intensos. A depressão desencadeia pensamentos negativos e fazer uma pausa pra prestar atenção no corpo e na respiração — ignorando esses pensamentos por algum tempo — pode ser bem aliviador.”

— Mariana Nobre

13. “Evite usar o dr. Google”.

'Se você ainda não se deu conta que ao digitar qualquer sintoma no Google invariavelmente você será descobrirá um cancêr terminal, em momentos de fragilidade (tal como a depressão) esse hábito é muito perigoso. Existe muita ajuda online bacana para quem sofre de depressão, mas a chance de você ler coisas equivocadas, derrotistas ou pouco técnicas é gigante. Use apenas como uma ferramenta aliada a terapia in loco, ou seja, com um terapeuta, cara a cara.'-- Mariana Xavier

“Se você ainda não se deu conta que ao digitar qualquer sintoma no Google invariavelmente você será descobrirá um cancêr terminal, em momentos de fragilidade (tal como a depressão) esse hábito é muito perigoso. Existe muita ajuda online bacana para quem sofre de depressão, mas a chance de você ler coisas equivocadas, derrotistas ou pouco técnicas é gigante. Use apenas como uma ferramenta aliada a terapia in loco, ou seja, com um terapeuta, cara a cara.”

— Mariana Xavier

14. “Anotar, todo dia, antes de dormir, três coisas que te fizeram feliz no dia, nem que seja uma coisa que te tirou só um sorriso.”

'Em alguns dias vão ser umas coisas bobas, em outros não vai ter nada, mas em algum dia pode aparecer uma coisa que pode mudar o jeito com que você encara as coisas e pensar 'poxa, isso me deixa feliz de verdade, vou fazer isso sempre''.-- Marcela Assef

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“Em alguns dias vão ser umas coisas bobas, em outros não vai ter nada, mas em algum dia pode aparecer uma coisa que pode mudar o jeito com que você encara as coisas e pensar ‘poxa, isso me deixa feliz de verdade, vou fazer isso sempre'”.

— Marcela Assef

15. “Tente cercar-se de pessoas que querem te apoiar”.

'Também tentar pensar que não precisa ser igual ninguém para ser feliz e saber que tempo de descanso é igualmente importante ao tempo produtivo. Mas as pessoas são uma das coisas mais importantes mesmo.'-- Paulo Henrique Testoni

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“Também tentar pensar que não precisa ser igual ninguém para ser feliz e saber que tempo de descanso é igualmente importante ao tempo produtivo. Mas as pessoas são uma das coisas mais importantes mesmo.”

— Paulo Henrique Testoni

16. “Respeitar que não dá pra apressar a química, por exemplo.”

'Aprendi a não apressar as necessidades do meu corpo. E isso foi sempre foda por causa da exigência. Parar de se comparar com os outros também muito ajuda. Se for pra comparar, que seja só com você, sabe. É literalmente aquela balela do 'ser você e foda-se o resto'.'-- Luisa Maria Cabulcci

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“Aprendi a não apressar as necessidades do meu corpo. E isso foi sempre foda por causa da exigência. Parar de se comparar com os outros também muito ajuda. Se for pra comparar, que seja só com você, sabe. É literalmente aquela balela do ‘ser você e foda-se o resto’.”

— Luisa Maria Cabulcci

17. “Tentar não ficar bravo quando alguém disser ‘você precisa sair dessa’. Tentar ouvir a pessoa dizendo ‘eu te quero bem'”.

'Frases como 'você precisa sair dessa' são bem horríveis de ouvir porque a gente tem consciência disso. Parece clichê, mas o negócio é sempre olhar pro lado bom das coisas, por pior que a situação esteja. Em vez de ouvir esse tipo de coisa, eu ouvia um 'eu quero te ver bem' ou um 'eu não sei o que fazer, mas eu quero te ajudar''.-- Hiago Azevedo

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“Frases como ‘você precisa sair dessa’ são bem horríveis de ouvir porque a gente tem consciência disso. Parece clichê, mas o negócio é sempre olhar pro lado bom das coisas, por pior que a situação esteja. Em vez de ouvir esse tipo de coisa, eu ouvia um ‘eu quero te ver bem’ ou um ‘eu não sei o que fazer, mas eu quero te ajudar'”.

