O Feminismo está inspirando o seu LOOK DO DIA

Repost – Youcom

Esse blog nunca viu tanta gente incrível falando sobre temas tão relevantes nos últimos tempos, e pra continuar com a maré, convidamos a responsável pelo núcleo de pesquisa de tendências da Youcom, a Liana,  pra falar sobre um assunto que ela se identifica e ama: o feminismo na moda. Vai que é tua, Li!

O feminismo é um assunto que veio à tona novamente há algum tempo, mas ainda não perdeu sua força de discussão na sociedade, pelo contrário, está cada vez mais forte e batalhando para conscientização das pessoas. E é impossível não perceber as manifestações feministas através da moda, a conexão entre ambos é muito forte, então vamos comentar aqui sobre algumas tendências que foram influenciadas por este movimento.

Os tons rosáceos são possivelmente a primeira forte conexão que a moda apresenta em relação ao feminismo, já que o rosa sempre foi conectado ao universo feminino. A grande diferença é que o rosa agora é sinal de empoderamento feminino, para afirmar na sociedade a força do nosso sexo, e não para simbolizar algum tipo de delicadeza ou fragilidade. Magenta, rosa blush ou até mesmo o tão conhecido millenial pink estão por todo o lugar, e duvido que você ainda não tenha se sentido atraído por um deles.

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Outra tendência de moda que é muito forte e faz esta conexão é a camiseta manifesto. Já faz algum tempo que as pessoas curtem expressar suas ideias através de camisetas com frases, e percebemos um movimento girando em torno de mensagens feministas. Maria Graça Chiuri, diretora criativa da Dior, exibiu eu seu primeiro desfile para a famosa maison francesa, uma camiseta com a frase “We should all be feminists”, título do discurso que a famosa ativista feminista Chimamanda Ngozi proferiu no TED, e que depois virou livro. Isso foi o ponto alto para que marcas do mundo inteiro garantissem em suas prateleiras produtos com mensagens empoderando as mulheres.

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As transparências também estão aí para dar liberdade as mulheres. Em 2014, o filme Free the Nipple foi lançado pela diretora Lina Esco para dar força a campanha homônima, que prega igualdade de gênero e pela liberdade das mulheres em mostrar seus mamilos. Esse movimento influenciou a criação de diversas coleções de moda onde as transparências são utilizadas sem a necessidade de esconder os seios em um sutiã.

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Gordofobia é abordada no Profissão Repórter

Assisti hoje o Profissão Repórter dessa semana, que fala sobre a Obesidade, e me senti representada. Não que isso seja algo bom, neste caso, mas achei excelente terem abordado este tema e dessa forma.

O Profissão Repórter falou de quatro jovens que são obesos, dois que sofrem com isso e dois que já se aceitaram como são e, inclusive, ganham dinheiro por meio de seu biotipo. O que mais me marcou, foi o caso de Rogi, estudante de administração, com 29 anos e muita dificuldade para lidar com as tarefas básicas por causa do seu peso. Com 208kg tudo fica muito difícil: ir ao banheiro, pegar ônibus, sentar na cadeira da faculdade e comprar roupas. “Muitas vezes ouço as pessoas dizerem que se assustam comigo. Não ser aceito em espaços machuca. Quando me olho no espelho, não me sinto o feio que a sociedade diz. Eu me sinto bonito, e às vezes nem me sinto gordo”, conta.

Rogi jogava no time de futebol americano de Vila Velha, no Espírito Santo. Mas há dois anos desistiu e, depois disso, teve uma depressão. Foi aí que começou a engordar: “Às vezes eu quero me isolar, muitas vezes eu não saio. Fico quietinho em casa porque aqui sei que tô protegido”.

É exatamente assim que me sinto, passei por alguns eventos em minha vida que me fizeram engordar e muito e como ele disse, temos uma vida excluída do resto do mundo, muitos não encontram roupa, não encontram um parceiro e sofrem preconceito todos os dias. E o único prazer que encontramos é na comida.