— Hiago Azevedo

18. “Escrever. Qualquer coisa. Poema, frase, letra de música, o que sente.”

'É uma forma boa de colocar para fora o que estou sentindo sem o medo de ser julgada por outra pessoa. Tento não reler o que escrevo, só o fato de colocar no papel ajuda.'(Esta pessoa pediu para não ser identificada)

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“É uma forma boa de colocar para fora o que estou sentindo sem o medo de ser julgada por outra pessoa. Tento não reler o que escrevo, só o fato de colocar no papel ajuda.”


(Esta pessoa pediu para não ser identificada)

19. “Exercícios físicos ajudam, mas acho importante você encontrar algum que você goste porque ele não pode se tornar um ‘peso'”.

'O que eu aprendi ser importante durante uma crise é respeitar o sentimento, não me cobrar se não consigo lavar louça ou arrumar a casa. Se to sentindo cansada [porque depressão cansa até quando se tá dormindo] eu descanso. Se tenho q trabalhar, me deito na cama com o notebook no colo e trabalho'.-- Carolina Matos

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“O que eu aprendi ser importante durante uma crise é respeitar o sentimento, não me cobrar se não consigo lavar louça ou arrumar a casa. Se to sentindo cansada [porque depressão cansa até quando se tá dormindo] eu descanso. Se tenho q trabalhar, me deito na cama com o notebook no colo e trabalho”.

— Carolina Matos

20. “Que tal fazer coisas que lembram épocas boas?”.

'Lembra quando assistiu com a sua BFF pela primeira vez 'Jovens Bruxas'? Que tal convidar ela para essa sessão nostalgia? Afasta o pensamento do agora. Rever aquele episódio de Friends - da fase mais leve -, ou aquele filme sessão da tarde.'(Esta pessoa pediu para não ser identificada).

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“Lembra quando assistiu com a sua BFF pela primeira vez “Jovens Bruxas”? Que tal convidar ela para essa sessão nostalgia? Afasta o pensamento do agora. Rever aquele episódio de Friends – da fase mais leve -, ou aquele filme sessão da tarde.”

(Esta pessoa pediu para não ser identificada).

21. “Exercite a generosidade consigo mesmo”.

'Em quadros de depressão normalmente estamos no ápice do self-hating, desgostosos conosco mesmos, em sofrimento. Calma. Com tempo e terapia adequados você vai sair dessa. Um dos caminhos para ajudar nesse processo é exercitar a generosidade consigo mesmo (tendo paciência e tolerância com nossas fraquezas) e com os outros (será que os outros são tão incompreensivos assim com a sua doença ou você ajuda esse quadro mascarando sintomas, sumindo do convívio ou supervalorizando certos aspectos da depressão?) São hipóteses, cada caso é um caso, mas menos crítica e mais tolerância vão te ajudar a sair desse quadro.'-- Mariana Xavier

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“Em quadros de depressão normalmente estamos no ápice do self-hating, desgostosos conosco mesmos, em sofrimento. Calma. Com tempo e terapia adequados você vai sair dessa. Um dos caminhos para ajudar nesse processo é exercitar a generosidade consigo mesmo (tendo paciência e tolerância com nossas fraquezas) e com os outros (será que os outros são tão incompreensivos assim com a sua doença ou você ajuda esse quadro mascarando sintomas, sumindo do convívio ou supervalorizando certos aspectos da depressão?) São hipóteses, cada caso é um caso, mas menos crítica e mais tolerância vão te ajudar a sair desse quadro.”

— Mariana Xavier

22. “Estabeleça metas básicas e pequenas para si mesmo, como acordar cedo e escovar os dentes”.

'Se não tem vontade de fazer nada, estabeleça para si pequenas metas básicas como acordar cedo, escovar os dentes, limpar a casa, cuidar do cachorro, pegar um sol na rua, ser gentil com outras pessoas. Mesmo que de forma artificial inicialmente, quase como um jogo, isso vai te ajudando a melhorar aos poucos. Se puder tornar isso um jogo, melhor ainda. Vá adicionando novas tarefas conforme sentir uma progressão. Se alguma tarefa te pressionar demais, tire ela da lista, mas mantenha as tarefas mínimas para que você tenha uma vida minimamente saudável.'-- Gustavo Serrate

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“Se não tem vontade de fazer nada, estabeleça para si pequenas metas básicas como acordar cedo, escovar os dentes, limpar a casa, cuidar do cachorro, pegar um sol na rua, ser gentil com outras pessoas. Mesmo que de forma artificial inicialmente, quase como um jogo, isso vai te ajudando a melhorar aos poucos.

Se puder tornar isso um jogo, melhor ainda. Vá adicionando novas tarefas conforme sentir uma progressão. Se alguma tarefa te pressionar demais, tire ela da lista, mas mantenha as tarefas mínimas para que você tenha uma vida minimamente saudável.”

— Gustavo Serrate

23. “Aprenda a conviver consigo e se acolher”.

'Se dizem 'ah, exercício físico é bom pra depressão', mas vc vai lá pra academia e aquilo vira uma nova exigência na sua vida (tenho que ter o corpo da blogueira/do mahamudra; tenho que correr pra no fim do ano terminar a São Silvestre...) não funciona. Da mesma maneira a meditação. Se vira uma cobranca (tenho que silenciar meus pensamentos; porque não tô conseguindo entrar no estado nirvânico??? Eu sou um fracasso ate nisso!!!) então o remédio vira veneno. É o correr pelo correr, nadar por nadar, meditar por meditar. Se for por resultados, desanda'.(Esta pessoa pediu para não ser identificada)

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“Se dizem ‘ah, exercício físico é bom pra depressão’, mas vc vai lá pra academia e aquilo vira uma nova exigência na sua vida (tenho que ter o corpo da blogueira/do mahamudra; tenho que correr pra no fim do ano terminar a São Silvestre…) não funciona. Da mesma maneira a meditação. Se vira uma cobranca (tenho que silenciar meus pensamentos; porque não tô conseguindo entrar no estado nirvânico??? Eu sou um fracasso ate nisso!!!) então o remédio vira veneno. É o correr pelo correr, nadar por nadar, meditar por meditar. Se for por resultados, desanda”.

(Esta pessoa pediu para não ser identificada)

24. “Aprenda a se perdoar”.

'O que eu percebi que na minha depressão foi que eu nunca fui capaz de encarar meus erros de frente e me perdoar, até pra reconhecer meus próprios acertos. Não é um trabalho de se perdoar, e pronto, tô curado. É um trabalho de formiga, de todo dia, de se olhar e se perdoar e abraçar seus erros. As pessoas têm muitas ressalvas sobre o que é 'perdão', até porque ninguém gosta de saber que errou, mas perdoar é seguir em frente, porque quando a gente guarda mágoas (de si mesmo ou dos outros), a gente faz uma força mental pra manter aquela mágoa, o ódio (pelo outro ou por si mesmo) fica em você, e ele fica por meio de uma força mental. Perdoar é deixar de fazer essa força, deixar que essas coisas te consumam e poder nadar pra cima. O perdão leva ao amor-próprio, que leva ao amor pelos outros e pelo entorno que deixa a pessoa mais capaz de se perdoar, que fica mais capaz de se amar e amar aos outros, e assim vai. Me perdoando, eu saí do ciclo da mágoa e da depressão, e entrei num ciclo de amor.'-- Isac Bernardo
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“O que eu percebi que na minha depressão foi que eu nunca fui capaz de encarar meus erros de frente e me perdoar, até pra reconhecer meus próprios acertos. Não é um trabalho de se perdoar, e pronto, tô curado. É um trabalho de formiga, de todo dia, de se olhar e se perdoar e abraçar seus erros.