São piadas, brincadeiras e cobranças do mundo que nos fazem tomar decisões absurdas. Como a entrevistada Fernanda disse, muitas vezes a pior cobrança é de dentro de casa. Fernanda quer emagrecer 20kg até o Natal. Ela é professora e deixou o emprego há dois anos, quando a segunda filha nasceu. Ela tem que lidar com as constantes críticas do marido, Hermínio: “Ele adora me zoar, não só eu… Fala que é tudo chupeta de baleia”.  Hermínio conta sua versão: “Eu brinco assim, mas não tem maldade. Não é bullying. Ela inventou de usar biquíni e eu falei que não dá. Uma mulher desse tamanho vai usar biquíni? Ficou feio pra caramba”.

Fernanda pesa 90kg e quer chegar aos 70kg: “A sociedade tem um papel muito importante na minha vontade de emagrecer, porque eles cobram muito isso da gente. Eu não tô fazendo só pelos outros, tô fazendo pra eu me sentir melhor, mais bonita”.

A Gordofobia é algo sério, para quem não está acima do peso, é só uma brincadeira, para nós que sofremos, machuca a alma. Eu queria muito que minha mãe entendesse como eu me sinto e me apoiasse mais, mas é tão complicado, para ela eu estou assim porque quero. E isso não é verdade.

Por que não é preguiça
O sobrepeso não é necessariamente resultado de comida em excesso ou falta de atividade física. Conheça alguns fatores comprovados cientificamente

Falta de sono – Segundo uma pesquisa do King’s College London, pessoas que dormem menos de sete horas por dia consomem, em média, 385 calorias diárias a mais do que aquelas que dormem além disso.

Condições socioeconômicas – Uma pesquisa desenvolvida pelo Ministério da Saúde apontou que o excesso de peso está ligado à escolaridade: 57,3% dos brasileiros com até oito anos de estudo estão com excesso de peso, enquanto aqueles com mais de 12 anos de estudo fazem o índice cair para 48,4%.

Medicamentos – Alguns remédios e até anticoncepcionais formulados à base de estrógeno colaboram no ganho de peso.

Desequilíbrio hormonal – Um desequilíbrio na glândula tireoide pode causar o hipotireoidismo, que desacelera o metabolismo, o que dificulta o gasto de energia e retém sal e água, levando ao inchaço.

Genética – Estudos realizados com gêmeos mostram que a genética influencia nosso peso entre 40% e 70%. Há inclusive genes associados ao acúmulo de gordura, como o FTO — um levantamento recente publicado na revista Nature comprovou que ratos sem esse gene nunca ficam obesos, mesmo comendo muito e se movimentando pouco.

Fonte: Revista Galileu

Eu, particularmente, ainda não cheguei ao nível de me aceitar como sou. E nem sei se é isso que quero. Espero ainda emagrecer e me sentir bem com o meu corpo. Mas acima de tudo não quero mais me sentir mal, depressiva, excluída e tudo de ruim ao me olhar no espelho.
Se você quiser assistir o episódio de Profissão Repórter:
Depois lembra de voltar e dizer o que achou.

Nos riffs da moda

Desfile de moda inspirado no Rock’n’Roll revela uma eterna tendência

Para alguns o rock vai além de estilo musical, é um estilo de comportamento, de atitude, de linguagem… Enfim, um estilo de vida, que influência cada vez mais nosso dia a dia. Na Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP, uma turma do 3º ano de moda, reuniu-se e decidiu realizar um desfile todo inspirado no Rock’n’Roll, com um ar São José Fashion Week, o desfile intitulado Fashion on the Rock integrou turmas de várias áreas da comunicação social para um mesmo objetivo: fazer sucesso!

Foram dias de organização, muitos envolvidos, campanhas publicitárias nas mídias e muita preparação para o tão aguardado dia 31 de maio.