As pessoas têm muitas ressalvas sobre o que é ‘perdão’, até porque ninguém gosta de saber que errou, mas perdoar é seguir em frente, porque quando a gente guarda mágoas (de si mesmo ou dos outros), a gente faz uma força mental pra manter aquela mágoa, o ódio (pelo outro ou por si mesmo) fica em você, e ele fica por meio de uma força mental.

Perdoar é deixar de fazer essa força, deixar que essas coisas te consumam e poder nadar pra cima. O perdão leva ao amor-próprio, que leva ao amor pelos outros e pelo entorno que deixa a pessoa mais capaz de se perdoar, que fica mais capaz de se amar e amar aos outros, e assim vai. Me perdoando, eu saí do ciclo da mágoa e da depressão, e entrei num ciclo de amor.”

— Isac Bernardo

Repost – BuzzFeed

Crítica “13 Reasons Why ” (contêm spoilers)

Assisti ao trailer da nova série da Netflix 13 Reasons Why e fiquei super ansiosa para ver. Então, fiz uma maratona neste sábado, só para falar a vocês o que achei da história.

A série é baseada no clássico romance de Jay Asher, que conta a história Clay Jensen, um tímido estudante do ensino médio, volta para casa da escola um dia e encontra um pacote enviado anonimamente, em sua porta. Após a abertura, ele descobre que são sete fitas cassete gravada pela falecida Hannah Baker, sua colega que recentemente cometeu suicídio.  Nas fitas, Hannah explica á treze pessoas como eles desempenharam um papel na sua morte, apresentando treze razões que explicam porque ela se matou.

Desde o inicio é incrível como o enredo nos prende, nem acreditei que havia chegado ao fim, quando cheguei. E posso dizer que fiquei por todo esse tempo esperando que Hannah não estivesse morta, foram tantos mal entendidos, mentiras e fofocas que achei que não era possível que isso realmente fosse acontecer, mas é sempre assim. Não é? A vida real não tem final feliz.

A série é intensa, traz sexo, drogas, estupro, etc. Nos faz ver os dois lados da história, como o bullying afetou Hannah e como os agressores foram afetados. Mais do que isso, mostra como o relacionamento entre pais e filhos afetam nas nossas escolhas. Existem alguns pontos que eu gostaria de abordar, mas se você ainda não viu a série e quer evitar spoilers, não leia o paragrafo a seguir.

Primeiramente vou falar um pouco sobre cada um dos treze porquês de Hannah ter se matado.

  1. Justin Foley, deu o ponta pé oficial na depressão de Hannah ao tirar a foto e dar a entender que houve algo a mais, por mais que não tenha espalhado o boato ele não fez nada para impedir, mesmo sabendo o quanto Hannah era uma garota legal. Na minha opinião, tem culpa.
  2. Alex Standall, deu brecha para iniciar um grande assédio sexual para cima de Hannah, mas ao mesmo tempo, quantos de nós nunca falamos o que um ou outro tem de bom ou ruim em cada na adolescência? Eu acho que ele teve culpa em envolver Hannah em algo que ela não tinha nada a ver, mas a escola foi a culpada por deixar aquilo se espalhar. perpetuando assim a reputação de promiscuidade dela.
  3.  Jessica Davis, diria sua ex-melhor amiga, foi totalmente ridícula em não acreditar na amiga e ainda se envolver com Justin. No fim ela estava tão perdida quanto os outros, pois havia sido vítima e nem sabia.
  4. Tyler Down,  fez com que Hannah se sentisse mais insegura ainda e contribuiu para que mais um boato fosse espalhado pela escola, talvez por sofrer bulliyng ele não tenha tanto poder, mas ele tinha provas de tudo e poderia ter acabado com aquilo há muito tempo.
  5. Courtney Crimsen, de todos os envolvidos, acho que é o que eu mais entendo, imagino a vida que ela teve, exatamente pelo mundo ser como é.  Apesar de ser  manipuladora e usar as pessoas para a sua popularidade. Eu imagino a pressão que ela deve sentir dos pais e da sociedade, afinal se ela se assumir gay será mais um índice para todos dizerem que casais gays não podem adotar. Claro não retiro a culpa dela, pois ela poderia ter evitado a morte de Hannah , sem contar que um beijo não diz nada. Sei lá que adolescentes mais bregas são esses?
  6. Marcus Cooley, um babaca, simplesmente isso. Um cara escroto que simplesmente fez o que fez porque quis e nem mesmo depois sentiu remorso.
  7. Zach Dempsey,  após ser rejeitado muitos de nós pode pensar em querer ferrar com o outro, mas Zach poderia ter feito algo mais, se imposto, entendo que essa fase não é fácil para se impor e ser quem quiser ser, mas ele poderia ter feito algo.
  8. Ryan Shaver, acredito que vazar o poema realmente seria algo bom para Hannah, ela com certeza se tivesse conseguido seguir em frente teria visto aquilo como um rompimento da zona de conforto e se dedicaria mais a escrita. No entanto Ryan fez isso por puro egoismo e nem mesmo pensou no que ela poderia sentir.
  9. Justin Foley (mais uma vez), é mais do que certo que Justin é parcialmente responsável pelo estupro de Jessica. Mas Hannah também poderia ter feito algo, a questão é será que alguém a ouviria?
  10. Sheri, estava dando uma carona para casa de Hannah da festa onde Jessica foi violentada, quando ela bateu o carro e derrubou um sinal de “pare”. Mais tarde naquela noite, um idoso foi ferido e um estudante de sua escola foi morto em um acidente causado pela falta do sinal. Um erro pequeno, grandes consequências.
  11.  Clay Jensen, o cara certo. Clay não era para estar na lista, mas ela mandou as fitas porque lamentou nunca ter a oportunidade de conhecê-lo melhor. Além disso, ela sente que lhe deve uma explicação para seu comportamento. Acho que Clay é tão culpado quanto Hannah nesse jogo, em uma série que aborda o feminismo em várias formas, acho estranho ela nunca ter tentado falar com Clay o que sentia, afinal não cabe somente ao homem dar o primeiro passo.
  12. Bryce Walker,  o MAIOR CULPADO DE TODOS, abusou sexualmente de Jessica e Hannah, sem contar outras meninas que provavelmente ele também deve ter abusado. Mesmo Hannah admitindo que ela não tentou o impedir, acho que já sabemos que é preciso ter um consentimento sólido para um ato sexual acontecer e é visível que Bryce  se aproveitou dos boatos que se espalharam na escola.
  13. Sr. Porter, talvez o segundo maior responsável pela morte de Hannah, mas eu imagino a vida desse conselheiro que atende centenas de alunos e precisa dar a atenção correta a cada um deles e reponde por isso, o conselho da escola que deveria ajudá-lo esconde coisas assim como todo adolescente.

Todo o enredo mostra uma posição complicada para os envolvidos entre adolescentes sem autoestima, agressores, professores e pais. Acho que a maior responsabilidade é dos pais e é possível ver a mudança de Hannah com a família ao longo dos episódios, não tem como dizer que não havia indícios e pior a situação dos pais, depois da morte de não saberem o que a levou a fazer isso só mostra o quanto eles estavam mais afastados da filha do que imaginavam.

Por fim, quero dizer que eu entendo Hannah, há momentos na vida de quem sofre com depressão que acabar com a vida parece a melhor opção. Não encontramos saídas e nos vemos como o maior problema na vida de quem amamos, recentemente eu mesma pensei em fazer algo assim, na verdade eu não teria coragem de me matar, mas tinha vontade de morrer. São situações parecidas, mas não semelhantes. Ao assistir a cena de suicídio de Hannah eu me imaginei naquela situação. Depois de passar por tantos problemas e se sentir tão sozinha e abandonada ter aquele tempo, aquele intervalo entre cortar os pulsos e morrer definitivamente, seja a pior das solidões encaradas.