Conforme combinado, o desfile começou pontualmente às 20h30 após um caloroso show de rock com o músico David D’epiro, que além de compor e cantar, faz a produção de seus próprios discos e clipes. Seu show abrangeu toda a fase de inspiração musical das estilistas, ou seja, o rock dos anos 50 aos 90, indo de AC/DC a Kings of Leon.

As peças expostas durante o desfile chamaram atenção não apenas pela expressividade, mas também pela beleza e perfeccionismo que foram produzidas, já que foram todas produzidas por alunas, as expectativas não eram tantas. Isabella Rabelo, a aluna de jornalismo do 2º ano, confirma “logo quando cheguei ao pavilhão, fui surpreendida com uma produção linda, e o desfile também conseguiu expressar bem o conceito, não esperava que fosse ficar tão legal”.

A professora Celeste Marinho envolvida na organização, mas não na execução das peças declarou “o desfile estava bem organizado,  a Profª Raquel, responsável pelo desfile,  conseguiu  incentivar e motivar os alunos para realizar o trabalho com o resultado de um Mega evento”. Já a secretária do bloco da FCSAC afirma “Pela primeira vez teve essa integração de alunos de outras turmas, além de publicidade os alunos de Jornalismo e Radio e TV ajudaram tanto desfilando, quanto durante o evento”

Claro que nem todos se impressionaram com as peças, “Achei algumas muito bonitas, outras muito estranhas. Acho que não usaria nada apresentado, porque as peças do desfile carregam uma conceitualização, não necessariamente são produzidas para o cotidiano.” Afirma Alex Ivanovitch, aluno de publicidade responsável pela parte de design Gráfico do desfile.

Mesmo não se interessando por moda Alex se sentiu recompensado por trabalhar no evento. “Esse evento proporcionou uma nova visão artística aliada à moda. Foi uma experiência interessante e agregadora, pois a classe toda que se envolveu em assunto inusitado para a maioria até então”, disse.

Para a estilista/aluna Bruna Andrade, responsável pela década de 80, a experiência foi bem sucedida, “Achei a experiência valida, me achei mais profissional, mas participar de desfile não é pra mim. Foi bem divertido criar as peças, pelo fato de eu gostar muito de rock. O problema foi a falta de dinheiro. Risos” declara.

Dentre as suas peças, Bruna diz que teve inspirações em bandas como Guns ‘n’ Roses, Queen, Mötley Crüe, Scorpions, David Bowie e até um pouco do pop de Madonna e Cindy Lauper. O favorito ela comenta “Foi a o segundo look, que é um macacão de lurex com uma perna só, porque foi inspirada no Freddie Mercury.”

Bruna Andrade ainda completa, “Apesar de tudo, acho que qualquer criação que eu farei, sempre via ter um pouco de inspiração com o rock. Pois ele representa boa música, representa a liberdade e todo um estilo de vida e de pessoas com seus vestuarios. Assim que faço o meu estilo.”

Moda no dia a dia

Um desfile como esse costuma chamar a atenção, mas será que as pessoas são ligadas à moda? Alex Ivanovitch disse “Na realidade eu não ligo muito para a moda, me visto da forma que me sinto bem, no meu estilo, uso roupas que podem estar na moda ou não, isso pra mim é indiferente.”

Para Deborah Zandonadi, Publicitária, a moda é mais que aparência. “Ela caminha junto com a história, refletindo o comportamento e hábitos de uma época. É como se fosse uma arte mostrada pelo corpo, na rua, para todos. Antes que você tenha a oportunidade de conhecer ou conversar com a pessoa, já tem uma impressão pela maneira dela se vestir.”

Matheus Marques, estudante de publicidade, declara-se influênciado pelas tendências, “A moda  é importante pelo fato de inovar a cara da população a temporada, uma tendência muda o modo de ver o mundo. Mas não é por isso que todo mundo deva segui-la, cada um deve ter seu própio estilo, seu própio look  e saber qual a sua identidade.

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