Essa série mexeu comigo de uma forma bem complicada, me vi na pele da Hannah, não por sofrer bullying mas por sofrer com a depressão e chegar a pensar que meu único fim era esse. Se você também se sente ou sentiu assim, procure ajuda, seja com quem for, não deixe de tentar continuar vivendo.

Como é Viver Com Depressão

Como nem sempre tenho boas ideias sobre o que escrever aqui no meu blog. Comecei a me desafiar e pedir para as pessoas do meu convívio dar ideias de assunto para escrever. Nessa primeira semana de desafio, alguns dos assuntos que consegui foi: “Como É Viver”, tudo bem que é genérico, mas meu namorado sugeriu então decidi aceitar, “Não Maltratar Animais” esse quem sugeriu foi meu irmãozinho de 6 anos, eu achei bonitinho e aceitei. E para começar o desafio decidi começar “Com Como É Viver”, mas mais do que isso eu lembrei de um vídeo que mostra Como É Viver Com Depressão e decidir falar sobre isso.


A depressão afeta 350 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, cerca de uma em cada dez pessoas sofre com o problema. Embora seja uma doença comum, muitos ainda não sabem lidar com ela. A ideia deste vídeo é sensacional, porque além de ter o ponto de vista de quem tem e sofre com a doença mostra algumas coisas que fazemos “tentando ajudar” na verdade só atrapalha.

Visto que alguns dos sintomas da Depressão podem ser confundidos com sentimentos naturais do ser humano como a tristeza, a indiferença e o desânimo. Muitos não reconhecem que precisam de tratamento, ou até mesmo que algum ente esteja precisando de ajuda. É importante lembrar que esses sentimentos passam a configurar um quadro de depressão clínica quando a variação do humor começa a afetar negativamente vários aspectos da vida da pessoa – da produtividade no trabalho e nos estudos às relações com outros indivíduos, passando pela qualidade do sono e a disposição física para realizar as atividades do dia a dia.

Lendo alguns sites que falam sobre o tópico, achei o seguinte depoimento: “Sofro dessa doença, desde de 2006, vivo em altos e baixos , tem horas quero deixar de existir , outras horas me esforço para seguir em frente , mais é bem tudo isso mesmo , acho que nunca vai passar essa dor que não se ver , essa angústia sem razão , é realmente terrível, hoje me encontro num momento muito difícil , uma das coisas que mais gostava de fazer era trabalhar , hoje é uma das coisas que mais odeio fazer , não tenho mais prazer em trabalhar, bom é isso tudo mesmo.” No geral os sintomas da Depressão incluem: alteração do humor, desinteresse por coisas prazerosas, problemas relacionados ao sono, mudanças no apetite, perda ou ganho de peso, falta de concentração, cansaço e pensamentos recorrentes sobre morte.
Recentemente, achei um post interessante “20 coisas para se lembrar se você ama uma pessoa com depressão” entre as 20 coisas estava:

Uma das melhores maneiras de fazer a diferença na vida de uma pessoa deprimida é deixar que ela saiba que você está lá com ela. Isso é algo que tem de ser comunicado diretamente, cara a cara. Algo que deve ser considerado também é a maneira com que você mostra o seu apoio e encorajamento. Aqui está uma pequena lista de recomendações:

  • Dê um pequeno elogio sincero;
  • Observe os pontos fortes e positivos da pessoa querida que está doente;
  • Inclua essa pessoa em seus eventos ou planos;
  • Remova as palavras “deveria” da relação;
  • Respeite seus sentimentos e pensamentos, mas, use perguntas abertas, tanto quanto possível.
  • Eles precisam de reforço positivo mais do que críticas

Qualquer um destes pontos não só pode ajudar, diminuindo o estigma em torno da depressão, mas, também pode ajudar o indivíduo a lidar com a doença em seu dia a dia.

Espero que este post tenha aberto algumas mentes, ajude as pessoas que vivem com depressão e também as pessoas que amam alguém com depressão.

Essa doença é silenciosa e está mais presente do que imaginamos.